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segunda-feira, 25 de abril de 2016

25 de Abril de 2016



foto victor nogueira - lisboa - rua antónio maria cardoso - mural (entretanto destruído) homenageando as ´ultimas vítimas assassinadas pela PIDE/DGS antes da sua rendição em 25 de Abril de 1974. A sede nacional da Pide, cujo edifício era propriedade da Casa dos Duques de Bragança,é hoje um Hotel de luxo.

"NESTA RUA, ANTES DE SE RENDER, A PIDE MATOU E QUATRO COMPANHEIROS TOMBARAM PELA LIBERDADE NO DIA DA LIBERTAÇÃO"

Ficam CINCO canções emblemáticas.

De José Afonso, que tal como Adriano Correia de Oliveira, não é "Herói" no Panteão Nacional, 

GRÂNDOLA VILA MORENA



e OS VAMPIROS





e de Ermelinda Duarte
SOMOS LIVRES



e com José Mário Branco EU VIM DE LONGE 





culminando com Sérgio Godinho em
LIBERDADE



domingo, 25 de outubro de 2015

a pide e o 25 de abril

* Victor Nogueira

Tenho sérias dúvidas que a PIDE e Silva Pais não soubessem da data do Golpe Militar. Esperavam é que Spínola dominasse o Movimento, tanto assim que à revelia do Programa do MFA nomeou um novo Director Geral para a PIDE/DGS e tentou assenhorar-se do poder e mandar os militares recolherem aos quartéis.. Mas a saída dos lisboetas para a rua frustou os planos de Marcelo Caetano e de Spínola. Aliás, de acordo com a Constituição de então o Presidente da República (Tomás) podia livremente nomear e demitir o Presidente do Conselho de Ministros (Marcelo). Este era políticamente responsável perante o PR e não perante a Assembleia Nacional. Mas o PR estava do lado de Kaúlza e não de Spínola. Marcelo Caetano, o jurisconsulto, sabia perfeitamente que não tinha poder legal para passar o poder a Spínola; tratou-se  duma encenação e farsa.. Percebe-se que Silva Pais tenha aconselhdo Marcelo a não se refugiar em Monsanto, percebe-se que tenha considerado aGNR como Guarda Pretoriana fiel do regime, mas o Quartel do Carmo era uma autêntica ratoeeira para servir de refúgio a Marcelo.

Quando a PIDE foi apanhada

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-10-25-Quando-a-PIDE-foi-apanhada

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Cavaco e o "antigo" regime




* Victor Nogueira

Que se saiba os informadores da Pide não tinham cartão de identificação e assinavam os seus relatórios com pseudónimo, cf se verifica na consulta aos processos nos Arquivos da PIDE/DGS na Torre do Tombo. Aliás, um dos derradeiros actos da PIDE logo a seguir ao 25 de Abril teria sido a destruição dos fcheiros  que permitiam identificar os  informadores.

http://paginaglobal.blogspot.pt/2015/10/portugal-e-entao-ja-acreditas-que.html


:

Victor Nogueira disse...
Que se saiba os informadores da Pide não tinham cartão de identificação e assinavam os seus relatórios com pseudónimo, cf se verifica na consulta aos processos nos Arquivos da PIDE/DGS na Torre do Tombo. Aliás, um dos derradeiros actos da PIDE logo a seguir ao 25 de Abril teria sido a destruição dos fcheiros que permitiam identificar os informadores.
Orlando Castro disse...


