
Aprender, Aprender Sempre ! (Lenine) ..... Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Alegria e Fantasia (Victor Nogueira) ..... Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
sábado, 3 de novembro de 2007
Fui, como ervas, e não me arrancaram (7) - Sobre as ampulhetas

Fui, como ervas, e não me arrancaram (6) - Aranha e Fotógrafo

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Aranha e Fotógrafo
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Fui, como ervas, e não me arrancaram (5) - As paredes que nos «se(r)cam»

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Fui, como ervas, e não me arrancaram (4) - De que são feitas as minhas saudades?

sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Fui, como ervas, e não me arrancaram (3) - O Livro e o Filme

O Livro e o Filme
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A mim é-me indiferente, tanto vejo o filme, como leio o livro. Mas nunca um corresponde ao outro. No livro, bem ou mal, imaginamos as pessoas e paisagens e estas, sem referências, talvez nem sequer as «visualizemos». O filme, está ali na sua «relidade». Gostei do filme «O velho gringo» mas o livro foi uma decepção. Li «o carteiro toca sempre duas vezes» e vi várias versões cinematográficas completamente diferentes, um pouco na «história», muito no cenário, e gostei de todas. Também o «Perfume do Dinheiro», era este o nome, se a memória me não falha, vi duas versões, uma com o fabuloso Dustin Hoffman e outra mais serena, dum cineasta italiano, esta a p.b. e também gostei de ambas.
O que me aborrece hoje nos livros dos «super» e dos «hiper» mercados´são as capas, todas brilhantes, douradas, em relevo, para os «olhos» comerem, independentemente do conteúdo.
O filme a que me referia era "Perfume de Mulher", (Scent of a Woman ), o actor fabuloso - Al Pacino e o realizador Martin Brest (1992). «O perfume do dinheiro» é um outro (The Honney Pot), baseado entre outras numa peça de Ben Jonson - Volpone - realizado por Joseph L. Mankiewicz (1967), cujo principal actor é também fabuloso - Rex Harrison, que também aparece em My Fair Lady (1964), baseado no Pigmalião de B. Shaw.
Do 1º houve uma 1ª versão italiana, mais «discreta» na interpretação, chamada «PROFUMO DI DONNA» interpretado por Vittorio Gassman e realizado por Dino Risi (1974)
Quanto a «O carteiro toca sempre duas vezes», baseado numa novela policial de James Cain, há uma versão com Jack Nicholson e Jessica Lange, de Bob Rafelson (1943), e uma outra, realizada por Visconti (1943) e chamada Ossessione, no original, cujo enredo é alterado .
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De um cinéfilo «reformado»
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2007.11.02
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Fui, como ervas, e não me arrancaram (2) - O meu horizonte ...

