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quarta-feira, 22 de abril de 2020

PERDIDA A "GUERRILHA" CONTRA UMAS MODESTAS COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL

* Victor Nogueira

PERDIDA A "GUERRILHA" CONTRA UMAS MODESTAS COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, O FOGO DE BARRAGEM VOLTA-SE CONTRA O 1º DE MAIO, DIA INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES.SÍNTESE DE MUITAS E SANGRENTAS LUTAS NA CONQUISTA DE TRABALHO COM DIREITOS, DIA DE LUTA, DIA DE FESTA, DIA DE COMEMORAÇÃO.

ENTRE VÁRIOS DISLATES, INCLUINDO CONSIDERAR AS MANIFESTAÇÕES SINDICAIS COMO EXPRESSÃO DE TRIBALISMOS. AFIRMA A PLUMITIVA QUE O "PÚBLICO!" FOI BUSCAR AO "OBSERVADOR": «É negligente e irresponsável permitir ajuntamentos nas ruas de vários locais do país para celebrações sindicais.» (...) « As celebrações do 1.º de maio nas ruas – de que a UGT sensatamente prescinde mas a CGTP não» (https://www.publico.pt/2020/04/22/opiniao/opiniao/25-abril-sim-1-maio-nao-1913230).

TUDO ISTO CHEIRA A RANÇO, A "UNIÃO NACIONAL" DO FASCISMO, CONSIDERANDO TAMBÉM QUE O ESTADO DE EMERGÊNCIA LIMITOU, CRIMINALIZOU E PROIBIU DE FACTO O EXERCÍCIO DOS DIREITOS DE RESISTÊNCIA, DE MANIFESTAÇÃO, DE REUNIÃO, DE GREVE E DE PARTICIPAÇÃO SINDICAL NA ELABORAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO,

ENQUANTO HÁ UMA DIMINUIÇÃO GENERALIZADA DOS RENDIMENTOS DE QUEM TRABALHA E AUMENTA EXPONENCIALMENTE O DESEMPREGO, OS GRANDES GRUPOS ECONÓMICO-FINANCEIROS PERSISTEM NA FUGA AOS IMPOSTOS E NA DISTRIBUIÇÃO DE MILHÕES DE EUROS EM DIVIDENDOS AOS GRANDES ACCIONISTAS.. .

HOJE À BOLEIA DO COVID 19, AMANHÃ DOUTRA COISA QUALQUER A QUE DEITEM A MÃO, AS SERPENTES VÃO SAINDO DO OVO, INFECTANDO TODA A SOCIEDADE RUMO A UM QUALQUER IV REICH.

SE EU TIVESSE DE ESCOLHER ENTRE O 25 DE ABRIL, DIA DA (APARENTE) LIBERDADE, E O 1º DE MAIO, DIA INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES, INDUBITAVELMENTE ESCOLHERIA A "INTERNACIONAL" E O 1º DE MAIO.

HINO DA INTERSINDICAL



A INTERNACIONAL



SONETO DO TRABALHO, por Ary dos Santos

Das prensas dos martelos das bigornas
das foices dos arados das charruas
das alfaias dos cascos das dornas
é que nasce a canção que anda nas ruas.

Um povo não é livre em águas mornas
não se abre a liberdade com gazuas
à força do teu braço é que transformas
as fábricas e as terras que são tuas

Abre os olhos e vê. Sê vigilante
a reacção não passará diante
do teu punho fechado contra o medo.

