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quarta-feira, 5 de março de 2025

A Ucrânia, ai UE e a 'traição' do 'amigo amaricano'

 * Victor Nogueira


2024 11 12 – Quem é quem na vitória da Ucrânia e derrota da Rússia

A saga demente da completa insanidade, até ao holocausto final. Quem tem bases militares por todo o planeta, cercando a China e a Rússia? Quem cerca os EUA e ocupa a Europa com bases mil? Quem patrocina golpes de estado e assassinatos em todo o mundo para colocar no poder governos fantoches e submissos? Quem de facto promove e financia grupos terroristas e fascistas? Quem por todo o planeta faz tábua rasa dos direitos humanos e da Carta das Nações Unidas? Quem rebenta com gasodutos e arrasa povoações e líquida as respectivas populações, genocidamente? Cuba? Síria? Líbano? Venezuela? Coreia do Norte? Iraque? Jugoslávia? Russia? China? Quem é quem?

Quem a propósito do golpe fascista de Pinochet contra o Governo de Allende, democraticamente eleito, afirmou «"Não vejo porque precisamos ficar parados e assistir um país tornar-se comunista por causa da irresponsabilidade do seu povo. As questões são muito importantes para deixarmos os eleitores chilenos decidirem por si mesmos."?

2024 12 01 – A vassalagem de António Miguel Costa de Vasconcelos
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Vassalagem e simetrias, em Kiev, no 1º de Dezembro, o dos Miguéis de Vasconcelos e das Duquesas de Mântua

A Talhe de Foi-se, segundo o Expresso:

António Costa recorda Restauração da Independência em "início simbólico" em Kiev

2024 12 27 – Se isto é democracia …

Se isto é democracia, apregoada por von der Leyen, Toy Costa e Comandita, propugnada por Zelensky, o buldozer, e seus consigliere, sob  tutela do Tio Sam, qualquer que seja o timoneiro, que mais nos poderá espantar nas vésperas dum turbulento Ano Novo, envilecido?

Miguel Brites Correia
5 h  · 
Depois de acabarem e ilegalizarem toda a oposição interna, agora querem acabar com a oposição externa. Nada de novo dentro de uma superestrutura fascinante como muitos querem que a UE seja.

O conselheiro de Zelenskyy, Podolyak, apelou aos líderes da UE para que privem a Hungria e a Eslováquia do direito de voto na União Europeia: "Estão constantemente a bloquear as iniciativas da UE a um nível ou outro. É misterioso para mim porque é que continuam a "jogar este jogo". Isto é, dois países "zeram" a reputação da UE e não há resposta para isso".

2024 12 27 – D. Serra Coelho e ”as avassaladoras ondas de comunismo ateu,” lideradas por …. Putin

A desonestidade intelectual e a falta de qualquer pingo de vergonha de sua santidade o ICARiano Arcebispo de Évora, onde funcionou um Tribunal do Sant ‘Oficio, a Santa Inquisição da Santa Madre Igreja, e foram queimados hereges, ad majorem dei gloriam. Porque não é crível que esta santíssima sumidade ignore e desconheça que o conflito na Ucrânia é entre dois países capitalistas, ambos  cristãos ortodoxos, com um deles apoiado e largamente financiado por outros países capitalistas, igualmente cristãos, de várias “re-partições”?.

Ainda veremos Dom Cisco Serra Coelho, o Arcebispo de Évora, a patrocinar a santificação e subida aos altares do 4º Pastorinho, o de Penafirme, e do Cónego Melo, o Deão do Cabido da Sé de Braga e Vigário-geral da Arquidiocese de Braga, nos idos de '74 / '75??



Imagem gerada por IA  (Easy.Peasy.IA) Donald Trump

2025 01 15 – E se os EUA anexarem os Açores?

E se os EUA anexarem os Açores, que farão os Melos, o Almirante das vácinas e o de Olivença é "nossa"? Marcharão de seringa em punho montados numa bicicleta, movida a pedal, contra os pérfidos usurpadores e descendentes de Álbion?

2025 01 16 - Não, a Rússia não está a ganhar a guerra

Duma penada Raposinho Raposão desmente a atoarda da Rússia ser  uma ameaça para a Europa que justifique a histeria do armarem-se até aos dentes para gáudio do complexo militar-industrial dos States e seus apêndices.~

Começa  Raposão com uma longa tirada:

«Uma das narrativas vigentes que é bastante irritante, devido à sua distância para a realidade, é a ideia de que a Rússia está a vencer a guerra. É muito comum ouvirmos esta tese na voz de comentadores e políticos ocidentais; o que é estranho, dado que isto só pode fazer sentido se observamos a realidade através da propaganda russa; é o mesmo que aceitarmos a visão do mundo russa. Como a população russa vive numa bolha surreal, como os russos acham mesmo que não existe democracia em lado nenhum (acham que isso da democracia é um conto de fadas), Putin pode fazer qualquer spin e consegue passar por vitorioso. Mas não é esse o nosso papel. O nosso papel não é dizer que, dada a força da realidade paralela em que vivem os russos, Putin pode transmitir a percepção de que venceu.»

Afirma Raposinho Raposeta no seu linguado. « Esta guerra está a ser uma gigantesca derrota para a Rússia; eis dez factos nesse sentido

Para justificar que não vive na “bolha” dos Russos e dos putinescos, Raposão elenca dez suculentos argumentos. Ora vamos lá respigá-los, numa de “corte e costura”:

«Qualquer coisa além de uma vitória em menos de um mês era (e continua a ser) uma imensa derrota para Putin. A resistência de Kiev, logo nas primeiras semanas, é uma derrota russa que ficará para sempre registrada na história das sagas e lendas da guerra.

(…) A economia russa está tudo menos sólida. As taxas de juro são absurdas (23%), e a inflação está nos 9%.

(…) A Ucrânia até conseguiu invadir espaço russo, Kursk; algo altamente simbólico (é a primeira vez que a Rússia sofre uma invasão desde 1941)

(…) Além da mediocridade da campanha em terra, a marinha russa foi humilhada no Mar Negro.

(…) A reviravolta na Síria é outra humilhação: Moscovo foi incapaz de proteger o seu aliado, Assad. Putin não tem tropas suficientes para derrotar a Ucrânia e defender a integridade da Rússia, quanto mais para defender aliados no Médio Oriente.

(…) Registe-se ainda aquela que será porventura a humilhação mais risível: a convocação de soldados norte coreanos. Seria o mesmo que os EUA pediram ajuda a países como Honduras e Panamá.

(…) As sanções ocidentais levaram a Rússia para a dependência da China, o que não está a ser salutar para as relações entre Moscovo e Pequim

E, cerejas em cima das bolotas

«(…) A NATO cresceu na resposta, ou seja, entraram novos países que tinham mantido até 2022 a sua neutralidade, Suécia e Finlândia, dois velhos inimigos de Moscovo no Báltico. O poder militar (e a indústria militar) da Suécia é particularmente formidável.

