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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Participar na vida política, um direito e um dever · - Victor Nogueira


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Participar na vida política, um direito e um dever
·         Victor Nogueira

Já é quase aceite universalmente o direito ao sufrágio universal, isto é, que todos os cidadãos têm o direito de participar na vida política e na direcção dos assuntos políticos do seu país, ou em alguns casos no país de emigração, quer de modo directo, quer indirectamente através de representação partidária.
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Contudo a história do sufrágio universal, o direito do ser humano de escolher de forma livre seus representantes mediante o voto, é bem recente e ainda incompleta.
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A Declaração de Independência dos EUA (1776) e a Revolução Francesa de 1789, sob o signo da Liberdade, Igualdade e Fraternidade estabeleceram o regime parlamentar e a separação (teórica) dos Poderes Legislativo, Executivo e Judicial
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Contudo vastas camadas da população continuaram afastadas do exercício do poder político e com direitos limitados ou nulos, em consequência de discriminações baseadas no sexo, na religião, na propriedade ou na «raça».
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Foi através de duras lutas que tais restrições foram sendo sucessivamente eliminadas, destacando-se o papel das sufragistas e do movimento operário, através dos seus partidos e sindicatos.
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Foi na sequência de ásperas lutas que as massas trabalhadoras conquistaram direitos como os de associação, greve, fixação e limitação da duração da jornada de trabalho, melhoria de salários e assistência, esta através das associações (operárias) de socorros mútuos.
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Em 1893, a Nova Zelândia tornou-se no primeiro país a garantir o sufrágio feminino, graças ao movimento liderado por Kate Sheppard.
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Os trabalhadores conseguiram assim criar sociedades de instrução e editarem a sua própria imprensa. A Comuna de Paris foi o primeiro governo operário da história, fundado em 1871 na capital francesa por ocasião da resistência popular ante à invasão alemã, sangrentamente sufocado. Outras revoluções tiveram um papel importante na ideia que uma verdadeira democracia não se reduz ao ritual periódico de votar, antes deve garantir e possibilitar a existência efectiva de direitos à Saúde, ao Trabalho, ao Lazer, à Educação e à Segurança Social, entre outros. De entre estas destacam-se a Mexicana de 1910 e a Soviética de 1917.
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Foi através da luta e na rua que os portugueses influíram na redacção da Constituição da República proclamada em 1976 e alvo de sucessivas revisões que tentam descaracterizá-la, mantendo embora o sufrágio universal pela primeira vez reconhecido em Portugal. 
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Atribuir aos parlamentos o que é devido à acção popular é pensar que basta existir uma Constituição para que haja liberdade e direitos respeitados.
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A ilusão eleitoral pode conduzir as massas populares e as camadas intermédias ao conformismo, ao alheamento da sua própria força à inércia ou ao abstencionismo.
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A Constituição da República de 1976 incorporou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela ONU em 1948 (fd.uc.pt/hrc/enciclopedia/onu/textos_onu/dudh.pdf ) e outras  como o Tratado Internacional dos Direitos Civis e Políticos (www.pge.sp.gov.br/centrodeestudos/bibliotecavirtual/instrumentos/pacto.htm) e o Tratado Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais (www.pge.sp.gov.br/centrodeestudos/bibliotecavirtual/instrumentos/direitos.htm)
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Outras hiperligações com interesse referem-se à história da evolução do Conceito de Direitos Humanos (pt.wikipedia.org/wiki/Direitos_humanos), a textos legislativos marcantes (www.dhnet.org.br/direitos/textos/oquee/direitos_ac2.html e
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Publicado no Jornal do STAL 93 2009 Agosto

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2009.07.05

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Etapas na conquista dos direitos . Victor Nogueira

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Declararação dos Direitos do Homem e do Cidadão 1789-1793
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Victor Nogueira