Fui, como ervas, e não me arrancaram (1) - Retratos e Pinturas

* Victor Nogueira
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Retratos e Pinturas
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Setúbal. 2007.11.01
Retratos (21) - Uma troca justa
Estou a escrever lentamente por dois motivos, o principal dos quais é o facto desta nova carga da esferográfica ser extra fina, e portanto pouco deslizante pelo papel. (...) Fiz um negócio com o Camilo e trocámos as cargas das canetas. Sem dúvida alguma ambos lucrámos; ele porque escreve mais palavras por linha, eu porque escrevo mais por minuto. Estas cartas, escritas ao sabor do tempo e das ocasiões, lidas posteriormente, devem mostrar o seu verdadeiro valor, isto é, nenhum. (MCG -- 1973.01.22) ~ Évora
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Retratos (20) - Fim de Festa
Estou na sala da AE. Isto é um autêntica lixeira. O chão juncado de papéis, as mesas e os móveis juncados de sebentas, de listas, de stencils amontoados. (Aqui ao meu lado um cesto de papéis ... vazio!) É impossível trabalhar nesta pocilga. Na secretária onde escrevo, uma resma aberta, o ficheiro de sócios, cinzeiros, químicos, cola, agrafador, furador, lista de vendas. Parece que foi tudo saqueado. Na realidade a Associação de Estudantes não existe. Bem sei que os que trabalham em qualquer coisa, que a fazem andar, são uma minoria. Mas aqui somos de menos! No princípio deste ano eu e o Viegas discutimos se deveríamos candidatarmo-nos de novo. Ou deixar isto extinguir se. Venceu a primeira hipótese. Mas a messe é grande demais. Se acudimos a um lado, eis que aquela começa a desmoronar se.
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Retratos (19) - Interrogativamente
Telefonei-te, porque desejava falar contigo, ouvir-te, acalmar a contrariedade. De lá veio a tua voz tímida, pequenina e depois ... depois o silêncio, o "não percebo o que queres dizer", o "então deixa-me." Mas eu não queria magoar-te, apagar o teu sorriso bom e alegre, de salta-pocinhas que amo, no silêncio do meu quarto, e que perco tantas vezes. Parece me importante que as pessoas ajam com inteligência, procurando dominar os acontecimentos e as palavras e não serem dominados por eles. E não é isso que me está sucedendo. Mas queria-te também mais senhora de ti, lutando pelo que te diz algo. Daí as pedras que semeio ou em que por vezes transformo aquilo em que toco. De ti saberei apenas que esperas de mim amizade e compreensão (e talvez também ternura) Seremos capazes de dar isso um ao outro? Que é realmente importante? A nossa relação só tem razão de ser se for fonte de liberdade e alegria, para nós e para quem nos rodeia. Que não se transforme em pesadas cadeias pantanosas. Seremos nós capazes disso ? Estará certo o nosso caminho ? Seremos ambos capazes de reconhecê-lo ?
A resposta busca-se no presente que me desagrada, sem saber em quem, onde e como encontrá-la ! E no entanto pareceria tudo tão fácil, amiga. Soubesse eu mais de ti. Fosse eu menos impaciente !
Somos nós e não só eu quem deverá decidir do futuro da nossa relação. (MCG - 1973.04.08) Évora
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Retratos (18) - D. Camilo, o Grande
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D.Camilo, o Grande
O Camilo é um tipo lixado para trabalhar: deixa tudo para a última da hora - ainda é pior que eu - não tem horários normais e uns dias elabora esquemas transcendentes e complexos, para no dia seguinte, com o moral embaixo, mandar tudo à merda, porque não pode ser tão perfeito como imaginara. Sei que ele anda chateado e compreendo porquê. Sei que a vida desgovernada que leva não o favorece. Mas daí que passe a vida com racionalizações e justificações - que já não me convencem - para nada fazer porque não é como quer, bolas para isso. O resultado de tudo isso é que me vejo forçado a conceber, redigir e dactilografar todo o trabalho. Também por burrice minha. Porque devia marimbar-me para a sua casmurrice e não ter contrariedade nenhuma em obrigá-lo a trabalhar, malgrado a sua contrariedade.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Retratos (17) - L'arroseur arrosé
Ontem o Diogo Fialho fez anos e fui apanhado para a festinha do costume. Como não podia deixar de ser alguém tinha de entrar pelos copos em mistura. Quem estava mais à mão de semear e convencer foi a Eglantina (com dois cálices a alegria extrovertida natural dela aumentou) mas a brincadeira saiu-me cara que ela só bebia se eu acompanhasse, e o cretino do Diogo Guerreiro (agora muito loquaz) enchia também o meu copo, em vez de disfarçar. Resultado: o estômago a arder - estou mesmo velho - e toda a ceia fora. O riso saiu me, pois, caro. (MCG - 1973.01.23) - Évora
domingo, 28 de outubro de 2007
Retratos - (16) - A toca da Margarida