Outros países da NATO estão a recuperar ou a reforçar a tradição do serviço militar para rapazes e raparigas. Até Portugal, na outra ponta da Europa, está a reagir.»

Triunfante, em delírio, oracularmente, Raposo Raposeta Raposinho Raposão interroga-se-nos:

«(…) Como é que, perante este cenário, alguém pode argumentar que a Rússia está a vencer?»

Sim, perguntamos nós. Perante o argumentário, como pode a Rússia invadir a Europa e arredores, cilindrando e subjugando tudo e todos até ao Cabo da Roca, às Berlengas e aos Faralhões, incluindo o mouchão do Tejo e o Palácio de Belém?- 

2025 01 19 - Biden alerta contra uma “oligarquía” de riqueza extrema, poder e influência

Há quem embandeire em arco com o discurso de despedida de Biden, na ONU, "esquecendo" que no fim de mandato ele era apenas uma sombra fantasmagórica. Há quem embandeire em arco com a lucidez de tal peça de oratória, escrita  seguramente por um ghost-writer pago para dar lustro a uma longa e tenebrosa carreira política. Procurando "angelizar" o democrático Biden face ao demo(ma)níaco republicano que lhe sucede na Casa Branca e ao leme do "império" dos oligarcas estado-unidenses.  

2025 01 20 – Trump toma posse

Irá Ventura pôr-se em bicos de pés para ficar na foto, se possível com dedicatória, embevecido e orgulhoso, ao lado de Trump, apesar da forçada ausência de Bolsanero?

Titula em parangonas o Expresso: «Tomada de posse de Trump: Michelle Obama recusa ir à festa, Ventura não falha e Bolsonaro "chateado" porque 'Xandão' não o deixa ir»

E, noutra peça jornalística, esclarece o Expresso:' «Trump: Presidente toma posse rodeado de líderes populistas e de extrema-direita, mas sem convite a von der Leyen ou António Costa»

2025 01 28 – O Lobo Mau, Uncle SAM, o Putin da Rússia e a Senhora de Fátima

Putin é o lobo mau, que, mal podendo agarrar o gato pela cauda na Ucrânia, quer abocanhar a Europa e arredores até ao Farol do Bugio e o Cabo da  Roca. Israel é a única democracia no Médio Oriente, e a Ucrânia de Zelensky Bandera o farol do respeito pelos direitos humanos. 

Os EUA, patrões da Nato,  tendo ao leme Trump, querem abocanhar a Gronelândia (a da Dinamarca, aliada da NATO) querem anexar o Canadá, aliado da NATO, o Canal do Panamá, o México e, de caminho, porem as patas nos Açores ... Para tornar a América "mais"  Grande, querem rebaptizar o Golfo do México e o Canal da Mancha. 

Mas os vassalos ficam mudos e quedos, pois o lobo mau é a Rússia, já dizia a Senhora de Fátima na Cova da Iria!

Não se descuidem. Chamem o "Almirante das vácinas", o Melo de Olivença é nossa, o Rangélico, o Montezero e o enCosta para animarem o circo!

A TALHE DE FOI-SE - A  Rússia, que derrotou o nazi-fascismo e libertou  Auschwitz-Birkenau, não é convidada para  o 80º aniversário da libertação deste,  Mas ... lado a lado, estarão lá os representantes dos colaboracionistas  ucranianos e bálticos com o nazi-fascismo e os genocid@s isr@elitas!



2025 01 28 – Expansão territorial dos EUA, entre o esbulho e a “compra”

Os EUA são fruto da espoliação pelos imigrantes anglo-saxónicos do território das populações aborígenes, os chamados ameríndios, acantonando em "reservas"  os sobreviventes  do genocídio.

Os "imigrantes" anglo-saxónicos compraram a Louisiana à França (1804), a Florida à Espanha (1819). o Alasca à Rússia Czarista (1867), anexando o Oregão (parte da então colónia inglesa do Canadá) (1819), "roubando" ao México grande parte do território desta antiga colónia espanhola (1845), que entretanto se havia tornado independente.

Toda esta expansão tem como base a "doutrina do "Destino Manifesto" segundo a qual o povo dos Estados Unidos foi eleito por Deus para comandar o mundo, devendo submeter os povos da América Latina, considerados incapazes de se governarem a si próprios, tal como a maioria no resto do Mundo.

Diz a peça jornalística que «A presidente do México, Claudia Sheinbaum, reagiu com humor à decisão, sugerindo que toda a América do Norte fosse renomeada para "América Mexicana", em referência a um mapa histórico da região.»

2025 02 03 – PS e PSD, entre os canhões e a manteiga

Na hora da verdade e do aperto, deixam cair as máscaras e mostram de que lado da barricada sempre estiveram, o da demagogia e defesa subserviente dos interesses do grande Kapital, sem rosto nem Pátria. Ainda os veremos a dar vivas a Salazar e ao nazi-fascismo, travestido de direita radical e populista. E na hora do travesti, os partidos e pulhíticos do sistema e do alterne passam a partidos e pulhíticos "mainstream", gelatinosos e sem coluna vertebral.

Entre a manteiga e os canhões, escolhem a manteiga para os patrões e os canhões contra os Povos e os trabalhadores

2025 02 03 – "Fuck the EU", dizem Victoria Nuland, Obama, Biden & Trump

"Fuck the EU" disse Victoria Nuland a propósito das "insurgências" na Praça Maiden, prelúdio da tomada do poder pelas hostes da "direita radical" e anti-comunista na Ucrânia, na esteira dos colaboracionistas com o nazi-fascismo. 

«Donald Trump assinou no sábado a ordem executiva para a aplicação de taxas aduaneiras aos produtos provenientes do Canadá, do México e da China.»

Sobre a UE afirma o oligarca Donald Duck, liberal proteccionista, que «"Estão realmente a aproveitar-se de nós, temos um défice de 300 mil milhões de dólares [293 mil milhões de euros]. Não levam os nossos automóveis nem os nossos produtos agrícolas, praticamente nada, e todos nós compramos, milhões de automóveis, níveis enormes de produtos agrícolas", disse no domingo à imprensa.»

Depois de os EUA rebentarem, á bomba, com o NordStream e com a indústria europeia, com a Alemanha à cabeça, depois de obrigarem a UE a lançar malogradas sanções atrás de sanções contra a Federação Russa, depois de imporem à UE que adquirisse gás de pior qualidade e a preços estratosféricos ao States, depois de impor que a UE reserve 5% do PIB para financiar o complexo militar industrial dos "star & trips", pela voz de Trump os oligargas estado-unidenses afirmam o desejo de anexar o Canadá, a Gronelândia e o Canal do Panamá, acrescentando a imposição de tarifas atrás de tarifas aduaneiras contra quem se lhes oponha, incluindo a UE, por eles acusada de se estar a aproveitar dos ... EUA!