Levanta-te meu povo. Não é tarde.
Agora é que o mar canta é que o sol arde
pois quando o povo acorda é sempre cedo.

sábado, 18 de abril de 2020

O Xicão do CDS e o 25 de Abril

* Victor Nogueira

Não lhe caem os dentes nem lhe cresce o nariz, ao xico-xicão? O CDS dos barões de Marcelo Caetano, fundador da Democracia de Abril? Tal como o PPD/PSD da Ala Liberal de Marcelo Caetano, criados apressadamente depois do 25 de Abril para não perderem o comboio? O CDS que esteve em todas as manobras contra-revolucionárias de Spínola? O CDS que foi o único partido que em 1976 votou contra a Constituição, ainda em vigor, apesar de posteriormente amputada pelo PS/PSD/CDS? É preciso não ter um pingo de honestidade intelectual nem um pingo de vergonha na língua!?



quarta-feira, 23 de agosto de 2017

o Norte e o Sul




* Victor Nogueira

Faça-se a contabilidade. A sul de Rio Maior, quantas mortes houve, quantas sedes do cds/ppd-psd foram destruídas, quantos sinos tocaram a rebate contra a direita ? Mortes, que me lembre, quatro e muitos feridos, metralhados pela Pide em 25 de Abril de 74, o salazarista agrário Columbano morto pelo trabalhador rural José Diogo em 30 de Setembro de 1974, três no 11 de MARÇO 75, um golpe spinolista de extrema direita, uma delas a do soldado Luís do RALIS, os trabalhadores rurais alentejanos Casquinha e "Caravela" que morreram baleados pela GNR para além de vários feridos no processo contra a Reforma Agrária no Governo Pintassilgo, em 27 de Setembro de 1979, para além de 15 pelas auto-proclamadas FP 25 de Abril. 



No livro Quando Portugal Ardeu, de Miguel Carvalho, há histórias do Verão Quente em Portugal. Uma obra sobre o "lado b" da revolução.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Fogo que ardeu sem se ver

*  Victor Nogueira

O texto do jornalista nada tem a ver com o livro doutro jornalista que pretensamente pretende "recenssar". É uma tresleitura.



Editor Executivo

Fogo que ardeu sem se ver


Onde se trata do ódio de morte entre socialistas e comunistas e de como ele foi suplantado, na "geringonça", graças a circunstâncias irrepetíveis...


http://visao.sapo.pt/opiniao/sexto-sentido/2017-03-30-Fogo-que-ardeu-sem-se-ver

sábado, 11 de março de 2017

42º aniversário do 11 de Março



* Victor Nogueira


A reacção não passou em 24 / 26 de Abril de 1974, nem no Golpe Palma Carlos, nem em 28 de Setembro de 1974 e 11 de Março de 1975, com as spínoladas apoiadas pelo PPD/CDS. Mas triunfou em 1975, a 25 de Novembro, com pézinhos de lã, do PS / Soares aliado à rede bombista do ELP / MDLP / Maria da Fonte e com o apoio e ajuda do auto-proclamado "verdadeiro" MFA, o do "socialismo da 3ª via" e "em liberdade", o de Melo Antunes, Salgueiro Maia e Ramalho Eanes, sem esquecer Vasco Lourenço, irmanados contra os "totalitarismos", o dos "pé-descalço", dos "sans-culottes", dos "sem-terra", dos "ventres ao sol" ....


Costa Gomes afirmava que "Todos os responsáveis serão julgados e punidos." Uma punição que Soares tornou exemplar: Spínola foi pelo PS / Soares promovido ao Marechalato, homenageado e condecorado. 

Com efeito, sobre Spínola reza a Wikipedia "Não obstante [a sua actividade contra-revolucionária e oposição ao 25 de Abril e à descolonização], a sua importância no início da consolidação do novo regime democrático foi reconhecida oficialmente a 5 de Fevereiro de 1987, pelo então Presidente Mário Soares, que o designou Chanceler das Antigas Ordens Militares Portuguesas, tendo-lhe também condecorado com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (a segunda maior insígnia da principal ordem militar portuguesa), pelos «feitos de heroísmo militar e cívico e por ter sido símbolo da Revolução de Abril e o primeiro Presidente da República após a ditadura» a 13 do mesmo mês e ano."

