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quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Tocar para o Chega é tão mau como tocar para o PCP

* Victor Nogueira

JÁ ESTAVA A FICAR ADMIRADO COM O TEOR DAS ÚLTIMAS CRÓNICAS DE HENRIQUE RAPOSO. MAS PRONTUS, AQUILO FOI UMA COISA INEXPLICÁVEL QUE LHE DEU, E AGORA  VOLTOU AO "NORMAL",

LEMBRAM-SE DO RAPOSO TER ESCRITO «Avante!: dez razões para a festa avançar»? (1) 

LEMBRAM-SE DO RAPOSO TER TERMINADO A A SUA CRÓNICA ASSIM?

 «Décima. A liberdade. É incrível a forma como a sociedade aceitou acriticamente os estados de emergência e as restrições. É urgente reforçar o lado da rebeldia e da liberdade numa sociedade tão paralisada, tão medrosa, tão obediente. Até vos digo uma coisa: se não tivesse a Iniciativa Liberal no boletim de voto, votaria PCP nas próximas eleições.»

DEPOIS DE TER ESCRITO: «temos de começar a fazer experiências-piloto com espetáculos com público, do futebol aos concertos. Sem público, a arte e os espetáculos não fazem sentido cénico e não são rentáveis. Sem arte e espetáculos, a sociedade vai morrendo. Neste sentido, parece-me que um evento organizado pela instituição mais habituada a multidões é o melhor caminho. A capacidade organizativa do PCP e o imenso espaço da Atalaia são dois argumentos fortes para deixarmos esta experiência-piloto avançar.»

LEMBRAM-SE?

POIS DEU UMA CAMBALHOTA DE 180 º! QUE LHE TERÁ ACONTECIDO? PORQUE TERÁ IDO BUSCAR AO BAÚ A CASSETE RANHOSA E FANHOSA PARA FAZER PUBLICIDADE DESCARADA AO "CHEGA" DE VENTURA, MISTURANDO ALHOS COM BUGALHOS?

ESTÃO MESMO ASSANHADOS. SERÁ QUE O TRUMPÍADAS NÃO LHES PODERIA ENVIAR UMA VACINA, ANTÍDOTO, QUE OS LIVRE E NOS LIVRASSE DE VEZ, DE TAIS ASSOMBRAÇÕES?

CUM CARAÇAS, É SEMPRE A MESMA CASSETE QUE DEBITAM, SEMPRE O MESMO DISCO RISCADO E FANHOSO. 

OPINIÃO  -  Tocar para o Chega é tão mau como tocar para o PCP - 13.08.2020 às 9h54  -  HENRIQUE RAPOSO

Esta perseguição ao Chega (banir o académico que investiga; banir o músico que toca) é uma aberração moral e um erro político. É uma aberração, porque os defensores da democracia não podem combater o Chega com as armas do Chega (e do PCP), isto é, repressão, censura, perseguição. É um erro, porque, como se viu nos EUA ou em França, esta diabolização dos Trump/Le Pen só reforça o seu apelo eleitoral.

Os músicos portugueses tocam há anos numa festa organizada por um partido que apoia as últimas ditaduras europeias e sul-americanas, que rejeita a UE, que rejeita esta democracia parlamentar, que continua a defender uma doutrina que faz da violência e do assassínio virtudes políticas, que defende terroristas. O PCP pode ter o aspeto do velho tio inofensivo que diz umas baboseiras na festa de Natal, mas não deixa de ser o que sempre foi: um dos principais inimigos da liberdade tal como a concebemos.

PAUSA PRIMEIRA: LEMBRAM-SE COMO O RAPOSO TERMINARA O SEU ARTIGO «Avante!: dez razões para a festa avançar»? POIS, FOI ASSIM:  «É urgente reforçar o lado da rebeldia e da liberdade numa sociedade tão paralisada, tão medrosa, tão obediente. Até vos digo uma coisa: se não tivesse a Iniciativa Liberal no boletim de voto, votaria PCP nas próximas eleições.» CONTINUEMOS.

Olavo Bilac tocou num concerto do Chega e agora está a ser literalmente perseguido por todos os lados. Isto é inaceitável, sobretudo num país onde todos os músicos já tocaram num evento do único partido europeu que continua a ter um altar para o maior assassino da história europeia, Estaline. Se querem desenvolver pruridos morais e políticos, então não podem ser esquisitos apenas para o lado do Chega, também têm aplicar essa lente ao Avante!.

