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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Para a História do ISESE com incursão pela Zita Seabra



Do rio que tudo arrasta ... (3) - Sapatos Vermelhos: Não foi bem assim ...



Nota (1)
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* Victor Nogueira.
O Instituto Superior Económico e Social de Évora, era a única escola de ensino superior reconhecida pelo Governo anterior ao 25 de Abril, conjuntamente com a Faculdade de Teologia em Braga. O ISESE era uma escola subsidiada pela Fundação Eugénio de Almeida e destinada a formar quadros superiores sobretudo para as empresas capitalistas e para a Administração Pública. No 1º caso nas áreas de gestão económico-financeira e social, no segundo essencialmente nesta e na investigação e acção sociais. A população discente era formada por filhos de grandes capitalistas como Champalimaud, de filhos de latifundiários, de alentejanos que não tinham posses para estudar em Lisboa, de raparigas que deste modo não se perderiam nas «loucuras» e nas noitadas das outras Academias, e por ex-seminaristas. além duma meia dúzia que sabia ao que ia: estudar sociologia, já que o ISCSPU [Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina, da Universidade Técnica de Lisboa] não lhes merecia «confiança», pela sua notória ligação ao regime colonial fascista. Através do ISESE a Companhia de Jesus aguardava a oportunidade de «ressuscitar» a sua Universidade de Évora, que havia sido extinta pelo Marquês de Pombal com a expulsão dos Jesuítas, no século XVIII.
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A  Associação de Estudantes era pacífica, até que de 1968 a 1971 passou a ser gerida por Direcções mais contestatárias. Havia as funções tradicionais (de que se destacam a Junta dos Delegados de Curso, a Secção de Folhas, sustentáculo financeiro da Associação). Mas estas 3 direcções anuais deram um outro outro uso ao placard da Associação, passando a afixar nele recortes de jornais ou revistas que davam outra perspectiva política aos estudantes. Aliás, creio que era a única Escola na altura em que se estudavam as teorias marxistas, em várias cadeiras, todas controladas pelos Jesuítas, se estudava a economia marxista com a mais-valia travestida de «delta» e em cuja biblioteca era possível consultar livremente as obras marxistas ou dissertar livremente em História das Teorias Políticas, em História da Sociologia ou mesmo em Sociologia do Desenvolvimento, p. exemplo. E em Sociologia, embora se preferise Max Weber e as teorias da Estratificação Social, também se falava da teoria marxista das classes sociais.
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Uma vez o Director do ISESE, Pe. Craveiro da Silva, s.j. quando eu estava afixando notícias no placard da AE, pôs-me a mão no ombro e disse: «Victor, acho bem que ponham essas notícias mas por uma questão de equilíbrio deviam pôr também as do outro lado» ao que lhe respondi que o outro lado tinha tudo: a imprensa, a rádio, a televisão e nós só tínhamos aquele placard, pelo que o outro lado de nós não precisava. O Director não insistiu. Também era opinião dele que do Movimento Associativo Estudantil haviam de sair quadros úteis à sociedade. A maioria de nós fazia parte do que chamo o “grupo do Arcada”. Claro que também dávamos nas vistas com as nossas intervenções nas sessões culturais e creio que nunca fomos incomodados pela PIDE ou a ela chamados porque os jesuítas quereriam que a sua escola fosse um «oásis» e nesse sentido manobrariam talvez os cordelinhos. No tempo do fascismo e de Salazar Sociologia era uma área de conhecimento considerada subversiva e o curso de Sociologia era oficialmente denominado de Ciências Sociais.

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Note-se que desde sempre o dia 1ª de Maio era dia de feriado, pois era o dia de São José Operário, patrono do Instituto ! Por outro lado e desde o princípio a Direcção do ISESE apoiou o funcionamento da Associação dos Estudantes, se é que não incentivou a sua formação. Os primeiros Presidentes da respectiva Direcção foram os actuais Drs. Henrique Granadeiro e João Lucas, a quem em 1969 sucedeu uma outra e nova geração.

