Aprender, Aprender Sempre ! (Lenine) ..... Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Alegria e Fantasia (Victor Nogueira) ..... Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
Cartoon - Erguer e construir o Socialismo e duas canções para o dia de hoje
PREÂMBULO DA CONSTITUIÇÃO APROVADA E PROMULGADA EM 2 DE ABRIL DE 1976
«A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e Interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.
Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.
A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos
representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do País.
A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.
A Assembleia Constituinte, reunida na sessão plenária de 2 de Abril de 1976, aprova e decreta a seguinte Constituição da República »
HISTÓRIAS DO LOBO MAU E DA CAROCHINHA OU HISTÓRIAS DOS VAMPIROS E DA FORMIGA CONTRA O CARREIRO ?
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A meu ver houve uma jogada entre o então Presidente da República Jorge Sampaio (militante do PS) e Durão Barroso (militante do PSD) para lançarem Santana Portas (PSD/CDS) à fogueira e permitirem a entrada fulgurante do PS/Sócrates. Sócrates não destoou dos anteriores Primeiros-Ministros do PS-PSD: “gamados” os votos, marimbou-se para as promessas.
.Esses eram tempos em que cavaco e Sócrates - um no ps outro no psd - davam cartas ao asfalto, ao betão e às PPP's, ungdos pelo espírito santo da banca rendeirada.
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Até que chegou a altura em que os Patrões decidiram arranjar outro “moço” e a escolha recaiu sobre Passes do PSD, acolitado pelo Portas sempre-em-pé. Paulo e Pedro zurziram em Sócrates e prometeram o paraíso na terra. Embalado pelo canto do vigário, o eleitorado pôs no poleiro os novos “moços”, que logo mandaram às urtigas os votos empalmados.
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Mas como isto é uma roda sempre a girar, é preciso uma vez mais que alguma coisa mude para que tudo continue na mesma. Porque, ao contrário do que parece, isto é um jogo em que nos bastidores, a comandar o baile mandado, estão seguros sócretinos que não brincam em serviço.
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O que distingue os moços de serviço a quem está nos bastidores a comandar o baile ? Apresentam-se todos como os coitadinhos: santana vítima da maldade de sampaio e da comunicação social, Sócrates e os seu seguidores vítimas do chumbo do PEC IV, depois do psd ter aprovado os pec’s I-II-III, sempre com o voto contra do pcp.
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Agora a farsa prossegue – Passes de Coelho/Portas governam contra o programa eleitoral e violam grosseiramente a Constituição da Repúblico. Tadinhos, vítimas do lobo mau que mora no tribunal constitucional.
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E vai daí a vítima regressa ao local do crime, para se justificar. E vai ter tempo de antena. E parte do eleitorado e das audiências rende-se ao coitadinho que alternadamente passa de bestial a besta e de besta a bestial. O coitadinho queixa-se de cavaco mas não fala em sampaio. A vítima acusa cavaco de deslealdade e é desleal para com o seu camarada tózé que o derrotou em eleições internas, depois do zé ter sido corrido nas urnas.
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Há alguma coisa que distinga os sucessivos moços do ps-psd ? Eles assinaram os tratados de Maastricht e de Lisboa, que estão na génese da situação actual. Foi o Governo de sócrates que assinou o memorando com a troika, facilitando a vida ao psd. Seguro queixa-se que passes portas não o ouviram no cozinhado das tramóias tal como o psd se queixava de que não era ouvido por sócrates.
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Tirando a vestimenta e a música, que distingue o ps-psd-cds uns dos outros ?
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O que os distingue é terem estado sempre de acordo para desmantelarem os sectores estratégicos da economia através da privatização do sector empresarial do estado e da banca , sempre de acordo para atacarem o serviço nacional de saúde, a escola pública e a segurança social sempre de acordo para transformarem direitos em assistencialismo caritativo, para diminuírem as garantias dos trabalhadores através da revisão das leis do trabalho, no sentido da “flexibilização”, isto é, da diminuição dos salários e das indemnizações por despedimento, da introdução de bancos de horas, da desarticulação dos horários de trabalho, sempre de acordo no aumento dos preços dos bens essenciais ou de 1ª necessidade, sempre de acordo no aumento de impostos para quem trabalha ou está aposentado.