Olhe que não. Olhe que não, Victor Nogueira.
Victor Nogueira disse...
Em que estarei enganado, Orlando Castro ? Os informadores da PIDE tinham um cartão como o que a notícia divulga ?
PÁGINA GLOBAL disse...
Ora bem. Cartão existia, o que estamos sem saber é se Cavaco tinha cartão ou não... se é que era da PIDE. Mas que tem todo o estilo, todos os tiques e atitudes comprovativas de ser um produto inquinado do Estado Novo salazaristas, disso não restam dúvidas. Tristeza e muito mau para um PR de Portugal na atualidade. Como dizem: "execrável".

quarta-feira, 2 de abril de 2014

a pide e os condomínios de luxo

os tempos que correm



Nos tempos que correm, em que dos documentos do 1º Ministro e de muitos ministérios são timbrados não como "República Portuguesa" mas sim "Governo de Portugal", em que se "eliminam" feriados e não por acaso esses são os da Proclamação da República e o da Restauração da Independência, a "reincidente eliminação de certas lápides memoralísticas não surpreende. quando até o próprio edifício foi arrasado pelo proprietário - para dar lugar a um condomínio de luxo - que me parecer ser ou ter sido a Fundação da Casa de Bragança a que pertence um cidadão chamado Duarte Pio, pretendente a um (por enquanto) inexistente Reyno de Portugal.

segunda-feira, 31 de março de 2014

1974.03.31 -a última ovação a marcelo caetano

« As multidões manifestam-se contra muitas coisas, mas gostam de vencedores – é bom não esquecer. » , escreve a articulista

* Victor Nogueira

1- Em 31 de Março de 1974, com a contestação à guerra colonial, com a emigração, com as greves, com as dificuldades em recrutar oficiais para o QP, com um 1º de Maio que se previa tumultuoso, com com uma vaga de prisões na forja pela PIDE, Marcelo era um vencedor ? Sim, quase foi em 25 de Abril, quando a inépcia ou a cumplicidade de um MFA(já) dividido permitiu que Marcelo ditasse  que só se rendia a Spínola, que manobrou à vontade, embora  "travado" e com o fiel da balança a mudar devido às multidões na rua, desobedecendo aos líderes militares na Pontinha,  e que contribuíram para que durante largos meses não se  ficasse por uma simples mudança das moscas. Quanto à firmeza das multidões eu poria uma outra questão ? Entre a multidão que ovacionou Marcelo no 31, haveria "arregimentados" pelos caciques, em Portugal inteiro,  e transportados nas célebres "camionetas do regime?

2. - Espontânea ou não, a verdade é que Marcelo, em contagem decrescente, seguramente que aproveitaria a final no Jamor e transmitida pela RTP para "fabricar" o apoio popular que há muito perdera. Incluindo a da guarda pretoriana spinolista.


Marcelo era o homem das encenações e dos gestos teatrais, a partir de certa altura   manietado pelo  "faz que anda mas não anda”. Para além das "conversas em família" foi assim com a da Brigada do Reumático na Assembleia Nacional, ou com a votação na AN da moção sobre a "política ultramarina", de que eu falava nessa altura:

«Pois é, após uma semana muito agitada por parte das altas personalidades do regime o Marcelo fez um discurso exemplar nas suas contradições; para além disso, um tentar rebater as teses de Spínola, publicadas no seu livro “Portugal e o Futuro” – que ainda não chegou a Évora, aqui a 137 km de Lisboa. Um discurso estafado, que não engana quem dos mecanismos políticos e económicos conheça alguma coisita.

Recusado o impossível recurso a um referendo popular, restou ao Marcelo submeter-se, em gesto teatral, às decisões da Moção que os deputados Ultramarinos porão à votação amanhã. Alguns destes já foram intérpretes na Assembleia [Nacional] de correntes existentes no Ultramar tendentes à autonomia, estilo federativo (teses de Spínola) Mas, da Comissão do Ultramar, que redigiu o texto da moção atrás referida, fazem parte deputados anti-Spínola. Estou curioso de saber qual será o texto: Federação ou tudo como dantes?»  (MCG – 1974.04.05]»

E numa colagem de recortes  da minha correspondência  na altura refiro o "arregimentar» que ainda em 1973 se verificava:

«30 foram as camionetas (fora os automóveis particulares) que de Évora se deslocaram a Lisboa para apoiar o Marcelo [Caetano]. Beja, Santarém, Leiria, Portalegre, enfim, milhares de tipos confluíram para a manifestação do entardecer [em Lisboa]. Pena não autorizarem as contra -manifestações. (...) O Diogo diz que da Amareleja não terão ido pessoas à manifestação (salvo talvez os da Casa do Povo). Não porque sejam do reviralho, mas porque não se metem nestas coisas (viver não custa.). (MCG - 1973.07.19)