Pressurosos, os pulhíticos europeus aceitam e preparam-se para subsidiar e financiar com 5% do PIB o complexo militar-industrial e as "aventuras" imperialistas dos oligarcas dos EUA no resto do planeta.
E diz o Ministério da Verdade que os maus da fita, que ameaçam a Europa, são a Rússia e Putin, de quem os pulhíticos europeus,  como baratas tontas e com o pescoço no cepo,  se "querem" defender, à voz e sob comando do "Agnus Dei", o "Anjo Exterminador", rumo ao Apocalipse!

2025 01 04 – Zelensky pede armas nucleares em troca de adiamento da adesão à NATO

Aparentemente com ordem de despejo, a bem ou a mal, Zelensky perde a cabeça e pede que lhe forneçam armas, mais armas, incluindo nucleares, para se defender da Rússia. 

O clown pianista  com o margalho, perdido por cem, perdido por mil, sobe a parada, com a deixa "Après moi le déluge (Depois de mim o dilúvio). Irão os oligarcas estado-unidenses, com Trump ao leme, satisfazer-lhe o pedido, a troco de saquearem a Ucrânia como se preparam para fazer em Gaza e na Cisjordânia?

«Zelensky pede armas nucleares em troca de adiamento da adesão à NATO

"Devolvam-nos as nossas armas nucleares, dêem-nos sistemas de [lançamento de] mísseis, ajudem-nos a [financiar um exército](https://www.publico.pt/.../trump-quer-explorar-recursos...), movam as vossas tropas para as partes do nosso Estado onde queremos que a situação seja estável", declarou Zelensky, numa alusão ao chamado Memorando de Budapeste, que em 1994 implicou a entrega daquele armamento a Moscovo, em troca de garantias de segurança das principais potências mundiais, incluindo a Rússia.»

« Trump quer explorar recursos naturais ucranianos a troco de ajuda militar

“Estamos a olhar para um acordo com a Ucrânia em que eles nos vão garantir aquilo que lhes estamos a dar com as terras raras e outras coisas”, afirmou Trump. “Estamos a oferecer-lhes centenas de milhares de milhões de dólares, eles têm muitas terras raras e eu quero reservas seguras de terras raras, e eles estão disponíveis para isso”, acrescentou.»

2025 02 05 – Os planos de Trump para a Faixa de Gaza

Walt Disney, criador de personagens de animação que encantaram e moldaram gerações de crianças, muitos deles ternurentos, foi um admirador do chamado Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, tal como outros oligarcas estado-unidenses, entre os quais Henry Ford, que para benefício dos seus cordões e bolsa,  "popularizou" o Ford T, tornando o automóvel acessível ao comum dos mortais. 

Mas, para lá das suas criações ternurentas, Disney concebeu outras menos simpáticas, como a Mag(m)a Patológica, o Tio Patin(h)as (Scrooge McDuck) e a sua piscina / Casa Forte, estilo Federal Reserve System, assessorado pelo "escravizado", trapalhão e desajeitado  sobrinho, Donald Duck (Pato Donald). Mas ... nem todos os Duck ou Duques são pato-pató, mas sim patos-bravos,  donos ou pastores de totós, carneiros e cordeiros.´

It's all gas, oil & business, monet, money, money. The show must go on!

2025 02 07 – Salgalhadas em torno de Trump, Putin e Xi Jinping

« Trump teve uma ideia para a Faixa de Gaza. Não é uma ideia nova, Putin teve a mesma em relação à Ucrânia. E Xi Jinping tem uma parecida para Taiwan. Trata-se de ocupar e colonizar aquela área. E, no caso americanos, de expulsar os residentes»  (João Mendes)

Isto é uma salgalhada, amalgamando alhos com bugalhos. Invocando os Acordos de Helsínquia Putin "reagiu" ao cerco da NATO do braço armado do Tio SAM, que desde a implosão do Bloco Socialista e dissolução do Pacto de Varsóvia pretende “rebaptizar” todos os oceanos como "Atlântico Norte", Os acordos de Minsk garantiam a integridade territorial da Ucrânia, com autonomia das regiões russófonas. Taiwan é pela Comunidade Internacional incluindo os States, considerado como parte integrante da República Popular da China. A "criação" pela ONU do Estado de Israel, conjuntamente com um estado independente, a Palestina. foi desde sempre sabotado pelo estado judaico, que pretende recriar um mítico Grande Israel concedido para todo o sempre por Jeová aos descendentes das 12 tribos. Não são Putin nem Xi Jinping que pretendem  abocanhar a Gronelandia, o México, o Canadá, o Canal do Panamá, Gaza e o mais que vier à rede, incluindo a ruína da União Europeia, vergada ao “”Destino Manfesto”  dos EUA, similar ao do “Grande Israel”. e "condenada" a financiar o complexo militar -industrial estado-unidense do desNorte.

2025 02 08 – Trump e USAID, em andas e bolandas

Quanto pagou a USAID a estrelas de Hollywood para se deslocarem à Ucrânia para tirarem fotografias com Zelensky? Van Dam - 1 500 000 dólares, Ben Stiller - 4 000 000 dólares, Sean Penn - 5 000 000 dólares, Orlando Bloom - 8 000 000 dólares, Angelina Jolie - 20 000 000 dólares. Fonte: Ambiente Ondas3

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E se mal não parece nem ofende, pode perguntar-se? E foi pro bono que que políticos da UE e seus países foram a Kiev dar os peitos às balas, posando sorridentes ao lado de Zelensky, o estrénuo farol da Democracia e do escrupuloso respeito pelos Direitos da Humanidade, avalizados pela USAID, em bolandas por causa de Trump? It's all money, money, money?

2025 02 13 – A UE e a “traição” do “amigo amaricano”

“Capitulação” dos EUA? “Traição” de Trump? “Cedência” a Putin? ”Dissolução” ou “dissolvência” da NATOstão? Isto são os brados  dos atarantados políticos da Unión Európeia e em Kiev! Mas terá mudado assim tanto o “amigo amaricano”? Ou com Trump ao leme terão apenas mudado de foco os oligarcas que o apoiam e suportam? 

Afinal a natureza predadora do sistema não mudou pois querem abocanhar o Canadá, a Gronelândia, o México, as Rotas do Ártico, Gaza e o Canal do Panamá, mantendo a “Europa” como vazadouro dos EUA, depois de rebentar com o Nord Stream (a mando de Biden) e as relações económicas privilegiadas com Rússia,  provocando a falência da economia europeia, a tal que mereceu a Victoria Nuland a “invectiva” “Foda-se a EU”, de estilo trumpiano.  Com amigos e amigas deste calibre, quem precisa de inimigos?

Tudo isto com o fito de controlar rotas marítimas e fontes de matérias-primas cuja posse o Tio” SAM e os oligarcas que o apoiam e suportam consideram “essenciais” para o embate com o sério concorrente que é a República Popular da China, deixando em banho-maria a Federação Russa. Entretanto, já se apoderaram dos férteis solos agrícolas ucranianos, propondo-se  apoiar com a venda de armamento ao remanescente da Ucrânia em troca das “terras raras”.

Atarantados, os políticos da falida e desvalida Unión Europeia e de Kiev post Maidan, assim como outros dirigentes europeus  balem como baratas tontas, com farroncas de sendeiros, contra a “traição” do Tio SAM, cujo foco, na senda de Biden, continua a ser o grande embate contra a China.