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O que os distingue é estarem de acordo para que os seus patrões tenham sempre lucros crescentes, sempre crescentes. Quem são pois os beneficiários ? Os donos dos grandes grupos económico-financeiros, seja ou não através das PPP’s criadas por um governo cavaco-psd e aproveitadas pelos governos do ps e do psd que se lhe seguiram até ao de passes portas que as mantém, pois não foram eleitos senão para isso.
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É seguro melhor que Sócrates ? Seguro que com a sua abstenção tem viabilizado todas as malfeitorias de pedro e paulo ? Seguro que se absteve em todas as moções de censura contra paulo e portas apresentadas pelo pcp e pelo be? Seguro que apresenta agora uma moção de censura mas garante que não porá em causa o memorando assinado pelo ps caso o ps forme governo ?
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Coitadinhos dos que têm pena dos sócretinos. Coitadinhos dos inocentes que “querem” continuar a acreditar e a serem embalados e empalmados com sócretinas histórias da carochinha e do tio patinhas. Seguro, seguro, é que com passes de coelho por lebre continuarão a ser comidos pelo lobo mau e pela alcateia ! Até aos ossos !
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Deixo-vos a música de José Afonso, para escolha de quem me lê, sejam os vampiros,
Uma canção composta por José Afonso baseada em poesia popular sobre um acontecimento em Setúbal a 7 de Março de 1975. quando a direita - PPD/PSD - tentou logo após o 25 Abril realizar um comício nesta cidade. Dos confrontos com a Polícia resultou um morto.
Esta música, «Foi na cidade do Sado», faz parte do album «República» e foi gravado em Roma em 1975. O disco nunca seria editado em Portugal e Zeca Afonso não voltaria a utilizá-la ao longo da sua carreira, a não ser como lado B do single «Viva o Poder Popular», uma edição da Luar de 1975.
«Foi na cidade do Sado» descreve os incidentes ocorridos em Setúbal a 7 de Março de 1975, durante um comício do PPD, e dos quais resultaram um morto. «E o PPD era a CIA», diz a certa altura.
A receita do disco foi destinada a apoiar os trabalhadores do jornal português «República» ou, no caso deste fechar, uma cooperativa agrícola, daí o nome «Per le Cooperative Portoghesi».
Francisco Fanhais e músicos italianos colaboram na gravação.
Letra completa:
Foi na cidade do Sado
No pavilhão do Naval
Havia uma bronca armada
Pelas bestas do capital
Aos sete do mês de Março
Quinta-feira já se ouvia
Dizer a boca calada
Que o PPD era a CIA
Uma tarjeta laranja
Convite ao povo fazia:
Venham todos ao comício
Da Social Democracia
Eram talvez quatrocentos
Gritando a plenos pulmões:
Abaixo o capitalismo
Não queremos mais tubarões
Lá dentro sessenta manos
Do PPD exibiam
Matracas e armas de fogo
E o mais que os outros não viam
A um sinal combinado
Já quente a polícia vem
Arreia, polícia, arreia
Que o Totta-Acores paga bem
Amigo arrebenta a porta
Que te vão para matar
As bestas já fazem fogo
Lá fora tens de lutar
Os gases lacrimogénios
E os tiros que então partia
Mais os cordões da polícia
Os Pê Pê Dês protegiam
Cai morto João Manuel
De nascimento algarvio
Dezoito já eram feridos
Ficou o Naval vazio
Justiça pela noite fora
Pediu o povo na rua
Morte à polícia assassina
Amigo a vitória é tua
Aos onze do mesmo mês
Às onze horas do dia
Enquanto o João passava
Enquanto o João jazia
Do outro lado do rio
Morre o soldado Luís
Soldado filho do Povo
Vamos fazer um País
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“Foi na cidade do Sado” foi também editado cá, como lado B do “Poder Popular” (uma edição, se a memória não me falha, da L.U.A.R…
