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sábado, 25 de abril de 2020

um cartoon e duas canções para o dia de hoje

Cartoon - Erguer e construir o Socialismo e duas canções para o dia de hoje

PREÂMBULO DA CONSTITUIÇÃO APROVADA E PROMULGADA EM 2 DE ABRIL DE 1976

«A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e Interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.

Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.

A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos
representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do País.
A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.

A Assembleia Constituinte, reunida na sessão plenária de 2 de Abril de 1976, aprova e decreta a seguinte Constituição da República »
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Canto Moço, por José Afonso



A Internacional



CANTO MOÇO

Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flor nos ramos
Navegamos de vaga em vaga
Não soubemos de dor nem mágoa
Pelas praia do mar nos vamos
À procura da manhã clara

Lá do cimo de uma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Lá do cimo de uma montanha

Onde o vento cortou amarras
Largaremos p'la noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca, brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca.

domingo, 29 de março de 2020

HISTÓRIAS DO LOBO MAU E DA CAROCHINHA


* Victor Nogueira

HISTÓRIAS DO LOBO MAU E DA CAROCHINHA OU HISTÓRIAS DOS VAMPIROS E DA FORMIGA CONTRA O CARREIRO  ?
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A meu ver houve uma jogada entre o então Presidente da República Jorge Sampaio (militante do PS) e Durão Barroso (militante do PSD) para lançarem Santana Portas (PSD/CDS) à fogueira e permitirem a entrada fulgurante do PS/Sócrates. Sócrates não destoou dos anteriores Primeiros-Ministros do PS-PSD: “gamados” os votos, marimbou-se para as promessas.

 .Esses eram tempos em que cavaco e Sócrates - um no ps outro no psd - davam cartas ao asfalto, ao betão e às PPP's, ungdos pelo espírito santo da banca  rendeirada.
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 Até que chegou a altura em que os Patrões decidiram arranjar outro “moço” e a escolha recaiu sobre Passes do PSD, acolitado pelo Portas sempre-em-pé. Paulo e Pedro zurziram em Sócrates e prometeram o paraíso na terra. Embalado pelo canto do vigário, o eleitorado pôs no poleiro os novos “moços”, que logo mandaram às urtigas os votos empalmados.
 .
Mas como isto é uma roda sempre a girar, é preciso uma vez mais que alguma coisa mude para que tudo continue na mesma. Porque, ao contrário do que parece, isto é um jogo em que nos bastidores, a comandar o baile mandado, estão seguros sócretinos que não brincam em serviço. 
 .
 O que distingue os moços de serviço a quem está nos bastidores a comandar o baile ? Apresentam-se todos como os coitadinhos: santana vítima da maldade de sampaio e da comunicação social, Sócrates e os seu seguidores vítimas do chumbo do PEC IV, depois do psd ter aprovado os pec’s I-II-III, sempre com o voto contra do pcp.
 .
Agora a farsa prossegue – Passes de Coelho/Portas governam contra o programa eleitoral e violam grosseiramente a Constituição da Repúblico. Tadinhos, vítimas do lobo mau que mora no tribunal constitucional.
 .
E vai daí a vítima regressa ao local do crime, para se justificar. E vai ter tempo de antena. E parte do eleitorado e das audiências rende-se ao coitadinho que alternadamente passa de bestial a besta e de besta a bestial. O coitadinho queixa-se de cavaco mas não fala em sampaio. A vítima acusa cavaco de deslealdade e é desleal para com o seu camarada tózé que o derrotou em eleições internas, depois do zé ter sido corrido nas urnas.
 .
Há alguma coisa que distinga os sucessivos moços do ps-psd ? Eles assinaram os tratados de Maastricht e de Lisboa, que estão na génese da situação actual. Foi o Governo de sócrates que assinou o memorando com a troika, facilitando a vida ao psd. Seguro queixa-se que passes portas não o ouviram no cozinhado das tramóias tal como o psd se queixava de que não era ouvido por sócrates.
 .
 Tirando a vestimenta e a música, que distingue o ps-psd-cds uns dos outros ? 
 .
 O que os distingue é terem estado sempre de acordo para desmantelarem os sectores estratégicos da economia através da privatização do sector empresarial do estado e da banca , sempre de acordo para atacarem o serviço nacional de saúde, a escola pública e a segurança social sempre de acordo para transformarem direitos em assistencialismo caritativo, para diminuírem as garantias dos trabalhadores através da revisão das leis do trabalho, no sentido da “flexibilização”, isto é, da diminuição dos salários e das indemnizações por despedimento, da introdução de bancos de horas, da desarticulação dos horários de trabalho, sempre de acordo no aumento dos preços dos bens essenciais ou de 1ª necessidade, sempre de acordo no aumento de impostos para quem trabalha ou está aposentado. 
 .
 O que os distingue é estarem de acordo para que os seus patrões tenham sempre lucros crescentes, sempre crescentes. Quem são pois os beneficiários ? Os donos dos grandes grupos económico-financeiros, seja ou não através das PPP’s criadas por um governo cavaco-psd e aproveitadas pelos governos do ps e do psd que se lhe seguiram até ao de passes portas que as mantém, pois não foram eleitos senão para isso. 
 .
 É seguro melhor que Sócrates ? Seguro que com a sua abstenção tem viabilizado todas as malfeitorias de pedro e paulo ? Seguro que se absteve em todas as moções de censura contra paulo e portas apresentadas pelo pcp e pelo be? Seguro que apresenta agora uma moção de censura mas garante que não porá em causa o memorando assinado pelo ps caso o ps forme governo ?
 .
Coitadinhos dos que têm pena dos sócretinos. Coitadinhos dos inocentes que “querem” continuar a acreditar e a serem embalados e empalmados com sócretinas histórias da carochinha e do tio patinhas. Seguro, seguro, é que com passes de coelho por lebre continuarão a ser comidos pelo lobo mau e pela alcateia ! Até aos ossos !
 .
Deixo-vos a música de José Afonso, para escolha de quem me lê, sejam os vampiros,
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 seja a formiga no carreiro