A derrota da extrema direita e a "consolidação" definitiva ou transitória da democracia burguesa, esta em que estamos, deve-se não a Spínola ou a Mário Soares mas sim a Melo Antunes, Ramalho Eanes, Costa Gomes e Álvaro Cunhal.



terça-feira, 27 de dezembro de 2016

heróis e anti-heróis




mário soares cartoon de antonio

* VIctor Nogueira

1. - Mário Soares poderá ser o herói daqueles que beneficiaram com o 25 de Novembro, que pôs fim ao desejo e à construção duma sociedade verdadeiramente socialista, mais justa e fraterna.
Muita coisa ficou na Constituição de 1976, que dela e posteriormente foram retiradas em sucessivas Revisões Constitucionais do PS/PSD/CDS. Mário Soares formou Governo com o CDS, partido que votara contra a referida Constituição de 1976.
Mas essa da bandeira que teria pisado em Londres é uma mentira propalada pelo Governo de Marcelo Caetano e pela PIDE.No 25 de Abril Mário Soares era um desconhecido para a maioria dos portugueses e o PS fora fundado em 1973 na Alemanha com dinheiros da social-democracia europeia.




A colagem do PS e de Mário Soares ao PCP nos meses a seguir ao 25 de Abril deu-lhe a notoriedade que lhe permitiu trair a Revolução e enganar parte do Povo Português. Mário Soares é de facto um herói, o herói da Grande Burguesia e do Grande Capital, que a ele muito devem: Chapalimaud, Espírito Santo, Mellos, Belmiros, Soares do Santos e muitos outros.

2. - Outros factos poderiam ser realçados ou referidos, começando na CEUD em 1969 e continuando por aí adiante, incluindo o Norte a ferro e fogo e as malogradas tentativas de transferir a Assembleia Constituinte para o Porto e de sabotar os trabalhos da mesma ou a "indiferença" ao desencadear duma guerra civil e a uma eventual intervenção estrangeira pelos amigos de peito.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

1974/1975 - do Golpe Palma Carlos ao 25 de Novembro passando pelo 28 de Setembro

* Victor Nogueira



A 1ª tentativa para liquidar o carácter progressista da Revolução de Abril ocorreu em Julho de 1974 e ficou conhecida como o Golpe Palma Carlos, com a conivência de vários partidos políticos, entre eles o PPD/Sá Carneiro e o CDS/Freitas do Amaral e do próprio Presidente da República, General Spínola, tendo como finalidade a concentração de poderes em si, a dissolução do MFA e o adiamento das eleições para a Assembleia Constituinte.





Derrotado o golpe, a componente progressista do MFA reforçou os seus poderes com a formação do II Governo Provisório, chefiado pelo General Vasco Gonçalves. Mas Spínola e as forças sociais que o apoiavam convocam para 28 de Setembro uma "manifestação da maioria silenciosa", com activa participação de parte dos oficias generais da Junta de Salvação Nacional, a que presidia. A mobilização popular fez gorar a manifestação, reforçando a componente progressista do MFA, incluindo a presidência do II Governo Provisório pelo General Vasco Gonçalves. Spínola é forçado a renunciar e em sua substituição surge o General Costa Gomes.

Contudo as forças sociais que pretendiam a inversão do processo revolucionário e a liquidação da via para o socialismo tentam mais dois golpes em 1975. O primeiro deles, chefiado pelo General Spínola, é derrotado a 11 de Março, sendo dissolvida a JSN e criado o Conselho da Revolução, levando ao acelerar das transformações sociais e ao desbloquear do processo de descolonização. A este segue-se chamado Verão Quente que pôs Portugal a ferro e fogo, desencadeado e apoiado pelas forças envolvidas no Golpe seguinte, incluindo a Igreja Católica e movimentos fascistas ou fascizantes.

O último Golpe é vitorioso e ocorre a 25 de Novembro, com a aliança das componentes de direita com dita "moderada" dos 9 e a conivência do PS/Mário Soares, PPD-PSD/Sá Carneiro e CDS/Freitas do Amaral. Contudo não logrou o que alguns dos implicados pretendiam: dissolução do PCP e seus aliados, decapitação do movimento de massas e alteração dos trabalhos da Assembleia Constituinte.