PAUSA SEGUNDA: LEMBRAM-SE COMO O RAPOSO TERMINARA O SEU ARTIGO «Avante!: dez razões para a festa avançar»? POIS, FOI ASSIM:  «É urgente reforçar o lado da rebeldia e da liberdade numa sociedade tão paralisada, tão medrosa, tão obediente. Até vos digo uma coisa: se não tivesse a Iniciativa Liberal no boletim de voto, votaria PCP nas próximas eleições.» CONTINUEMOS.

Como diz Alexandre Homem Cristo no Observador, Chega e PCP são partidos detestáveis, mas existem, estão aqui, fazem parte da realidade, têm o apoio de milhares de portugueses e, neste sentido, não podemos perseguir músicos que tocam neste ou naquele evento. Eu não tocaria num evento patrocinado pelo PCP ou pelo Chega. Eu não receberia um prémio patrocinado direta ou indiretamente pelo PCP ou pelo Chega. Mas não critico nem diabolizo quem entra nessa via, porque a vidinha é difícil para todos. E porque tocar num evento do PCP/Chega não significa uma adesão às ideias, é um contrato musical, só.

PAUSA TERCEIRA: LEMBRAM-SE COMO O RAPOSO TERMINARA O SEU ARTIGO «Avante!: dez razões para a festa avançar»? POIS, FOI ASSIM:  «É urgente reforçar o lado da rebeldia e da liberdade numa sociedade tão paralisada, tão medrosa, tão obediente. Até vos digo uma coisa: se não tivesse a Iniciativa Liberal no boletim de voto, votaria PCP nas próximas eleições.» CONTINUEMOS.

Esta perseguição ao Chega (banir o académico que investiga; banir o músico que toca) é uma distorção moral e um erro político. É uma distorção moral, porque os defensores da democracia não podem combater o Chega com as armas do Chega (e do PCP), isto é, repressão, censura, perseguição. É um erro político, porque, como se viu nos EUA ou em França, esta diabolização dos Trump/Le Pen só reforça o seu apelo eleitoral.

As boas consciências querem resolver o problema ou estão mais preocupados com o contador diário de bondade e indignação do seu twitter ou facebook?

PAUSA TERMINAL: LEMBRAM-SE COMO O RAPOSO TERMINARA O SEU ARTIGO «Avante!: dez razões para a festa avançar»? POIS, FOI ASSIM:  «É urgente reforçar o lado da rebeldia e da liberdade numa sociedade tão paralisada, tão medrosa, tão obediente. Até vos digo uma coisa: se não tivesse a Iniciativa Liberal no boletim de voto, votaria PCP nas próximas eleições.» SERÁ O RAPOSO UM CATAVENTO OU SOFRERÁ DA PSICOPATOLOGIA ESTILO «Dr Jekyll and Mr Hyde»?

https://expresso.pt/opiniao/2020-08-13-Tocar-para-o-Chega-e-tao-mau-como-tocar-para-o-PCP
(1) https://www.facebook.com/groups/177516199108469/permalink/1415120615348015/)

segunda-feira, 11 de maio de 2020

daniel na cova do expresso e dos retirantes

* Victor Nogueira

DANIEL OLIVEIRA ASSINA O PONTO, QUAL MAGA PATOLÓGIKA OU PITONISA.

INICIA OS ESCRITOS DESTE MODO:

«O vírus não quer saber se o festival é “uma grande realização político-cultural” ou nasceu antes dos outros. A Festa do “Avante!” tem os mesmos problemas de qualquer festival: pela duração, a concentração de pessoas e tipo de ambiente é impossível garantir as medidas básicas de segurança.»

PELO MEIO CONTA-NOS HISTÓRIAS COMOVENTES DA SUA NÃO-LIGAÇÃO AO PCP DESDE HÁ 31 ANOS após os verdes anos, MISTURA FESTIVAIS COM FESTAS E AJUNTAMENTOS AGITA NA MISTURADORA E COM APARENTE ARDÊNCIA PREVÊ QUE O COVID AINDA ANDE POR AÍ PELO MENOS ATÉ AO NATAL E AOS REIS MAGOS, PARA JUSTIFICAR MUITOS CONFINAMENTOS E MEDOS E ANGÚSTIAS QUE DUREM E PERDUREM ATÉ AO DIA DO JUÍZO FINAL. ,

E COM SEGURA SEGURANÇA CERTA CERTIFICA E TERMINA O LAÇAROTE COM NÓ CORRIDO.