De qualquer modo a nossa Associação de Estudantes era vista um pouco de lado pelas das outras três Academias. Quando se deu o 25 de Abril andávamos em reuniões conspiratórias para retomar o «controle» da AE, nas traseiras dum café ao pé da Praça de Touros. A maioria dos estudantes proclamou a sua adesão ao 25 de Abril e aos princípios do MFA (Democratização, Descolonização, Desenvolvimento) mas muitos dos que entraram em 1972/73 e 1973/74  revelaram-se, depois do 25 de Abril, mais ou menos profundamente anti-comunistas. A  maior parte do grupo inicial do Arcada já terminara o curso, e este renovara-se em grande parte com novos estudantes, embora a maioria pertencesse ao grupo do (café) Portugal. Uma vez mais consegui conciliar todas as tendências, neste caso no sentido da unificação na luta da maioria dos estudantes e  da integração no Movimento Associativo Estudantil e do reconhecimento da nossa luta pelos partidos políticos democráticos.
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E foi assim que fui nomeado uma espécie de embaixador com êxito, porquanto ao que me lembro o PCP, o PS, o PPD, o MDP, o MES e o PRP-BR manifestaram o seu apoio à nossa luta e o MAE aceitou a nossa integração.
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Perguntarão porquê este arrazoado? Bem, ele veio da leitura do último livro da Zita Seabra, que li sem tomar notas à margem. Só falei uma vez com a Zita, na António Serpa, para expor as razões da nossa luta e solicitar o apoio do PCP. Nunca me lembro de ver a Zita nos inúmeros plenários e RIA´s (Reuniões Inter Associações de Estudantes) e no seu livro nem sequer fala nas tentativas de Fundação da pro-UNEP (União Nacional dos Estudantes Portugueses). De quem me lembro a dar a cara é da Sita Vales e de outros cujos nomes já se me varreram.
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Se é verdade que a primeira parte do livro parece o romance duma menina rebelde que mergulhou na clandestinidade sem saber muito bem ao que ia, com uma ou outra alfinetada pelo meio, a parte final é efectivamente um ajuste de contas. Impressiona-me que fale sempre no «Eu» fiz, «Eu» decidi, «Eu» mandei, Cunhal tinha inveja de mim (que ego tão auto-insuflado!) tal como Otelo  ou Mário Soares, este “reescrevendo a história como se fosse uma pitonisa, na alentada entrevista em 3 volumes feita por Maria João Avilez.
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Não sei se Estaline mandou assassinar tantos milhões de que é acusado e porquê. Mas esses incomodam Zita, que adere impávido e serena aos que vivendo das migalhas dos ricos (nem Mário Soares, apesar das louvaminhas, lhe deitou a mão) não se preocupam com os milhões de mortos e os genocícidios cometidos pela Igreja Católica ou pelos capitalistas. Nos massacres das revoltas camponesas, no massacre dos que fizeram a efémera Comuna de Paris ou ordenados pelo Czar de Todas as Rússias, quando os manifestantes, humilde e pacificamente, lhe pediam pão e trabalho.
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Em África foi uma razia para arranjar escravos, «coisas» sem direitos como os trabalhadores assalariados para as fábricas. «escravos» para as explorações agrícolas nas Américas, incluindo os EUA, a pretensa Pátria da Liberdade, da Democracia, dos Direitos Humanos e da Igualdade, ou da sobe-exploração de homens, mulheres e crianças nas fábricas.
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Zita não se preocupa com o derrube de governos progressistas em todo o mundo, graças às manobras sombrias dos Estados Unidos e Companhia. Zita não se preocupa com o extermínio de africanos nem com o genocídio dos índios, especialmente nos EUA, nem dos aborígenes australianos, pelo Reino Unido, ou dos habitantes da Ilha de Páscoa. Zita, na Versalhes, de sapatos vermelhos, não se preocupa com a fome e a doença endémicas nos países chamados sub-desenvolvidos, cujas economias foram destruídas pelos ávidos capitalistas, amarrados a uma dívida externa imparável. Zita não chora os milhões de mortos pelos Nazis ou de alemães pelos Aliados em Dresden, ou Japoneses em Hiroshima e Nagasaqui. Zita não se preocupa que os EUA tenham sido o único país que lançou as duas únicas bombas atómicas, para amedrontar a URSS e fazer «experiências» humanas, tal como os nazis. Zita “esquece” que a URSS e os restantes países socialistas tiveram de levantar-se dos escombros da horda nazi sem a ajuda de qualquer Plano Marshall. Zita “esquece” que uma parte dos recursos do bloco socialista foi absorvido pela corrida aos armamentos para evitar a supremacia dos EUA.