2024 02 15 –  O regougar de Zelensky

Até ao regougar dos cestos, enquanto o pau vai e vem, folgam as costas e amanham-se as bolsas e os bolsos?

«Zelensky diz que não aceitará um acordo de cessar-fogo sem a participação da Ucrânia»

2025 02  17 – Entre anões e pulhíticos europeus

Em completo delírio, Toy Costa e Companha trombeteiam que a Rússia deve ser encarada como “ameaça global”. De peito feito o enCosta garante que «a Rússia é uma ameaça global e não apenas uma ameaça para a Ucrânia." Prova disso, argumentou o líder europeu, é a agressividade que a Rússia tem demonstrado perante outros países, como a Estónia, Letónia e Lituânia."A Rússia é claramente uma ameaça à soberania do Báltico, à nossa fronteira oriental”, afirmou António Costa, tanto que "tem uma presença militar na Moldávia e na Geórgia"»

Mas … Não é a NATO que tem bases militares em todo o solo europeu e que cerca a Rússia, ameaçando a sua segurança? Não foram os EUA que rebentaram com o Nordstream, provocando a desindustrialização da Europa e agravando a crise económica e social? Não são os EUA que pretendem abocanhar o Canadá, a Gronelândia, o Panamá, Gaza e a Ucrânia, sendo os dois primeiros parceiros na OTAN?

Patranhas de figurinhas entre anões amestrados, desfeitados pelos patrões. Vão comprar canhangulos, zagaias e fogo de artifício para enricar os bolsos do "amigo amaricano." Tristes povos estes que alçaram pulhíticos deste rasteiro calibre.

Não há pachorra para serventuários e suas patranhas, pulhíticos pretensamente ao leme da Onióm Európeia e seus povos.

 2025 02 19 – Zelensky, Trump, Putin  e o “isolamento internacional” da Rússia

Em Dezembro de 1961 a União Indiana pôs fim ao Estado Português da India. A "resistência" durou apenas 36 horas, com a rendição das forças portuguesas e sua capitulação, contrariando as instruções do Governo de Salazar para que se combatesse até ao último suspiro. No entanto, durante semanas a imprensa portugesa controlada pela Censura noticiava qua as tropas portuguesas continuavam a resistir ao "invasor". 

Hoje a Censura é mais ardilosa e a generalidade da comunicação social em Portugal noticia que em Paris a desvalida União Europeia, após ser corrida de Munique, cerrou fileiras contra  a "invasão russa" e a favor da democracia de Kiev,  Simultaneamente dá palanque e destaque aos dislates do desvalido regime "liderado" por Zelensky. O Presidente da Ucrânia,  onde não se admitem dissidências e onde há um férreo controle sobre a comunicação social, afirmou que «Trump está a viver "num espaço de desinfo»rmação" e resgatou Moscovo do isolamento internacional.»

2025 02 25 – Trafulhices de Toy enCosta!?

«A Paz só é possível com a vitória da Ucrânia e a derrota da Rússia,»

Diz a chamada "sabedoria popular" que "quem sai aos seus não degenera". Mas Toy Costa e Ricardo Costa são exemplares exemplos e testemunho da "insabedoria popular", lado a lado com figurinhas como o Moedas da  Goldman Sachs e do putativo PPD/PSD, da chamada Ala Liberal na Assembleia Nacional fascista.

Toy e Ricardo, ambos filhos de  Orlando da Costa, militante do PCP, são exemplos vivos da degenerescência videirinha. O Toy, putativo socialista, agora Presidente na Óniom Európeia, é um libérrimo militarista na via do súcialismo em libérrima liberdade, defensor de democratas do calibre de Zelensky, ombro a ombro e lado a lado com Ursula von der Leen e outros/as democratas de igual e alto gabarito. Quanto ao Ricardo, que não será Coração de Leão, um escriba com lugar cativo nos mass midia do homem  de Bilderberg, esse não fica atrás de quem lhe garante o maior ou menor chorudo estipêndio.

Triste Pátria e tristes Povos dependentes de influencers e líderes de tão baixo calibre. Serão !trafulhas de até dizer chega!?

2025 02 27 – As “dores” de Marcelo, o incontinente verbal

Se a NATO do chamado "Mundo Livre" teve entre os seus fundadores o Portugal "democrático" de Salazar e Caetano e se o "democrata" Biden rebentou com o gasoduto Nord Stream 2 e se a "democrata" Victoria  Nulland proferiu a célebre "fuck the EU",  não se entende bem o confusionismo de Marcelo II, a quem aliás não cabe dirigir a Política Externa do Governo e substituir-se-lhe. Nem tomar como suas as dores dos Comissários na chamada Unióm Európeia. Marcelo é como o escorpião às costas do sapo, qualquer que este seja.

«Marcelo acusa Trump de favorecer Rússia na Ucrânia e de “atacar soberania” de aliados

Numa palavra, prosseguiu Marcelo, "os Estados Unidos da América parecem, neste momento, ter decidido favorecer a Federação Russa e seus aliados, na situação existente na [Ucrânia


Cabeça de Medusa por Godfried Maes, 1680

2025 02 28 - Zelensky em directo enxovalhado por Trump

Trump e Vance tèm a vantagem de não usarem paninhos quente, entrando a matar. E Zelensky, tratado como se moleque fosse,  deu corda à regateirice, enquanto os Comissários da desvalida e desnorteada Unióm Európeia saem en "defesa"  do "democrata" ucraniano, preparando-se para "defender" a Ucrânia continuando a comprar armamento ao complexo militar industrial estado-unidense e seus apêndices. It´s all money, money, money.  

2025 02 28 – Trump e Vance, a expressão da bruteza

Deprimente e humilhante este enxovalho, em directo,  de Trump e de Vance, a personificação do "império", em brutidão, sem máscaras e sem papas e bolos. Ao pé deles, Zelensky não passa dum humílimo e humilhado aprendiz de feiticeiro!

2025 03 01 – “Nunca estará sozinho, Zelensky”

Fogachos no cúmulo do patético ou os náufragos da jangada da Medusa?!


Théodore Géricault - A jangada  do  'Medusa' (naufrágio)

  

Cartoon  de Bart van Leeuwen 2024 11 16 Voo de longo curso


2025 03 02 – “Respect” por Zelensky de Bandera?

LEITURAS. Não sei se houve armadilha e de quem ou se foi um acaso. Mas Zelensky ou foi um "artista" para se vitimizar com ar de "durão" ou se apanhado na rede, perdeu a cabeça, estilo "perdido por cem, perdido por mil", mostrando não ter nem estofo nem estaleca. 

Como pode o homem querer a paz quando em reunião pública de alto nível afirma que Putin é um "assassino"?    

Zelensky  de Bandera foi durante anos mal habituado pelos Comissários Europeus e pelos Parlamentos, pedindo sempre armas, cada vez mais armas, mas nunca a Paz, mantendo o decreto de proibir negociações com a Rússia enquanto esta for governada por Putin.

