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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Eleições legislativas e intercalares autárquicas em Fajozes (Vila do Conde)

2013 (2015) autárquicas

Ordenação das candidaturas no boletim de voto (2015)
1.º - PCP-PEV – CDU - Coligação Democrática Unitária
2.º - PPD/PSD - Partido Social Democrata 
3.º - PS - Partido Socialista 

PS
57,12% (64,55)  
413 votos (541)
6 (7)
PPD/PSD.PPM
25,45% (26,23) 
184 votos (219)
2 (2)
PCP - PEV
11,89% (6,57)  
86 votos (55)
1 (0)

Votantes
62,49% (----)


Legislativas 2011 /  2015
Vejamos a evolução entre as legislativas de 2015 e 2011 relativamente aos 5 partidos e coligações mais votados. (Entre parênteses os resutados de 2011).  Na votação para as legislativas, que decorreu em simultâneo, os habitantes da freguesia votaram em maior número na coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP), que recolheu 344 votos (329+62), e o PS mereceu a confiança de 317 fajozenses (263).

O Bloco de Esquerda recolheu 63 votos (32) e a CDU 49 (36), registando-se, ainda, dez votos em branco e nove nulos.

Verifica-se nas legislativas uma diminuição de votos na CDU, não tendo esta capitalizado os do BE, por convergência destes nas intercalares.

Legislativas 2011

Votantes
67,35%
Votantes: 788
Inscritos: 1.170
PPD/PSD
Partido Social Democrata

41,75%
329 votos
PS
Partido Socialista

33,38%
263 votos
CDS-PP
CDS - Partido Popular

7,87%
62 votos
PCP-PEV
CDU-Coligação Democrática Unitária

4,57%
36 votos
B.E.
Bloco de Esquerda

4,06%
32 votos

EM BRANCO

2,16%
17 votos
NULOS

0,76%
6 votos

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Ao (es)correr da pena e do olhar (23)

* Victor Nogueira
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Continuando o registo meteorológico, hoje o dia amanheceu nublado e chuvoso mas para a tarde já estava soalheiro embora quente e abafado como nos anteriores. Não há duvida que este mês de Agosto tem sido farto em variações climatéricas algo surpreendentes.
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De manhã passei pelo Jumbo de Alferagide, cheio como sempre, apesar de estarmos a meio do mês. Ao menos no de Setúbal anda-se à vontade, excepto no final dos meses. Mas o de Alferagide tem mais variedade de filmes em vídeo ao meu gosto, que não comprei, enquanto os CD estão mais arrumadinhos.
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Como não podia deixar de ser eu e a Susana perdemo-nos na confusão do Jumbo, só a encontrando à minha espera no carro, pois esquecera-se duma nossa velha combinação sobre o ponto de encontro após perdimentos nestes malfadados hipermercados. E lembro-me duma das vezes em que nos perdemos no Jumbo de Setúbal. Farto de andar às voltas, dirigi-me à recepção dizendo que perdera a minha filha e se lhe podiam marcar um ponto de encontro. Ia tudo bem até que a empregada me perguntou a idade da menina. Devidamente informada das suas 16 risonhas primaveras, a empregada foi-me logo dizendo que com tal idade nada feito, pois a desaparecida já era muito crescida para andar perdida, pelo que não podiam satisfazer a minha pretensão. De modo que lá andámos os dois num hiper cheio como ovo, aos encontrões, à procura um do outro, cada um para o seu lado desconhecido, deixando recados a toda a gente conhecida com quem me ia cruzando. Uma aventura sem qualquer graça!
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Ontem falei do Mindelo. Hoje falarei de Vila do Conde e Póvoa de Varzim, duas cidades de características muito diferentes. Vila do Conde, que fica na foz do rio Ave, é uma povoação antiga, com uma rua com casas do tempo do senhor D. Manuel I, um aqueduto e o Convento de Santa Clara, sobranceiro à ponte que liga as duas margens. Tem uma ampla avenida marginal que a liga á Póvoa de Varzim. É uma cidade de ruas largas, formando uma quadrícula, com jardins espaçosos e casas térreas. A Póvoa, outrora povoação de pescadores, é uma cidade de veraneio, cheia de gente no Verão, com praias ao atravessar da referida avenida marginal. É célebre pelo seu casino, embora a parte antiga seja mais estreita e tortuosa e as casas, em menor escala, parecidas com as do centro burguês do Porto. O trânsito é mais complicado e abundam edifícios de muitos andares junto à praia e na parte nova. Vila do Conde é mais pacata; o movimento aperta apenas às sextas-feiras, dia do mercado ou feira semanal. Na Póvoa há ruas vedadas ao trânsito automóvel, na zona central comercial, onde se acotovelam os veraneantes. Aqui há também mais comércio e distracções, para além dos cinemas, de um museu de artesanato e duma enorme biblioteca municipal. Personagens ilustres? Para além do Cego de Maio, célebre pelos náufragos cujo afogamento impediu, temos o poeta José Régio, que nasceu e morreu em Vila do Conde (a casa onde faleceu transformada em museu) e o Eça de Queirós, escritor cujo humor e causticidade muito aprecio.
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Paço de Arcos, 1993.08.21 (Sábado)