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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Que Homem Novo ?


Foto: Ah!Fotografia

O nascimento do homem novo
The birth of the New Man
2,00 x 1,90m

Sobre Salvador Dali
After Salvador Dali

Mostra Zeróis: Ziraldo na Tela Grande

* Victor Nogueira
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Uma onda de xenofobia dirigida começa a varrer a Europa, desta vez tendo como alvo os ciganos ! França e Itália comandam  meste momento o pelotão .A União Europeia é uma treta, a liberdade de circulação limita-se apenas à do  grande capital e os direitos não são os dos trabalhadores ou dos cidadãos. A igualdade das nações foi um engodo e um dias destes ao passar os olhos por "Um político confessa-se - dário 1960-68" (1), de Franco Nogueira, verifico que em meados do século passado já este anotava que a Alemanha ia conseguindo o que Hitler não conseguira. Claro que persistem as contradições desta com a França e o Reino Unido que primeiro haviam chegado ao capitalismo e à exploração colonial. Quanto aos restantes países não passam de peões num jogo em que já foram reduzidos à sua dimensão descartável !
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Em tempos de crise, nada como anestesiar as massas em favor das ma$$as e descobrir inimigos: os comunistas, os maometanos (mas não os   da Arábia Saudita), os mexicanos, numa palavra, os imigrantes. Quanto mais desprotegidos, melhor para a acumulação e centralização do capital !
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Foram os judeus perseguidos pelos nazis e pela Igreja Católica? Não se nega. Mas vítimas do holocausto foram também os ciganos, os eslavos, os comunistas e socialistas. Na antiga URSS os comandos de execução reuniam todos os judeus e comunistas durante a II Guerra Mundial e executavam-nos pura e simplesmente. E aos prisioneiros do Exército Vermelho os nazis não reconheciam o estatuto de prisioneiros de guerra !
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A besta na Europa esteve adormecida mas agora, em tempo de crise global do capitalismo, mostra a  sua face, lentamente ! Que tempo resta à Humanidade ?
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Estão alguns pensando que "alguéns" deve colonizar o Espaço para garantir a sobrevivência da Humanidade ! Mas qual humanidade ? Os que constituíram o "melting pot" estado-unidense criaram uma sociedade baseado no extermínio dos ameríndios, na desigualdade, na intolerância e  na predestinação ! Do mesmo modo os Israelitas. Os oprimidos não construíram o Homem Novo, limitaram-se a reproduzir o velho com as taras e vícios de que se pretenderiam libertar !
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dali - nascimento do homem novo
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(1) - Editora Civilização - Porto - 1986

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domingo, 23 de março de 2008

Paris, já está a arder?

Picasso


Magritte

Picasso

O Verso

















.... e os reversos

o verso


cho_morte.jpg

... e o reverso
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Victor Nogueira
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1. - Olá saltarica, que está longe, muito longe, mesmo que sejas minha vizinha e vivas sem eu saber num apartamento no mesmo prédio no cimo da encosta do Parque Verde da Lanchoa.
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De vez em quando venho aqui e não sei se é esta a foto para que me chamaste a atenção, entre o verde da esperança e o acerado das folhas do pinheiro bravo.

Seja ou não esta, gosto dela.

Um beijo grande deste ser incorpóreo e virtual que é o Victor Manuel

E um bom domingo, incluindo os dias subsequentes, que espero sejam para ti muitos, longos e felizes. A ti e a quem me ler, mesmo desconhecendo a fraca figura que sou.
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Victor Manuel
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2. - Ou seria esta? Desta também gosto, bem como a do post anterior, que eu supunha ter sido tirada quando da comemoração em Paris da derrota dos nazis. Paris que ainda existe tal como se conhece porque o comandante do exército alemão, nazi e ocupante se recusou a cumprir as ordens de Hitler e respondeu «Não» á pergunta deste e dos grandes empresários que estavam por detrás do «simpático» homem do bigodinho: «Paris, já está a arder»? Estamos a falar de Krupp como poderíamos falar da Ford, da Shell ou de Champalimaud, Espírito Santo e Cia. Mas por ela ardem ou arderam a Argélia, as ex-colónias portuguesas e as outras, e muitos resistentes, comunistas ou não, em Angola, na Guiné, em Moçambique e noutras colónias europeias ou «protectorados» do amigo americano e seus aliados em Hiroshima, América Latina, Darfur, Vietname, Nigéria, Indonésia, Afeganistão, Iraque, Jugoslávia, ex-URSS ....
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O resto da história que contas sobre a foto de Doisneau, desconhecia, embora o holocausto continue por aí, espalhado por todo o mundo, travestido de «combate ao terrorismo» em nome da «Democracia e da Liberdade» e rebaptizado com o nome de danos colaterais, sejam ou não «Tempestades no Deserto», «Combate ao Narco-Tráfico» ou «Infinita Liberdade». Tudo sob a batuta de Republicanos, Democratas, Novas Esperanças, Democrata-Cristãos ou Sionistas, Socialistas ou Sociais Democratas, Trabalhistas ou Conservadores. Todos irmãos, Todos iguais, todos filhos da mesma Mãe que os pariu, pois o Pai deles não dá a Cara, Espírito Santo em forma de pomba enganadora, esperta e traiçoeira.
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Quanto ao Che, comercializado em camisolas naquela foto de aura romântica, morreu mesmo, crivado de balas e fotografado pelos amigos dos defensores da Liberdade e da Demo-Cracia, para quie não restassem dúvidas, em foto idêntica á dos fuzilados por terem ousado subir ao Céu com a Comuna de Paris, mas esta foto e a destes ou similares. inodora$, «falantes» a outra voz e com outro olhar, não dão dinheiro nem convém publicitá-la$.
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Bjo grande
VM
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Obrigado pelo Zeca, em música de fundo, tão importante como outros de quem não se fala, como Fernando Lopes Graça e Michel Giacometti, Ary dos Santos ou Adriano Correia de Oliveira, este que deu voz a um que agora já não é a Voz da Liberdade mas sim o «pateta» alegre que se vai governando em nome duma «esquerda» que já enterrou, como o Só-Ares fez ao Socialismo, transformado em Sucialismo, ambos tão vendedores de banha da cobra como Sócrates. Mas para estes não há cicuta que nos valha.
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Zé Ramalho

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam antigas lições
De morrer pela pátria e viver sem razão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Fui como ervas e não me arrancaram (9) - Persistência da «Memória»

Salvador Dali - A Persistência da Memória - 1931

Salvador Dali - A Desintegração da Persistência da Memória - 1952/54



* Victor Nogueira
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Nas tuas deambulações nunca viste cadáveres mumificados? Eu já, vários, um deles na Sé de Braga. Todo o mundo é sempre composto de mudança, disse Camões noutro contexto.
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Olhei para a foto do faraó e pensei: tão feio! Mas posso imaginá-lo como seria, «reconstitui-lo» como agora se faz em computador, a partir duma caveira ou dum esqueleto. Isto em relação a quem não conhecemos, na realidade ou na imagem.
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Alguém da família tinha de ir assistir ao levantamento das ossadas do meu irmão e fui eu, como fui eu que fora identificá-lo à morgue. Mas o meu irmão não são aqueles ossos descarnados e com roupa meia desfeita, mas aquele que tenho na minha imaginação e no meu coração.
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Que seria de nós se não conseguissemos ver doutra maneira, apesar da «frieza» e do racionalismo? Que seria de nós se não tivéssemos imagimação ou o sonho obrigatório ao menos enquanto dormimos? Porque fotografas, moça?
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ver Paulo Bedaque - Quadros de Dalí
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