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https://www.facebook.com/notes/victor-nogueira/pec-iv-toda-a-verdade-pec-iv/10151372553169436

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Foi na Cidade de Setúbal, por José Afonso

* Victor Nogueira


Zeca Afonso Diário Popular, 19 de Maio de 1975


Uma canção composta por José Afonso baseada em poesia popular sobre um acontecimento em Setúbal a 7 de Março de 1975. quando a direita - PPD/PSD - tentou logo após o 25 Abril realizar um comício nesta cidade. Dos confrontos com a Polícia resultou um morto.





Esta música, «Foi na cidade do Sado», faz parte do album «República» e foi gravado em Roma em 1975. O disco nunca seria editado em Portugal e Zeca Afonso não voltaria a utilizá-la ao longo da sua carreira, a não ser como lado B do single «Viva o Poder Popular», uma edição da Luar de 1975.

«Foi na cidade do Sado» descreve os incidentes ocorridos em Setúbal a 7 de Março de 1975, durante um comício do PPD, e dos quais resultaram um morto. «E o PPD era a CIA», diz a certa altura.

A receita do disco foi destinada a apoiar os trabalhadores do jornal português «República» ou, no caso deste fechar, uma cooperativa agrícola, daí o nome «Per le Cooperative Portoghesi».

Francisco Fanhais e músicos italianos colaboram na gravação.

Letra completa:

Foi na cidade do Sado
No pavilhão do Naval
Havia uma bronca armada
Pelas bestas do capital

Aos sete do mês de Março
Quinta-feira já se ouvia
Dizer a boca calada
Que o PPD era a CIA

Uma tarjeta laranja
Convite ao povo fazia:
Venham todos ao comício
Da Social Democracia

Eram talvez quatrocentos
Gritando a plenos pulmões:
Abaixo o capitalismo
Não queremos mais tubarões

Lá dentro sessenta manos
Do PPD exibiam
Matracas e armas de fogo
E o mais que os outros não viam

A um sinal combinado
Já quente a polícia vem
Arreia, polícia, arreia
Que o Totta-Acores paga bem

Amigo arrebenta a porta
Que te vão para matar
As bestas já fazem fogo
Lá fora tens de lutar

Os gases lacrimogénios
E os tiros que então partia
Mais os cordões da polícia
Os Pê Pê Dês protegiam

Cai morto João Manuel
De nascimento algarvio
Dezoito já eram feridos
Ficou o Naval vazio

Justiça pela noite fora
Pediu o povo na rua
Morte à polícia assassina
Amigo a vitória é tua

Aos onze do mesmo mês
Às onze horas do dia
Enquanto o João passava
Enquanto o João jazia

Do outro lado do rio
Morre o soldado Luís
Soldado filho do Povo
Vamos fazer um País