«Perante esta polémica, António Costa disse que não lhe passa pela cabeça proibir qualquer atividade política. Nem sei se é possível sem o Estado de Emergência em vigor. Mas espero que o PCP não dê este trabalho aos constitucionalistas, não insistindo numa polémica com derrota certa que só lhe fará perder eleitores. Claro que isto corresponderá a uma forte perda de autofinanciamento (que eu defendo que exista). Mas o PCP, não sendo uma empresa, deve pôr os critérios políticos à frente dos critérios financeiros.»

POR CAUSA DOS AVENTESMAS QUE PULULAM NA COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPALHANDO VIRULÊNCIAS PELOS MIOLOS ADENTRO, O DANIEL, extremosamente, PREOCUPA-SE COM O INSANO TRABALHO DOS CONSTITUCIONALISTAS POR CAUSA DUMA EVENTUAL TEIMOSIA DOS "COMUNAS" E COM A PERDA DE ELEITORADO DO PCP SE FOR AVANTE COM A FESTA DO AVANTE

"Nada de "Avantes" camaradas!" Tratantes! Retirantes, retirantes! nada de avantes!

RESTA-ME UMA DÚVIDA PUNGENTE, TERRÍFICA:

PELO ANDAR DA CARRUAGEM, À CONTA DOS COVID 19+n E OUTROS QUE TAIS, NÃO SERÃO POR QUESTÕES PSEUDO "SANITÁRIAS" PROIBIDOS OS COMÍCIOS, CONTACTOS COM O ELEITORADO E MESMO OS PROCESSOS ELEITORAIS? ad eternum?


terça-feira, 27 de março de 2018

Carta a D. Duarte Pio


Victor Nogueira
  Setúbal 
Tantas linhas para dar voz, mão e palco a uma causa inexistente ? Mas a descendência do autocrata e absolutista Miguel não foi pelos liberais e parlamentaristas banida de direito à sucessão ao trono Português, trono que aliás foi abolido em 5 de Outubro de 1910 ?

  1. Numa democracia não há banidos nem abolidos. Se os houve, corrige-se, ó autocrata. Se quer com essa frase dizer que o Sr. D. Duarte é descendente do Rei D. Miguel I, é-o pelo pai, mas pela mãe é do Rei D. Pedro IV, actualize-se, modernize-se e depois comente.

O que eu escrevi foi que os monárquicos tinham banido Miguel e descendentes da sucessão ao trono português., por ter perjurado a Carta Constitucional e dado início a uma sangrenta guerra civil. E os títulos nobiliárquicos foram abolidos pela República desde 1910. Logo é simplesmente o senhor Duarte Pio e é apenas um dos vários pretendentes ao trono de Portugal, um dos vários pretendentes conhecidos ao (abolido) título de Duque de Bragança e à chefia da extinta Casa de Bragança, cujos bens transitaram para a Fundação da Casa de Bragança. Estranho é que um deputado dum partido socialista, republicano e laico tome partido na chamada Causa Monárquica.

  1. Jorge Sm
      Portugal 
    "Sr. Duarte Pio", muito bem, Victor Nogueira. Os que o tratam por "Dom" ou "D." parecem esquecer que vivemos numa República.
  2. Caro D. Victor Nogueira, nada foi abolido e nada é eternamente abolido por isso essa tem que ser uma palavra cuidadosamente aplicada, é uma pura convenção circunstancial. A Catalunha não é estado desde sec XII, (Aragão não é Catalunha) foi abolido, extinto, apagado há mais de 700 anos e há 50% dos catalães que querem restaurar esse estado, bem ou mal, não importa. Há muitíssima gente em portugal que se está completamente nas tintas para esses abolições, exílios ou extinções que o Sr. acha que são e divinas, perpetuas. Há países em que isso não foi abolido/extinto/exilado e são bem mais desenvolvidos, justos e fraternos que o nosso país. Bem melhores "republicas". Não compare regimes de 1910 com regimes de 2018. A discussão deste artigo não é esta, mas há sempre que dizer mal não é?