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Zita não diz que os países capitalistas estavam à espera que os nazis derrotassem a URSS para se expandirem, como agora sucedeu após a queda do Muro de Berlim. Zita nada diz dos vergonhosos muros erguidos por Israel, potência nuclear, que não acata as decisões da ONU sem sofrer qualquer embargo dos EUA ou da UE. Como também nada diz do vergonhoso muro que os EUA estão construindo na fronteira com o México, assassinando os mexicanos que atravessam a fronteira clandestinamente em busca de trabalho miseravelmente pago. Zita nada diz sobre as orelhas moucas dos Aliados aos apelos da URSS para abrirem uma frente Ocidental, para descomprimirem o ataque nazi a Leste. Tiraram a cera, sim, mas só quando viram que o exército vermelho avançava com tal determinação que provavelmente só pararia nas praias portuguesas. Nem uma palavra sobre os argelinos massacrados pelos colonos e pelas forças armadas francesas, aliás como sucedeu nas colónias portuguesas ou nas inglesas.
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Zita nada diz sobre as «purgas» feitas na América Latina na sequência de golpes fascistas apoiados pelos EUA e outros países capitalistas, nem com os falsos argumentos para invadirem o Afeganistão (onde pára Bin Laden, se é que existe ou não está a jogar ao pokercom Bush?), depois o Iraque e agora o Irão?
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Zita nada diz sobre as «purgas» feitas por Mário Soares no PS ou Sá Carneiro no PSD. Zita nada diz sobre o facto de em 1974 Spínola e Sá Carneiro pretenderem manter em funções a polícia política, a proibição de partidos políticos e a continuação dos presos comunistas ou maoístas ou a «clandestinalização» da actividade do PCP.
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Zita agora vive bem, com os seus sapatos vermelhos, frequentando locais de luxo e dedicando-se aos seus rebentos. Em Portugal, como nos países capitalistas, não há bichas porque não há dinheiro e a alternativa é roubar, morrer de fome, emigrar, trabalhar para assegurar dia a dia o pão nosso de cada dia ou acumular empregos precários. Ah! ou meter-se na droga ou na prostituição !
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Zita, poderia ter saído do PCP em rota de colisão por discordar da estratégia e da táctica do Partido onde tinha altas responsabilidades e dever de solidariedade na tomada e concretização das decisões. Mas não, Zita, quadro de confiança do PCP, mais ortodoxa que Cunhal, borrou-se inevitavelmente nos capítulos finais do seu «livro». Zita poderia ter saído do PCP por amor aos famélicos, aos explorados, aos alienados na sua consciência de classe, aos deserdados da sorte. Mas Zita saiu no fundo porque se cansou de ser aquilo que se considerava: agora, pode ter mulheres-a-dias e amas. Que ordenado lhes paga, que regalias e direitos lhes reconhece? Zita divorciou-se da enorme quantidade de mulheres-a-dias que todos os dias surgem, divorciou-se da solidariedade para com as mulheres sem direitos ou que são obrigadas a entrarem nos circuitos da prostituição.
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Zita não saíu só do PCP. Zita não compreendeu a hipotética «desilusão» de Cunhal pela traição de alguém que era tão importante na estrutura do PCP que até tinha o Gabinete no mesmo andar do Secretário-Geral. Zita traiu o PCP, desiludiu quantos nela confiaram. Quando alguma das suas grandes amigas e confidentes a trai, que faz Zita? Se alguma mulher-a-dias a roubar naquilo que materialmente lhe é valioso, que faz Zita? Que fez Zita afinal sair do PCP? Que faz Zita ao desvendar pretensos «segredos», sem falar nos partidos à «esquerda», sem implantação nas massas mas «acarinhados» e «visíveis» em determinados momentos, por tolerância» do grande capital, que controla os meios de comunicação? De que tem medo Zita, 20 anos depois, quando a direita avança em grandes passadas pela batuta de Sócrates, mais «eficiente» que o PSD?
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Zita, qual filha pródiga, regressou ao seio da burguesia, seio que nunca esqueceu e onde encontrou a compreensão da família e dos amigos, «magoada» pela incompreensão dos antigos «camaradas».
