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domingo, 15 de maio de 2011

Pensando em voz alta sobre as eleições

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O Pensador (pormenor) - Rodin
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JCV
Viram o debate Jerónimo/PP?O importante é esclarecer o povo,a direita continua a intrujar os portugueses
há cerca de uma semana · Gosto · ·  
AR gosta disto.
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AR  O Céu para poucos cá na Terra, O Inferno para muitos e muitos... É que o Dr. Paulo Portas é católico mas, neo-liberal. Como populista que é esconde mt bem. Eu tenho Paulo Portas adicionado no Facebook. Como Álvaro Cunhal disse um dia numa Festa do Avante a um camarada que muito prezo e foi ele que mo contou «Para eu saber o que vou dizer devo saber o que os outros dizem/dizeram - "os inimigos".
há 17 horas · Gosto · 3 pessoas
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Victor Nogueira Eu não percebi pk o Jerónimo no debate com o Loçuã não foi capas de dizer claramente, como fez o Louçã, que o inimigo eram o PS(D)CDS e se enrolou com "aqueles que defendem as políticas de direita", evitando dar o nome aos bois !
há 10 horas · Gosto
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AR Pois, eu acho que percebi/ percebo... Embora o P.S. seja um partido lamentável - que «meteu o Socialismo na gaveta» e, Mário Soares, na minha e não só na minha perspectiva, tenha sido o verdadeiro «traidor» quanto aos valores do 25 de Abril e pior, ao pós-25 de Abril - só ao Bloco de Esquerda interessa levantar as hostes contra o P.S. Porquê? Face ao programa do P.S.D. muitos(as) que votavam P.S. até às últimas legislativas, contra o governo/ a governação de Sócrates, nas últimas legislativas, votaram Bloco (e sei de pessoas C.D.U.); agora não sei se essas pessoas não voltarão a votar P.S. mesmo sabendo bem o que de Sócrates se espera... Passos Coelho e companhia foram um presente à Pai Natal. O que é preocupante é se o CDS-PP cresce muito... A ver vamos.
há 9 horas · Gosto
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Victor Nogueira Pos eu continuo a não perceber pk o Jerónimo não disse claramente que o inimigo nestas eleições são o PS(D)CDS, em quem não se deve vota rpois será mais do mesmo ou ainda pior, marcando claramente as propostas alternativas da CDU mas tambémdo PCP. Quanto a traidores, Mário Soares já o tinha sido nas eleições fascistas de 1969 quando, respondendo ao apelo de Marcelo feito aos "portugueses honrados", cindiu a CDE nalguns círculos eleitorais com as CEUD, E quanto a pavões traidores há outros entre os pavões - Otelo Saraiva de Carvalho - o único "capitão" de Abril com acesso à comunicação social para proferir disparates, mantendo o seu ancestral ódio ao PCP -- O Grande Otelo --


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AR - - Pois é, Pois é... uma pouca vergonha. Quanto ao texto acerca de «O "grande" Otelo» :))))
há 3 segundos ·

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JPRR
CDU a candidatura do Movimento Comunista no Facebook
Esta é a candidatura dos elementos deste grupo.
Quem não estiver satisfeito que se mude.
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Victor Nogueira ‎"Esta é a candidatura dos elementos deste grupo. Quem não estiver satisfeito que se mude.".
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 Esta é uma calinada de todo o tamanho. O PCP não é apenas a direcção mas tb e sobretudo os seus militantes e a acção que desenvolvem. Nem até onde sei o PCP é constituído por carneirada que cumpre cegamente o que vemde cima.Os órgãos de direcção a qualquer nível e os militantes não são imunes à crítica e autocrítica. E devem agir na rua, nos locais de trabalho e de residência, devem conhecer os documentos e directivas do partido através do seu estudo, devem saber ouvir e ter argumentos para conquistar os outros para a nossa causa. Eu e vocês votamos CDU. E depois? .

Mas há que alargar e parece-me que isto de muitos comunistas do PCP está cada vez mais a transformar-se numa roda de amigos a olharem para dentro e para o seu próprio umbigo. E nas redes sociais devemos intervir nas páginas de outros cidadão, movimentos ... Eu pedi por várias vezes a um ilustre deputado do PCP que este publicasse no Avante ou na site da CDU determinado material que nos permitisse conhecer factos e bases para argumentação. O ilustre deputado do PCP não só não se dignou acusar a recepção das minhas propostas nem sequer me indicou alguém do PCP com quem pudesse discuti-las. E se não sabe quem sou, seria fácil fazê-lo, pois identifiquei-me. Mas eu tenho 3 defeitos: estudo os documentos do PCP er, apesar de disciplinado e aceitando o centralismo democrático, quando é real e não apenas um arremedo, penso pela minha cabeça. E termino como comecei: 
""Esta é a candidatura dos elementos deste grupo.Quem não estiver satisfeito que se mude.". 
Esta é uma calinada de todo o tamanho
há 11 horas · Gosto
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AR É assim. Sou membro do P.C.P. No cartão diz-se: Pode ser membro do Partido Comunista Português todo aquele que aceite o Programa e os Estatutos, sendo seus deveres fundamentais a militância numa das suas organizações e o pagamento da sua quotização. (artº 9 dos Estatutos).
há 8 horas · Gosto · 1 pessoa
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Victor Nogueira Para ser comunista não chega isso: é necessário estudar o marxismo-leninismo, ler e estudar o Avante e o Militante bem como a documentação do PCP, sobretudo aquele que provém dos Congressos e dos Encontros Nacionais temáticos.
há 3 horas ·
Gosto
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quinta-feira, 15 de julho de 2010

A propósito da Queda da Bastilha ou de Cromwell


Sapatos - Van Gogh
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Em pré campanha eleitoral anda o senhor  Silva (como outrora o tratava o menino traquinas da Madeira), um dos pais a que isto chegou, com Mário Só-Ares e quejandos. Em mentirolas andará o sócrates, num tempo que se assemelha ao da Revolução Francesa, que hoje se comemora. (1)
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Mas Liberdade, Igualdade e Fraternidade eram conceitos de múltiplas leituras, do qual a burguesia afastou os sans-cullottes ("pé-descalço"). Proclamando que "só não há Liberdade para os inimigos da Liberdade",  logo definiu sem apelo nem agravo que a liberdade existe apenas para si. Todas as revoluções burguesas foram sangrentas e sempre que os seus interesses estivessem em causa, a força das armas, da repressão e do condicionamento e alienação ideológicas são utilizadas sem dó nem piedade. O círculo fechou-se: depois da exploração  das classes trabalhadoras "livres" da escravidão e da servidão da gleba, a globalização (aggiornamento soft do imperialismo e do capitalismo transformado em "economia de mercado) - que lhe é anterior - e do patrão pelo empresário, o círculo fechou-se, repito, tornando actuais as obras de Engels e de Charles Dickens, do séc. XIX. Efectivamente, fácilmente se transformou o XXI em XIX, após o vigéssimo de interregno. A lotaria estava viciada desde o início e o capitalismo convive bem com as ditaduras (desde que não sejam do proletariado), com as monarquias ou contra a República (Popular, do Poder na Rua)
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Ver no Kant_O_XimPi
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Cavaco entre o lar “euromilhões” e a escola-refeitório