  1. D. Geraldo treslê-me e traz à colação muitos algos que eu não escrevi. Mas discutir o senhor Duarte Pio não é de modo algum o mais importante face aos problemas que a Humanidade e o Planeta Azul têm de enfrentar e com que se preocupar. Termina D. Geraldo com "mas há sempre que dizer mal não é?", quando se fartou de tresler-me e tentar majestaticamente ... apoucar-me. Para mim, D. Geraldo, este assunto é por mim encerrado. Sem acrimónia minha.

OPINIÃO

Carta a D. Duarte Pio



O que deveria existir na Casa Real, perante o mundo de hoje, em pensamento e em ação?

domingo, 24 de setembro de 2017

Anda demasiado nervosismo pelo ar, diz Francisco Louçã

comentários ACTUALIZADOS
Victor Nogueira
23 Setembro, 2017 às 21:11

Enfim … Andam todos com “nervosismos”, salvo o Bloco, os Verdes e PAN, entre os partidos com representação parlamentar !
Francisco Louçã
23 Setembro, 2017 às 23:07

Não leu bem: “E, em todos os partidos, as sondagens, frágeis como elas se têm revelado à medida dos anos, provocam epidemias de susto”.
TRÉPLICA À RÉPLICA DE FRANCISCO LOUÇÃ A UM COMENTÁRIO MEU A UM SEU ARTIGO DE OPINIÃO -
Victor Nogueira
24 Setembro, 2017 às 0:43

O texto de seguida exemplifica os partidos com razões de nervosismo: PSD (2 exemplos), CDS e PCP (1 exemplo cada).
E porque está nervoso o PCP, segundo Louçã? Por causa do Bloco e Jerónimo teria recebido de Catarina a resposta adequada. Com efeito, escreve Louça “mas era escusado ver um homem experiente como Jerónimo a ter que ouvir a resposta de Catarina rejeitando o sectarismo.” Portanto o Bloco não é sectário, dá lições a Jerónimo e não terá razões de "nervosismo" pois Louçã não elenca uma que seja e serena está pois Catarina.
E, por exclusão de partes, continuando a desconstruir o texto, também razões de "nervosismo" não terão os Verdes nem o PAN, porque também não são elencadas.
Quanto à réplica que me fez o favor de emitir, não vou nessa de qualquer de nós os dois sofrer de iliteracia e consequentemente, como dizia o Herman pela voz duma das suas criações, “não havia necessidade” caro Louçã... Sem acrimónia.
EM TEMPO - Segundo Louçã, também o PS não está nervoso, pois como tal o PAN e os Verdes, nem sequer pelo cronista do Reyno é mencionado
A RESPOSTA DE FRANCISCO LOUÇÃ
Francisco Louçã
24 Setembro, 2017 às 12:32

Não fique irritado por eu escrever o que penso. É o que continuarei a fazer. Sem acrimónia.
E O MEU NOVO COMENTÁRIO
Victor Nogueira
24 Setembro, 2017 às 15:32

Eu irritado ? Nem por sombras, nem um niquinho, por esse lado esteja descansado. Mas a verdade é que o Louçã tem sempre que ter a última palavra, mesmo que seja com golpes de rins. Mas não é por isso que prescindo da minha liberdade de lê-lo ou não, de comentá-lo. ou não. E de analisar os seus estoques com florete florentino, embora de fio algumas vezes um pouco embotado.
E não se zangue caro articulista pois por enquanto estamos no mesmo comboio e atentos à marcha e ao percurso, embora com estações de destino diferentes. LOL
Ah. De acordo com a minha leitura do artigo que escreveu, o PS também não estará nervoso, pois nem sequer é referido no texto. E deveria estar, pois o que lhe convém - ao PS - e aos seus barões do centrão é a maioria absoluta para pôr e dispor a bel prazer enquanto que para os seus apoiantes condicionais na AR tal não seria desejável.

Há um nervosismo no ar que só pode surpreender. O PSD, mesmo se não for medido pela bitola do Dr. Rangel às quintas-feiras, vai-se enfunando: ora é a lei d
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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Fogo que ardeu sem se ver

*  Victor Nogueira

O texto do jornalista nada tem a ver com o livro doutro jornalista que pretensamente pretende "recenssar". É uma tresleitura.