- See more at: http://5dias.net/2011/04/14/sons-de-abril-zeca-afonso-foi-na-cidade-do-sado-e-o-ppd-era-a-cia/#sthash.GMr4uYHa.dpuf

“Foi na cidade do Sado” foi também editado cá, como lado B do “Poder Popular” (uma edição, se a memória não me falha, da L.U.A.R…  






segunda-feira, 25 de abril de 2016

25 de Abril de 2016



foto victor nogueira - lisboa - rua antónio maria cardoso - mural (entretanto destruído) homenageando as ´ultimas vítimas assassinadas pela PIDE/DGS antes da sua rendição em 25 de Abril de 1974. A sede nacional da Pide, cujo edifício era propriedade da Casa dos Duques de Bragança,é hoje um Hotel de luxo.

"NESTA RUA, ANTES DE SE RENDER, A PIDE MATOU E QUATRO COMPANHEIROS TOMBARAM PELA LIBERDADE NO DIA DA LIBERTAÇÃO"

Ficam CINCO canções emblemáticas.

De José Afonso, que tal como Adriano Correia de Oliveira, não é "Herói" no Panteão Nacional, 

GRÂNDOLA VILA MORENA



e OS VAMPIROS





e de Ermelinda Duarte
SOMOS LIVRES



e com José Mário Branco EU VIM DE LONGE 





culminando com Sérgio Godinho em
LIBERDADE



sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A Ordem de Cavaco e do PSD/CDS são eternas ?


volpedo - o 4º Estado

* Victor Nogueira

Em 40 anos de regime democrático-burguês apenas um Presidente da República - o general de pingalim e monóculo - ombreia com Cavaco Silva no anticomunismo troglodita, no asco por quem não perfilhe das suas ideias, no desprezo pelos partidos políticos não unanimistas,, nos discursos apocalípticos quando da derrota dos seus objectivos.

Cavaco sempre defendeu a necessidade de consensos alargados e de estabilidade política, mesmo que se traduzam nos aumentos do desemprego, da precariedade no trabalho, da emigração, da pobreza, da carga fiscal sobre as pequenas e médias empresas e sobre a chamada “classe média”, na insegurança para a maioria dos cidadãos no encerramento de milhares de pequenas e médias empresas, na destruição da agricultura, das pescas e da industria portuguesas ou na alienação de sectores estratégicos da economia. Tudo isto em paralelo com benesses crescentes aos grandes grupos economico-financeiros.

Durante a campanha eleitoral o PS e o PáF ´pediram" a maioria absoluta: o primeiro para inverter a política do PSD/CDS, a segunda para mantê-la. O eleitorado contudo não concedeu senão maioria relativa a qualquer das referidas forças políticas, antes possibilitou o reforço da CDU e do BE.

Cavaco Silva sempre quis um acordo estilo "união nacional" entre PS/PSD/CDS, mesmo quando o irrevogável Portas se demitiu em 2013 e pôs a coligação de pantanas. Nunca desistiu mesmo durante a campanha eleitoral, apesar do PS dizer que votaria contra qualquer OE proposto pelo PáF e que entendia que não era saudável para a Democracia a teoria do arco da governação ps(d)cds,

Encerradas as urnas e ainda antes do apuramento final dos resultados eleitorais, apesar da maioria do PáF ser relativa, comunicou ao País que encarregara Passos Coelho como líder do PáF de tentar encontrar um apoio ao seu Governo, embora excluindo à partida a CDU e o BE. Passos Coelho não deu conta do recado enquanto o PS negociando à esquerda e à direita, conseguiu o apoio do PCP, do BE e do PEV.

Embora discutível, é perfeitamente legítimo que Cavaco nomeasse Passos Coelho como Primeiro-ministro e o indigitasse para formar Governo, embora este á partida impossibilitado de ver o seu Programa aprovado pela maioria da Assembleia da República, criando instabilidade política e perdas de tempo.

