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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

as pudibundas virgens ofendidas ou O OSSO DA CGD




* Victor Nogueira

Ora Ora ! no meio deste imbróglio com  Frei Tomás, Madre Tomásia e Montesnegros como pudibundas virgens ofendidas sem que o espelho lhes diga qual delas é mais mentirosa  diz o roto para o nú. «Entre mentirosos/as, entre passes e cristas na onda, venha o diabo finalmente e que escolha quem vence o "campionato" das inverdades e possa dizer desta água nunca bebi.»






Por António Bagão Félix

Erro de percepção mútuo

terça-feira, 24 de maio de 2016

Estado ou Governo?




O “Estado” poderia ser monárquico. A Constituição definiu a República como forma de Governo. Tirando isto, estou perfeitamente de acordo. A anterior “decisão” do PSD/CDS era majestática, como se o Governo fosse o Rei-Sol à sombra do qual se toleravam a Assembleia da República, o Presidente da República e os Tribunais. Ou como se Portugal fosse não um Estado e uma Nação independentes mas um Protectorado da União ou da Comissão Europeias, ao jeito da Duquesa de Mântua relativamente a Castela e Aragão.Aliás talvez tenha sido por isso que o anterior Governo do PSD/CDS aboliu os Feriados e as Comemorações da Restauração da Independência e da Implantação da República.





A expressão “pior a emenda que o soneto” surgiu quando um belo dia, uma pessoa procurou o malogrado MMB du Bocage com um soneto e pediu que o lesse e anotasse os erros. Mas, diz a lenda, Bocage não havia anotado nada. Tinha achado o texto tão ruim que nem valia a pena corrigir, porque a emenda seria pior do que o soneto.
Alterar ‘Governo de Portugal’ (soneto) para ‘Republica Portuguesa’ (emenda) é de um mau gosto institucional atroz. Mas de inocente nada tem. Esconde uma posição politica, republicanismo, estatismo, coisa publica, laicismo, socialismo, etc., etc.
Sinceramente neste caso prefiro o soneto ruim (Governo) à emenda (Republica). São duas coisas celularmente diferentes. Uma apela a propaganda mas é clara e evidente e outra é cobarde, dissimulada e esconde algo. Faz-me lembrar o “Bloco de Esquerda” que não passa da cartilha comunista, mas com muita cosmética ou a Coligação Democrática Unitária (CDU) que não é mais que Leninismo e Estalinismo na sua quinta essência.
Por vezes isto aborrece-me muito mas mesmo muito
Responder

  1. Enfim … Os documentos oficiais, desde 1910, passando pelo 28 de Maio de 1926 (visceralmente anti-comunista) e continuando post 25 de Abril de 1974, e as moedas e notas fiduciárias, até à entrada no “Euro” e “Moeda Única”, sempre tiveram a “inscrição” República Portuguesa, tirando o breve interregno dos últimos 4 anos e umas semanas do ´pretérito Governo PSD/CDS, liderado por Passos Coelho. Segundo o comentador Rui Devesa Ramos foram mais de 100 anos de “Socialismo”, “Leninismo e Estalinismo” em Portugal. Em maré de poéticos aforismos populares, é caso para dizer que “No melhor pano cai a nódoa”.



23 de Maio de 2016, 11:36

Por


Estado ou Governo?

A
s palavras devem ser usadas com sentido de precisão. Este rigor – cada vez menor – deve ser mais exigente quando se escreve ou fala no âmbito público e oficial.


O anterior Governo – creio que na esteira de precedentes formulações – entendeu que documentos oficiais e formulários da Administração Pública deveriam passar a usar um logótipo com a bandeira
http://blogues.publico.pt/tudomenoseconomia/2016/05/23/estado-ou-governo/

terça-feira, 17 de maio de 2016

BAGÃO FELIX PERDE A CABEÇA E A LUCIDEZ ?







Há empresários e membros de Conselhos de Administração e “opinadores” na imprensa a que temos “direito” que o são toda a vida e aí já não há “limitação de mandatos”. E mesmo para alguns grandes empresários de “sucesso” fica tudo em família, de pais para filhos. Mas não sabe o “opinador” que quem paga os salários dos sindicalistas a tempo inteiro são os próprios sindicatos e seus associados e que os sindicatos não têm subvenções estatais ? Trata-se de mera distracção de BF ? Ou será má fé ? Nem os sindicalistas a tempo inteiro têm qualquer subsídio de reintegração profissional quando deixam a actividade sindical.