José Sócrates ou ... "bem prega Frei Tomás, olha para o que ele diz, não olhes para o que ele faz" ... "

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TahKhominion | 19 de Outubro de 2007
Num dos momentos mais sublimes da sétima arte, numa de suas mais belas manifestações (Casablanca, de 1942), enquanto soldados nazistas começam a entoar um hino patriótico alemão, um dos líderes da resistência tcheca, presente na ocosião, enfurecidamente corre aos músicos e pede que toquem a Marselhesa.
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Por não mais que alguns segundos, aquilo que poderia ser uma voz solitária se transmuta num fervor coletivo, num assalto passional que leva todos os exilados, expatriados e amantes sedentos da liberdade a seguirem em estrondoso coro, que majestosamente emudece a horda hitleriana.

(a tradução de "Die Wacht am Rhein" foi feita via uma versão em inglês, e a tradução da Marselhesa foi baseada na que a embaixada francesa no Brasil disponibiliza)
R.J.R, Campinas, 19/10/2007 - 11:00
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5409moi5409 | 6 de Janeiro de 2008
L'internationale communiste en français
Hymne de l'URSS jusqu'en 1944. Eugène Pottier, en juin 1871. La musique de Pierre Degeyter, en 1888.
http://fr.wikipedia.org/wiki/L%27Inte...
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Parole :
Couplet 1 :
Debout ! les damnés de la terre
Debout ! les forçats de la faim
La raison tonne en son cratère :
Cest léruption de la fin
Du passé faisons table rase
Foule esclave, debout ! debout !
Le monde va changer de base :
Nous ne sommes rien, soyons tout !

Refrain : (2 fois sur deux airs différents)
Cest la lutte finale
Groupons nous et demain
LInternationale
Sera le genre humain.

Couplet 2 :
Il nest pas de sauveurs suprêmes :
Ni Dieu, ni césar, ni tribun,
Producteurs, sauvons-nous nous-mêmes !
Décrétons le salut commun !
Pour que le voleur rende gorge,
Pour tirer lesprit du cachot
Soufflons nous-mêmes notre forge,
Battons le fer tant qu'il est chaud !

Refrain

Couplet 3 :
LEtat opprime et la loi triche ;
LImpôt saigne le malheureux ;
Nul devoir ne simpose au riche ;
Le droit du pauvre est un mot creux.
Cest assez languir en tutelle,
Légalité veut dautres lois ;
« Pas de droits sans devoirs, dit-elle,
Égaux, pas de devoirs sans droits ! »

Refrain

Couplet 4 :
Hideux dans leur apothéose,
Les rois de la mine et du rail
Ont-ils jamais fait autre chose
Que dévaliser le travail ?
Dans les coffres-forts de la bande
Ce quil a créé sest fondu.
En décrétant quon le lui rende
Le peuple ne veut que son dû.

Refrain

Couplet 5 :
Les Rois nous saoulaient de fumées.
Paix entre nous, guerre aux tyrans !
Appliquons la grève aux armées,
Crosse en lair et rompons les rangs !
Sils sobstinent, ces cannibales,
A faire de nous des héros,
Ils sauront bientôt que nos balles
Sont pour nos propres généraux.

Refrain

Couplet 6 :
Ouvriers, Paysans, nous sommes
Le grand parti des travailleurs ;
La terre nappartient quaux hommes,
L'oisif ira loger ailleurs.
Combien de nos chairs se repaissent !
Mais si les corbeaux, les vautours,
Un de ces matins disparaissent,
Le soleil brillera toujours !

Refrain

USSR red army hymn anthem
"l'ennemi est con, il pense que nous sommes l'ennemi alors que c'est lui" P.Desproge
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julienhermes | 15 de Janeiro de 2008
Chanson révolutionnaire socialiste communiste
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sábado, 28 de novembro de 2009

D'As iluminações natalícias e o que mais se lerá !

 

* Victor Nogueira
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Já noutro blogue dei notícia das iluminações natalícias na Baixa de Setúbal, algumas delas originais, não estáticas. Mas ontem à noite, ao regressar a casa, verifiquei que ali a rotunda e a avenida também estão natalíciamente iluminadas, o que não se vê daqui, dando un certo ar de alegria em tempo de crise generalizada para a maioria! E o supermercados ou mini-preços ainda só não estão abertos 24 horas em 24 horas porque a escravidão ainda não é total, apesar do CDS advogar a abolição da prestação social do rendimento mínimo e os patrões da indústria têxtil a abolição do 14º mês, vulgo subsídio de Natal. Isto para não falar nos jornais que noticiam como milionárias reformas de três mil a dez mil euros ! É preciso lata quando os bancos esmifram os credores e clientes para acumular ano após ano lucros fabulosos, conjuntamente com outras empresas monopolistas ou oligopolistas, que entre si concertam os preços !