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Zita ficou impressionada com a (falta) de qualidade das habitações que viu após o colapso do Socialismo. Zita nunca terá visto os bairros de lata, os bidonvilles, as favelas, os musseques ou os contentores ou roulotes ou os «sem-abrigo» que existem miseravelmente mas com «liberdade» em toda a «democrática» sociedade capitalista, a do pensamento único, com o imperialismo travestido de globalização e a economia capitalista como «economia» de mercado, que é muitíssimo anterior ao desenvolvimento capitalista.
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Zita não «vê» que as «companheiras» das casas do Partido não eram simples mulheres-a-dias [que horror «madame» Zita ser mulher-a-dias), mas responsáveis pela segurança das casas e dos camaradas, todos na clandestinidade. Zita não sabe das elevadas taxas de analfabetismo entre homens e sobretudo entre as mulheres, que deste modo não podiam ler nem imprimir ou distribuir os documentos de Partido. Mas Zita, uma privilegiada, com estudos, podia fazê-lo. Não era pois uma simples «mulher-a-dias»
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Zita escamoteia que naquele tempo e ainda hoje persiste a mentalidade machista e que a Revolução se faz com os homens e mulheres com as virtudes e defeitos do tempo e do lugar em que estão. Ao entrarem para o PCP, os/as comunistas não eram nem são ungidos pelo sacramento do baptismo, limpando-se do pecado original de quererem pensar por si, o que talvez explique muita miséria e mortandade desde os primórdios do(s) cristianismo(s). E difícil seria, naquele tempo, às mulheres andarem por aqui e por ali a «conspirar», numa sociedade em que o lugar da mulher era em casa e o trabalho era quase exclusivamente reservado aos homens!
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Em Évora, eram consideradas «putas» as poucas raparigas que iam ao café connosco ou as mulheres alemãs dos dirigentes da Siemens. Mulher ou rapariga sérias não iam ao café ou andavam sozinhas, quer de noite, quer de dia.
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Quando Zita numa passagem do seu livro relata a brutal actuação da Polícia num país do outro lado da «cortina de ferro», «típica desses países», como afirma, onde estava, dirigente da UEC (União dos Estudantes Comunistas), quando a polícia carregava sobre os estudantes ou sobre os trabalhadores grevistas em Portugal? Onde está Zita quando a TV passa os brutais ataques da polícia sobre manifestantes nos «democráticos» países capitalistas ou a eles agora «convertidos» com a ajuda da mãozinha de João Paulo II? Tolda-se-lhe a vista cansada de escrever e de ler as mortalhas ou aproveita para ir à cozinha beber um copo de água?
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Tal como dizia Alçada Baptista na sua «Peregrinação Interior», eu não sei se os jesuítas são bons ou maus educadores, mas lá que são educadores, são. Com eles aprendi que para sermos eficazes temos de «encontrar» os líderes duma comunidade, lideres muitas vezes informais, e só depois podemos transformá-la. E que devemos estudar o pensamento e modo de agir dos adversários, para melhor podermos combatê-los ou neutralizá-los.
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E depois o retrato «sinistro» que apresenta de Álvaro Cunhal e a insinuação de cobardia da Direcção do PCP no exterior! Basta ter estado em comícios ou encontros do PCP ou assistir às «reportagens» na TV para ver como ele era acarinhado pelas populações, como lhes correspondia com humanidade, com fraternidade e simpatia, não isentos de humor! E que dizer do acompanhamento gigantesco dos que lhe quiseram prestar uma última homenagem comparecendo ao seu funeral. Eram todos militantes e simpatizantes do PCP?
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Eu não engoli qualquer sapo ou precisei de tapar o retrato de Mário Soares no boletim de voto. Eu votei Soares contra Freitas do Amaral. Por isso comprei e li o «Foi assim», na perspectiva de alguém, Zita,  que voltou ao calor do seio materno, abandonando os deserdados da sorte, que agora são esmifrados em todo o mundo por uma minoria com quem Zita no fundo nunca terá deixado de estar. Como dizia o poeta «Ah, esta vã glória de mandar»!
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Se Zita visitar a capela dos ossos na Igreja de S. Francisco, em Évora, poderá ler «Nós que aqui estamos pelos vossos esperamos».
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ÉVORA - RESIDÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO

.Passados dois séculos após a expulsão, em 1960, os jesuítas voltaram à cidade de de Évora e, de novo, são chamados a desempenhar um papel no ensino . 

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É criado o Instituto Superior Económico e Social de Évora (ISESE) que durante dez anos funciona em pleno.

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As vicissitudes da Revolução de Abril de 1974, levaram que fosse suspensa a leccionação do ISESE, tendo continuado em actividade a biblioteca especializada em Economia e Sociologia e o Gabinete de Investigação e Acção Social (GIAS) orientado sobretudo à publicação da revista semestral 
"Economia e Sociologia".

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Para além do trabalho realizado nestas instituições os jesuítas dedicam-se ao ensino na Universidade de Évora e no Instituto Superior de Teologia e a trabalhos pastorais na ajuda aos párocos, nos Exercícios Espirituais, no acompanhamento pessoal e na assistência a grupos.»

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(1) - Textos retirados de NOTA a um post de Rui Bebiano - Sapatos Vermelhos, que pode ler seguindo a hiperligação anterior


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«Como é sabido, mas por vezes esquecido, a Sociologia como Curso, nasceu em Évora, por iniciativa de um grupo de “jesuítas estrangeirados”, em 1964/1965 em parceria com a Fundação Eugénio de Almeida (Conde Vill’Alva). Perturbações induzidas, de fora, pela Revolução de 1974, levaram os jesuítas a suspender “sine die”, as actividades lectivas. O Governo de então (Decreto – Lei, 513/75) assumiu o encargo de dar continuidade aos estudos de Sociologia e Economia, cuja execução cometeu à Universidade de Évora.
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“No ano lectivo de 1976/1977 entrou em funcionamento, no Instituto Universitário de Évora, um Bacharelato em Ciências Sociais, com opções em Economia e Sociologia que de algum modo recolhiam os frutos do pioneiros e da experiência que ao tempo (1964), tinham constituído em Évora as Licenciaturas do Instituto Superior Económico e Social de Évora (ISESE). Mais concretamente, as licenciaturas em Sociologia (Ciências Sociais) e Economia (Direcção de Administração de Empresas).” (Relatório de Auto – Avaliação da Licenciatura em Sociologia, 1998, 13)
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in Companhia de Jesus,s.j.
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Nota
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Esta afirmação «Perturbações induzidas, de fora, pela Revolução de 1974, levaram os jesuítas a suspender “sine die”, as actividades lectivas» é uma rotunda MENTIRA ou um lavar de mãos sacudindo a água do seu capote e os jesuítas sabem-no ou tinham obrigação de sabê-lo perfeitamente. E eu e muitos outros sabemos que eles sabiam que nós sabemos que é MENTIRA o que persistem em repetir. No dia 25 de Dezembro de 1974 não havia qualquer estudante que assegurasse, ao menos simbólicamente, a ocupação do ISESE. Podiam nesse dia ter calmamente entrado no antigo Palácio da Inquisição e retomado a Direcção do ISESE.
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Em todo o processo que levou à ocupação do ISESE pelos estudantes nele inscritos, a Direcção ou o Director do ISESE, Pe. António da Silva sj, foram. propositamente ou por incompetência política, um fracasso, com ou sem aspas. O Pe. António da Silva, independentemente dos seus conhecimentos e competências profissional e científica como antropólogo, em tempo de crise revelou-se como um homem autoritário e em nada diplomata, politicamente reaccionário e em nada politicamente inteligente e dialogante como o seu antecessor, o Pe. Lúcio Craveiro da Silva, sj. E quando a Companhia resolveu substituir aquele pelo Pe. Vaz Pato, sj, que os estudantes respeitavam, as posições estavam já tão extremadas que a partir de Junho de 1974, devido ao autoritarismo e autismo do Director do ISESE  não havia já pontes para um entendimento ou diálogo entre as duas partes  numa altura em que a reivindicação principal, de acordo com a Proclamação de 3 de Maio,  não era o encerramento do ISESE mas sim que ele tivesse uma gestão democrática e participada. Nãoo conheço qualquer documento dos estudantes que exigisse a expulsão da Companhia de Jesus.

O Director do ISESE logo a 26 de Abril inquinou tudo ao exigir que aos estudantes que indicassem nomes para nomear uma Comissão Administrativa da sua inteira confiança, nomes que se reservava o direito de vetar, e ao proibir que os estudantes realizassem nesse mesmo dia e nos subsequentes plenários nas instalações do ISESE, forçando a que se realizassem nas instalações acessíveis, as do Movimento Democrático de Évora. Como político e actor interveniente o então Director do ISESE falhou rotundamente e ao querer talvez proteger a obra da Companhia deitou tudo a perder para ela Ao ver a diabólica mão de Moscovo em toda a parte, omnipresente, o então Director do ISESE mostrou evidentemente que nada percebia do que se estava a passar, estava a leste do sofrimento de largas camadas da população durante o fascismo e nem soube aplicar o que nas aulas era ensinado: que para salvaguardar a «OBRA» às vezes é preciso que alguma coisa mude para que o essencial se mantenha
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A VERDADE, na minha opinião, é que corria o ano de 1974 e os jesuítas e a Fundação Eugénio de Almeida ter-se-iam convencido que teriam de abdicar do seu sonho de ressuscitar a sua Universidade de Évora e deixaram cair o ISESE porque não queriam uma gestão participada e democrática, nem admitiam perder o controle do poder férreo sobra a vida, orientação e destinos do ISESE, cujo objectivo de facto era «educar e formar» as elites e os quadros superiores dirigentes de empresas capitalistas «humanizadas» ou de sectores-chave da Administração Pública. O 25 de Abril estragou-lhes o sonho pois não terão previsto o 25 de Novembro de 1975, mas a Universidade estatal de Évora acabou por acolher em si os jesuítas
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Porque será que a Universidade de Évora, o ISCTE e em certa medida os jesuítas nunca falam do ISESE, que foi o embrião da criação, daquela salvo num livro por eles escrito e publicado, com a versão “militar” dum ataque escalonado de forças “diabólicas”, que apenas existiam na cabeça do então director, a  sua versão dos factos e dos acontecimentos, sem contraditório? Porque será que parece nada ter havido entre a expulsão dos Jesuítas pelo Marquês de Pombal, com o consequente encerramento daquela Universidade, de que eram os mentores da classe dirigente que então se opunha ao desenvolvimento do incipiente industrialismo que o Marquês tentou desenvolver, de que dois exemplos são a abolição da escravatura em Portugal e o fim da distinção entre cristãos velhos e cristãos novos? Incipiente industrialização «abortada» após a morte de D. José I e o desterro e humilhação do Marquês de Pombal, e a reabilitação da nobreza parasitária, feitas por D. Maria I?
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.Se algum dos dirigentes da Associação de Estudantes ou seus líderes perfeitamente identificados em évoraburgomedieval, eleitos, respeitados e reconhecidos pela esmagadora maioria dos estudantes, estivesse filiado em qualquer organização partidária, incluindo o PCP, ou dela recebessem instruções, esse facto teria sido natural e diligentemente comunicado pela PIDE/DGS à Direcção do ISESE, que no entanto teria conhecimento da participação de estudantes e professores (leigos) do ISESE nas reuniões do núcleo da SEDES em Évora [1].
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Eu próprio, a uma segunda-feira, no «velho tempo», fui informado por um dos meus ricos colegas dos «meninos queques», que nesse fim-de-semana fora à António Maria Cardoso informar que eu era um perigoso agitador comunista no ISESE, limitando-me eu a retorquir que lhe fizesse bom proveito o papel de bufo.