Zelensky de Bandera, que legalmente já não é Presidente da Ucrânia, furtando-se a convocar eleições, foi mal habituado, apaparicado  e amaciado com passadeiras felpudas e acarinhado com palminhas nas costas e delirantes ovações!

Mas perante a desfeita, encenada ou não, os seus apoiantes, em completo  delírio,  erguem-lhe novo pedestal, um herói "corajoso" que não se dobra a “assassinos” como Putin e "ditadores" como Trump. 

E os seus apoiantes, incluindo a esquerda fofinha, tecem-lhe loas, exigem "respect" pelo Homem de Kiev que não dobrou a espinha perante o "amigo amaricano" a quem vendeu as terras aráveis e se preparava para vender as "terras raras”, a troco de mais  armas, mais dinheiro a fundo perdido e suporte de vida!



2025 03 05 A capitulação de Zelensky

Muitas vezes  as cedências ou partilhas nas chancelarias, sejam as mesas ovais, redondas, rectangulares ou quadradas,  haja ou não pugilato, são feitas  recatadamente, por detrás de cortinas e sombras. 

Mas nem sempre tal sucede, como exemplifica a história do Mapa Cor de Rosa e as canhoneiras da loura Albion. Bastou uma sessão em directo e sem punhos de renda para  que Zelensky capitulasse em toda a linha, cedendo as “terras raras”, como demonstra o seu  “comunicado”.   

Em benefício do Uncle Sam, Biden, o chefão de turno,  rebentou com as relações  da “Europa” Unida e capitalista com a capitalista Rússia. Trump, o novo chefão, continua na senda de Victoria Nuland, mudando uma das agulhas, fazendo as "pazes" com a Rússia.   

Prosseguindo a guerra por sua conta, risco e encargo, embora em crescente ruína,  é aos EUA que os povos da Óniom Európeia devem comprar gás natural, popós electricos ou a “pitrólio” e armas, muitas armas, para se defenderam dos “russos” e não de quem, arruinando as suas economias, pretende abocanhar a Gronelândia, o Canadá, o México, o Canal do Panamá, a Rota do Ártico, Gaza, a Ucrânia e o mais que vier à rede. 

Numa palavra, manteiga, muita manteiga d'ouro para os patrões e canhões , muitos canhões contra os Povos, com estes a dar-a-dar, em sangria, liderados por pulhíticos sustentados com pratos de lentilhas.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

TRUMP RESPONDEU MESMO ISTO A UMA PERGUNTA CRETINA DUM ENTREVISTADOR?

* Victor Nogueira

Trump "respeita" o "assassino" Putin: "Acha que o nosso país é inocente?" É O TITULO DA NOTICIA. MAS CONTINUANDO A LER VERIFICA-SE QUE O TÍTULO É MANIPULAÇÃO DO INEFÁVEL "PUBLICO".
BY JOVE. TRUMP RESPONDEU MESMO ISTO A UMA PERGUNTA CRETINA DUM ENTREVISTADOR?
À pergunta "vai dar-se bem com Putin", Trump disse não saber. "Respeito Putin. Respeito muitas pessoas, mas isso não significa que me dê bem com elas. Se me vou dar bem com ele? Não sei, não faço ideia. Até é provável que não", respondeu, sendo interrompido por O'Reilly: "No entanto, Putin é um assassino". "Há muitos assassinos por aí", retorquiu Trump. "Temos muitos assassinos. Acha que o nosso país é assim tão inocente?", acrescentou o Presidente dos EUA."

Numa entrevista à cadeia norte-americana Fox, o Presidente dos EUA reitera a…
PUBLICO.PT

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O circo continua !

* Victor Nogueira
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Finalmente Cavaco entregou hoje o processo com as assinaturas os proponentes à sua re-candidatura, embora continue a procurar evitar debates, talvez por receio do contraditório.
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A violência doméstica e os assaltos violentos continuam, enquanto a Polícia Judiciária está de greve e não trabalha entre as 17 horas e as 9 do dia seguinte, o que é uma oferta de mão  beijada às combinações das negociatas mais ou menos criminosos e o atrasar de processos de monta em que estariam envolvidas altas personalidades. Maria José Morgado classifica de miserabilistas os cortes orçamentais na esfera da justiça, havendo já cortes de água, de telefones e de electricidade em vários tribunais. Com os "pilares" do estado "democrático" capitalista em "greve" ou sofrendo cortes, só se entende este estado pantanoso para benefício dos económica e politicamente poderosos e suas clientelas.
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Assnje foi solto em liberdade condicional e as revelações da Wikileaks continuam, perante os desmentidos do Governo Português, de Sócrates/Passes de Coelhos os de cócoras servis. O casal Mc Cann continua debaixo dos holofotes pela sua presumível  responsabilidade do caso Maddie e do vergonhoso aproveitamento financeiro à custa da filha amealhado.
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Os pobres patrões da CIP dizem que não pode haver aumentos salariais  antes de meados do próximo ano embora muitos recebam os dividendos por antecipação para escapar aos impostos. Mesureira, a UGT e a FESAP/SINTAP mostraram-se compreensivas, ao contrário do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado/UGT, na r´«abula do costume, e da CGTP e do Movimento Sindical Unitário.
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Amanhã há mais.
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sábado, 17 de outubro de 2009

Os Senhores da Guerra - Os sanguinários Falcões e as Inocente Pombas e Cordeiros encarneirados

* Victor Nogueira
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Que eu saiba, com o poder que tem a indústria de armamento, sobretudo a dos EUA, aliada à produção de armas e necessidade de «escoamento», haverá generais ou civis travestidos de militares que não comam da gamela, de portas escancaradas e escavacadas, qualquer que seja o País? Pk vem sempre e só Angola à baila? Ou serão resquícios dum colonialismo substtiuído pelo neo-colonialismo e novos senhores da guerra alimentados pelos mesmos fornecedores? E depois é minimamente risível afirmar-se que em Angola há mais generais que .....angolanos! Então os generais em Portugal não são ... portugueses? E os generais da USA não são .... estado-unidenses da América? Os generais cubanos, angolanos e soviéticos (não confundir com «russos», termo usado pelo fascismo em Portugal) são ... falcões. Obama e todos os outros generais são pombas e cordeiros. Enfim, a «carneirada» continua?
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Publicado no Facebook
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quinta-feira, 29 de maio de 2008

No Império: as demo-cráticas e a demoníacas nacionalizações, «tout court»


25 de Abril - «olhares» - «entrevistas» - «verdades» (28)

Arábia Saudita

Arábia Saudita

NOTA Prévia de Victor Nogueira - De vez em quando circulam aqui na internet apelando ao boicote na «poderosa» GALP e incentivando ao consumo alternativo em «pobres» empresas concorrentes, que lá fora são ... gigantescos colossos. Uma pergunta inocente: quem controla os poços petrolíferos? Onde se formam os preços: a montante ou a jusante?
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Em vez destes ingénuos «apelos» - alguém pensou quem poderá de facto estar na sua «escondida» origem? Como nos romances policiais: perante um crime, procure-se o beneficiário e é meio caminho andado para descobrir o criminoso.
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Porque não apelar ao uso de transportes que utilizem energias não poluentes? Indo mais fundo: porque não apelar e lutar pela criação duma eficiente rede de «nacionalizados» transportes públicos em detrimento do transporte individual?
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Na sequência de 11 de Março de 1975 em Portugal foram nacionalizadas as empresas de transportes, criando-se a «poderosa» Rodoviária Nacional. Depois foi a saga das privatizações apoiadas e executadas pelos políticos do PS/PSD/CDS. A qualidade e a eficiência dos transportes aumentaram? Ou quem é agora «empresarialmente» dominante no sector privado deste ramo?
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continua no final deste post ...
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Privatização da Galp

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Por que não nacionalizar?