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Na minha caixa de correio caiem cartas a oferecerem-me possibilidades de créditos ou facilidades de pagamento que, nestes tempos, originam uma espiral de dívidas com juros leoninos! Apesar disso a banca faz o choradinho da crise, envolve-se em má gestão e negócios duvidosos, enquanto os Governos injectam milhões de euros para evitar a sua «falência». E no entanto, nunca houve tantos bancos e agências bancárias, umas a seguir às outras, como desde o tempo do (es)cavaquismo. É como os cafés, que proliferam como cogumelos. Só aqui, num raio de cem metros,, há pelo menos 16 (dezasseis cafés ou pastelarias. Uma única  mercearia resiste à concorrência da Cooperativa de Consumo, do supermercado Lidl e de duas lojas mini-preço. De vento em popa vai também o mini-mercado dos paquistaneses (que já aprenderam a falar português) e que já vendem de tudo um pouco. No mesmo raio de cem metros existem quatro estabelecimentos de pronto-a-comer e três lojas de artigos chineses...
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Nos jornais impressos o televisivos as notícias do ia são as presumívei fraudes do presumível inocente Vara mai-lo Primeiro Ministro do PS, a confusão nas hostes do PSD para correrem com a Manuela Ferreira Leite, todos de cabeça perdida porque Sócrates já está a prazo mas faz a política anti-social que eles não conseguiriam fazer, mas a «clientela» a satisfazer é muita, seja com tachos, seja com panelas. Foices e Martelos é que não, embora se tal sucedesse a dependência do exterior e os ditames da União Europeia facilmente garrotariam qualquer Governo de Esquerda com veleidades de atacar as grandes Fortunas e o Grande Capital, que deixou praticamente de ser nacional para passar a transnacional. Mas entre um e outro, venha o Diabo que escolha. Note-se que 80% das dívidas ao modelar BCP são apenas de oito clientes, dois deles grandes accionistas do mesmo, como Joe Berardo
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Enquanto isso o Governo prepara-se para alterar o Código Contributivo, asfixiando ainda mais as pequenas e médias empresas, e para taxar ainda mais os recibos verdes, «esquecendo» que estes e os contratos a prazo são um subterfúgio utilizado pela Administração Pública e pelas empresas qualquer que seja a sua dimensão, para escaparem às suas obrigações para com o Fisco e a Segurança Social.
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Para além das notícias sobre assassinatos, roubos e violações, prossegue a saga da vacina contra a chamada gripe suína, agora travestida de H1N1, com a maioria do pessoal médico e de enfermagem a recusá-la, não obstante as imagens do Primeiro Ministro José Sócrates, da Ministra da Saúde Ana Jorge e o Director Geral da Saúde George qualquer coisa, de manga arregaçada a serem injectados. Não me lembro se no filme também entrou o Presidente da República. Contudo deixaram de ser notícia os partos em ambulâncias devido ao encerramento de inúmeras maternidades por esse país fora, enquanto as grávidas se recusam a tomar a vacina contra a gripe H1N1 devido ás notícias das mortes de fetos, não esclarecendo os órgãos de informação se tal é normal ou não.
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Mas isso pouco interessa, bem como a falta de capacidade de resposta dos Centros de Saúde, devido à política deliberadamente destrutiva do Serviço Nacional de Saúde. As vacinas já foram compradas pelos Governos, a indústria farmacêutica já arrecadou os lucros e  os stocks em armazém serão benemeritamente canalizados para tratar da saúde aos povos do chamado terceiro mundo, assim mais facilmente despachados para o mundo dos anjinhos!
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Entretanto o Governo prepara-se para «ajustar» as Leis Penais ao sabor das conveniências do momento, o  do direito à privacidade, direito esse que não existe para a pequena criminalidade, violenta ou não, Mas, do ponto de vista de quem efectivamente ordena, quanto mais violenta, melhor para os estados policiais, como são cada vez mais e sem máscara os dos países capitalistas.
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Quadro
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Anjo acordando o profeta ELIAS
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Óleo sobre tela de Juan Antonio de Frias e Escalante
XVII° siècle (siglo XVII)
Gemäldegalerie, Berlin
Alemanha .
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www.misticismo.blogger.com.br/
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A saga soma, «sume» e segue !



Cicero acusando Catilina no senado
(Afresco de Cesare Maccari, século XIX)
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 * Victor Nogueira
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Depois da barrigada do «Muro de Berlim», voltou a saga do soma e «sume». A saga tem muitas sequelas, mas fartote de sequelas quem as apanha é quem não lhes chega. O filme principal chama-se «Xico-Esperto» e as sequelas têm nomes pomposos, embora normalmente acabem por encher Bolsas e esvaziar bolsos. As sequelas dão quase todas em nada, pois há mar e mar, há ir e voltar ... ou não. Aqui, por mais voltas que lhes demos, o nó górdio é que quem tem unhas toca guitarra, mesmo que desafine. Ele há nomes para tudo, desde o Processo Casa Pia, que pariu um ratinho que estrebucha há anos com arraia miúda, e que de Pio nada tem, antes é uma Piazinha sem piada, passando por Operações Furacão, Apito Dourado, Garganta Funda, Face Oculta, e muitos outros. Depois há os Casos ... que variam desde o Maddie, passando pelo da Joana, até ao Freeport passando por Felgueiras, Loureiros (Valentins em Dias), Jardins, Privadas Universidades da treta e chuchadeira. É uma escavacadela leytiama mas sem cicuta mas com patetas alegres. E como este rol cansa, ainda há bancos ou bancas para repousar, sejam exemplares miléniuns, sejam populares privadas, sejam comerciais ou pouco populares negócios. E um fartar vilanagem, para descrédito do sistema democrático e da «nojenta» política. Claro que nisto de nojo, só não mete a mão quem não pode e quanto mais xico-esperto mais o menino Zequinha «bota» sem bota, como aconteceu em Oeiras ou em Felgueiras ou com Sócrates e Cia, imunizados contra a cicuta!
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Os milagres multiplicam-se como na parábola do pão e dos peixes, só que estes saiem de todos mas são arrecadados por uma minoria. Mas o que interessa é a Quadratura do Triângulo, a Opa,  a Obra, a Fachada! O resto é treta, mesmo que o rei vá nú e nos deixe de tanga! A tanga é que dá, a tanga é que rende!
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Já aqui falámos na magistral Operação Entrada na Europa. Nos bancos da Escola e mesmo em livros veneráveis e já corroídos pela traça  ou pelo bicho da prata, sempre  li com estes olhos que a terra há-de comer e ouvi com estes ouvidos cada vez mais surdos que Portugal se situava na Europa. Mas numa operação de magia estilo Só-Ares Escavaqueando fiquei a saber que não. Onde se situava Portugal não sei bem, pois foi pela mão de Só-Ares e Cia que após Maastrich e até Lisboa é que passámos a estar na Europa.
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Foi de facto uma Operação magistral: em meia dúzia de anos desmantelou-se a estrutura produtiva, tornando este País completamente dependente do estrangeiro e dos tecnocratas de Bruxelas, cortando quaisquer veleidades de garantir a independência nacional e tornando letra morta a Constituição de 1976 e completamente anacrónico o respectivo Preâmbulo (1).
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Veio pois a barrigada do Muro de Berlim, esquecendo outros muros, como o da formatação das consciências para o Pensamento Único ou os Muros que Israel ilegal e impunemente construiu na Cisjordânia ou os Estados Unidos na fronteira com o vizinho do quintal, o México, ou bloqueios criminosos como os que foram feitos ao Iraque no tempo de Saddam ou no que persiste em torno de Cuba. É verdade que dalguns e doutros muros se terá falado, mas esses não são da infâmia mas erguidos em nome da ... Livradade e da Demo-Cracia. Quanto aos mortos por eles provocados ... um silêncio sepulcral!
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Mas retomando o fio à meada, estamos em crise depois de não estarmos. Não me percebem? Bem, patrões e governo dizem que ... não pode haver aumentos salariais, lembrando um tal Ulrich, Patrão dos Tubarões, que em tempos veio advogar que face à crise os trabalhadores deveriam de livre vontade tomarem a iniciativa de proporem diminuições nos seus salários. Pois é ...
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Leio o tablóide Correio da Manha e lá vem em grandes parangonas: BANCOS LUCRAM CINCO MILHÕES POR DIA entre Janeiro e Setembro deste ano. Não contente com isto, o Governo deu mais uma ajudinha permitindo que os bancos cobrem não já uma anuidade pelos cartões de débito mas ... por cada operação em caixas ou terminais Multibanco. Estes serviram para diminuir custos com pessoal, mas isso não chega, como não basta terem deixado de pagar juros nas contas de depósitos à ordem e cobrarem ... despesa de manutenção. O dinheiro é nosso, mas os lucros são deles
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Mas, folheando mais para dentro, lê-se que o Ministro do Trabalho (!) é contra aumentos de 1,5 % e, em letras mais pequenas, que «os patrões defendem congelamento (de salários) no próximo ano» e que a  eventual «subida deve "adequar-se" ao quadro de inflacção ... negativa». Isto para não falar na eventual diminuição do valor das pensões ... quando sobra cada vez mais mês apesar da proclamada inflação negativa. E sobre a «solidariedade» o Avante de hoje noticia que prosseguem os despedimentos e o encerramento de empresas, adiantando A Talhe de Foice que Américo Amorim, um dos homens mais ricos de Portugal, se não o mais rico, depois de despedir 200 trabalhadores, vem com o choradinho da crise, quando a Corticeira Amorim teve no 1º trimestre de 2009 um lucro líquido de 5,7 milhões de euros, o que equivale a um aumento de 60.7 % , comparando com os 3,6 milhões do período homólogo do ano anterior!
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Se a isto juntarmos os paraísos ficais, os escandalosos lucros das empresas de energia e combustíveis privatizadas mas com aumentos de preços ao consumidor por causa da crise, é caso para lembrar um velho dito português «é fartar vilanagem» ou a interpelação de Cícero «Até quando, enfim, ó Catilina, abusarás da nossa paciência?»
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A não ser que resultem os saltos à Vara ou à vara se dê o verdadeiro uso de pau de marmeleiro para acabar com esta marmelada!
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http://cenasdocotidiano.files.wordpress.com/2008/05/abolic1.jpgJean Jacques Débret - Chicoteando um escravo
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A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.
Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.
A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do país.
A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.
A Assembleia Constituinte, reunida na sessão plenária de 2 de Abril de 1976, aprova e decreta a seguinte Constituição da República Portuguesa:
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O Muro e as Manchetes !


