sábado, 3 de novembro de 2007

Fui, como ervas, e não me arrancaram (7) - Sobre as ampulhetas


Sobre as ampulhetas
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Victor Nogueira
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Eu chego quase sempre atrasado e toda a gente nota. Mas só eu noto os que vão saindo muito antes do final. E quando chego adiantado ou a horas, ninguém está lá para constatar. É como no trabalho: dão pelos meus atrasos, mas salvo as empregadas da limpeza, ninguém vê as noctívogas horas a que saio, porque muitas vezes interromper o trabalho significa interromper o taciocínio e ter quase de recomeçar no dia seguinte para apanhar ou encontrar a linha do pensamento.
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Bem, isso já foi, porque agora e desde há longos anos que estou em prateleira dourada, salvo seja! É o que sucede a quem não se vende nem se curva! Vidas!
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Setúbal, 2007.11.03

3 comentários:

De Amor e de Terra disse...

Vidas, dizes tu!
Amarguras, diria eu!!!
Quem as não tem, Meu Amigo Victor, quem as não tem?!...
Mas são sempre do tamanho da nossa força!


Maria Mamede

Belisa disse...

Olá

E não é que é mesmo assim!
Não importa se o trabalho é feito bem e com tempo! O que importa é estar no tempo certo!

Beijos estrelados

Estrela Cadente disse...

Um dia aconteceu uma história comigo!... Sei bem o que isso é