Na época natalícia, ano após ano, a RTP transmitia as
mensagens de natal dos soldados no teatro da guerra colonial, alinhados, para
debitarem o seu discurso.
Aprender, Aprender Sempre ! (Lenine) ..... Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Alegria e Fantasia (Victor Nogueira) ..... Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
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sábado, 25 de abril de 2020
quarta-feira, 10 de junho de 2015
As botas e os perdigotos de Cavaco.
* Victor Nogueira
As botas e os perdigotos de Cavaco. Afinal, tal como o seu antecessor, Tomás I, que também nunca usou cravo vermelho ao peito. Mas nestes tempos aparentemente sem o “lápis azul” dos coronéis, quem garante que os critérios jornalísticos da “infinda” Liberdade não terão cortado as opiniões divergentes, tudo a bem do “consenso” nacional, nada contra a "salvação" nacional, com (in)sonso bom senso ? (VN)
ENTREASBRUMASDAMEMORIA.BLOGSPOT.COM
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Há minutos, ouvi Cavaco Silva dizer que estava a comemorar o Dia da RAÇA. Atendendo a que ele nunca tem dúvidas e raras vezes se engana, não se deve ter tratado de uma "gaffe". O PR , com uma...
CRONICASDOROCHEDO.BLOGSPOT.COM|DE CARLOS BARBOSA DE OLIVEIRA
sábado, 15 de março de 2014
o alfa e o ómega, entre 15 e 16 de março
* Victor Nogueira
40 anos depois não há guerra colonial, aparentemente já não há ditadura nem fascismo, marcelo, spínola, a "união nacional" e o elp/mdlp "morreram" e estas são as forças armadas dos vencedores do 25 de novembro, que hoje se manifestam com faixas pretas.
1961/1974/2014 - O 15 de março, dos massacres da UPA no norte de angola em "resposta" aos massacres da Baixa do Cassanje, quando as forças armadas portuguesas destruíram povoações, regaram com napalm e metralharam os camponeses "negros" em greve contra a Cotonang, numa área equivalente à de Portugal Continental antecedeu em 13 anos o 16 de março, que, há 40 anos, teria sido uma tentativa de jogada de antecipação de spínola e seus oficiais para que mudassem apenas as moscas.
4 de fevereiro/15 de março marcam o princípio do que a 25 de abril teria acabado. Mas, com o "socialismo" em liberdade, ps(d) desde soares, carneiro escavaco após novembro, com o voto de quem neles tem votado, conduziram ao presente estado "súcial". Que não se vence de luto mas sim em luta !
Ei-los que partem
novos e velhos
buscando a sorte
noutras paragens
noutras aragens
entre outros povos
ei-los que partem
velhos e novos
Ei-los que partem
de olhos molhados
coração triste
e a saca às costas
esperança em riste
sonhos dourados
ei-los que partem
de olhos molhados
Virão um dia
ricos ou não
contando histórias
de lá de longe
onde o suor
se fez em pão
virão um dia
ou não
podes ouvir aqui
http://www.youtube.com/watch?v=pewOaY3flTs
Cantar de Emigração
Adriano Correia de Oliveira
Este parte, aquele parte
e todos, todos se vão.
Galiza ficas sem homens
que possam cortar teu pão.
Tens em troca órfãos e órfãs
Tens campos de solidão.
Tens mães que não têm filhos
Filhos que não têm pai.
Coração que tens e sofre
Longas ausências mortais.
Viúvas de vivos mortos
Que ninguém consolará.
Este parte, aquele parte
E todos, todos se vão.
Galiza ficas sem homens
Que possam cortar teu pão.