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A Companhia de Jesus foi criada na sequência da Reforma e no âmbito da Contra-Reforma, tinha um carecter militar, dependia directamente do Papa e aos três votos tradicionais - pobreza, castidade e celibato - juntava um quarto - obediência inquestionável ao Papa e a Roma. Segundo a Wikipedia «Os Jesuítas pregaram a obediência total às escrituras e à doutrina da igreja, tendo Inácio de Loyola declarado:

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"Acredito que o branco que eu vejo é negro, se a hierarquia da igreja assim o tiver determinado"

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Em Portugal é crença habitual que a Companhia de Jesus foi responsável pelo Santo Ofício ou Inquisição. Na verdade foram por esta perseguidos, e este era orientado e da competência dos Dominicanos ou Padres Negros, para além dos Franciscanos Paradoxalmente foi no antigo Palácio da Inquisição que instalaram o ISESE e foi nas antigas celas dos torturados, agora imaculadamente brancas, que instalaram os livros da vasta biblioteca , que os estudantes podiam livremente consultar na ascética e gélida sala de de leitura da biblioteca - quando não por vezes requisitar para leitura domiciliária - , lendo, tomando notas ou copiando à mão as mais ou menos extensas passagens que interessavam, pois na altura não havia computadores pessoais e muito menos portáteis, nem internet e as fotocópias eram caríssimas e de fraca qualidade, esmaecendo-se rápidamente, não constituindo o actual comércio lucrativo. Restavam a pouca bibliografia em Português e as sebentas, estas mimeografadas. Como grande parte da bibliografia era em Português do Brasil ou em língua estrangeira, era vantajoso dominar pelo menos ao nível da compreensão da leitura, sobretudo o inglês e o francês, mas também o castelhano e o italiano.

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[1] - Essas reuniões eram relativamente participadas para reflectir e debater os documentos da SEDES, vista como uma criação da ala tecnocrática católica mercelista, embrião dum futuro partido socialista.


Se quiser saber mais ver:.





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Dominicanos
Ordem dos Pregadores em Portugal. A presença dos Dominicanos em Portugal


Dominicanos presos pela ditadura assistem "Batismo de Sangue" no Brasil
Filme baseado em livro de Frei Betto retrata a luta dos frades dominicanos contra o regime militar





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Para além das acimas citadas, outras referências ao ISESE constam dos seguintes documentos:
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Click Here to Accept - World Peace


Click Here to Accept - World Peace from Victor Nogueira
gift2.quizapps.com

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Alice Coelho gosta disto.
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o
Victor Nogueira Ainda a pé ? Pelos vistos somos ambos morcegos, ou melhor, um morcego e uma morcega ? Ou serás uma mo(r)ceguinha com olhar de lince ?
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John Lennon - Give Peace A Chance
Carregado por hushhush112. - Veja mais vídeos de musica, em HD!
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"Give Peace a Chance" was a hit song written by John Lennon and originally credited to Lennon-McCartney. However, when Lennon's live album with Yoko Ono and Elephant's Memory, Live in New York City (recorded in 1972), was reissued in the 1990s, "Give Peace a Chance" was credited solely to Lennon.
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Give Peace a Chance
- John Lennon
Ev'rybody's talkin' 'bout
Bagism, Shagism, Dragism, Madism, Ragism, Tagism
This-ism, that-ism, ism ism ism
All we are saying is give peace a chance
All we are saying is give peace a chance
(C'mon)
Ev'rybody's talkin' 'bout
Minister, Sinister, Banisters and Canisters,
Bishops, Fishops, Rabbis, and Pop Eyes, Bye bye, Bye byes
All we are saying is give peace a chance
All we are saying is give peace a chance
(Let me tell you now)
Ev'rybody's talkin' 'bout
Revolution, Evolution, Masturbation, Flagellation, Regulation,
Integrations, mediations, United Nations, congratulations
All we are saying is give peace a chance
All we are saying is give peace a chance
Ev'rybody's talkin' 'bout
John and Yoko, Timmy Leary, Rosemary,
Tommy Smothers, Bobby Dylan, Tommy Cooper,
Derek Taylor, Norman Mailer, Alan Ginsberg, Hare Krishna
Hare Hare Krishna
All we are saying is give peace a chance
All we are saying is give peace a chance
(Repeat 'til the tape runs out)
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http://www.absolutelyrics.com/lyrics/view/john_lennon/give_peace_a_chance/