http://planicie-heroica.weblog.com.pt/arquivo/apocalipse1.gif

http://www.ferias.tur.br/admin/cidades/9449/g_Para%C3%ADso.jpg
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http://www.mnemosyne.org/mmw/fullsize/mmw_10a11_016v_min_1.jpg
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The Banquet of the rich Man and Lazarus ; François MAÎTRE; 1475; miniature from “the City of God” translated by Raoul de Presle; manuscript MMW 10 A 11; Museum Meermanno Westreenianum, Koninklijke Bibliotheek,The Hague
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domingo, 1 de novembro de 2009

O Passa «Culpas»

Os quatro Cavaleiros do Apocalipse, por Viktor Vasnetsov (1887).


* Victor Nogueira
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A fome. a miséria, a  doença, o desemprego, a guerra, campeiam no Mundo quais cavaleiros do Apocalipse, impiedosos e desenfreados. Uma minoria, cada vez mais opulenta, com ajuda de marionetas e capatazes, alimentados com um prato de lentilhas, decidem o caminho da Humanidade e do Planeta, «moldando» e formatando as consciências para que o seu desfile suicida não seja posto em causa.
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No meio deste emaranhado, de salve-se quem puder, os ricos cada vez mais ricos não mudam de ideias e por cada tostão que dão arrecadam um milhão. Dos milhões não se livram, mas da responsabilidade sim. Depois de criarem a miséria nos países do 3º Mundo, mudam as tendas para junto da fonte das matérias primas e produzem para o vazio especulativo. Mas é preciso muita lata e «ouro» falso para responsabilizar os consumidores dos países «industrializados» pela exploração de mão de obra [e trabalho escravo] ... no 3º Mundo.
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A Organização Internacional para a Migração (OIM)  (1) consegue fazer este numero autênticamente circense, numa altura em que o circo vive pelas ruas da amargura e perdeu a a magia e lantejoulas  de outrora, destronado pelas novas tecnologias, inodoras e assépticas, que lançam a montureira, o lixo e o «perfume» para a cave ou para o quintal do vizinho.
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Aqui fica o registo sem patente!
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cf

OIM ou o «Mundo» às avessas (1)

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Albrecht Dürer - Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse

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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Enfim ... Haja paciência


Devido a um lapso do «rapaz» o Windows bloqueou desde 12 de Setembro. Assim, os trabalhos estão suspensos, salvo quando tenho acesso a outro PC. Mas ... não deixem de visitar-me e de comentar, que matéria não falta. Até já !
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imagem - O pensador - estátua de Rodin

domingo, 17 de agosto de 2008

Em conversa com os meus botões (11) - Da Literatura


Litogravura de José Dias Coelho



* Victor Nogueira
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Pensei que a tua era uma «novela» fictícia» resposta a uma outra minha. Não sei qual delas te perturba, mas a tua está muito bem escrita e é um contraponto à minha. Mas tu lá sabes e restam-me os teus poemas. Pode ser que graças Ao Sabor do Ollhar venhas a receber o Prémio Nobel da Literatura, para grande desgosto do Lobo Antunes, que lá recebeu o Prémio Camões - tão feliz que está na foto - mas no não perdoa ter sido superado pelo Saramago no Nobel. Al iás aprecio mais Saramago (apesar do seu ar público enfadado) que o Lobo. Embora todos falem no Memorial do Convento ou no Ano da Morte de Ricardo Reis, esquecem Levantados do Chão, que tem um cantinho no meu coração, aliás como a dramaturgia dele.
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Shakespeare é um grande poeta e dramaturgo, embora quanto aos sonetos eu prefira uma edição bilingue da Sá da Costa, salvo erro, do que a do Vasco Graça Moura, que no entanto também aprecio, apesar das suas diatribes políticas de mais laranjista que a laranja :-)
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Quanto a ti, gosto do teu poema. Daquele e não só. Da tua prosa, só tenho aquela, de quarentena enquanto não mudares de «posição».
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Eu poetizo de muitas maneiras: tenho sonetos com sabor a Camões e Sá de Miranda ou Bocage, outros poemas que que tiveram como ponto de partida o Daniel Filipe ou Eugénio de Andrade, passando pelas quadras populares. A minha prosa é reconhecível, mesmo em textos que deixam de ser meus para passarem a ser do «colectivo».
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Quanto à poesia, com tanta heterogeneidade, não sei se sucederá o mesmo.
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sMas poetiso por «necessidade», especialmente quando estou em baixo, ma agora já consigo escrever jogando e brincando com as palavras, como se estivesse alegre.
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Mas ... a felicidade é sempre tão breve que pouco tempo me resta para vivê-la ou saboreá-la, quanto mais para escrever longamente sobre ela.
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Bjo para ti e considera que tens valor.
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Tenho uma curiosidade: conhecer as tuas pinturas que inspiraram os teus poemas e outras se continuaste por essa via.
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Victor Manuel
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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Agosto - Mais Brilhante que Mil-Sóis

Hiroshima após o bombardeamento/holocausto nuclear. O «senhor» abaixo nunca se arrependeu e dormiu sempre bem, pois limitara-se a cumprir ordens.
Nunca foi julgado nem a cadeia de comando até Harry Truman, como criminosos de guerra e genocidas, num qualquer Tribunal de Nuremberga.