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Na sua aconchegadora toca
rodeada dos seus amores
a Guida
com Bach e Beethoven
com as "humanidades"
com a Poesia (POE - 1971.07.24) (1)
Enquanto o Carlos fazia os seus estudos de piano e o Camilo vasculhava a secção de poesia da Margarida, (2) eu peguei numa folha que estava na camilha (3) da toca da Guida e fui rabiscando, com a caneta do Chico Bellizi, um pintor brasileiro de que terás visto comigo uma exposição no Palácio D.Manuel. Quando a Guida chegou ficou muito preocupada, não fosse eu estragar a caneta ao "queridinho". Mas é muito fácil desenhar com uma caneta daquele género. Tem um traço muito fino e sensível, contrariamente, por exemplo, à Pelikan com que estou escrevendo. (MCG - 1972.11.07)
1 - Do poema "á Guida sem amor hoje", escrito em 1971.07.24
2 - A Margarida tinha estudado em França e depois viera para o ISESE. Era muito mais velha que nós e na casa dos pais tinha um quarto com pé direito baixo e óculo para o passeio com arcadas, sala que era o cenáculo dos intelectuais lá do sítio, onde eu fazia por vezes papel de elefante numa loja de porcelana. Era uma espécie de mãe com os seus pintainhos. Disso dá conta um dos meus poemas: À Guida, sem amor, Hoje.
3 - Mesa redonda, coberta, com braseira em baixo, ao centro,
sábado, 27 de outubro de 2007
Retratos (15) - Os deleitos do Camilo
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Mas eu já estou calejado demais para trovejar como o Camilo ou ficar com a lágrima ao canto do olho como o Carlos. (MCG - 1972.10.18)
Já devia ter me levantado para cerrar a janela escancarada, através da qual entram não só o frio como os alegres e rápidos acordes duma qualquer composição para piano que um dos co-hóspedes do Camilo põe a tocar frequentemente. (MCG - 1972.11.08)
Na mesa ao lado o Camilo escreve. Deve ser o 3º testamento, nesta tarde. (...) (MCG - 1973.01.16)
Passa os dias no café na conversa. Hoje faltou à aula de Planeamento. Serviu de pretexto o seu cansaço. Que ia para casa dormir. Chego ao café ás 6 da tarde e estava no paleio com o João Luís. (...) Não lucro nada em irritar me, por contraproducente, mas aquele tipo podia ser um pouco mais realista, deixando se de evasões quando é preciso trabalhar. (MCG - 73.02.06)
Passo agora horas seguidas a escrever, quer rascunhos manuscritos, quer dactilografando. Há pouco o Camilo berrou me ali da casa dele para eu deixar de escrever à noite, pois está farto do tac-tac da máquina [pela noite dentro]. Mas cá em casa ainda ninguém se queixou. [A casa dele ficava na Rua dos Mercadores, o quarto dele na direcção do meu, avistando se os terraços de ambas as casa] (MCG - 1973.04.14)
O Arcada é um zum-zum de vozes e louça e máquinas e cadeiras atiradas. Na mesa ao lado o Camilo delicia-se com o "Ricardo III" do Shakespeare. De vez em quando comunica-me um ou outro dos diálogos da peça. (MCG - 1973.06.08)
O Carlos e o Camilo só estão bem na poluição do Arcada. Quem lhes tirar a fumarada tira lhes a vida e o ser !!! (MCG - 1973.07.03)
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Retratos (14) - De balde procurando emprego
Baldadamente tenho procurado emprego. Um lugar de professor de Geografia no Liceu ardeu, por falta de cunhas. Um lugar de professor de Matemática na Escola de Regentes Agrícolas de Évora (à falta de Engenheiros Agrónomos interessados) é uma possibilidade a confirmar (ou não) na próxima semana. Um emprego junto dos serviços profissionais possibilitar-me-ia ir preparando o trabalho de fim de curso. Traduções ou explicações são outra hipótese para melhorar a minha (crónicamente) desiquilibrada situação financeira. Outras poderiam surgir ou ser encaradas, mas o caracter eventual que têm de assumir, (quase) forçosamente, é uma grande dificuldade. (NSM - 1971.12.09)
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Retratos (13) - Daqui desta terra
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Aqui estou no meu quarto, buscando para ti as palavras que não encontro, corpo sem imaginação mas irritado e desassossegado pela constipação que me percorre as veias e me enche dum nervoso miudinho. Busco para ti as palavras dos outros, nos livros dos outros, os ponteiros aproximando se das nove e trinta, hora da vinda do homem que levará de mim as letras que cadenciadamente vão surgindo no papel branco que já não é só! Busco as palavras e apenas encontro estas, hoje vazio de ti pela tua ausência, ontem pleno pela nossa presença. São vinte e uma e vinte, hora de parar, os livros espalhados pela mesa, o corpo quebrado, a imaginação e a voz quase secas e frias. Daqui desta terra, para ti noutra terra, te abraço e beijo com ternura e amizade, na memória do tempo que fomos juntos. Aqui estou! (MCG - 1972.09.21) - Évora