Internet
Etapas na conquista dos direitos

As revoluções americana e francesa consagraram pela primeira vez o conceito de direitos do homem. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o). 
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Este avanço histórico foi um resultado da ascensão da burguesia como classe dominante e das mudanças sócio-económicas que protagonizou. Para se afirmar política e economicamente face à aristocracia, a nova classe precisava de dispor de direitos civis e políticos, até aí reservados às linhagens hereditárias da nobreza. Por outro lado, o novo modo de produção capitalista precisava de mão-de-obra libertada da servidão feudal para desenvolver as indústrias florescentes.
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«Liberdade, igualdade e fraternidade» traduzem a essência dos ideais burgueses que são plasmados na Declaração francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789), fortemente inspirada na Declaração de Independência dos EUA (1776).
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Já na segunda fase da revolução francesa, sob a acção de Robespierre e a influência do pensamento de Rousseau, a Constituição de 1793 introduz a noção de direitos económicos e sociais, como o direito ao trabalho, à educação, à protecção contra a pobreza, embora não vincule o Estado a assegurá-los aos cidadãos.
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Nesse mesmo ano, a escritora francesa Olympe de Gourges era condenada por um tribunal à guilhotina por ter ousado escrever o manifesto «Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã» (1791). A igualdade de direitos entre homens e mulheres só viria a ser alcançada muito mais tarde. Em Portugal, por exemplo, foi preciso esperar até ao 25 de Abril de 1974.
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Com a burguesia nascia também o proletariado que cedo começou a lutar contra a exploração capitalista e contra a miséria a que estava votado. Após os movimentos revolucionários europeus de 1848, a Comuna de Paris (1871) constitui o primeiro governo operário da história. Na sua breve existência de 40 dias foram proclamados e concretizados amplos direitos sociais, políticos e económicos.(http://pt.wikipedia.org/wiki/Comuna_de_Paris). 
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Mas é a Revolução Russa (1917), cujo 90.º aniversário se comemora este ano, que consegue rasgar os horizontes de uma sociedade socialista, sem exploradores nem explorados, concretizando os a Declaração dos Direitos do Povo, dos Trabalhadores e dos Explorados (Constituição de 1918) e afirmando-se com a grande referência do século XX na luta pelo progresso da Humanidade (http://www.dhnet.org.br/direitos/anthist/his1918.htm).
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As aspirações do proletariado encontram eco parcial em vários documentos internacionais de que se destaca a Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela ONU, em 10 de Dezembro de 1948. 
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A Constituição Portuguesa, promulgada em 25 de Abril de 1976, continua a ser uma das mais avançadas do mundo capitalista, mantendo-se como o garante de muitos direitos e definindo um programa nacional de desenvolvimento e de democracia plena nas suas vertentes política, social, económica e cultural (http://turan.uc3m.es/uc3m/inst/MGP/conspor.htm).
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Sobre os direitos e a sua evolução indicamos ainda os seguintes sites na Internet:
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Jornal do STAL n.º 87 Outubro 2007

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terça-feira, 27 de novembro de 2007

Do rio que tudo arrasta ... (5) - Sobre a violência em geral e sobre a Mulher em particular


* Victor Nogueira

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Em 25 de Novembro de 1975 em Portugal morreu a «Revolução dos Cravos». Mas 25 de Novembro é também um dia especial, como muitos outros que há durante o ano, preenchendo o calendário, uns adulterados pelo mercado capitalista, outros para alívio das consciências e que passam desapercebidos. 25 de Novembro é também o Dia Mundial Contra a Violência de Género.

Se passarem pelo Kant_O XimPi verão na faixa dos marcadores um sobre a «Mulher». Basta clicarem e mesmo assim não verão todos os posts que naquele se referem a este tema. Para além disso, sobre a violência escrevi um texto que está em «Mu(n)do Phonographo» com o título «Do Rio que tudo arrasta ... (4) - Da violência ......», no Sábado, 24 de Novembro de 2007.

No dia seguinte, publiquei em «Galeria & Photomaton» uma sequência de imagens com o título «Contra a violência ! (1)», atendendo a uma sugestão do blog São.

No dia 26 de Novembro em « Ao es(co)rrer da pena e do olhar » coloquei o post Da Violência e do Género, escrito por mim, idêntico ao que atrás referi em Mu(n)do Phonographo. O mesmo texto fora reproduzido a 24 de Novembro em «Ao Sabor do Olhar» com o título A violência do Género

Mas se repararem de novo na badana lateral UTILIDADES, no Kant_O, verão hiperligações para



A seguir, em Cultura, História, Informação, Natureza e Política há outras hiperligações:



Independentemente do «dia». o meu combate é quotidiano, real e solidário, embora «silencioso», mas aberto para quem tiver olhos e vontade para ver.