Editor Executivo

Fogo que ardeu sem se ver


Onde se trata do ódio de morte entre socialistas e comunistas e de como ele foi suplantado, na "geringonça", graças a circunstâncias irrepetíveis...


http://visao.sapo.pt/opiniao/sexto-sentido/2017-03-30-Fogo-que-ardeu-sem-se-ver

segunda-feira, 13 de março de 2017

Fui enganado, escreve Daniel Oliveira !

* Victor Nogueira

Daniel Oliveira não é novato, tem uma longa e diversificada experiência e vivência políticas e, num caso destes, considerando os envolvidos, deixou-se enganar como um anjinho apenas por causa do seu "feeling" e porque é contra qualquer limitação à liberdade de expressão, mesmo de organizações que perfilhem o fascismo que acha não deverem ser proibidas mas apenas "policialmente" vigiadas se desenvolverem actividades criminosas ?


Daniel Oliveira - opinion maker - deixou-se enganar como colunista ou como jornalista, sem verificar as fontes e os factos ? E agora vem de pretenso baraço ao pescoço com "mea culpa" esfarrapada ? Seremos todos tótós ?


Ah, pois, por coincidência escreve DO que do Conselho da Faculdade que apoiou o Reitor fazem parte personalidades insuspeitas de "esquerdismo" como o empresário Pinto Balsemão, dono da comunicação social de que faz parte o Expresso, o banqueiro Vieira Monteiro, o embaixador Seixas da Costa e o dirigente da Fundação Aga Khan ... Tudo gente bem, insuspeita de esquerdismos, cuja atitude o levou a mudar ou rever a sua posição de insuspeito e abalizado "opinon-maker".


Ah, na sua crónica anterior DO intitulada “Quem cala Nogueira Pinto não defende a democracia” este é apresentado como uma personalidade de extrema direita mas democrata, embora “saudosista do Estado Novo”, civilizado, de trato ameno, que DO escuta com interesse na rádio, que não merecia ser tratado como um criminoso.

E alguns dias depois DO faz um pungente "mea-culpa" e malha em Nogueira Pinto afirmando que este “apoiou de forma activa, durante o Estado Novo, a repressão policial contra a liberdade de expressão e de manifestação dos seus colegas.” "Estado Novo”, escreve DO em duas crónicas seguidas ? Ah, estes pruridos de linguagem. E assim Nogueira segundo DO nesta segunda crónica, perde o estatuto de “democrata”.



Decididamente, haverá dias para DO esquecer, não saindo de casa nem pegando na caneta para escrever ?

Daniel Oliveira
LEITOR.EXPRESSO.PT

O pio "Pngo Doce", por Soares Novais

* Victor Nogueira

A chamada do título  e o desenvolvimento do post são dedicados ao Pingo Doce, embora no desenvolvimento do texto se refiram outras cadeias de supermercados que não tratam melhor os trabalhadores.


À entrada das lojas “Pingo Doce” há um painel com as fotografias da gerência e da secretária. Regra geral são fotos de mulheres. Sorridentes. Trata-se de um “biombo” que esconde uma realidade cruel…
AVIAGEMDOSARGONAUTAS.NET

sábado, 11 de março de 2017

"O grande abandono", segundo JPP

* Victor Nogueira

 11.03.2017 13:45


Este sentimento de "ressentimento" não me parece que seja apenas de agora, destes últimos anos. Verificou-se o mesmo em 1974/75, sobretudo relativamente à enorme deslocação populacional proveniente das ex-colónias e desde sempre com etnias minoritárias, como a cigana. É um caldo que fermenta desde há muito, e que não se sabe como se manifestará em Portugal.


OPINIÃO

O grande abandono



Eles sabem que o CDS, o PSD, o PS os abandonaram à sua sorte, estão-se literalmente borrifando para as “causas fracturantes” do Bloco de Esquerda, e a “linguagem de pau” do PCP não os mobiliza. Eles esperam no seu fel – até um dia.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Teresa de Sousa em "Mentiras e ... mentiras"

* Victor Nogueira

Lendo os capítulos que a seguir TS desenvolve – desancar no PSD - o início da prosa surge a martelo, com as referências a Cunhal e ao Comunismo, Esta sociedade - capitalista - resulta das Revoluções Burguesas, como a Francesa, que também prometia “amanhãs que cantam”, baseados de facto na miséria e repressão dos camponeses e das classes trabalhadoras e semeados de guerras mundiais e regionais e de saque das países colonizados e de genocídios (África, Américas, Austrália ...). Sobre isto assenta a “prosperidade” dos donos dos meios de produção. As “utopias” das Revoluções saldaram-se em fracasso, isto é, na miséria em que estamos. TS crê na TINA do capitalismo e outros na servidão e no esclavagismo ? Mas outros crêem que “sempre que um homem sonha o mundo pula e avança.” Apenas para o abismo [e o apocalipse] ?

