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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O teatro eleitoral em Portugal – 2005/15



* Victor Nogueira


Apesar do seu relativo interesse, trata-se a meu ver de uma análise essencialmente "aritmética" e mecanicista. Embora o PáF tivesse como objectivo minimizar as perdas eleitorais do PSD/CDS  e maximizar os resultados tradzidos em mandatos, ter-se-à tratado dum bom "negócio" para a sobrevivência do CDS que, doutro modo e por accção  do voto  util no PSD, ficaria muito longe de conseguir os 18 deputados. Aliás seria útil perceber o porquê da afobação do acordo de governação post-eleitoral do psd/cds, desfeito ainda nem  30 dias decorridos, libertando o CDS para eventual bengala do "centrão". 

Quanto ao PCP tb seria útil verificar pk sobe em regiões tradicionalmente "hostis". descendo noutras em que mantém a implantação autárquica, como o distrito de Setúbal, aparentemente por transferência de votos a favor do PS

quinta-feira, 5 de novembro de 2015


O teatro eleitoral em Portugal – 2005/15

Sumário[1]

1 - Uma década em dez pontos perdida
2 - As eleições nos últimos dez anos e a estagnação política
2.1 - O desempenho do partido-estado (PSD/PS)
2.2 - Os comportamentos na esquerda
2.3 - A  direita assumida

http://grazia-tanta.blogspot.pt/2015/11/o-teatro-eleitoral-em-portugal-200515_5.html
***

Grazia Tanta  

5 de nov 


para mim
Boas

Este texto é complementar de outro, como referido

A ideia não é tanto "descascar" os números mas retirar os elementos demonstrativo do bloqueio do sistema e da sua incapacidade em evita a deriva empobrecedora; e a necessidade de uma democracia a sério

As manobras táticas dentro do sistema partidário visam benefícios para eles e nada para a multidão; e isso não nos motiva muito, embora esteja correto quanto aos jogos dentro da PàF

Quanto às variações do PC nesses distritos "hostis" não têm grande significado. O PC só apresentou variações com algum significado no Porto (+) e Setúbal (-)

Cumprimentos

domingo, 5 de outubro de 2014

Livre arranca congresso com disponibilidade “muito clara” para governar com PS

* Victor Nogueira

o gatarrão com rabo de fora ou as muletas  do ps costa seguro do grande capital nacional e transnacional

escreve carmocorreia47 ".Ceita é o CDS, quando voltar a caber dentro do taxi." e eu pergunto quantas lebres, rectifico, quantos livres caberão na bagageira do taxi ? E logo os "livres" que se alaparam no Parlamento em barrigas de aluguer, como Marinho Pinho mas ao contrario  deste tunante não conseguiram votos para segurarem a banqueta ! 

"À mulher de César não basta ser honesta, deve parecê-lo". E são-no estes gropúsculos muletas cujo peso eleitoral é (des)conhecido,  acarinhados pela comunicação social, gatarrões de olhos bem abertos desde a concepção intra-uterina?


Partido está atento ao que se passa no PCP e no BE e promete não deixar escapar “sinais de abertura”. Se for preciso, adaptará o seu programa.
PUBLICO.PT


escreve carmocorreia47 ".Ceita é o CDS, quando voltar a caber dentro do taxi." e eu pergunto quantas lebres, rectifico, quantos livres caberão na bagageira do taxi. E logo os "livres" que se alaparam no Parlamento em barrigas de aluguer, como Marinho Pinho mas ao contrario deste tunante não conseguiram votos para segurarem a banqueta ! "À mulher de César não basta ser honesta, deve parecê-lo". E são-no estes gropúsculos muletas cujo peso eleitoral é (des)conhecido, acarinhados pela comnicação social mal acabados de nascerem ?

segunda-feira, 31 de março de 2014

1974.03.31 -a última ovação a marcelo caetano

« As multidões manifestam-se contra muitas coisas, mas gostam de vencedores – é bom não esquecer. » , escreve a articulista

* Victor Nogueira

1- Em 31 de Março de 1974, com a contestação à guerra colonial, com a emigração, com as greves, com as dificuldades em recrutar oficiais para o QP, com um 1º de Maio que se previa tumultuoso, com com uma vaga de prisões na forja pela PIDE, Marcelo era um vencedor ? Sim, quase foi em 25 de Abril, quando a inépcia ou a cumplicidade de um MFA(já) dividido permitiu que Marcelo ditasse  que só se rendia a Spínola, que manobrou à vontade, embora  "travado" e com o fiel da balança a mudar devido às multidões na rua, desobedecendo aos líderes militares na Pontinha,  e que contribuíram para que durante largos meses não se  ficasse por uma simples mudança das moscas. Quanto à firmeza das multidões eu poria uma outra questão ? Entre a multidão que ovacionou Marcelo no 31, haveria "arregimentados" pelos caciques, em Portugal inteiro,  e transportados nas célebres "camionetas do regime?

2. - Espontânea ou não, a verdade é que Marcelo, em contagem decrescente, seguramente que aproveitaria a final no Jamor e transmitida pela RTP para "fabricar" o apoio popular que há muito perdera. Incluindo a da guarda pretoriana spinolista.


Marcelo era o homem das encenações e dos gestos teatrais, a partir de certa altura   manietado pelo  "faz que anda mas não anda”. Para além das "conversas em família" foi assim com a da Brigada do Reumático na Assembleia Nacional, ou com a votação na AN da moção sobre a "política ultramarina", de que eu falava nessa altura:

«Pois é, após uma semana muito agitada por parte das altas personalidades do regime o Marcelo fez um discurso exemplar nas suas contradições; para além disso, um tentar rebater as teses de Spínola, publicadas no seu livro “Portugal e o Futuro” – que ainda não chegou a Évora, aqui a 137 km de Lisboa. Um discurso estafado, que não engana quem dos mecanismos políticos e económicos conheça alguma coisita.