foto victor nogueira - lisboa - rua antónio maria cardoso - mural (entretanto destruído) homenageando as ´ultimas vítimas assassinadas pela PIDE/DGS antes da sua rendição em 25 de Abril de 1974. A sede nacional da Pide, cujo edifício era propriedade da Casa dos Duques de Bragança,é hoje um Hotel de luxo. "NESTA RUA, ANTES DE SE RENDER, A PIDE MATOU E QUATRO COMPANHEIROS TOMBARAM PELA LIBERDADE NO DIA DA LIBERTAÇÃO"
Ficam CINCO canções emblemáticas. De José Afonso, que tal como Adriano Correia de Oliveira, não é "Herói" no Panteão Nacional,
Em 40 anos de regime democrático-burguês apenas um Presidente
da República - o general de pingalim e monóculo - ombreia com Cavaco Silva no
anticomunismo troglodita, no asco por quem não perfilhe das suas ideias, no
desprezo pelos partidos políticos não unanimistas,, nos discursos apocalípticos quando da
derrota dos seus objectivos.
Cavaco sempre defendeu a necessidade de consensos alargados e
de estabilidade política, mesmo que se traduzam nos aumentos do desemprego, da precariedade no trabalho, da emigração, da pobreza, da carga fiscal sobre as pequenas e médias empresas e
sobre a chamada “classe média”, na insegurança para a maioria dos cidadãos no
encerramento de milhares de pequenas e médias empresas, na destruição da agricultura, das pescas e da industria portuguesas ou na alienação de sectores estratégicos da economia. Tudo isto em paralelo com benesses crescentes aos grandes grupos economico-financeiros. Durante a campanha eleitoral o PS e o PáF ´pediram" a maioria absoluta: o primeiro para inverter a política do PSD/CDS, a segunda para mantê-la. O eleitorado contudo não concedeu senão maioria relativa a qualquer das referidas forças políticas, antes possibilitou o reforço da CDU e do BE. Cavaco Silva sempre quis um acordo estilo "união nacional" entre PS/PSD/CDS, mesmo quando o irrevogável Portas se demitiu em 2013 e pôs a coligação de pantanas. Nunca desistiu mesmo durante a campanha eleitoral, apesar do PS dizer que votaria contra qualquer OE proposto pelo PáF e que entendia que não era saudável para a Democracia a teoria do arco da governação ps(d)cds,
Encerradas as urnas e ainda antes do apuramento final dos
resultados eleitorais, apesar da maioria do PáF ser relativa, comunicou ao País
que encarregara Passos Coelho como líder do PáF de tentar encontrar um
apoio ao seu Governo, embora excluindo à partida a CDU e o BE. Passos Coelho
não deu conta do recado enquanto o PS negociando à esquerda e à direita, conseguiu
o apoio do PCP, do BE e do PEV.
Embora discutível, é perfeitamente legítimo que Cavaco nomeasse
Passos Coelho como Primeiro-ministro e o indigitasse para formar Governo, embora
este á partida impossibilitado de ver o seu Programa aprovado pela maioria da Assembleia
da República, criando instabilidade política e perdas de tempo.
Podia Cavaco legitimamente interpretar os resultados eleitorais
como interpretou e, passando a decisão para a Assembleia da República,
respeitar as decisões desta. Mas não, Cavaco revelou-se um homem faccioso do pensamento único, da unidimensionalidade e, tal
como Passos Coelho, completamente inepto para gerar consensos com inteligência
política. A verdadeira dimensão de Cavaco está no apelo a que deputados do PS quebrem a disciplina partidária de voto viabilizando os votos necessários à sobrevivência do PáF. A verdadeira dimensão de Cavaco é a de sempre ter apoiado um Governo PSD/CDS que renegou todas as promessas eleitorais feitas em 2011 e governou recorrentemente contra a Constituição
Spínola tentou provocar em 74/76 a guerra civil e, sucessivamente derrotado,
enveredou pela chefia das redes bombistas de extrema-direita. Decididamente
Cavaco não tem a arte de Costa Gomes para salvaguardar as "conquistas da Revolução" nem a inteligência política de Soares ou Sampaio para a "pacificação" e preservação da democracia burguesa.
