sábado, 3 de novembro de 2007

Fui, como ervas, e não me arrancaram (4) - De que são feitas as minhas saudades?


* Victor Nogueira
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De que são feitas as minhas saudades?
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Não sei se tenho saudades! Talvez lhes chame ... o vazio da ausência? Mágoas? Penas? «Saudades» do sol arrancado antes de nascer? Das praias de Luanda, das águas cálidas, do cheiro a sal e a sol e a maresia? Da chuva e da brisa? Do sol e do mar e dos dias cheios de claridade? Do «peso» de ficar sempre um pouco de mim nas pessoas que conheci, nos caminhos que percorri, nas terras onde estive? De não haver passado, mas sim um eterno presente, ali ao alcance da mão, da voz ou do gesto, mesmo que silenciosos?
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Uma vez no «Um contra Todos» o Malato perguntou a uma concorrente qual seria a resposta dela se tivesse possibilidade de ver satisfeito um pedido,ao que ela respondeu «que a minha filha fosse sempre feliz». Ele parou e depois respondeu duma maneira que achei bela «Que todos aqueles de quem gostei e partiram voltassem de novo para ao pé de mim»
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Sim, às vezes tenho «saudades» dos que já partiram, dos gestos que fiz ou não fiz, das palavras que disse ou não!Mas se podesse responderia que houvesse autêntica paz e alegria dentro de nós! Ou apenas feliciddade sem miséria para todos.
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Mas como isto são sonhos, deixo para quem quiser um abraço apertado e amigo.
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Victor Manuel
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26 de Setembro de 2007 16:56

3 comentários:

De Amor e de Terra disse...

Aceitei o abraço; achei que também me tocaria recebê-lo!
Agradecendo, retribuo! Espero que chegue até aí, doce e quente, na Amizade que te dedico!

Bj

Maria Mamede

Belisa disse...

Saudades quem as não tem!
Se sonhar nos pode dar alguma felicidade... matar nossas saudades...então vamos sonhando...

Beijos estrelados

Estrela Cadente disse...

Eu faria voltar aqueles de quem tenho tanta saudade e que partiram e queria uns braços do tamanho do mundo para abraçar aqueles de quem gosto e estão longe de mim.