Ontem à noite (1973.10.24), no regresso de Arraiolos, muitos Mercedes a caminho de Évora, onde às 21:30 alentejanos cinzentos de ar sisudo aguardavam ordeiramente o início da sessão de propaganda da ANP [Acção Nacional Popular]. Debaixo dos arcos [arcadas], uma fila de homens, com ar humilde e jeito de rebanho descido da camioneta, dirigia-se para o cinema onde se realizaria a tal sessão. A Oposição não comparecerá as eleições no domingo. O Marcelo [Caetano] bater-se-á contra nada. (MCG - 1973.10.25).»

3. - em tempo - politicamente e segundo a Constituição da altura, O Presidente do Conselho e o  Governo dependiam politicamente do Presidente da República e não da Assembleia Nacional, cujo regimento aliás não previa a votação de moções de censura ou de confiança (no Governo).

E um jurista e legalista como Marcelo, encena na Assembleia Nacional ter o apoio dos Altos Comandos Militares -  directamente dependentes do Presidente da República - e da Assembleia Nacional. Não é com a "prisão" do Presidente da República que o MFA se preocupa, mas "permite" que Marcelo exija render-se a um oficial-general - Spínola ou Costa Gomes, por acção de Feitor Pinto.

Há na altura um mistério: a conselho do Director Geral, da PIDE, que Spínola tentará manter em funções com a "benemérita" - Marcelo é aconselhado a refugiar-se sob protecção da GNR no Quartel  General do Carmo - em vez de se dirigir para Monsanto, como seria previsto e fizera em 16 de Março. O Carmo não foi uma ratoeira, parece-me, mas uma tentativa de descolar Marcelo de Tomás, dando-lhe mão livre. Uns não queriam - o MFA - e outros não previram - a PIDE e Marcelo - com especial relevo para a juventude - o povo de Lisboa saísse à rua e cercasse o Quartel General da GNR e a sede nacional da PIDE - que as forças armadas -  por ingenuidade de uns, por inépcia ou cumplicidade de outros - "deixaram" à vontade e com liberdade de movimentos. 

http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/2014/03/3131974-ultima-ovacao-marcel-caetano.html

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Os dias da (pré) Revolução (2)



por Victor Nogueira a Quarta-feira, 14 de Setembro de 2011 às 3:24
* Victor Nogueira

É segunda-feira em Évora .O Arcada vozento e cheio. Circundo o olhar e não reconheço a maior parte das pessoas, que falam com grandes movimentos das mãos e do corpo - alguns - ou lêm o jornal: "A Bola" ou "O Século". Está um dia luminoso e soalheiro, este ano sem desfiles militares. Jovens esquerdistas cá do burgo pretendiam organizar um comício anti-colonialista mas parece me que ficou tudo em águas de bacalhau.