  1. Está enganado,Dr.Bagão Félix. Não é o dinheiro dos contribuintes que paga aos dirigentes sindicais. Informe-se melhor. Quanto ao mais, tenho visto políticos – em grande maioria da sua área política – a ficarem ricos, a arranjarem bons lugares quando saem dos cargos que exerceram.O trânsito de políticos entre os lugares públicos, as grandes empresas e grupos económicos é o que sabemos. Não conheço nenhum sindicalista que tenha enriquecido com o trabalho sindical que desenvolveu. Podemos discordar dos sindicatos e até os criticar – e casos há que merecem crítica – agora de si, esperava um pouco mais do que o recurso a clichés. Sabe, há muito quem diga que os deputados, os membros do governo, os autarcas ganham de mais. Estão a fazer de Mário Nogueira qualquer coisa de super. Será que homem ameaça comer as criancinhas dos colégios privados?
    1. O seu comentário cai na generalização abusiva de que, implicitamente, me acusa: “O trânsito de políticos entre os lugares públicos, as grandes empresas e grupos económicos é o que sabemos”. Nem todos, creio que reconhecerá. Eu, por exemplo, não estou nesse rol.
      Quanto a me informar melhor sobre se o dinheiro dos contribuintes pagar os dirigentes sindicais, não foi isso que eu disse (outra generalização). Disse apenas que, no caso dos professores a exercer funções sindicais, o seu salário continua a ser pago como se estivessem no exercício de funções docentes. O insuspeito “Avante” escreveu a propósito: “Poderiam estar a referir-se ao pagamento dos salários dos professores que são dirigentes, «mas, se era isso, também não há qualquer novidade», pois «os professores, sejam dirigentes sindicais ou não, são simplesmente professores e ganham apenas como tal».
  1. Reafirmo: 1. – quem paga os salários dos sindicalistas é o respectivo sindicato. Mesmo que a entidade empregadora o faça,, o sindicato reembolsa o “adiantamento”, no caso feito pelo Estado. 2. – os sindicalistas a tempo inteiro [não] têm qualquer subsídio – estatal ou não – de reintegração profissional quando deixam a actividade sindical.. E é do seu próprio salário que são retirados os descontos para a Segurança Social e Saúde (públicas) e é sobre o valor desse mesmo salário que paga os impostos, como a generalidade dos trabalhadores por conta de outrem. Sendo assim é falso o que BF escreve: “O dinheiro dos contribuintes que paga os docentes “requisitados” pelos sindicatos por anos e anos sem fim (pelos vistos, tudo bem no meio de tudo mal…) irá, finalmente, ser destinado à docência efectiva do ainda sindicalista.”
  2. Quer dizer o Mário Nogueira vai devolver todos os ordenados que recebeu durante 20 anos sem dar aulas? 
  3. Victor Nogueira


É mesmo “Anjinho”? Se foi o Sindicato que lhe pagou os salários enquanto estive(r) requisitado, tem Mário Nogueira ou qualquer outro sindicalista, incluindo os da UGT, que devolver o quê ? Ou será que há quem sofra de iliteracia entre os comentadores do jornal de referência que o Público pretende ser ?

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16 de Maio de 2016, 17:55

Por


“Quando sair da FENPROF, vou dar aulas”

http://blogues.publico.pt/tudomenoseconomia/2016/05/16/quando-sair-da-fenprof-vou-dar-aulas/#comment-21133

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A coerência incoerente na política segundo bagão felix parte I


* Victor Nogueira

As "(in)coerências" de Bagão Felix, que em entrevista a um diário [jornal i], em 2011 afirmava: "há uma solução que é um governo PSD, CDS, PCP. Uma ideia ‘provocative'(…) É quase impossível chegar a acordo com o PCP, mas, se alguma vez se chegar a acordo, este será cumprido. O PCP é muito respeitador, institucionalista. (…) Não me repugnava que, num governo deste tipo, o PCP tivesse uma pasta social ou do trabalho. Jerónimo de Sousa é um homem sincero, um homem autêntico, um político sério.  (…) Precisamos de abrir o horizonte teórico das soluções". "Sendo absolutamente não comunista, respeito o actual PCP e não o ponho no gueto. (…)  sublinha o antigo ministro. (cf Diário Económico 05 Mar 2011)



  1. Continuo a pensar do mesmo modo. Nenhum partido deve estar fora de futuras responsabilidades governativas. O que reprovo veementemente é a fraude eleitoral de não se colocar, previamente, aos eleitores essas hipóteses.Sejam elas quais forem. Como disse Costa, não deve haver cheques em branco. O pior é que ele vai mesmo beneficiar de um mandato que os eleitores (parte, claro) não lhe deram. Pelo contrário.