***** Mário , Crespo, Jornalista ...
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... escreve no JN, semanalmente, às segundas-feiras

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Se o mercado não consegue disciplinar os preços, os lucros nem o selvático prendar dos (...) vencimentos multimilionários dos executivos, então por que não nacionalizar os petróleos e tentar outros modelos? Quem proferiu este revolucionário comentário foi (...) Democrata da Califórnia, (...) Os números revelados deixaram os senadores da Comissão de Energia e Comércio boquiabertos. Desde os 40 mil milhões de dólares de lucro (...) Esta constatação do falhanço calamitoso do mecanismo comercial, quando encarada no caso português, ainda é mais gritante. Digam o que disserem, (...)

Se na América há cinco grandes empresas que ainda forçam o mercado ....

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in

jornal de notícias .sapo.pt/2008/05/26/opiniao/por_nao_nacionalizar?

-Segunda-feira, 26 de Maio de 2008
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Destakes - Notícias referentes ao termo 'petrolíferas'

As empresas do sector vão desembolsar mais de mil milhões na Bolívia este ano. A espanhola Repsol está presente no grupo das três petrolíferas estrangeiras ...

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NOTA de VN

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Bem, senhor Mário Crespo, sejamos «isentos». Quem privatizou a GALP e outras empresas estratégicas ao serviço da economia Portuguesa, nacionalizadas na sequêncoa do 11 de Março de 1975? ? «Escandalosos» os lucros da GALP? Sim, mas a GALP é um anão face aos Cinco Grandes dos EUA: «democratas» não monopolistas.

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Vamos falar de ... Exxon, Chevron, Atlantic, Mobil e a Amoco ou da Mãe delas, a Standard Oil Company? Todas controladas pela benemérita multimilionária família ... Rockfeller! Ou noutra «visão» mais alargada: ExxonMobil, Chevron, Shell, e BP! Ou o Senhor Crespo, jornalista, nunca ouviu falar no «histórico» cartel conhecido como Sete Irmãs? E na «pobre» Repsol YPF, S.A.?

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E ... nunca ouviu falar nos «carteis» oligopolistas que entre si concertam os preços? Mas sejamos «neutros» sem ser gato escondido com rabo de fora: que tal falar na família Bush e esse personagem Bin-Laden, ou em Dick Cheney ou nos Fahd da Arábina Saudita, na benemérita Fundação do senhor milionário 5 % (Calouste Gulbenkian) ou numa das «gémeas» como a da multimilionária Família Rockefeller para não falar noutras «portuguesas» para evitar dizerem escandalizados que estou a tomar partido?

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Enfim ...

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Leram Keynes e ou estudaram o New Deal? Nacionalizações feitas por Arbenz ou Chavez ou na sequência do 11 de Março em Portugal, entre muitos outros, são atentados à Liberdade, procedimentos totalitários, de ditadores corruptos, com a Bolsa cheia de contas secretas na Suíça ou em off-shores de Madeira carunchosa ou ilhéus independentes, sejam ou não princip(i/e)ados.

Subsídios à produção, serviços públicos na saúde, na velhice, na educação, no desemprego, ou para baixar os preços de bens essenciais, ai Jesus, lá vem a União Europeia impôr pesadas multas em defesa do livre comércio e concorrência ou os liberais a recorrerem indignados para as altas instâncias burocráticas de Bruxelas.

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Nacionalizações ou monopólios cartelizados em regimes como os de Getúlio Vargas, Oliveira Salazar, nos EUA, na União Europeia são vistos sem indignação ou como mesmo panaceia para salvar o Grande Capital do naufrágio. Agora, até as nacionalizações são reclamadas aos berros suarentos e aceites como naturais as injecções maciças de dinheiro na banca privada, com lucros astronómicos face aos «milionários» e/ou malandros que recebem até ... cinco mil euros por mês ou de reforma.
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E se Crespos, Emídios, Suzas, Marcellus, Hermanus e outros abalizados, independentes e neutros opinion makers com lugar cativo e remunerado nos órgãos de comunicação social de «referência» e / ou «tablóide» fossem dar banho ao cão?

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E não tenham ilusões - abastecer nos hipermercados vai servir para que estes fidelizem clientes, continuem a engordar com lucros fabulosos e cartelizados,. Vão lá ver como vai aumentar a bolsa de Belmiros e companhia. Eles até podem ter prejuízo com jornais de referência como o Público ou com o preço da gasolina, mas vão buscá-lo aos molhos nas comptas inúeis que vos obrigam a fazer.

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Jornais de referência? Liberdade de Imprensa? Ausência de censura?

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Visitem

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Galeria ou revista da imprensa

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terça-feira, 6 de maio de 2008

Massacres em Angola - 1961- pontos de vista

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Notas de Victor Nogueira ao texto Massacres em Angola - 1961- pontos de vista, da autoria do senhor Coronel de Infantaria reformado Valdemar Diniz Clemente, que com e devida vénia é reproduzido no D'Ali e D'Aqui