O Diabo não chegou em Setembro, é verdade, mas estamos ainda muito longe do paraíso. O Diabo pode voltar.
PUBLICO.PT|DE TERESA DE SOUSA

***
1. Na semana passada veio-me à memória uma história, já antiga, que sempre me deixou perplexa. Muita gente de direita (incluindo alguns amigos meus) exibia sem complexos a sua admiração por Álvaro Cunhal, com um argumento que era quase sempre o mesmo: a sua enorme coerência. E eu perguntava a mim própria se as pessoas em causa tinham ideia do que lhes aconteceria se o Partido Comunista tivesse conquistado o poder em Portugal. Estávamos em plena Guerra Fria. O destino da burguesia e dos “inimigos do povo” nos regimes comunistas era o que todos sabíamos.

Na quarta-feira passada, pensei que tinha finalmente encontrado a explicação. Na televisão, em directo do Parlamento, Luís Montenegro e Nuno Magalhães, com um ar compungido, diziam que a sonegação de informação aos deputados significava o caminho para o totalitarismo. Leram bem: totalitarismo. Podiam ter falado em autoritarismo, ditadura, fascismo, mas não, foram imediatamente para o mais intolerável de todos os regimes antidemocráticos. Afinal a admiração pela coerência de Álvaro Cunhal estava justificada: provavelmente não tinham a menor ideia do que seria um regime totalitário. A ilusão durou segundos. Nada disto tem que ver com o actual Partido Comunista. O comunismo como ideologia foi praticamente varrido da face da terra. As sociedades onde dominou durante décadas ainda hoje sofrem as consequências da incalculável destruição humana que provocou. O PCP mantem no programa a sua fidelidade ao marxismo-leninismo, porventura porque não tem nada à mão para substituir a sua ideologia fundadora. Mudou de natureza. É um partido de protesto que vive da sua implantação sindical, sobretudo na defesa dos que já estão bastante bem (empresas públicas e funcionários públicos). Já perdeu boa parte da sua capacidade mobilizadora. Está isolado internacionalmente. Levou tempo, mas percebeu que se tinha esgotado há muito a estratégia de fazer do PS o “inimigo principal” e que era preciso provar aos simpatizantes que podia ter alguma influência na governação. Sobre o totalitarismo estamos conversados. O que me causou maior impressão foi ninguém reagir (que eu visse) a esta declaração verdadeiramente extraordinária, de tal modo estamos todos obcecados com as “mentiras” de Mário Centeno ou, no caso, a barreira que os partidos que apoiam o Governo puseram às novas exigências da oposição na comissão parlamentar de inquérito. (...)


 14 COMENTÁRIOS



  1. ana cristina
      
    missão: justificar, minimizar, suavizar o diabo que anda por aí nas mentiras do Centeno e na guerra aberta a quem lhe aponta o dedo.


  2. Amora Bruegas
      
    De facto, essa gente não tem noção do que é viver num regime socialista totalitário. Contudo, o seu amigo MSo ares impos um ambiente totalitário.., mascarado de democracia... ou como explica que tenha andado a adquiri marfim e diamantes de sangue com Jonas Savimbi, o colégio Moderno tenha ficado com terrenos da U. Clássica de Lisboa, ou tenha fabricado DUAS fundações para culto da personalidade, com dinheiros do povo. Diferenças das outras..., só de fachada!


  3. Manuel Abreu
      
    O luís Simões foi aos arames com a ressurreição do totalitarismo. Mas olhe que quem fez o milagre da ressurreição não foi Teresa de Sousa - antes pelo contrário, até condenou esse milagre por parte do PSD - foi o líder da bancada do PSD, um tal Montenegro. A TS limitou-se a constatar que só é possível falar de totalitarismo como um fóssil, em termos históricos, assim com se faz com o nazismo, p.ex. . Hoje em dia o PCP limita-se a sobreviver protestando e protesta sobrevivendo. Por conseguinte, mais um texto certeiro e objetivo de TS. Haja saúde!