Cavaco jurou, de má-fé, cumprir e fazer cumprir a Constituição
da República (CRP), que nunca terá lido. Porque deu posse a Governos como o CDS/PP que
havia votado contra a CRP e foi acérrimo opositor da entrada na União Europeia.
Ignorando também que Portugal faz parte da ONU, que defende a solução pacífica dos
conflitos internacionais e a criação de uma ordem internacional capaz de
assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos, princípios plasmados
na CRP. A mesma CRP que no mesmo artº 7º estabelece que Portugal preconiza o
desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos
político-militares. Com a derrocada da URSS e do Bloco Socialista, a NATO deixou de ter razão de ser.
Mas a própria CRP, que reconhece o direito de resistência, incorpora os princípios consignados na
Declaração Universal dos Direitos Humanos, que Portugal subscreveu, (http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/tidhuniversais/cidh-dudh.html), documento perigosamente "subversivo" para o consórcio que "gere" os destinos da chamada União Europeia [1].
Cavaco fundamentaliza-se na “tradição” e discrimina os eleitores e os
deputados. A NATO, os Tratados da União Europeia, o Pacto Orçamental, a União Monetária, que não
foram referendados, não se discutem.
Ainda não pode “eliminar” os “comunistas”, a “extrema-esquerda”,
como sucedeu na Alemanha dos anos 30 do século XX. Mas, tendo de suportá-los, não
podendo ainda sujeitá-los a medidas de segurança e retirada de direitos cívicos
ou eliminá-los e aos seus defensores, preconiza a imutabilidade do status quo.
Os “comunistas” podem (ainda) participar no Governo das Autarquias Locais. Mas
nunca no Governo de Portugal.
Percebe-se agora porque Cavaco marcou as eleições para 4 de Outubro véspera da data da Implantação da República em 1910, que pôs termo a 8 séculos de "tradição" monárquica. Cavaco foi conivente com a decisão do PSD/CDS que aboliu os feriados comemorativos da Restauração da Independência em 1640 e da Implantação da República em 1910 mas manteve as Comemorações da Consagração de Portugal a N. Sra da Conceição como Rainha de Portugal, a 8 de Dezembro. Fiel ao seu peculiar ideário au(s)toritário Cavaco, enquanto Presidente da República, ameaça inviabilizar um Governo do PS apoiado pela CDU e pelo BE, permitindo que o PáF se mantenha em funções mesmo que de "gestão" até ao Verão de 2016, mesmo contra a maioria do eleitorado. e da Assembleia da República, órgão supremo da Soberania Nacional Que sentido de honra tem Cavaco considerando que jurou cumprir e fazer cumprir a CRP e assegurar o normal funcionamento das instituições democráticas ?
As desOrdens de Cavaco e do PSD/CDS são imutáveis, são eternas, Tão eternas, tão imutáveis que Cavaco
talvez preferisse ter jurado cumprir e fazer cumprir a Constituição e o Estatuto do Trabalho Nacional fascistas, ambos de 1933 ?
~~~~~~~~~~~ [1] do Preâmbulo da Declaração Universal - "Considerando que é essencial a protecção dos direitos do homem através de um regime de direito, para que o homem não seja compelido, em supremo recurso, à revolta contra a tirania e a opressão"
No auge da crise académica de 1962, a polícia de choque cercou e prendeu cerca de 1500 estudantes, alguns dos quais em greve de fome, reunidos na cantina da Cidade Universitária. 50 anos depois, o Expresso recriou os passos dos principais protagonistas.