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O Editor publica o texto que refere no início deste post apenas como um testemunho descontextualizado, que respeita, mas reafirma que os massacres da UPA foram fomentados e financiados pelos Estados Unidos da América durante o mandato do Presidente John F. Kennedy num contexto de exploração de rivalidades tribais acicatadas e da «Guerra Fria»
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O editor relembra que foram os EUA e não a URSS que lançaram as duas bombas atómicas sobre o Japão, para experiências sobre as consequências sobre seres humanos e para amedrontar a URSS, feito que o General Mac Arthur tentou repetir durante a guerra da Coreia, na Presidência do anti-comunista Truman, mas que não repetirá no Vietname, onde, não obstante, a actuação dos EUA foi a de criminosos de guerra e contra a humanidade.
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Aliás toda a política externa dos EUA tem como base a
Doutrina Monroe e a Teoria do Dominó, da autoria de John Foster Dulles prosseguida ou implementada com maior ou menor empenho pelos sucessores do Presidente Eisenhower.
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O editor relembra que o actual Presidente dos Estados Unidos pretende repetir o mesmo e que os EUA se recusam a aceitar colocar-se sob a jurisdição do Tribunal Penal Internacional, continuando a apontar armas contra a Rússia, apesar da queda do Muro de Berlim, da implosão e desagregação da URSS e do «fim» do comunismo e da sua conversão ao capitalismo.
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O editor reafirma que a colonização portuguesa não foi menos violenta e opressiva que a dos outros países, que a esmagadora maioria da população, negra, não gozava dos benefícios da pretensa superioridade da autodenominada civilização cristã ocidental, que não concorda com o terrorismo bárbaro da UPA nem com o terrorismo bárbaro da Força Aérea Portuguesa que tempos antes regara com napalm os camponeses e as suas aldeias, em greve contra a Cotonang.
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O editor, então adolescente, estava lá e assistiu ao horror da chegada dos brancos fugitivos a Luanda e dos massacres indiscriminados praticados pelos brancos e pela OPDCA sobre as populações negras dos musseques ou que descessem à cidade do asfalto.
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O editor compreende os massacres praticados pelas tropas expedicionárias portuguesas em reacção à barbárie da UPA instigada e financiada pelos EUA mas isso não serve de desculpabilização nem justifica branqueamentos da história.
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O editor esclarece que não põe em causa o heroísmo das tropas portuguesas nem o sofrimento dos colonos e das populações negras do mato ou da cidade do asfalto.
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O editor entende que o processo de descolonização deveria ter sido outro, mas responsabiliza em 1º lugar o regime de Salazar e Caetano e quem os suportava, e depois os oficiais do quadro permanente que prestaram juramento de fidelidade e defesa do regime fascista e colonialista, contra os «ventos» da história.
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O editor percebe as razões do senhor Coronel de Infantaria Reformado e não põe em causa uma brilhante e louvável caderneta militar.
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O editor regista as palavras do senhor oficial reformado sobre os «
deveres para com a Pátria, mormente, o do sacrifício da vida, inscritos no Código e no Juramento de Honra do cidadão militar»
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Só que os militares não são apolíticos, não são falhos de inteligência e gozam dos direitos de cidadania e dos deveres de respeito pela Carta das Nações Unidas (e resoluções desta), pela Declaração Universal dos Direitos do Homem e pelas Convenções Internacionais, como as de Genebra ou as que tipificam os Crimes de Guerra ou contra a Humanidade.
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A «Honra Militar» não é um albergue espanhol tal como a palavra Camarada. Infelizmente esta é com aparente indistinção utilizada pelos Militares de Carreira, pela «histórica» Mocidade Portuguesa do «Lá vamos cantando e rindo levados levados sim». pelos socialistas, pelo movimento operário e pelos comunistas.
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Quanto à honra militar, ela cobre tudo. Desde a sedição dos generais e tenentes que estiveram à frente do 28 de Maio, incluindo Gomes da Costa, Mendes Cabeçadas, Sinel de Cordes e Óscar Carmona, como aos oficiais que apoiaram uns Salazar ou Caetano (incluindo os coronéis do lápis azul ou a triste «Brigada do Reumático») e outros, insuspeitos de estarem a soldo de Moscovo, que tentaram apeá-lo muitos com o apoio dos EUA, como o Marechal Óscar Carmona, ou os Almirantes Mendes Cabeçadas e Quintão Meireles, ou os Generais Norton de Matos, Craveiro Lopes, Humberto Delgado e Botelho Moniz, ou que não foram «acéfalos», como os Generais Vassalo e Silva, António de Spínola, Costa Gomes e os «sediciosos» capitães de Abril.
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Em 1961, branco nascido em Angola estava em Luanda e como muitos outros interrogávamo-nos porque éramos obrigados a «estudar» a fundo e com pormenor o Puto e não as plantas, os animais, a história, a geografia ... duma terra longínqua em detrimento da realidade que nos cercava, Angola. Orgulhávamo-nos «infantilmente» de Luanda ser a 3ª cidade de Portugal, com os seus arranha-céus, amplos horizontes e avenidas largas.
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Vivi com angústia o desespero dos brancos durante o funeral dos «agentes da ordem» mortos nos ataques do 4 de Fevereiro e o medo dos sucessivos boatos após o 15 de Março de que os negros dos muceques iam descer à cidade do asfalto para massacrar os brancos ou envenenar os depósitos de água.
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Revoltei-me com as chacinas praticadas pela UPA desconhecendo durante anos os massacres da Baixa do Cassange.
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Vibrei com entusiasmo com a frase de Salazar «Para Angola em Força» e estava entre a numerosa multidão que aclamou com delírio a chegada das primeiras tropas portuguesas a Luanda.
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Vibrei com a tomada e «libertação» de Nambuangongo e doutras povoações. Acreditava na multiracialidade de Portugal, sobretudo em Angola, onde não havia o evidente «racismo» da África do Sul e dos ingleses.
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Não defendia então a independência de Angola nem questionava o regime de Salazar nem a sua figura, apresentado como o homem que salvara a Pátria dos descalabros da «anarqueirada» e «desordem» da I República.
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Por influência materna e paterna, ambos engenheiros técnicos, um civil e outra química, apesar de ou por ser contraditória, nunca acreditei na superioridade dos homens sobre as mulheres e nunca também acreditei na superioridade dos brancos nem na inferioridade dos negros, por estes apresentados como «matumbos» (ignorantes), «crianças grandes», «mentirosos compulsivos» ... Afinal eu convivia com eles e o meu pai não era nem nunca foi racista nem até então o ouvira alguma vez defender ou louvar o regime de Salazar, antes de algum lado me viera a convicção, talvez errada, de que em Angola quem vencera as eleições fora o General Humberto Delgado.
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Nunca ouvi ao meu pai uma palavra de justificação e compreensão pelos massacres indiscriminados perpetrados pelos brancos da OPDCA, em cujas missões e expedições me parece nunca participou ou pelos massacres dos militares portugueses. Proibiu-me terminantemente e sem justificações de me inscrever ou participar na OPDCA. Nunca lhe ouvi dizer que os brancos eram superiores aos negros ou defender a inferioridade destes. Nunca o ouvi tomar partido nem pela UPA nem pelo MPLA.
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Após a invasão de Goa, proibiu-me terminantemente de baptizar com o nome de Nehru o nosso cão, dizendo que esse não era nome para dar a um cão, sem mais explicações.