Colonel Paul Tibbets waving from Enola Gay's cockpit before taking off for the bombing of Hiroshima. (USAF Photo)




Desenho de Tibuka





Quadro de Magritte
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terça-feira, 10 de junho de 2008

10 de Junho - O Dia da RAÇA e o que mais se lerá



Helena Vieira da Silva

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Évora - manifestação dos trabalhadores agrícolas (Largo junto à Porta de Avis ?)

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Évora - manifestação dos trabalhadores agrícolas

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Fotos de Victor Nogueira




[expo_abelmanta_grande.jpg]

João Abel Manta

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Lisboa - Mural (apagado) na Rua António Maria Cardoso (sede da PIDE/DGS)
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Foto de Victor Nogueira
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Abril em Maio após Novembro (1)

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O Sonho ...
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As eleições na Primavera Marcelista - 1969 - a «evolução na continuidade»

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Victor Nogueira

Esta última carta foi colectiamente subscrita por mim e mais dois ou três colegas meus e remetida tal como a anterior aos jornais da oposição
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clicar nas imagens para ler


Na «Primavera» Marcelista de Marcello, este, num gesto «largo e generoso», mal-citando eu Pessoa (1), permitiu o regresso de dois exildos políticos, Mário Soares e D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto. Para alguém mínimamente (in)formado tratava-se duma operação de cosmética, pois os exilados no Tarrafal, em S.Nicolau, em Caxias ou em Peniche continuaram no exílio com «seguras» medidas de protecção.

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Continua em As eleições na Primavera Marcelista - 1969 - a «evolução na continuidade» - Victor Nogueira

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O Dia da RAÇA e o que mais se lerá
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* Victor Nogueira
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Dentro de momentos a Praça do Giraldo será cenário duma manifestação [do 10 de Junho] que pretendem grandiosa e durante a qual se enaltecerá essa gloriosa e alegremente sacrificada juventude portuguesa que em terras de África defende a herança dos seus avoengos, numa guerra santa sobre cujos fundamentos se não admitem dúvidas. Entretanto a Universidade de Coimbra está em greve desde há largas semanas, greve de que os jornais não falam, a não ser publicando os diversos e por vezes incoerentes e inverosímeis comunicados das autoridades académicas. A música continua a ser monoral. (...) Está uma manhã cheia de sol, contrastando com o pluvioso e cinzento dia de ontem. Pela janela aberta chegam‑me aos ouvidos o chilrear dos pássaros e os discursos transmitidos pelos autofalantes, na cerimónia que se realiza a dois passos daqui, entrecortados por salvas de palmas. (NSF - 1969.06.10)
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Isto por cá não anda muito bom. As greves sucedem‑se diariamente - só por portas travessas se sabe - e as deserções do exército, nomeadamente dos oficiais milicianos, continuam a verificar‑se. Entretanto o problema do Ultramar continua a ser explorado emocionalmente, com completo desrespeito pelos interesses do povo português. A emigração aumenta. A nau mete água por muitos rombos. (NSF - 1970.07.18)
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No Giraldo Square erguem-se bancadas e toldos, que vedavam ao trânsito automóvel a rua da Selaria (ou 5 de Outubro). O Giraldo é uma "bancadaria" para [comemorações d]o 10 de Junho, que este ano deve ser comemorado em grande, para compensar os desastres que se vão averbando na Guiné e no Norte de Moçambique. (...) Domingo próximo, em Portugal de lés‑a‑lés, viver‑se‑ão jornadas de fervor patriótico! (MCG - 1973.06.07)
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Ontem à noite (1973.10.24), no regresso de Arraiolos, muitos Mercedes a caminho de Évora, onde às 21:30 alentejanos cinzentos de ar sisudo aguardavam ordeiramente o início da sessão de propaganda da ANP [Acção Nacional Popular]. Debaixo dos arcos [arcadas], uma fila de homens, com ar humilde e jeito de rebanho descido da camioneta, dirigia‑se para o cinema onde se realizaria a tal sessão. A Oposição não comparecerá as eleições no domingo. O Marcelo [Caetano] bater‑se‑à contra nada. (MCG - 1973.10.25).
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Levanto os olhos e vejo muitos magalas, na sua farda verde oliva. Andam também pelas ruas, aos grupos, espalhafatosos, como quem já tem o seu grão na asa. "Cheira‑me" que haverá dentro em breve mais um contingente para a guerra em África. Alguns escrevem, curvados sobre o papel, a caneta firme na mão, como quem não está habituado a frequentes escrituras. Parecem rapazes muito novinhos; uns conversam, irrequietamente, outros têm um ar absorto, ausente.
(MCG - 1973.11.26)
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Hoje foi o Dia da Polícia e está explicado porquê toda a semana têm desfilado pelas ruas da cidade: preparação do grande acontecimento, em que estrearam os capacetes cinzentos com viseira protectora, espingarda de baioneta calada ao ombro, deixando, na esquadra, o escudo protector das pedradas dos manifestantes. 50 000 mil contos teria sido a quantia gasta nos últimos tempos pelo Governo para equipar a polícia. Ah! Ah! Os tempos vão desassossegados! (1974.03.12)
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Dizia a BBC ontem que prosseguia o chamado "julgamento" das 3 Marias (Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa) autoras dum livro chamado "Novas Cartas Portuguesas" sobre problemas da mulher portuguesa, que a acusação pública considera pornográfico e ofensivo da moral e dos bons costumes. Mas uma das testemunhas de defesa, Maria Emília... , afirmou que ofensivo da moral e dos bons costumes era o facto duma mulher não poder andar na rua e transportes públicos em Lisboa (e em Évora ?) sem ouvir piropos indecorosos e ser apalpada. Referiu também as vantagens que os homens da classe alta tiram impunemente da sua posição sobre as jovens das classes inferiores. (MCG - 1974.03.21)
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ler o resto em O Dia da RAÇA e o que mais se lerá
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Um 1º de Maio no tempo do fascismo

O 1º de Maio é um dia dos trabalhadores comemorado em muito países desde 1889, por vezes em festa mas quase sempre em luta por melhores condições de vida e de trabalho. O mesmo sucedeu em Portugal na longa noite fascista, apesar de repressão e da negação de direitos elementares, como os de associação, manifestação e reunião.