Podia Cavaco legitimamente interpretar os resultados eleitorais como interpretou e, passando a decisão para a Assembleia da República, respeitar as decisões desta. Mas não, Cavaco revelou-se um homem faccioso do pensamento único, da unidimensionalidade e, tal como Passos Coelho, completamente inepto para gerar consensos com inteligência política. A verdadeira dimensão de Cavaco está no apelo a que deputados do PS quebrem a disciplina partidária de voto  viabilizando os votos necessários à sobrevivência do PáF. A verdadeira dimensão de Cavaco é a de sempre ter apoiado um Governo PSD/CDS que renegou todas as promessas eleitorais feitas em 2011 e governou recorrentemente contra a Constituição

Spínola tentou provocar em 74/76 a guerra civil e, sucessivamente derrotado, enveredou pela chefia das redes bombistas de extrema-direita. Decididamente Cavaco não tem a arte de Costa Gomes para salvaguardar as "conquistas da Revolução" nem a inteligência política de Soares ou Sampaio para a "pacificação" e preservação da democracia burguesa.

Cavaco jurou, de má-fé, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República (CRP), que nunca terá lido. Porque deu posse a Governos como o CDS/PP que havia votado contra a CRP e foi acérrimo opositor da entrada na União Europeia. Ignorando também que Portugal faz parte da ONU, que defende a solução pacífica dos conflitos internacionais e a criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos, princípios plasmados na CRP. A mesma CRP que no mesmo artº 7º estabelece que Portugal preconiza o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares. Com a derrocada da URSS e do Bloco Socialista, a NATO deixou de ter razão de ser.  

Mas a própria CRP, que reconhece o direito de resistência, incorpora os princípios consignados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que Portugal subscreveu,  (http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/tidhuniversais/cidh-dudh.html), documento perigosamente "subversivo" para o consórcio que "gere" os destinos da chamada União Europeia [1].  

Cavaco fundamentaliza-se  na “tradição” e discrimina os eleitores e os deputados. A NATO, os Tratados da União Europeia, o Pacto Orçamental, a União Monetária, que não foram referendados, não se discutem.

Ainda não pode “eliminar” os “comunistas”, a “extrema-esquerda”, como sucedeu na Alemanha dos anos 30 do século XX. Mas, tendo de suportá-los, não podendo ainda sujeitá-los a medidas de segurança e retirada de direitos cívicos ou eliminá-los e aos seus defensores, preconiza a imutabilidade do status quo. Os “comunistas” podem (ainda) participar no Governo das Autarquias Locais. Mas nunca no Governo de Portugal.

Percebe-se agora porque Cavaco marcou as eleições para 4 de Outubro véspera da data da Implantação da República em 1910, que pôs termo a 8 séculos de "tradição" monárquica. Cavaco foi conivente com a decisão do PSD/CDS que aboliu os feriados comemorativos da Restauração da Independência em 1640 e da Implantação da República em 1910 mas manteve as Comemorações da Consagração de Portugal a N. Sra da Conceição como Rainha de Portugal, a 8 de Dezembro. 

Fiel ao seu peculiar ideário au(s)toritário Cavaco, enquanto Presidente da República, ameaça inviabilizar um Governo do PS apoiado pela CDU e pelo BE, permitindo que o PáF se mantenha em funções mesmo que de "gestão" até ao Verão de 2016, mesmo contra a maioria do eleitorado. e da Assembleia da República, órgão supremo da Soberania Nacional Que sentido de honra tem Cavaco considerando que jurou cumprir e fazer cumprir a CRP e assegurar o normal funcionamento das instituições democráticas ? 

As desOrdens de Cavaco e do PSD/CDS são imutáveis, são eternas, Tão eternas, tão imutáveis que Cavaco talvez preferisse ter jurado cumprir e fazer cumprir a Constituição e o Estatuto do Trabalho Nacional fascistas, ambos de 1933 ?


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[1] do Preâmbulo da Declaração Universal - "Considerando que é essencial a protecção dos direitos do homem através de um regime de direito, para que o homem não seja compelido, em supremo recurso, à revolta contra a tirania e a opressão"


domingo, 28 de julho de 2013

O que faz falta é avisar a malta



NÃO ESQUECER, NÃO PARAR, NÃO ADORMECER. NÃO DESMOBILIZAR pois O QUE FAZ FALTA É AVISAR A MALTA

ouve aqui José Afonso



Quando a corja topa da janela
O que faz falta
Quando o pão que comes sabe a merda
O que faz falta

O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta

Quando nunca a noite foi dormida
O que faz falta
Quando a raiva nunca foi vencida
O que faz falta

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é acordar a malta
O que faz falta

Quando nunca a infância teve infância
O que faz falta
Quando sabes que vai haver dança
O que faz falta

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta

Quando um cão te morde a canela
O que faz falta
Quando a esquina há sempre uma cabeça
O que faz falta

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta

Quando um homem dorme na valeta
O que faz falta
Quando dizem que isto é tudo treta
O que faz falta