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Retratos (12) - Dia do correio
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Resta-me pois saber como é a personagem dum conto de [Urbano] Tavares Rodrigues com quem te queres identificar. É uma curiosidade desenganada que fica em mim. (MCG - 1972.09.06) - Paço de Arcos
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Retratos (11) - Mestre «Cuca» I
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Estou com um grave problema, pois já me esqueci das recomendações das minhas tias (eu bem lhes disse para deixarem-mas escritas): será que as batatas se põem ao lume durante 15 minutos? E quanto ao feijão verde? Deita se no tacho quando a água ferver. E depois? Continua? Apaga se o lume? Bem, o que for se verá! (MCG - 1972.08.23) - Paço de Arcos
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
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A súbita riqueza dos camponeses pobres
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Dois filmes sobre o Amor
Um Filme: A Bíblia
Um filme: S. Francisco de Assis, de Liliana Cavani...
Retratos (10) - A malta de Luanda
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Para além disso tenho me encontrado com a malta conhecida [em Luanda]. Alguns dos meus tempos de menino e moço. O Pedro [Andrade Ferreira], o homem das mil e uma ocupações: locutor e produtor radiofónico, futuro controlador de tráfego aéreo do Aeroporto de Luanda, estudante no Instituto Industrial de Luanda. No fundo um miúdo falador e sonhador de 22 anos. Sonhador como a irmã, a Leonor, um ano mais nova. Uma paz de alma cuja indecisão me irrita. Estudante no Instituto Industrial, há três anos queria ir para Engenharia, o ano passado para Medicina, este ano para Arquitectura., se passar agora nos dois exames de 2ª época [Passou!] No fundo ambos querem dar o salto, i.e., saírem de casa, mas não têm coragem, parece-me. Temos depois o João [Coimbra] (tão diferente do miúdo que foi meu vizinho!) e a Estrela [irmã dele]. Admiro a, porque tendo muito mais problemas familiares, com que sofria, entrou para o Liceu depois de mim (tem 22 anos) e terminou o ano passado o curso de Germânicas. Como a Inês, (irmã mais nova do Pedro) e o nosso criado [o Fernando] são quase os únicos que ainda me chamam como antigamente: Vitó.
De todos eles é com a Estrelinha que estou melhor, talvez por termos mais experiências recentes em comum, já que convivemos aí na Metrópole quando estive em Lisboa.
As idas à praia, as corridas de automóveis em miniatura, os jogos de cartas, "os polícias e ladrões", as zangas, as colecções de autógrafos, tudo isso já está tão para trás, que quase não consegue dar calor e vivacidade às nossas relações de agora.
São estes os da geração antiga, quase desconhecidos; por retraimento, uns (Leonor), ou por falta de convivência (João). Quanto ao Pedro, os nossos interesses são manifestamente diferentes.
Temos depois os novos: o Nuno, licenciado em Económicas, que me aturou algumas neuras nos meus tempos de Lisboa, e a Ana Maria que, minha companheira na cantina de Económicas, à mesa, casou com ele o ano passado. E a Maria Antónia, agora ausente na Metrópole. (...) Gosto de conversar com ela, talvez pela ingenuidade e naturalidade dos seus 18 anos e da cordialidade das nossas relações, embora me aborreça um certo ar de "mais velho" que assumo. Penso que talvez funcione para ela com um - eu diria - irmão mais velho com quem fala à vontade de assuntos ... que normalmente me habituei a não abordar!
Todos estes e tantos outros fazem me sentir o desconforto do meu exílio em Portugal, mais precisamente em Évora. Estou cansado dele! (NSM - 1971.12.01/03)
Hoje estou com uma grande melancolia. Veio me à memória o passado, esse passado que é apenas memória. Lembrei me da Fátima Marques, que encontrei ontem no Rossio, em Lisboa, ao fim de quatro anos. Das notícias que me deu da Cristina e do pimpolho que lhe nasceu há dias. Fiquei contente por nos vermos ao fim de tantos anos e falarmos como se nos tivéssemos deixado na véspera. A Fátima e as suas novas trazem me à consciência a malta do Liceu em Luanda. Que é feito deles? Tantos deles? Alguns que ainda vejo de vez em quando [alguns ao virar duma esquina em Lisboa] - os amigos desde os dez anos; do Liceu (o Jorge Zamith e o João Seabra) ou da vizinhança (o Pedro, a Leonor, o João e a Estrela). Que é feito dos outros: o Rui Branco, o Victor Morgado, o Pepe, o micro Torres, a Isabel Franco, a Teresa Soares, a Teresa Melo, o Barradas de Oliveira, o Costinha, o Bustorff ... Tantos eles são! O tempo das "guerras" nos morros junto ao Liceu ou dos polícias e ladrões! Onde está o tempo mais recente das reuniões debaixo da [enorme] árvore, no Liceu de Luanda, junto ao campo de hóquei? (MCG - 1972.09.06)