Ao folhear jornais desse tempo encontramos o 1º de Maio de 1962 segundo o Diário de Notícias de 3 de Maio, de que transcrevemos partes essenciais, mantendo os subtítulos originais: (...)

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continua em Um 1º de Maio no tempo do fascismo - Victor Nogueira

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Arraiolos - Inquéritos às Condições de Vida e de Trabalho (1973)

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Arraiolos

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Os inquéritos vão correndo. Não acredito no trabalho que estou fazendo - uma maneira do Ministério das Corporações e Previdência Social despender umas massas dos contribuintes sem que para eles advenham benefícios. Com uma semana de inquéritos sou capaz de fazer um relatório sobre a situação dos trabalhadores do concelho de Arraiolos, que não diferiria muito dos resultados que se virão a apurar com o tratamento estatístico das informações obtidas. Qualitativamente melhor. A maioria das respostas parecem tiradas a papel químico.
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continua em
O Alentejo Rural - antes e depois de Abril - Victor Nogueira
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Evolução de Évora – a situação em 1975


A Rádio Renascença transmite "Os Vampiros", do Zeca Afonso! Rei morto, Rei posto! A Junta de Salvação Nacional, como a si própria se intitula, abre a tarracha e já hoje tornou público o seu programa, cujo ponto limite é a realização de eleições gerais para a Assembleia Constituinte e Presidente da República no prazo de 12 meses.

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No café Estrela, velhos falam dizendo que os jovens de agora são melhores que no seu tempo: "A gente também não concordava com o Salazar mas nunca tivemos coragem de fazermos o que eles fizeram.". Nas imagens que a RTP transmite a nota dominante entre os manifestantes e os mirones era a juventude. Outro velho diz que nunca foi marcelista. (MCG - 1974.04.26)

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continua em OS DIAS DA REVOLUÇÃO (notas soltas) - Victor Nogueira

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Bónus
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Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades em Setúbal
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O que sucedeu a 28 de Maio 28 de mayo 28 mai May 28 28 maggio


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Quanto à correspondência violada [pela PIDE], por razões que desconheço, só seguiam recortes de jornais relatando o que se tem passado na Assembleia Nacional.(...) Daqui para o futuro acompanharão os recortes uma lista detalhada dos mesmos e irão lacrados. Farto de malandros ando eu. (NSF - 1971.06.30)
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segunda-feira, 12 de maio de 2008

«Juíza refém de cadastrado»

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* Victor Nogueira
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Edward Munch, O Grito (1893)

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Sequelas da «civilizada» Guerra Colonial Portuguesa? Onde estão os «heróicos» mandantes? Quem são os verdadeiros criminosos? Foram julgados pelos seus crimes? Ou condecorados com a «Cruz de Guerra com palmas»?

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O Carlos conta e faz muitos filmes. Até nós temos medo dele', disse ao CM a irmã Cristina explicando que Carlos, de 37 anos, tem problemas psicológicos que teima em não resolver. 'São traumas que trouxe dos comandos. É fanático por armas e explosivos que fabrica', contou.
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CM
09 Maio 2008 - 00h30
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domingo, 11 de maio de 2008

O governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desaparecerá da face da terra ?

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« (...) que todos nós aqui presentes solenemente admitamos que esses homens não morreram em vão, que esta Nação com a graça de Deus venha gerar uma nova Liberdade, e que o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desaparecerá da face da terra.»
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Abraham Lincoln - Discurso de Gettysburg (19 de Novembro de 1863)
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Estátua da Liberdade

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«Venham a mim as massas exaustas, pobres e confusas ansiando por respirar liberdade. Venham a mim os desabrigados, os que estão sob a tempestade. Eu os guio com minha tocha.»

Emma Lazarus


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Santiago Matamouros ou Santiago Maior

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Jacob Peter Gowy, A Queda de Ícaro.
A queda de Lucifer, Ilustação de Gustave Doré para o livro O Paraíso Perdido de John Milton.

A queda de Lúcifer, Ilustação de Gustave Doré para o livro O Paraíso Perdido de John Milton.