Recusado o impossível recurso a um referendo popular, restou ao Marcelo submeter-se, em gesto teatral, às decisões da Moção que os deputados Ultramarinos porão à votação amanhã. Alguns destes já foram intérpretes na Assembleia [Nacional] de correntes existentes no Ultramar tendentes à autonomia, estilo federativo (teses de Spínola) Mas, da Comissão do Ultramar, que redigiu o texto da moção atrás referida, fazem parte deputados anti-Spínola. Estou curioso de saber qual será o texto: Federação ou tudo como dantes?»  (MCG – 1974.04.05]»

E numa colagem de recortes  da minha correspondência  na altura refiro o "arregimentar» que ainda em 1973 se verificava:

«30 foram as camionetas (fora os automóveis particulares) que de Évora se deslocaram a Lisboa para apoiar o Marcelo [Caetano]. Beja, Santarém, Leiria, Portalegre, enfim, milhares de tipos confluíram para a manifestação do entardecer [em Lisboa]. Pena não autorizarem as contra -manifestações. (...) O Diogo diz que da Amareleja não terão ido pessoas à manifestação (salvo talvez os da Casa do Povo). Não porque sejam do reviralho, mas porque não se metem nestas coisas (viver não custa.). (MCG - 1973.07.19)

Ontem à noite (1973.10.24), no regresso de Arraiolos, muitos Mercedes a caminho de Évora, onde às 21:30 alentejanos cinzentos de ar sisudo aguardavam ordeiramente o início da sessão de propaganda da ANP [Acção Nacional Popular]. Debaixo dos arcos [arcadas], uma fila de homens, com ar humilde e jeito de rebanho descido da camioneta, dirigia-se para o cinema onde se realizaria a tal sessão. A Oposição não comparecerá as eleições no domingo. O Marcelo [Caetano] bater-se-á contra nada. (MCG - 1973.10.25).»

3. - em tempo - politicamente e segundo a Constituição da altura, O Presidente do Conselho e o  Governo dependiam politicamente do Presidente da República e não da Assembleia Nacional, cujo regimento aliás não previa a votação de moções de censura ou de confiança (no Governo).

E um jurista e legalista como Marcelo, encena na Assembleia Nacional ter o apoio dos Altos Comandos Militares -  directamente dependentes do Presidente da República - e da Assembleia Nacional. Não é com a "prisão" do Presidente da República que o MFA se preocupa, mas "permite" que Marcelo exija render-se a um oficial-general - Spínola ou Costa Gomes, por acção de Feitor Pinto.

Há na altura um mistério: a conselho do Director Geral, da PIDE, que Spínola tentará manter em funções com a "benemérita" - Marcelo é aconselhado a refugiar-se sob protecção da GNR no Quartel  General do Carmo - em vez de se dirigir para Monsanto, como seria previsto e fizera em 16 de Março. O Carmo não foi uma ratoeira, parece-me, mas uma tentativa de descolar Marcelo de Tomás, dando-lhe mão livre. Uns não queriam - o MFA - e outros não previram - a PIDE e Marcelo - com especial relevo para a juventude - o povo de Lisboa saísse à rua e cercasse o Quartel General da GNR e a sede nacional da PIDE - que as forças armadas -  por ingenuidade de uns, por inépcia ou cumplicidade de outros - "deixaram" à vontade e com liberdade de movimentos. 

http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/2014/03/3131974-ultima-ovacao-marcel-caetano.html

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

os critérios do ps-psd

* Victor Nogueira

A mim parece-me que o critério é só um  - erradicar a CDU e o PCP do mapa. Nisso são coerentes o ppd/psd e o ps, desde sá carneiro e mário soares até passes  de coelho  seguro.

O  comunicado do PCP é bastante elucidativo e deu-me conta de aspectos que desconhecia, rumo a uma indisfarçável ditadura dos partidos do chamado arco de governo, irmanados no essencial, desmascarando as balelas da maior proximidade com os eleitores decorrente da diminuição do número de deputados ou do "apadrinhamento", encapotado ou não, dos chamados "independentes", esse conceito tão "abstracto" como o  dos "mercados", seres sem alma nem rosto, incorpóreos, transcendentais ou angélicos.

E no entanto, a propósito de Loures, baralha-se o jogo e encobre-se que ali, a nível local, foi o psd que viabilizou a gestão cdu. Por respeito ao sentido de voto dos eleitores que deram maioria relativa à CDU ?

Mas o que é gravíssimo na argumentação do PS  é que"[este] foi o partido com maior número de votos na região, sendo as autarquias da CDU menos representativas." isto é, os eleitores do PS são mais qualificados do que os da CDU, estabelecendo-se assoim uma espécie de "eleitores activos" e de 1ª água, os do PS, e "eleitores passivos" ou de 2ª, os da CDU.

O anticomunismo e opção pelos grandes capitalistas por parte do PS Costa Seguro revela-se até na argumentação utilizada, ao desqualificar o eleitorado maioritário que na península e no distrito de setúbal "deram" vitórias à CDU ou contribuíram para a derrota do PS em Grândola e Alcácer do Sal, populações que desde 1976 estão na mira  do ps-psd pelo importante contributo que deram ao abortado processo revolucionário no que então chamavam ser a "aristocracia operária" das cinturas industrias de Lisboa e Setúbal, entretanto desmanteladas com a liquidação  das grandes unidades industriais