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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Por que foi tão pouca gente ao funeral de Soares? pergunta angustiosamente JMT




* Victor Nogueira

João Miguel Tavares é um cronista do Público que assina como "jornalista" as suas crónicas neoliberais, uma espécie de neocon caseiro. Sobre Soares escreveu nestes últimos dias duas crónicas magistrais:
1. - O meu Soares não foi o melhor Soares 
2. . Por que foi tão pouca gente ao funeral de Soares?

Nesta última lamenta a ausência de amplas massas populares que ingratamente não estiveram presentes no funeral de Soares contrariamente ao que sucedeu com o de Álvaro Cunhal, neste caso e segundo JMT devido à "extraordinária capacidade de mobilização do PCP, e o facto de a devoção comunista estar mais próxima de um fenómeno religioso do que político." Segundo JMT "É muito triste esta incapacidade de nos sentirmos em dívida para com os melhores de nós. E de lhes prestarmos o justo tributo enquanto tal." lamentando "a incapacidade da nossa democracia em produzir os seus próprios heróis" no século XX.
Ora, na crónica anterior de JMT intitulada "O meu Soares não foi o melhor Soares " está por ele exposto o motivo desta "democracia" de que Soares foi o avô e Cavaco o pai não terem "heróis" que a burguesia possa incensar.
Com efeito, começa a referida crónica de JMT "Soares não teve sempre razão, mas teve razão nos momentos fundamentais, e essa é uma dívida inestimável que o país tem para com ele." concluindo a mesma afirmando que "O mais importante é aquilo que está escrito na nota que o Partido Comunista Português escreveu acerca da sua morte. Soares, lamenta o PCP, destacou-se “no combate ao rumo emancipador da Revolução de Abril”. Acreditem: não há mais belo obituário. É por causa desse combate que todos devemos tanto a Mário Soares.", conclui JMT
Pelos vistos, o "Todos" de JMT afinal e apenas uma pequena parte e essa não inclui a esmagadora maioria do "ingrato" povo português que JMT abomina e pelo qual tem profundo desprezo

Por que foi tão pouca gente ao funeral de Soares?

O meu Soares não foi o melhor Soares






É muito triste esta incapacidade de nos sentirmos em dívida para com os melhores de nós. E de lhes prestarmos o justo tributo enquanto tal.
PUBLICO.PT|DE JOÃO MIGUEL TAVARES

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5 imagens 5 momentos


Lisboa - Largo do Carmo em 25 de Abril de 1974
  

Lisboa  - 1º de Maio de 1974


Lisboa  - 1º de Maio de 1974


Helena Vieira da Silva - A poesia está na rua - 25 de Abeil de 1974


Lisboa, 15 de Junho de 2005 - funeral de Álvaro Cunhal

sábado, 13 de junho de 2015

Álvaro Cunhal, político e humanista

As "últimas" palavras de Álvaro Cunhal em 2005

"É minha vontade ser incinerado no forno crematório e que as cinzas sejam espalhadas na terra ou canteiros de flores do cemitério.

É também minha vontade, que peço ao meu Partido que respeite, que no funeral não sejam pronunciados quaisquer discursos.

É-me também particularmente grata a ideia de que poderão querer (seja-lhes ou não possível fazê-lo) despedir-se de mim nesse dia, designadamente:

- camaradas meus, dos mais responsáveis aos mais modestos e desconhecidos, junto com os quais, antes e depois do 25 de Abril, lutei até aos últimos dias de vida (sempre com confiança no futuro) pelos interesses e direitos dos trabalhadores, por uma sociedade de liberdade e democracia, pelo bem do nosso povo e da nossa pátria, pelo nosso partido como partido da classe operária, dos trabalhadores, de todos os explorados e ofendidos, por uma sociedade socialista;

- também familiares a quem muito quero, antes de mais a filha querida e seus filhos, a irmã, a companheira mulher amada e outros familiares próximos, aos quais, mesmo quando longe, me ligaram, e ligam, até aos últimos momentos de vida, os mais profundos e ímpares sentimentos de amor e ternura;

- e ainda amigos sem partido, e homens, mulheres e jovens que me habituei a estimar e a respeitar, e a muitos dos quais me ligaram profundas relações de amizade e compreensão;

- outros que queiram estar presentes, com respeito pelo que como comunista fui toda a vida, com virtudes e defeitos, méritos e deméritos como todo o ser humano.

A todos desejo que, vida fora, realizem os seus sonhos."