(...) Tirando os jornais, praticamente desde o 25 de Abril nada mais tenho lido; quase não paro em casa e tenho também um certo desassossego em mim, porque o tempo nem sempre tem sido eficazmente aproveitado. Para além disso o tempo dum homem é também para o amor e ternura e estes têm estado ausentes. Enfim... (Sabes, é bom também sentir-se o corpo duma mulher junto a nós, porque o amor e a ternura não são só palavras, muito menos apenas escritas, mas também apossibilidade de se manifestarem nos gestos.)
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Sinto-me alheio ao que se está passando em Portugal. Alheio não porque me desinteresse, mas porque me escapa o significado de muita coisa (desde há dois anos que deixei quase de estudar para compreender a realidade do que me cerca) Sinto-me assim ultrapassado numa altura em que o desenrolar dos acontecimentos exige uma grande lucidez) (MCG - 1974.06.10)
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Hoje esteve um dia bonito e fresco, durante o qual estiveste muitas vezes no meu pensamento. O vento ligeiro agita as antenas de TV no telhado, enquanto andorinhas chilreiam e cruzam o céu azul.
É já ao entardecer. (MCG - 1974.07.14)
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No café, ontem, a "Capital" aberta sobre a mesa, ia lendo a notícia, antes, o discurso do Spínola, uma grande emoção subindo por mim: finalmente a independência para o meu País. Angola livrar-se -á, finalmente, da tutela asfixiante de Lisboa. Mas... quem vencerá? O capitalismo internacional ou os povos de Angola, Guiné e Moçambique? O reconhecimento do direito à independência é já um primeiro passo, mas a luta continuará. Pois é, minha linda, mas não tinha ninguém com quem partilhar a minha alegriaAo contrário desta malta que, desde há pouco, em longa fila de automóveis, buzinando estridentemente, sobe a rua Serpa Pinto, circundando várias vezes o Giraldo e segue pela R.S. João de Deus. Vão sorridentes e acenantes, agitando bandeiras azuis e brancas, as pessoas concentrando-se sorridentes nos passeios. Pergunto ao meu vizinho o que se passa e a resposta vem breve: "O Juventude" passou à 2ª divisão!" Ah!Ah!Ah!
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Ontem, no comício do PC, ali no Rossio de S. Brás, o Álvaro Cunhal falou na independência dos povos das colónias. Mas nem uma única palavra, ou referência, aos movimentos de libertação: MPLA, FRELIMO, PAIGC! (1) Ainda antes do Álvaro Cunhal falar o palco foi abaixo por duas vezes. Uma multidão imensa concentrava -se em redor do palco, junto ao Monte Alentejano, agitando se inúmeras bandeiras vermelhas do PC. Bem orquestrada, a multidão repetia as palavras de ordem, de punho erguido. Detecto, junto a mim, um grupo que deve ser da "claque". Quando se falam nas torturas sofridas pelo Cunhal e outro comunista, uma mulher ao meu lado diz me: "Coitadinho! Bandidos!" E a multidão grita: "Morte à PIDE!". Dois delegados dos Sindicatos Agrícolas (Évora e Beja) enumeram as quebras dos contratos colectivos de trabalho e o nome dos latifundiários. A multidão grita: "Morte aos cães!" "A terra a quem a trabalha!". Ao meu lado, algumas mulheres dizem: "É assim mesmo!" e "Essa sou eu!", quando se fala em ranchos despedidos. O Álvaro Cunhal cita as lutas revolucionárias dos trabalhadores alentejanos e a "palha" que os latifundiários teriam mandado dar aos trabalhadores que imploravam comida. E a revolta; que enquanto houvesse ovelhas, galinhas e porcos não comiam palha os trabalhadores!
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O Partido faz a sua campanha e no palco estão tipos que já conheço de há muito. Por detrás deles, enormes, em fundo vermelho, as efígies de Marx, Engels e Lenine. A brancura de Évora é agora quebrada por cartazes do PC. Marx, Engels e Lenine enchem as ruas, conjuntamente com cartazes com a foice e o martelo. (MCG - 1974.07.28)
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Numa curva da planície surgem as torres da Sé de Évora, mai lo seu casario branco. Como sempre, não sinto nenhuma alegria ao avistar o "burgo medieval". (MCG - 1974.09.01)
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Fui hoje ao ISESE: aquela malta anda pelos cantos, perguntando uns aos outros (e alguns a mim):"Então, que vamos fazer?" (MCG - 1974.09.02)
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Ainda não é meia noite e já foi tempo de jantar - que saudades do bacalhau cozido com grão! - e andar por aí, vendo as montras e dando umas voltas. As camisolas de gola alta estão caras: aproximadamente 500 paus!  No Nazareth, muito "progressivo" - já não há PIDE para revistar-lhe a loja [livraria]; exibem-se, em plena montra, obras de Lenine e revistas de nus femininos, daquelas que após o 25 de Abril povoam os passeios, livrarias e tabacarias, para as pessoas fazerem o gosto ao olho e se irem masturbando, à falta dum corpo que possam amar, numa sociedade hipócrita e farisaica.(...)
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Passo pelas ruas de Évora, debaixo dos arcos [arcadas]. As pessoas cruzam se comigo e do café vêm o vozear e algumas gargalhadas, que extravasam para as ruas, agora cheias de papéis rasgados e com as paredes pintalgadas de cartazes. Évora, a cidade limpinha onde não se viam outrora cartazes, salvo os da ANP (2) em tempos de farsa eleitoral.
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No ISESE o piquete (3) saúda-me calorosamente à minha entrada e, após algumas piadolas - por causa da pró-UNEP (4) - retomam o jogo das cartas. As casas de banho cheiram a ácido úrico. Puseram sofás num corredor do r/c e aí dormem os do piquete.Que os jesuítas consideram ilegal e abusivo. Pela paredes e bancos, o "Revolução", do PRP-BR, o "Luta Popular", do MRPP e comunicados e cartazes do MES e da Associação Portugal China.  O ISESE é um reduto anti PC. Para muitos, creio que parece bem e está na moda! (5) (MCG - 1974.11.25/26)
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Évora é uma cidade estúpida. 6 meses de ausência (e se calhar a saturação de 6 anos) fazem me ressaltar toda esta falta de dinamismo, de interesse, de imaginação. É um encolher de ombros, um arrastar-se pelos cafés, um encostar-se pelas paredes, um nada ter que fazer ou para onde ir. Uma perfeita estagnação. Talvez que um tipo tendo casa e emprego, a coisa se torne menos monótona. Mesmo assim, acho que preferia mil vezes Setúbal. Tem mais movimento e não parece uma ilha como este burgo medieval. (...) Soou agora o apito do comboio da meia noite. (MCG - 1974.11.28)