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* Victor Nogueira

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Os «humanos» julgam-se os «senhores» de superior inteligência e moldadores da natureza. Uma sequência de fotografias, que pode ser vista em «A dor da perda», até pode ser uma «montagem», mas estudos recentes mostram que os gorilas compartilham connosco grande parte do código genético e que o estudo do organismo dos «porcos» suínos permite o estudo por semelhança dos órgãos do corpo «humano». Que HORROR, que HERESIA, que BARBARIDADE
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No entanto, os «humanos», sensíveis ao genocídio dos nazis, aparentemente reduzido ao «holocausto» judaico, «esquecem» que estes eliminaram outros seres sub-humanos, eslavos, ciganos, comunistas, socialistas, sacerdotes católicos (canonizados?), deficientes mentais, entre os quais se incluiriam os latinos, se tivessem dominado o mundo e estabelecido um Reich que duraria mil anos. Mas as «humanas» e «sensíveis» consciências «esquecem» Hiroshima e Nagasaki, a Coreia e o Vietname, o Chile de Pinochet e outros equivalentes «cristãos», defensores da civilização cristã e ocidental, mas lembram constantemente a barbárie dos países do «Leste», curiosamente todos a Oriente do filho legítimo da velha Europa da superior civilização cristã das autos de fé, das fratricidas guerras religiosas entre cristãos que se consideravam – cada facção – como a detentora da verdade. Esquecem que nada distinguiu o «civilizado» triunfo da Revolução Burguesa Inglesa,«irmã» doutras Revoluções que, segundo Marx, a antecederam ou sucederam.
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A Revolução Burguesa inglesa foi iniciada pela implantação da efémera República de Cromwell, seguida pela decapitação do Rei e da Nobreza que o apoiava. Mas e por vezes as «impolutas» almas bem-pensantes falam nos «horrores» e no grande terror de Robespierre e do Jacobinisme, ou de Lénine (ver também Wikipedia) e dos Bolcheviques «esquecendo» o terror e a profunda desigualdade social e as repressões sangrentas feitas pelos partidários das Monarquias Absolutas baseadas na exploração da servidão da gleba ou dos camponeses, da escravatura, duma «inquestionável» e rígida estratificação de classes ou estratos. Como Carlos I de Inglaterra, Luís XIV de França ou Nicolau, o czar de todas as Rússias e do Domingo Sangrento
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É para mim aparentemente «incompreensível» que miseráveis camponeses e operários ou perseguidos políticos ou religiosos tenham emigrado para a América do Norte em busca da liberdade, fossem tão eugénicos como os nazis e os «cristãos» colonizadores portugueses, castelhanos, holandeses, franceses, ingleses, alemães, italianos e americanos (dos EUA entenda-se).
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Todos cristãos moniteístas «herdeiros» de Roma ou dos Helenos, pátrias de múltiplos deuses e do paganismo, mas destruidores de civilizações superiores mas nunca inferiores como «castanhos» Hindus, Árabes, Incas, Maias e Aztecas ou «peles vermelhas» e a dos «negros» reinos de Benim ou do Congo ou dos «amarelos» impérios da China ou do Japão.
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Não precisam de ler Marx ou Engels ou Saramago e os neo-realistas portugueses, podem ficar por «insuspeitos» Bartolomé de las Casas, António Vieira, Charles Dickens, Balzac, Émile Zola, Harriet Beecher Stowe, Victor Hugo ou mesmo o idílico Júlio Dinis da «Morgadinha dos Canaviais»ou cáustico Eça de Queiroz de «Uma Campanha Alegre»
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Durante séculos a Igreja Católica foi subalternizando as mulheres e mesmo hoje condenam humanos sacerdotes ao celibato e as mulheres à inferioridade ou à desigualdade. Alguma vez pensaram que a bíblica Eva ou «Mãe-Terra» foi a primeira revolucionária e «feminista» da história, ao convencer o acomodado Adão a comer os proibidos frutos da árvore da ciência do bem e do mal? Comparar com este texto A Mulher No Alcorão e na Suna.
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Foi longa a fixação da doutrina católica apostólica romana [valter da rosa borges - sinopse da igreja], e não sei qual a veracidade de que no ano de 585 d. C, o Concílio de Macon, reunido na cidade de mesmo nome, teria colocado em dúvida a possibilidade da mulher ter alma à semelhança dos homens. Mas a verdade é que a igualdade proclamada por Cristo, ao longo dos séculos de transformou num «credo» [ver Misoginia e Santidade na Baixa Idade Média], Mas não só [ cf. Misogenia através dos tempos] E já agora comparar com este texto: A Mulher No Alcorão e na Suna. Onde está a verdade?
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Mas a questão de terem ou não alma foi posta em relação aos negros e aos índios De tal modo que em 1537 o Papa Paulo III se viu forçado a publicar a bula Sublimis Deus na qual afirmava que os indíos tinham alma [apenas os das terras de Vera Cruz] pois os restantes, da Hispânia ou da América do Norte, não tiveram a mesma «sorte» e foram dizimados sem «piedade» ou espírito caritativo.
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Por outro lado, o facto dos missionários procurarem «converter» ao cristianismo as populações negras, especialmente as classes dirigentes, será uma prova de que também consideraria os afticanos ao sul do Sahara como seres com alma. Mas seres «inferiores», mergulhados nas trevas do paganismo e da feitiçaria, pois não se demarcou da escravatura, do tráfico negreiro nem os seus beneficiários deixaram de receber o «conforto» «misericordioso» dos sacramentos da Santa Madre Igreja.
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Cristo era um Judeu, talvez zelota, condenado à morte com a ajuda dos fariseus,igualmente judeus mas em conluio com o representante do inimigo, o Império Romano,Pôncio Pilatos, o tal da Roma Imperial e da Paz dos Cemitérios, traído por Judas, o Iscariotes, um «camarada» desiludido, cujos ensinamentos foram espalhados por um tal medroso Petrus que teve uma morte diferente dum tal Paulus, que não era judeu mas cidadão romano?
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Que aconteceria a Cristo se hoje viesse à terra proclamar a Boa Nova? Seguramente seria um inimigo público, com a cabeça a prémio, encerrado em Guantámano (exemplar Paraíso de respeito pelos direitos humanos e das Convenções de Genebra e da caduca Carta da ONU ) em contraposição à ditadura de Fidel Castro que se seguiu à «brandura» de Fulgêncio Baptista, antecessor de «humanistas» como Pinochet, Papa D’Oc ou Junta Militar Brasileira, Tarrafal ou S. Nicolau) Morto ou vivo – sobretudo morto em qualquer raid sionista, queimado em Auschwitz (ver Holocausto - Wikipédia, a enciclopédia livre) nas fogueiras e autos de fé do Santo Ofício ou Santa Inquisição e do Index Librorum Prohibitorum
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Para os «parasitas» católicos defensores da servidão da gleba e da inquestionável origem do Poder Divino da Monarquia Absolutista, «Iluminada» ou não, os «protestantes» calvinistas, luteranos ou anglicanos (ver Henrique VIII de Inglaterra - Wikipédia, a enciclopédia livre) da «Reforma» protestante, os «judeus» eram um problema a «liquidar», pelo extermínio ou pela conversão forçada. Para enfrentar as ideias da Reforma Protestante surgiram a Contra-Reforma, o Index e a Companhia de Jesus, esta com um quarto voto suplementar, o da obediência cega ao Sumo Pontífice de Roma, mas dialecticamente repressiva da Reforma Protestante mas adversários da escravatura e respeitadores das culturas indígenas locais?
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Mas ao
contrário do que se pensa, os cães de Deus e do Santo Ofício eram na altura os Dominicanos que paradoxalmente tiveram entre eles homens como S. Tomás de Aquino ou Bartolomeu de Las Casas, e dentre eles também perseguiram os Franciscanos. Que diria o pobre filho-família São Francisco de Assis dos seus poderosos, caritativos e misericordiosos «herdeiros» e «testamenteiros»? Todo a humanidade é feita de contradições.
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O capitalismo desenvolveu-se nos países que adoptaram as ideias do «cristianismo protestante triunfou a burguesia e não foram perseguidos os judeus, Mas afinal o capitalismo, apoiante da libertação dos camponeses e servos da gleba, criou ou não a sua «riqueza» com base no trabalho escravo de raças «inferiores, como a dos «negros» e dos amarelos?
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Já pensaram no circo de «pugilato» com luvas de seda e punhos de renda que é a «democrática» disputa entre Hillary, a mulher, e Obhama, o negro, que subirão ao pódium como estandartes da igualdade que não existe? Já pensaram que Kennedy foi até agora o único católico que chegou a Presidente da Grande Nação? Já se interrogaram sobre o tratamento desigual dado a dois «mulherengos» democratas como o contraditório Kennedy ou Clinton, todos fotogénicos ao contrário de Abraham Lincoln?
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Os «Judeus» sempre foram para os católicos um problema. Israel poderia ter sido refundada em Madagáscar ou no Sul de Angola, mas acabaram por sediar-se na Palestina e Jerusalém, a «Terra Prometida». Como cientista social ou sociólogo educado pela Companhia, pergunto como hipótese de trabalho: que distingue os sionistas dos nacional socialistas do «Hoçocausto» dos fascistas? Como hipótese de trabalho, como reagiria o «Ocidente» se todos os católicos fossem «conduzidos» para Itália, onde permanece como se «gueto» fosse o minúsculo Estado do Vaticano? Como hipótese de trabalho, porque apoiaram os britânicos o «Exodus» para Israel, para desilusão do «esquecido» Lawrence da Arábia, de «Os Sete Pilares da Sabedoria»?
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Já ouviram falar no anti-semitismo russo e nos sanguinários pogroms como o de Kishinev? Calma aí, o anti-semitismo na Rússia não é da URSS mas sim do «bondoso» e «barbaramente» assassinado pelos bolcheviques Czar Nicolau II, continuador da política dos seus antecessores, com o apoio da cristianíssima Igreja Ortodoxa. O czar Alexandre III defendia uma fórmula para se livrar dos milhões de judeus do Império Russo: "um terço da população judaica seria expulsa; a outra terça parte morreria exterminada pela fome, e a última seria absorvida por força de conversão". Soluções finais em tudo idênticas às preconizadas por Hitler e pelo nacional-socialismo? O czar Nicolau II, o "paizinho" dos pobres, até ao «Domingo Sangrento – conhecido na história judaica como o "czar dos pogroms" – adotou, como seus predecessores, a tão arraigada política de atribuir aos judeus a culpa por todos os males. Usava-os para "distrair" as massas russas da miséria e opressão em que viviam. (cf. beth-shalom)
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Também o cristianíssimo Portugal tem a sua quota parte de Massacres, incluindo matanças de mouros, judeus (não confundir com sionistas) ou vítimas de brandos «safanões». Curiosamente mais cultos e de superior civilização do que os seus algozes ou mandantes. Li algures que os santos cruzados, ao conquistarem, invadirem e saquearem a islâmica Lisboa [Al-Usbuna], onde conviviam com os judeus e cristãos, teriam exclamado «milagre» porque os infiéis, antes de serem mortos, se ajoelhavam e persignavam-se, no que os cruzados consideravam uma conversão ao cristianismo à hora da morte. D. Afonso Henriques teve de impor o fim à matança, talvez não por razões humanitárias mas porque doutro modo ficaria sem mão de obra para cultivar os campos. [cf. Crónica da Conquista de Lisboa...] Afinal não se tratava duma milagrosa conversão dos seguidores de Mafoma ou Maomé, mas de «fiéis» dum outro ramo cristão [dhimmi], que até tinham um bispo e praticavam livremente o culto? Enfim, há Santidades para cada gosto e paladar?
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Ontem o «inimigo» eram eram os judeus e os russos vermelhos, Hoje são os árabes e o Islão. Estranhas coincidências?
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Leitores, a conversa é como as cerejas, mas retomando o Norte e a Estrela Polar (ou serão o «Sul» e o Cruzeiro do Sul?), já repararam que há cães e gatos que só atravessam nas «passadeiras» ou seguindo os «humanos» após a abertura do «verde»? Já notaram que apesar disso há peões que são atropelados ou mortos. Disso falam os jornais. Mas falam os jornais dos cães e gatos impunemente mortos por «humanos» condutores auto-mobilizados, apesar de «respeitarem» e «confiarem» no Código de Estrada?
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Um abraço de quem não falará a história nem tem obra publicada, como opinion makers altamente cotados e pagos a peso de ouro (americano ou não), com lugar cativo na TV ou na imprensa de «referência» ou tablóide. Conhecem o genial Orson Welles. condenado ao ostracismo depois de realizar o top-parade «Cidadão Kane»? Ou um tal Charlot, o «vermelho» realizador do malfadado «O Grande Ditador (The Great Dictator)» -1940 - , ou «Tempos Modernos (Modern Times-1936 - perseguido pelo famoso «branco» McCarthy o da Lista negra ou da Caça às bruxas, incluindo as As feiticeiras de Salem.
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Os antepassados e testamenteiro de McCarthy. branco o defensor da «Liberdade», continuam por aí, zelosos puritanos contra os malefícios do anjo rebelde, Lúcifer, Satanás ou Diabo, negro ou vermelho.
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Uma palavra final de agradecimento ao Luís Leão. Pensando no conjunto de fotografias que compartilhou comigo, deu involuntáriA origem às minhas reflexões atrás escritas. Discutíveis, é certo, pois não sou o dono da Verdade!