Give Peace a Chance

From Wikipedia, the free encyclopedia
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"Give Peace a Chance"
Single by John Lennon's Plastic Ono Band
B-side Remember Love (Yoko Ono)
Released 4 July 1969
Format 7" vinyl
Recorded 1 June 1969 in Montreal, Quebec
Genre Acoustic rock, pop rock
Length 4:54
Label Apple
Writer(s) Lennon/McCartney (original release)
John Lennon (reissues)
Producer John Lennon and Yoko Ono
John Lennon's Plastic Ono Band singles chronology

"Give Peace a Chance"
(1969)
"Cold Turkey"
(1969)
Recording "Give Peace a Chance". Left to right: Tommy Smothers (with back to camera), John Lennon, Timothy Leary, Yoko Ono, Rosemary Leary and Paul Williams
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"Give Peace a Chance" is a 1969 single by the Plastic Ono Band that became an anthem of the American anti-war movement of the 1960s.
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Written by John Lennon while The Beatles were officially still together, the song is one of three Lennon solo songs, along with "Instant Karma!" and "Imagine", in the Rock and Roll Hall of Fame's 500 Songs that Shaped Rock and Roll. Being one of John Lennon's most famous songs, it has since been released on almost every greatest hits compilation.

Contents

 

Writing and recording

The song was written during Lennon's ‘Bed-In’ honeymoon: when asked by a reporter what he was trying to achieve by staying in bed, Lennon answered spontaneously "All we are saying is give peace a chance"; Lennon liked the phrase and set it to music for the song.[citation needed]. He sang the song several times during the Bed-In, and finally, on 1 June 1969, in Room 1742 at the Queen Elizabeth Hotel in Montreal, recorded it using a simple setup of four microphones and a four-track tape recorder rented from a local recording studio.[1] The recording session was attended by dozens of journalists and various celebrities, including Timothy Leary, Rabbi Abraham Feinberg, Joseph Schwartz, Allan Rock, Rosemary Woodruff Leary, Petula Clark, Dick Gregory, Allen Ginsberg, Murray the K, Al Capp and Derek Taylor, many of whom are mentioned in the lyrics. Lennon played acoustic guitar and was joined by Tommy Smothers of the Smothers Brothers, also on acoustic guitar.
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When released in 1969, the song was credited to Lennon/McCartney. On some later releases, only Lennon is credited; viz. the 1990s reissue of the 1972 album Live in New York City, the 2006 documentary The U.S. vs. John Lennon (in which the song appears), and the 1997 compilation album Lennon Legend: The Very Best of John Lennon (and its DVD version six years later). Lennon later stated his regrets about being “guilty enough to give McCartney credit as co-writer on my first independent single instead of giving it to Yoko, who had actually written it with me.”[2] However, it has also been suggested that the credit was a way of thanks to McCartney for helping him record "The Ballad of John and Yoko" at short notice.[3]

Commercial release

The "Give Peace a Chance" single (with Yoko Ono's "Remember Love" as the B-side) was released on 45 RPM vinyl in the UK (on APPLE 13) on 4 July 1969 and 7 July 1969 in the US (on Apple 1809). The track's first full-length album appearance was on the Lennon hits compilation The John Lennon Collection issued 1 November 1982 in the UK (EMI/Parlophone Records) and 8 November 1982 (originally on Geffen Records in the US, since re-released on Capitol Records). A significantly truncated version of the Montreal session and a snippet of the One to One Benefit concert performance of the song appear on Lennon's Shaved Fish hits compilation from 1975. "Give Peace a Chance" was the first "solo" single released by a member of the Beatles while the band was still intact, though, technically, the artist was credited as Plastic Ono Band, not John Lennon.

Popularity

The song reached number 2 in the UK Singles Chart where it was kept out of the top slot by The Rolling Stones' "Honky Tonk Women", and number 14 on the Billboard Hot 100 in the United States.
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The song quickly became the anthem of the anti Vietnam-war movement, and was sung by half a million demonstrators in Washington, D.C. at the Vietnam Moratorium Day, on 15 October 1969.[4] They were led by the renowned folk singer Pete Seeger, who interspersed phrases like, "Are you listening, Nixon?" and "Are you listening, Agnew?", between the choruses of protesters singing, "All we are saying ... is give peace a chance".[5]
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The British group Yes also paid tribute to Lennon's words on their 1971 release "The Yes Album." The first track on side two is the song, "I've Seen All Good People" which is divided into two parts, namely "Your Move" and "All Good People." The words, "all we are saying is give peace a chance" are sung as background vocals near the end of "Your Move."