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Surpreendia-me no entanto que aceitasse com naturalidade e para mim contraditoriamente que o patrão branco desse duas chapadas ao criado negro ou que à mínima falta, mesmo sendo homem adulto, um criado negro fosse levado ao chefe do posto, o «Poeira», para levar humilhantes palmatoadas ou ser mesmo condenado (sem julgamento) a uns dias de trabalho forçado na estrada.
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Mas apesar dos meus 15 anos, com a minha inteligência, comecei a registar todas estas contradições. a tomar conhecimento das chacinas dos brancos sobre os negros dos musseques e dos soldados sobre os negros na sua caminhada heróica para Nambuangongo, e a questionar a hipocrisia e mentira do Portugal tolerante, humanista, não racista do Minho a Timor.
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Como muitos outros brancos de Luanda comecei a questionar o comportamento machão e de auto-convencida superioridade das tropas de elite que eram os paraquedistas e aviadores da FAP, que consideravam que todas as brancas eram presa sua rendidas a seus pés e aos seus encantos. Indignámo-nos com a expedição punitiva que os Paraquedistas fizeram lançando uma granada para dentro da pastelaria Versalhes, frequentada pela «alta-sociedade» local, donde alguns deles tinham sido expulsos pelo gerente face ao sistemático assédio às mulheres brancas. Lembro-me das sirenes das ambulâncias que nessa altura atroaram os ares de Luanda.
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Congratulámo-nos com a sua punição expedita e envio imediato para a frente de combate.
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Lentamente fui criando outra consciência, condenando o tribalismo racista da UPA, o apoio que a esta lhe dava o tio SAM, e tornando-me simpatizante do MPLA. E fui-me distanciando das mentiras e do regime de Salazar. No sétimo ano. no Liceu Salvador Correia, nas aulas de Geografia dadas pelo Reitor, amigo da família e meu, o dr. Armindo Gonçalves, apesar dele navegar na órbita do PPD/PSD, que respeito e cuja morte sinto, mesmo depois do 25 de Abril, apesar de reitor saneado do Liceu de Setúbal, nós defendíamos a independência de Angola e uma das minhas «coroas» de glória foi conseguir que a professora de OPAN (Organização Política e Administrativa da Nação), a «Piriquita», na sequência duma hábil sucessão de perguntas minhas, tivesse de reconhecer que face ao que o obrigatório livro único explanava, do ponto de vista teórico nada distinguia o corporativismo português do nacional-socialismo de Hitler e sobretudo do fascismo de Mussolini.
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Não faço revisões do meu passado nem da história, mas coerentemente continuo anti-racista, tolerante para com todos menos em dar Liberdade aos Inimigos da Liberdade, deixei de acreditar na superioridade da civilização cristã e ocidental e considero todos diferentes /todos iguais. Continuo a acreditar na generalidade dos ideais e princípios até agora teóricos da Declaração Francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão (1791) ou
da
Declaração dos Direitos das Mulheres e da Cidadã (1791 - Olympe de Gouges) bem como na Declaração de Independência das colónias britânicas da América em 1776, a a respeitar os decretos da Comuna de Paris e a Declaração Universal dos Direitos do Homem proclamada pela ONU. Com as mesmas reservas relativamente a esta formuladas por José Saramago.
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Regressado em 1975 com a leva dos chamados «retornados», o meu pai manteve-se anti-racista e não xenófobo, tornando-se mais salazarista que Salazar, anti-comunista mas respeitando a coerência de Álvaro Cunhal («esse nunca enganou ninguém») e tendo um asco profundo pelo que considera um oportunista e traidor - Mário
Soares. Nunca o ouvi defender os métodos de tortura da PIDE, embora ele considere que eu e não ele sofremos «lavagens ao cérebro».
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Viu atentamente a série de Joaquim Furtado sobre a guerra em África e confessou que desconhecia factos aí relatados e que eles (os negros) tinham (alguma) razão. Continua mais salazarista que Salazar, apesar de ser um homem inteligente e culto. Vários ex-soldados insuspeitos de simpatia por Moscovo ou Cunhal, ao encontrarem-me na rua, dizem-me com lágrimas nos olhos: é verdade aquilo que mostram mas muitos fomos obrigados a agir assim por ordem dos oficiais.
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Também tenho amigos que foram oficiais milicianos nas frentes de combate que apesar disso não apoiavam a guerra nem os massacres sobre as populações negras que procuraram evitar.
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Sobre o ambiente cultural em que decorreram a minha meninice e adolescência dou conta em «
Luuanda - Escritores Angolanos lá em casa e não só...» e sobre o meu testemunho presencial do 4 de Fevereiro e do 15 de Março falam «O 4 de Fevereiro e o início da guerra em Angola» e «O 15 de Março em Angola».
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A «memória» que tenho dos militares de carreira nesse tempo, que frequentavam a casa dos meus pais, que foram meus professores ou casados com professoras minhas muito mais cultas e aparentemente (?) submissas é que se tratava de marialvas e machistas de vistas curtas. Reconheço que não posso generalizar porque o 25 de Abril veio mostrar que havia generais ou «capitães» de Abril inteligentes, brilhantes e cultos, como Costa Gomes, Melo Antunes ou Vasco Gonçalves. Com objectivos diferentes, tal como os inteligentes António de Oliveira Salazar (apesar do autismo nas duas décadas depois do fim da II Grande Guerra), Mário Soares (por muitos considerado vendedor de banha da cobra) e Álvaro Cunhal. Ou o empresário António Champalimaud.
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Nas vésperas da minha vinda para o Puto para prosseguir estudos universitários, pela madrugada fora o meu pai disse-me que enquanto estudante, nos idos de 1940, fora contactado para ingressar no PCP mas recusara. Seguiu-se depois um longo discurso, que me não metesse na política, que os comunistas mandavam os ingénuos para a frente sendo estes presos enquanto os comunistas ficavam na sombra e escapavam.
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Ao chegar a Portugal verifiquei que a censura era muito mais férrea que em Luanda, mas que podíamos ler nas entrelinhas ou não do Diário de Lisboa ou do República, da Seara Nova, do Tempo e o Modo, do Notícias da Amadora, do Jornal do Fundão (azul) ou o Comércio do Funchal (rosa), do Encontro (da JUC), para além da imprensa do Movimento Associativo Estudantil. Verifiquei que podíamos comparar o noticiário «ofícial» da restante imprensa e da RTP com as clandestinas, quase inaudíveis e «ruidosas» emissões da britânica BBC, da subversiva Rádio Portugal Portugal Livre ou da mentirosa Rádio Moscovo («A verdade é só uma, rádio moscovo não fala verdade»).
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Apesar disso verifiquei então que a censura cultural era muito mais férrea na Metrópole que em Angola. E quando ia a Luanda nas Férias Grandes verifiquei que em Luanda e seguramente em toda a Angola os meios de comunicação tinham passado a afinar todos pelo mesmo diapasão e que a censura se tornara ainda mais férrea. Era uma autêntica lavagem ao cérebro e de nada servia dizer ao meu pai que estavam todos a ser enganados, que se tratava duma guerra económica e internacionalmente perdida, que a «independência», qualquer que fosse o seu sentido, era inevitável. O meu pai, angolano de coração e adopção, zangava-se comigo e acusava-me de sofrer «lavagens ao cérebro», mas embora hoje seja mais salazarista que Salazar, continua não racista nem xenófabo e acredito me dá a razão que então se recusava a aceitar, nem que seja a contragosto e por meias palavras. E acredito que não colaboraria e continuaria adversário de chacinas e banhos de sangue.
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É a vida e são outras visões, tão isentas e aceitáveis como as do respeitável senhor Coronel de Infantaria na reforma.

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O editor esclarece que a escolha das imagens é de sua responsabilidade.
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