    Quanto às incoerências (não é este o caso) claro que as tenho. Como o senhor certamente…
  2. O Victor Nogueira para ser bem sucedido na relativização da incoerência do Costa terá no mínimo que apontar uma incoerência de dimensão semelhante; assim do tipo: ” o papa francisco é pedófilo”. Tudo o menos apenas fará ressaltar a evidência que quer velar.
  3. Porque se atacam pessoas e não se discutem políticas/ideias/projeto para o país? Hoje em dia todos têm telhados de vidro! Poderia também aqui arranjar uma série de incoerências de Passos Coelho antes e depois de tomar o poder em 2011. Mas não é um caminho útil. A social-democracia é (era?) uma ideia de governar um país MELHORANDO a sociedade. Ora o resultado final destes quatro anos não é esse. A desregulação social e económica foi levada ao extremo e foi esse extremar de “direitismo” que, por reação, trouxe o PCP do seu canto para a ribalta política. Impõe-se um retorno às raízes da
    social-democracia!







9 de Novembro de 2015, 18:46

Por


A coerência incoerente na política, desta feita protagonizada por António Costa

N
a vida em geral e na política em particular, há uma “regra” consuetudinária: na incoerência, sê o mais coerente possível.


O curioso é que haja quem queira ser o contrário: na aparência da coerência, acabar por ser da mais infeliz incoerência.
Numa ou noutra perspectiva, a regra tende a ser universal e partidariamente transversal.
http://blogues.publico.pt/tudomenoseconomia/2015/11/09/a-coerencia-incoerente-na-politica-desta-feita-protagonizada-por-antonio-costa/

continua em


sábado, 24 de outubro de 2015

os imbróglios eleitorais de bagão felix





* Victor Nogueira

A memória é tramada e não há nada como o prelúdio de graves crises e convulsões sociais para se definirem barricadas. A de Bagão Felix é a da defesa do status quo.

Em 2011 PSD e CDS não concorreram coligados mas conseguiram a maioria absoluta porque Passos Coelho prometeu romper radicalmente com a política de Sócrates. Não o fizeram e anunciaram orgulhosamente terem ido ainda mais além do exigido pela troika, [em medidas de austeridade]  embora Daniel Beça Eduardo Catroga dissesse então que o teor do acordo com a troika fora obra e tinha a marca do PSD/Passos Coelho [em termos de "suavização"].

Em 2015 PSD/CDS pediram nova maioria absoluta para prosseguirem a mesma política mas, apesar de coligados, perderam votos [e deputados] e tiveram a 2ª mais pequena votação de sempre. Os deputados "ganhos" pelo CDS não corresponderão assim ao seu actual peso real.

O PS solicitou também ao eleitorado uma maioria absoluta para inverter a política do PSD/CDS mas não a obteve e prometeu votar contra qualquer eventual OE do PáF. Contudo, comparativamente a 2011 o eleitorado reforçou a votação no PS, CDU e Bloco e, consequentemente, o nº de deputados permitindo que o conjunto destas forças políticas tenham a maioria absoluta no Parlamento.

Sendo a AR soberana, rejeitado o Programa de Governo do PáF e decidindo constitucionalmente a maioria PS, BE, PCP e PEV viabilizar outro Programa de Governo, que resta aos apoiantes do PR/PáF? O estado de sítio?  Provocarem e acirrarem o caos e a instabilidade política? Parece que o Presidente da CIP não  concorda com a crispação social provocada pelo PR.


  1. Espero sinceramente que não se chegue a isso, mas antes uma intervenção musculada para dissolver o parlamento do que um governo comunista em Portugal. Por musculada eu quero dizer militar, para não haver equívocos.
  2. Victor Nogueira
  3. RECTIFICAÇÃO — O seu a seu dono. No texto onde está “Daniel Bessa” deve estar “Eduardo Catroga”.




23 de Outubro de 2015, 15:07

Por


O imbróglio eleitoral 

http://blogues.publico.pt/tudomenoseconomia/2015/10/23/o-imbroglio-eleitoral/