podes ouvir aqui
http://www.youtube.com/watch?v=rE_nw8VGVYE
Eu Vim de Longe
José Mário Branco
Quando o avião aqui chegou
Quando o mês de maio começou
Eu olhei para ti
Então entendi
Foi um sonho mau que já passou
Foi um mau bocado que acabou
Tinha esta viola numa mão
Uma flor vermelha na outra mão
Tinha um grande amor
Marcado pela dor
E quando a fronteira me abraçou
Foi esta bagagem que encontrou
Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei pra aqui chegar
Eu vou pra longe
Pra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos pra nos dar
E então olhei à minha volta
Vi tanta esperança andar à solta
Que não hesitei
E os hinos cantei
Foram feitos do meu coração
Feitos de alegria e de paixão
Quando a nossa festa se estragou
E o mês de Novembro se vingou
Eu olhei pra ti
E então entendi
Foi um sonho lindo que acabou
Houve aqui alguém que se enganou
Tinha esta viola numa mão
Coisas começadas noutra mão
Tinha um grande amor
Marcado pela dor
E quando a espingarda se virou
Foi pra esta força que apontou
E então olhei à minha volta
Vi tanta mentira andar à solta
Que me perguntei
Se os hinos que cantei
Eram só promessas e ilusões
Que nunca passaram de canções
Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei pra aqui chegar
Eu vou pra longe
P´ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos pra nos dar
Quando eu finalmente eu quis saber
Se ainda vale a pena tanto crer
Eu olhei para ti
Então eu entendi
É um lindo sonho para viver
Quando toda a gente assim quiser
Tenho esta viola numa mão
Tenho a minha vida noutra mão
Tenho um grande amor
Marcado pela dor
E sempre que Abril aqui passar
Dou-lhe este farnel para o ajudar
Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei pra aqui chegar
Eu vou p´ra longe
P´ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos pra nos dar
E agora eu olho à minha volta
Vejo tanta raiva andar a solta
Que já não hesito
Os hinos que repito
São a parte que eu posso prever
Do que a minha gente vai fazer
Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei prá aqui chegar
Eu vou pra longe
P´ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos pra nos dar
podes ouvir aqui
http://www.youtube.com/watch?v=rE_nw8VGVYE
mortos na guerra colonial
cartoon de joão abel manta - as "medalhas" do 10 de junho, o dia da "raça"
cartoon de joão abel manta - as viúvas ... de vivos ou mortos
quadro de helena vieira da silva

cartoon de joão abel manta - o 25 de abril em maio
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
O 4 DE FEVEREIRO DE 1961 E A GUERRA COLONIAL
Praticamente desde o século XVI os povos de África resistiram à ocupação dos seus territórios pelos europeus e ao tráfico de escravos, sobretudo para as colónias americanas e para o que viria a ser os Estados Unidos da América. A partir da Conferência de Berlim em 1885, que procedeu à partilha de África e não só de acordo com os interesses do desenvolvimento capitalista, verificou-se a ocupação efectiva dos territórios. No que respeita a Portugal, este no final da Monarquia e durante a 1ª República procedeu às chamadas Campanhas de Pacificação, vencendo a resistência dos africanos devido à superioridade de armamento.
Desde então a resistência foi mais ou menos sufocada. Em Janeiro de 1961 os camponeses da Baixa do Cassange, em Angola, (numa área equivalente à de Portugal Continental) iniciaram uma greve contra o regime de monocultura de algodão e contra as condições de trabalho. Esta greve foi sufocada pela aviação militar, metralhando e regando com napalm as populações originando entre centenas e milhares de mortos, a ela não se referindo os órgãos de informação devido à férrea censura fascista.
Em 4 de Fevereiro do mesmo ano de 1961, coincidindo com o desvio do paquete Santa Maria e as greves em Portugal, as cadeias de Luanda foram assaltadas para a libertação de presos políticos. Os assaltos, posteriormente reivindicados pelo MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) falharam e em Luanda seguiram-se tempos de massacre das populações dos muceques da periferia da cidade, perpetrados por civis brancos armados.
Em 15 de Março de 1961 a UPA (União dos Povos de Angola), apoiada pelos EUA, desencadeou no Norte de Angola um ataque e a chacina de fazendeiros e suas famílias nas roças de café e dos respectivos trabalhadores bailundos, do Sul de Angola, usados para quebrar a resistência dos camponeses do Norte dentro do princípio do dividir para reinar, como sucedia em Portugal no Alentejo.
O Governo de Salazar sabia da preparação da revolta mas nada fez para evitá-la. Falhada a conspiração do General Botelho Moniz, Salazar e o seu governo resolveram ir "Para Angola e em Força". Nesse mesmo ano a União Indiana ocupou os territórios do chamado Estado da Índia e nos anos seguintes iniciou-se a guerra colonial em Moçambique e na Guiné.
O 4 de Fevereiro de 1961 marca pois o início da guerra colonial, a que o 25 de Abril de 1974 pôs termo, apesar da resistência e oposição do General Spínola e das ambiguidades posteriores de Mário Soares/PS.
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