Lyrics

In the single version of the song, the 4th verse was omitted. Also, there is a count off of 1, 2, 3, 4, in German.
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The original last verse of the song refers to: "John and Yoko, Timmy Leary, Rosemary, Tommy Smothers, Bobby Dylan, Tommy Cooper, Derek Taylor, Norman Mailer, Allen Ginsberg, Hare Krishna".
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In the performance of "Give Peace a Chance" included on the Live Peace in Toronto 1969 album, Lennon openly stated that he couldn't remember all of the words and improvised with the names of the band members sharing the stage with him and anything that came to mind: "John and Yoko, Eric Clapton, Klaus Voormann, Penny Lane, Roosevelt, Nixon, Tommy Jones and Tommy Cooper, and somebody."
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The third verse contains a reference to masturbation, but Lennon changed this to "mastication" on the official lyric sheet. He later admitted this was a "cop out" but wanted to avoid unnecessary controversy.[6]

Chart performance

Chart (1969) Peak
position
Germany 4
Netherlands 1
UK Singles Chart 2
U.S. Billboard Hot 100 14

Yoko Ono edition

"Give Peace a Chance"

TW50066
Single by Yoko Ono
Released 1 June 2008 (TW50066)
1 July 2008 (TW50069)
18 February 2009 (Int'l Remixes)
Format Digital download
Genre Electronica, Remix
Label Mindtrain/Twisted
Other releases
TW50069

TW50070

On 1 June 2008, the 39th anniversary of the song's recording, the first of three digital-only (and thus environmentally friendly) singles was released through Twisted Records exclusively on Beatport with remixes featuring a newly recorded vocal by Yoko Ono.[7] It reached #1 on the Billboard Hot Dance Club Play chart on 16 August 2008. These are not the first remixes Ono has done of this song: in 2005, she did a new version recalling the events of the 11 September 2001 terrorist attacks on Truth; and one of the first remixes with the lyrics used in this mix was released on the Open Your Box remix album. The last instalment was released 18 February 2009, Yoko's birthday.

rack listings

Mindtrain/Twisted TW50066 (Released 1 June 2008)
  1. Dave Aude Club Mix (8:26)
  2. Dave Aude Dub (8:26)
  3. Johnny Vicious Warehouse Dub (8:23)
  4. Mike Cruz Dub (8:40)
  5. Tommie Sunshine Vocal Mix (6:41)
  6. Morel’s Pink Noise Vocal Mix (6:42)
  7. Morel’s Pink Noise Dub (7:09)
  8. Double B Full Vocal Mix (6:57)
Mindtrain/Twisted TW50069 (Released 1 July 2008)
  1. Phunk Investigation Mix (7:45)
  2. Eric Kupper Vocal Mix (8:50)
  3. Mike Cruz Extended Vocal Mix (10:25)
  4. DJ Dan Dub (8:53)
  5. Tommie Sunshine Give Peace a Dub (6:40)
  6. Morel’s Canister Dub (7:23)
  7. Mike Cruz Vocal Edit Mix (8:40)
Mindtrain/Twisted [TW50070] (Released 18 February 2009) [The International Remixes]
  1. Blow-Up Popism Mix (5:00)
  2. Blow-Up Electrono Mix (6:44)
  3. Kimbar Vocal Mix (8:11)
  4. Kimbar Dub Mix (6:54)
  5. Tszpun Remix (8:17)
  6. Tszpun Dub Mix (8:11)
  7. Alex Santer Peaceful Mix (6:11)
  8. DJ Meme Club Mix (9:54)
  9. Findo Gask Time for Action Dub (5:56)
  10. CSS Mix (4:12)
  11. Richard Fearless Reach Out Mix (7:05)
  12. Karsh Kale Voices of the Tribal Massive Mix (5:55)
Preceded by
"Give It 2 Me" by Madonna
U.S. Billboard Hot Dance Club Play number-one single
16 August 2008
Succeeded by
"I Decided" by Solange

Other versions

Notes

  1. ^ Year One
  2. ^ Norman, Philip (2008). John Lennon: The Life. Doubleday Canada. pp. 608. ISBN 978-0-385-66100-3. 
  3. ^ MacDonald, Ian (2005). Revolution in the Head (2nd revised ed.). Pimlico. p. 358. ISBN 9781844138289. 
  4. ^ "1969: Millions march in US Vietnam Moratorium". BBC News. 15 October 1969. http://news.bbc.co.uk/onthisday/hi/dates/stories/october/15/newsid_2533000/2533131.stm. Retrieved 16 December 2007. 
  5. ^ See, for example, this PBS documentary
  6. ^ The Beatles (2000). The Beatles Anthology. Chronicle Books. p. 334. ISBN 0811826848. 
  7. ^ Press Release. Twisted Records Online. Retrieved on 25 June 2008.
  8. ^ "Paul McCartney reveals track listing to live CD/DVD 'Good Evening New York City'". The Independent. 14 October 2009. http://www.independent.co.uk/arts-entertainment/music/paul-mccartney-reveals-track-listing-to-live-cddvd-good-evening-new-york-city-1802382.html. 
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