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ADENDA, POST IT OU ARQUIVO MORTO -

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«Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Vim trazer não a paz, mas a espada.»
(São Mateus 10,34)
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«1) Não julgueis, para que não sejais julgados.
2) Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.
3) E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?
4) Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?
5) Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.»
S. Mateus 7,1-5
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47.Ele ainda falava, quando apareceu uma multidão de gente; e à testa deles vinha um dos Doze, que se chamava Judas. Achegou-se de Jesus para o beijar.
48.Jesus perguntou-lhe: Judas, com um beijo trais o Filho do Homem!
49.Os que estavam ao redor dele, vendo o que ia acontecer, perguntaram: Senhor, devemos atacá-los à espada?
50.E um deles feriu o servo do príncipe dos sacerdotes, decepando-lhe a orelha direita.
51.Mas Jesus interveio: Deixai, basta. E, tocando na orelha daquele homem, curou-o.
52.Voltando-se para os príncipes dos sacerdotes, para os oficiais do templo e para os anciãos que tinham vindo contra ele, disse-lhes: Saístes armados de espadas e cacetes, como se viésseis contra um ladrão.
53.Entretanto, eu estava todos os dias convosco no templo, e não estendestes as mãos contra mim; mas esta é a vossa hora e do poder das trevas.
54.Prenderam-no então e conduziram-no à casa do príncipe dos sacerdotes. Pedro seguia-o de longe.
55.Acenderam um fogo no meio do pátio, e sentaram-se em redor. Pedro veio sentar-se com eles.
56.Uma criada percebeu-o sentado junto ao fogo, encarou-o de perto e disse: Também este homem estava com ele.
57.Mas ele negou-o: Mulher, não o conheço.
S. Lucas 22, 49 - 57.
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Mateus 13:24 Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeou boa semente no seu campo;

Mateus 13:25 mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou joio no meio do trigo, e retirou-se.

Mateus 13:26 Quando, porém, a erva cresceu e começou a espigar, então apareceu também o joio.

Mateus 13:27 Chegaram, pois, os servos do proprietário, e disseram-lhe: Senhor, não semeaste no teu campo boa semente? Donde, pois, vem o joio?

Mateus 13:28 Respondeu-lhes: Algum inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo?

Mateus 13:29 Ele, porém, disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis com ele também o trigo.

Mateus 13:30 Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; o trigo, porém, recolhei-o no meu celeiro.

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Abraham Lincoln - Discurso de Gettysburg (19 de Novembro de 1863)
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