sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Fui, como ervas, e não me arrancaram (3) - O Livro e o Filme



* Victor Nogueira


O Livro e o Filme
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A mim é-me indiferente, tanto vejo o filme, como leio o livro. Mas nunca um corresponde ao outro. No livro, bem ou mal, imaginamos as pessoas e paisagens e estas, sem referências, talvez nem sequer as «visualizemos». O filme, está ali na sua «relidade». Gostei do filme «O velho gringo» mas o livro foi uma decepção. Li «o carteiro toca sempre duas vezes» e vi várias versões cinematográficas completamente diferentes, um pouco na «história», muito no cenário, e gostei de todas. Também o «Perfume do Dinheiro», era este o nome, se a memória me não falha, vi duas versões, uma com o fabuloso Dustin Hoffman e outra mais serena, dum cineasta italiano, esta a p.b. e também gostei de ambas.

O que me aborrece hoje nos livros dos «super» e dos «hiper» mercados´são as capas, todas brilhantes, douradas, em relevo, para os «olhos» comerem, independentemente do conteúdo.

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ERRATA ou «A responsabilidade é das «brancas»
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Errei. As minhas desculpas pelas «brancas».
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O filme a que me referia era "Perfume de Mulher", (Scent of a Woman ), o actor fabuloso - Al Pacino e o realizador Martin Brest (1992). «O perfume do dinheiro» é um outro (The Honney Pot), baseado entre outras numa peça de Ben Jonson - Volpone - realizado por Joseph L. Mankiewicz (1967), cujo principal actor é também fabuloso - Rex Harrison, que também aparece em My Fair Lady (1964), baseado no Pigmalião de B. Shaw.
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Do 1º houve uma 1ª versão italiana, mais «discreta» na interpretação, chamada «PROFUMO DI DONNA» interpretado por Vittorio Gassman e realizado por Dino Risi (1974)
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Quanto a «O carteiro toca sempre duas vezes», baseado numa novela policial de James Cain, há uma versão com Jack Nicholson e Jessica Lange, de Bob Rafelson (1943), e uma outra, realizada por Visconti (1943) e chamada Ossessione, no original, cujo enredo é alterado .
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Há uma 3ª, com Lana Turner realizada por Tay Garnett (1946), e argumento similar ao de Rafelson. Na 1ª o «marido» 1ª é-nos profundamente antipático, ao contrário da mulher, mas na 3ª é ela que aparece como má da fita e ao «marido» consideramo-lo um pobre diabo que não merecia o destino que foi o dele.
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Desculpem-me as «confusões», fruto de ver tantos filmes desde miúdo; às vezes as memórias baralham-se-me com a «provecta» idade.
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Naturalmente que vi estes filmes que citei, mas isso foi no passado milénio.
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De um cinéfilo «reformado»
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2007.11.02
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1 comentário:

Estrela Cadente disse...

Adoro cinema, vi tantos filmes que já nem sei os que vi.
Aqui tenho um pequeno móvel com DVDs que tem filmes que vejo e revejo.
Por cauas de fimes lembrei-me agora duma história que me aconteceu!
Vou contá-la qualquer dia.