A Constituição "progressista" por ela aprovada com o voto contra do CDS foi promulgada a 2 de Abril de 1976, pelo General Costa Gomes, embora paulatinamente "desbastada" em sucessivas revisões constitucionais pela acção comjunta do PS/PPD-PSD/CDS-PP

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Dilma Rousseff destituída

* Victor Nogueira
Aparentemente sem sangue mas com igual violência o golpe está consumado, em mistura de farsa e tragédia .- Dilma Rousseff destituída
"Senado vota impeachment: 61 senadores a favor e 20 contra. Haverá uma segunda votação sobre a inabilitação para cargos políticos durante oito anos. Dilma foi destituída mas livra-se da proibição de ter cargos políticos durante oito anos."


O Senado brasileiro vota a destituição ou não da Presidente brasileira esta quarta-feira. Basta que 54 senadores (maioria de dois terços) respondam "sim" para Dilma Rousseff perder o mandato.
PUBLICO.PT

BRASIL - o golpe em marcha

O GOLPE EM MARCHA OU A MARCHA DO GOLPE, LÁ E CÁ, NA AMÉRICA LATINA OU NA EUROPA, A "UNIÃO" É A MESMA.

Para além dos benefícios que o PT, Lula e Dilma trouxeram para os descamisados e para aqueles que comem o pão que o Diabo e, sobretudo, Deus amassaram, a verdade é que a sua política não foi de ruptura com a oligarquia capitalista e dos senhores da Terra dominante.Lula, Dilma e o PT apesar das suas "conciliações" de classe tornaram-se descartáveis, tal como a social democracia na Europa.. Alguém hoje ouve falar de Walewski ou de Gorbachev ?

Apoiar o PT e Dilma não pode fazer esquecer que o caminho deles e da pequena e média burguesias ou "classes médias" é o caminho para o "impeachment", sangrento como no Chile de 1974 ou no Brasil de 1964, ou "softt", como o resultante da troika Soares/Guterres/Barroso/Sócrates/Passes de Coelho  Portas, iniciada em e post 25 de Novembro, sem esquecer Syrizas e similares, balões de oxigeno após a derrocada das traições da "social-democracia" e do "súcialismo em liberdade".

Apoiar o PT e Dilma contra o Golpe não significa que a "conciliação" de classes seja o caminho para os "descamisados", os "Ventres" ao Sol" ou "Sem Terra".

Há que tempos que esta saga começou, mas não é pelos órgãos da comunicação portuguesa de "reverência" ou tablóides que, salvo ocasionalmente e com filtros, saberemos.



OTEMPODASCEREJAS2.BLOGSPOT.COM|DE VÍTOR DIAS

***
LER O DISCURSO EM 

o discurso de Dilma em 2016.08.30

domingo, 24 de julho de 2016

40 anos de "socialismo" em liberdade e a "primavera" marcelista


Tomada de posse do I Governo Constitucional

A entronização do chamado "súcialismo" em liberdade após a chamada "Primavera" marcelista, das afectuosas "conversas em família", e do pouco paciente Marechal do pingalim e monóculo.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

voltas e reviravolas do ps ... à direita

Pois ... a colecta de todas as alianças do "pê-ésse" desde a sua oportuna fundação no exterior em 1973 passando pelo Verão Quente e pelo 25 de Novembro e pelas sucessivas revisões constitucionais de mãos dadas com o ppd/psd e o acólito cds/pp para o retrocesso da recuperação capitalista, incluindo a adesão a "europa" e sucessivos tratados em consulta popular ... Enfim, a colecta disto tudo daria um alentado tratado, muito mais alentado que a narcísista entrevista em 3 volumes "concedida" por Soares a Maria João Avillez. Soares, o avô disto tudo, que confessou ter arrumado o "socialismo na gaveta", tão bem aferrolhado que os seus "herdeiros" nunca mais encontraram a chave para lhe darem liberdade. Enfim ...