O que faz falta é agitar a malta
O que faz falta
O que faz falta é libertar a malta
O que faz falta

Se o patrão não vai com duas loas
O que faz falta
Se o fascista conspira na sombra
O que faz falta

O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é dar poder a malta
O que faz falta
 —  


quinta-feira, 22 de março de 2012

Greves, Lutas, Resistência e Repressão


  • Ontem vi polícias a bater em mulheres, até jornalistas que estavam a fazer o seu trabalho...
    expresso.sapo.pt
    No auge da crise académica de 1962, a polícia de choque cercou e prendeu cerca de 1500 estudantes, alguns dos quais em greve de fome, reunidos na cantina da Cidade Universitária. 50 anos depois, o Expresso recriou os passos dos principais protagonistas.
     ·  ·  · 
    • Jose Castilho gosta disto.

      • Jose Castilho Ontem foi o regresso ao passado...Aos tempos de Rapazote e Santos Júnior...
        há 15 horas · 

      • Marta Cunha Caldeira eh pá, calma lá que na primeira greve geral nos idos de oitenta eu também apanhei pancada da polícia, eu e um amigo jornalista norueguês, em pleno rossio... no governo AD...
        há 15 horas ·  ·  1

      • Marta Cunha Caldeira não é preciso recuar tanto...
        há 15 horas · 
      • Victor Nogueira sem esquecer o capitão maltez [da Polícia de Choque] e o major silva pais [da PIDE/DGS] e o tenente carrajola [da Guarda Nacional Republicana]  e quem comandava e era comandado 

        Zeca Afonso No Coliseu ( José Afonso ) Faixa-A morte saiu á rua
        há 15 horas ·  · 
      • Victor Nogueira 
        A morte saiu à rua num dia assim 
        Naquele lugar sem nome para qualquer fim 

        Uma gota rubra sobre a calçada cai 
        E um rio de sangue de um peito aberto sai 

        O vento que dá nas canas do canavial 
        E a foice duma ceifeira de Portugal 

        E o som da bigorna como um clarim do céu 
        Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu 

        Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual 
        Só olho por olho e dente por dente vale 

        À lei assassina, à morte que te matou 
        Teu corpo pertence à terra que te abraçou 

        Aqui te afirmamos dente por dente assim 
        Que um dia rirá melhor quem rirá por fim 

        Na curva da estrada hà covas feitas no chão 
        E em todas florirão rosas de uma nação 
        ____________________________________ 

        música e letra de José Afonso
        há 15 horas ·  ·  1
      • O último concerto de Zeca Afonso em 29 de Janeiro de 1983, no Coliseu "Os Vampiros"
        há 15 horas ·  · 
      • Victor Nogueira 
        Vampiros
        José Afonso

        No céu cinzento sob o astro mudo 
        Batendo as asas Pela noite calada 
        Vêm em bandos Com pés veludo 
        Chupar o sangue Fresco da manada

        Se alguém se engana com seu ar sisudo 
        E lhes franqueia As portas à chegada 
        Eles comem tudo Eles comem tudo 
        Eles comem tudo E não deixam nada [Bis]

        A toda a parte Chegam os vampiros
        Poisam nos prédios Poisam nas calçadas
        Trazem no ventre Despojos antigos
        Mas nada os prende Às vidas acabadas

        São os mordomos Do universo todo
        Senhores à força Mandadores sem lei
        Enchem as tulhas Bebem vinho novo
        Dançam a ronda No pinhal do rei

        Eles comem tudo Eles comem tudo
        Eles comem tudo E não deixam nada

        No chão do medo Tombam os vencidos
        Ouvem-se os gritos Na noite abafada
        Jazem nos fossos Vítimas dum credo
        E não se esgota O sangue da manada

        Se alguém se engana Com seu ar sisudo
        E lhe franqueia As portas à chegada
        Eles comem tudo Eles comem tudo
        Eles comem tudo E não deixam nada

        Eles comem tudo Eles comem tudo
        Eles comem tudo E não deixam nada
        há 15 horas ·  ·  1

      • Ana Duarte Apoiado Victor, bem corri por aquela Avenida de Roma, após os comícios do Maria Matos e o Maltez lá estava. Torno a repetir, são 300 anos de inquisição e 48 de fascismo, ainda existem muitos fantasmas do passado nos líderes locais e nos governos de direita.
        há 6 horas ·  ·  1