Álvaro Cunhal
 2005 - a última "caminhada"

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Álvaro Cunhal - Política e Humanista


Álvaro Cunhal - Político e Humanista (clica nesta hiperligação, se quiseres)

    • Fotos Luis Lopes Humanista ??? alguém que nos queria vender ao bloco de leste, recordista dos presos políticos .... por favor, lutou pela liberdade do fascismo mas ia-nos entregar a outra ditadura bem pior, o comunismo sovietico
      há 11 horas · 

    • António Calixto 
      Oh. Luis a história não é para todos...onde é que podes citar o Cunhal como um capaz de entregar a liberdade dum povo por quem em ele lutou, como muito poucos, a alguem...Oh Luis e quanto a humanismo é melhor ir ver o signifiicado...mas esto é um espaço de liberdade...e portanto tambem para o disparate...nunca deve ter lido nada do que este homem escreveu...nem os desenhos que fez...mas não perca tempo...pois não muda por este conselho
      há 10 horas · 

    • José Lança 
      O problema e que o luis Lopes , pela absorção do que propaladamente foi feito pelos continuadores do regime fascista de Salazar e Caetano de que assim era o pior , esquece que foi com a luta dos trabalhadores que se obteve o direito de 8 horas de trabalho , foi com a luta que se tem o direito a ferias que se tem o direito a segurança social, foi com a luta que se tem a liberdade efoi com a luta dos Militantes Comunistas e outros activistas que se obteve a Liberdade. Quanto a sua ideia de que iríamos para uma ditadura , e que o amigo desconhece os factos reais e desafio a ter o trabalho de se informar , lendo os textos do Alvaro cunhal e as resoluções dos orgaõs do PCP na altura . E constatara que se assim o entender que esta errado.
      há 3 horas · 

    • Victor Nogueira Bem, Luís Lopes fala de ouvido. Há um livro sobre Costa Gomes, Um Marechal no Meio da Tempestade (ou Revolução?) em que este afirma que Brejhnev não apoiaria a tomada do Poder pelo PCP em Portugal, o que seria perfeitamente conhecido pelo PCP. Mas mesmo que assim não fosse a tomada do poder pelo PCP mergulharia o País num guerra civil devido às calúnias propaladas pela Igreja Católica, Sá Carneiro/PPD, Mário Soares/PS, PCTP/MRPP e outros grupelhos das extrema-direita e extrema- esquerda para além das redes terroristas e bombistas de Spínola/ELP/MDLP, Otelo/FP 25 Abril, Alberto João Jardiim/FLAMadeira, CODECO, Maria da Fonte... Quem tentou instaurar uma ditadura pessoa e adiar as eleições e plebiscitar uma constituição feita nas costas do povo l foram Spínola, Sá Carneiro e Palma Carlos e quem tudo fez para um intervenção da NATO para liquidar a chamada Comuna de Lisboa foi Mário Soares, que não teve o apoio do MFA/NOVE, Vasco Lourenço, Melo Antunes e Costa Gomes, que também não permitiram que Jaime Neves procedesse à liquidação física dos comunistas, socialistas e "moderados" do MFA. Aliás num outro livro recentemente publicado demonstra-se que o objectivo do PCP foi garantir o máximo de direitos, liberdades e garantias na Constituição, cuja publicação Sá Carneiro/PPD, Spínola ELP/MDLP e Freitas do Amaral/CDS tudo tentaram para que não fosse promulgada. No mesmo livro demonstra-se que o PCP fez inúmeras propostas ao PS/Mário Soares para governarem à esquerda, rejeitando-as e preferindo sempre aliar-se ao PPD/PSD, CDS/PP e PPM. Nas zonas em que o PCP era a força dominante (Grande Lisboa e Alentejo) não houve atentados bombistas nem a sedes de quaisquer partidos ou atentados pessoais e homicídios, ao contrário do que sucedeu nas zonas em que a força dominante era e é a Igreja Católica
      há cerca de um minuto

sábado, 12 de março de 2011

Abril em Maio após Novembro (1)

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O Sonho ...
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Fotografia de autor não identificado
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João Abel Manta - Cartoon
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Van Gogh - A Sesta


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Álvaro Cunhal - Desenhos da Prisão
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Pieter Brueghel, o Velho - Festa de Noivado -
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Paula Rego - Crianças voando
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... e a Realidade ou da Primavera ao Inferno !
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Rafael Bordalo Pinheiro - Zé Povinho
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Van Gogh - Comedores de batatas

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Álvaro Cunhal - Desenhos da Prisão

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Cartoon de autor não identificado
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Fotografia de autor não identificado
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Desenho de autor não identificado
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Cartoon de Carlos Marques
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Cartoon de Zé Oliveira
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Volpedo - O Quarto Estado
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ideia da sequência e selecção - Victor Nogueira
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