1 - Movimento Popular de Libertação de Angola, Frente de Libertação de Moçambique, Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde.

2 - Acção Nacional Popular, partido único legal, que sucedeu à UN - União Nacional, após a substituição de Oliveira Salazar por Marcelo Caetano na Presidência do Conselho de Ministros anterior ao 25 de Abril.

3 - O ISESE fora ocupado pelos estudantes, na sequência de desacordos com a direcção da Companhia Portuguesa de Jesus, vulgo Jesuítas, detentora do alvará.

4 - pró União Nacional dos Estudantes Portugueses, organismo criado após o 25 de Abril, conotada com o Partido Comunista Português.

5 - MES - Movimento de Esquerda Socialista, MRPP - Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado, PC - Partido Comunista Português, PRP-BR - Partido Revolucionário do Proletariado - Brigadas Revolucionárias.

Alcácer do Sal - cartaz da UDP - Foto VN
Coimbra - dois dos 3 delegados da AEISESE ao Seminário para a Democratização do Ensino (Pró-UNEP) - Foto VN

Évora - ISESE ocupado pelos estudantes - Foto VN
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Évora - nova sala da AEISESE [anteriormente ficava no j2º andar e a ela não tinham acesso os estudantes quado o edifício  estava encerrado. Para esta nova havia dois acessos - pelo interior e pelo exterior do edifício. Creio que colocámos um armário para barrar o acesso dos jesuítas pelo interior] Foto VN
Évora - Mural
Évora - Manifestação pela Reforma Agrária - Foto VN
Évora - Manifestação pela Reforma - Foto VN
Évora - Praça Vermelha (Luís de Camões) - Foto VN

Évora - Praça do Mercado - Foto VN
Évora - Propaganda Política - Foto VN
Évora - ISESE ocupado pelos estudantes
Évora - comício do PCP no jardim público - Foto VN
Évora - comício do PCP  no Rossio de S. Brás - Foto VN
Lisboa - Mural (destruído) em homenagem aos manifestantes assassinados pela PIDE em 25 de Abril de 1974, resistindo à prisão pelo MFA - Foto VN
Forte de Peniche - Ala de alta segurança para os presos políticos no tempo do fascismo
Setúbal - Mural (destruído) do MRPP - Foto VN
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