  4. Eleitor
      
    De facto o Diabo não chegou e por este caminho não vai chegar, conforme diz e deseja a jornalista. A sra. tem tendências de direita, ok, está no seu direito. O que não tem direito é de mentir sobre a realidade e a realidade revela progressos económicos e sociais que devia destacar, se fosse isenta. O Diabo poderá chegar é se o seu PSD chegar de novo ao governo.


  5. Jose Belo
      
    De verdades, verdadinhas, verdadeiras, era o anterior governo um impoluto. Nunca esconderam nada ao povo. Enfim, mais uma escriba da paf. Gostava de ter visto esta jornalista, com o mesmo tipo de escrita, denunciar todos os casos de que foram intervenientes os anteriores governantes (passos coelho e paulo portas).


  6. Victor Nogueira
      
    Lendo os capítulos que a seguir TS desenvolve – desancar no PSD - o início da prosa surge a martelo, com as referências a Cunhal e ao Comunismo, Esta sociedade - capitalista - resulta das Revoluções Burguesas, como a Francesa, que também prometia “amanhãs que cantam”, baseados de facto na miséria e repressão dos camponeses e das classes trabalhadoras e semeados de guerras mundiais e regionais e de saque das países colonizados e de genocídios (África, Américas, Austrália ..- ) Sobre isto assenta a “prosperidade” dos donos dos meios de produção. As “utopias” das Revoluções saldaram-se em fracasso, isto é, na miséria em que estamos. TS crê na TINA do capitalismo e outros na servidão e no esclavagismo?Mas outros crêem que“sempre que um homem sonha o mundo pula e avança.”Apenas para o abismo?


  7. Manuel Araújo
      
    Tem razão, há mentiras e mentiras: de um lado uma suposta mentira inocua, de Mário Centena, do outro, às dezenas ou centenas de mentiras da dupla Passos Coelho/Maria Luís, no tempo em eram governo e estas sim, tiveram consequências. Estamos fartos de saber o alinhamento político de Teresa deSsa, resta saber se esse alinhamento é compaginavel com a defesa de todos os portugueses, inderecentemente das suas cores políticas. Uma jornalista que se diz independente tem o dever moral de imparcialidade, até por se tratar de uma figura pública.


    1. Luis Simões
        
      Alguma vez ela se afirmou "independente"? Não me lembro...


    2. Manuel Araújo
        
      Mesmo não se tendo identificado como independente, o que nem sei se corresponde à verdade, devia coibir se de demonstrar o seu azedume laranja. Inteligente como é, saberá que o jornalismo de qualidade é sempre independente, sim senhor.


  8. cisteina
      
    Mais uma boa análise dos factos, excelente crónica, com aquelas propriedades que aprendi em jovem quando estudava português: unidade, integridade, vida e interesse. Quanto ao diabo, ele anda por aqui e por todo o mundo, talvez chegue, se envergonhe de aparecer, talvez tenha dificuldade em escolher, são tantas as desgraças espalhadas que nem sabe onde atalhar. Mas gostei de ler (já sabia) que o comunismo falhou e que o PCP sobrevive à custa dos sindicatos e do funcionalismo público e, por isso, estamos como estamos, a mesa do orçamento sempre se alarga (ou) a quem dela está perto.


    1. Luis Simões
        
      Em resumo, gosta de se manter na sua área de conforto. Quem não gosta?


  9. Luis Simões
      
    "O PCP mantem no programa a sua fidelidade ao marxismo-leninismo (...) É um partido de protesto que vive da sua implantação sindical (...). Já perdeu boa parte da sua capacidade mobilizadora. Está isolado internacionalmente" A tomar os seus desejos por realidades e por isso sempre a falhar. O PCP mantém a doutrina que os seus membros escolheram, é um partido de luta que vai à luta e os seus militantes mobilizam-se sempre nas lutas pelas liberdades, democracia e direitos, e continua fiel e fiável aos seus amigos nacionais e internacionais que bastante o respeitam...


  10. julio
      
    Embora os Thinks continuem de vento em popa, a sra não consegue esconder que se sente órfã... falta-lhe o "pai" iluminado da sala oval... estou curioso para ver quando se irà "deitar" com ele...


  11. porto
      
    Não se preocupe, não a interpretamos mal. Fretes são fretes, e uma pessoa precisa de ganhar a vida.