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sexta-feira, 17 de março de 2017

Assuncionadas Cristálidas



* Victor Nogueira

Este pessoal com elevado sentido de estado, com o pin na lapela, é duma ligeireza e "suavidade" impressionantes, duma teatralidade de café de bairro, julgando-nos a todos como se fossemos os deslumbrados tontinhos da aldeia e da paróquia.. 

Mas neste tristonho entremez falta um irrevogável personagem que era vice-primeiro ministro e líder do partido de assunção e que da crista da onda está "estranhamente" ausente, talvez por ter ascendido aos Céus, mas sem revelações nem aparições: Paulo Portas. E são ligações a estes assombrosos personagens que cisco assis seguro defendem e Cavaco apadrinhou. 

Valha-nos a Miraculosa Nossa Senhora do Rosário sem a força da santíssima trindade, sem esquecer o Espírito Santo que terá participado em reuniões governamentais ? Pelos vistos Assunção teve um bom mestre na arte das faquinhas nas costas, neste caso do coelho, mas sem a inteligência do seu criador.

«Numa entrevista ao jornal Público, Assunção Cristas revelou pormenores surpreendentes sobre a resolução do BES e não só. Não sei por ...
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Mário Soares e o Comunicado do PCP

* Victor Nogueira






Victor Nogueira disse...
Por outras palavras, parece.me que o comunicado do PCP é na linha do de João Semedo. E entendo que o comunicado do PCP, ao realçar as acções antifascistas de Soares, terá sido uma chamada de atenção para travar / moderar eventuais reacções extremistas de quem justamente não se esqueça do lado negativo de MS desde 1975.
Joana Lopes disse...
Como assim? O comunicado do PCP é burocrático e inaceitável na linguagem, na minha opinião. Há dias em que as coisas devem ser escritas de outro modo - precisamente o que Semedo faz.
E o PCP omite todo o passado recente, anti-troika, de Soares. Porquê? Porque não lhe interessa.

Joana: São sobejamente conhecidas as divergências entre PS e PCP desde o 25 de Abril, desde Cunhal e Soares até ao presente, passando pelos vários "MFA" dentro do MFA em termos estratégicos e tácticos. O Portugal de hoje - de óptimo ao péssimo, conforme os "intérpretes" e analistas - é resultado do curso (pos)seguido na (con)sequência do 25 de Novembro. O Comunicado do PCP tem as leituras resultantes do entendimento variado de quem o lê. O PCP não diaboliza Soares, reconhece o seu passado antifascista, mas (subentende-se) não cauciona a política do PS nem branqueia a história. E em meu entender é também uma mensagem para os militantes e simpatizantes do PCP. Mensagem re-afirmada por Jerónimo de Sousa em declarações posteriores. No entanto o alvo das baterias e das críticas parece ser o PCP (que com o BE e o PEV permitem o Governo do PS/Costa, impedindo que PSD/CDS formassem Governo) e não as declarações hipócritas de Cristas/CDS, Passes de Coelho/PSD ou Cavaco. Estes nem no anti-fascismo de Soares falam. Calam-no.


comentário em  "Dica (474)"







NOTA DO SECRETARIADO DO COMITÉ CENTRAL DO PCP


Face ao falecimento do Dr. Mário Soares









O Partido Comunista Português, face ao falecimento do Dr. Mário Soares já apresentou directamente ao Partido Socialista e à família as suas condolências.
Mário Soares, fundador do Partido Socialista, seu Secretário-geral, personalidade relevante da vida política nacional, participante no combate à ditadura fascista, no apoio aos presos políticos, desempenhou após o 25 de Abril os mais altos cargos políticos, designadamente como Primeiro-Ministro, como Presidente da República e membro do Conselho de Estado.
Lembrando o seu passado de antifascista, o PCP regista as profundas e conhecidas divergências que marcaram as relações do PCP com o Dr. Mário Soares, designadamente pelo seu papel destacado no combate ao rumo emancipador da Revolução de Abril e às suas conquistas, incluindo a soberania nacional.

8.1.17



Dica (474)





Como recordo Mário Soares. (João Semedo) 

«Não há vidas sem mácula. A vida longa, intensa e plena de Mário Soares não é excepção, mesmo sendo ele uma figura excepcional. De que Mário Soares falamos, que Mário Soares recordamos hoje? O Mário Soares da Fonte Luminosa e do socialismo na gaveta, o líder do PS que arrastou toda a direita atrás de si? Ou o Mário Soares da luta antifascista e do exílio e que, mais tarde, nos apertos da democracia, se levantou contra a direita, quer no combate a Cavaco quer, tempos depois, na oposição à troika e ao governo de Passos e Portas?

Não podemos falar de um e ignorar o outro, o próprio não nos perdoaria, como um dia me disse, sem ponta de arrependimento: “Eu fui isso tudo, eu fiz isso tudo, para o bem e para o mal”, a meio de um longo desabafo sobre a amargura e a inquietação com que olhava para os caminhos seguidos pela social-democracia europeia e o seu PS, sem esconder a sua irritação com as facilidades oferecidas aos mercados e à alta-finança pelos governos europeus liderados por partidos socialistas ou trabalhistas, tratados por ele com dureza e alguns palavrões.»

N.B- Um dos textos mais decentes, que li até agora. 
https://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/2017/01/dica-474.html

domingo, 28 de agosto de 2016

"isenções" com rabo de fora ... como gataria escondida

* Victor Nogueira

Escreve-se sobre esse indómito farol da "exemplar"  liberdade de informação não eufeudada à classe dominante: "Numa outra notícia, o Expresso afirma que o PCP é a favor da isenção de IMI para os partidos políticos e que o Bloco é contra." Sendo certo que não deveria em principio haver isenções do IMI mesmo para partidos políticos, seria mais justo saber o que pensa e defende de facto o PCP sobre o assunto pela "boca"  do próprio PCP. E por uma questão de equidade e seriedade  divulgar qual o valor patrimonial dos imóveis das várias Igrejas, incluindo a Católica Apostólica Romana, e das cogumélicas IPSS. Ou melhor, acrescentar ao  anterior o valor patrimonial de quem está isento de IMI por tipo de entidades.

comentário a um post no blog "entre as brumas da memória"  https://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/2016/08/a-democracia-nao-paga-imposto.html







Joana Lopes disse...
Victor Nogueira. o PCP responde por escrito ao Expresso que o cita, entre aspas, no meio de um texto longo, reservado a assinantes, que não vou aqui transcrever. Mas diz, sim, que a sua actividade justifica a isenção de IMI. É provável que venha também na versão de hoje, em papel, do jornal. Se não o lê por ser um farol enfeudado à classe dominante, está no seu direito. Pode ser que o site do PCP se refira a isso - a esse, certamente, que não terá pejo em aceder.
Quanto ao que diz sobre as igrejas, tudo bem: se encontrar esses dados, comunique-mos, sff. Eu nem sou investigadora, nem os possuo.
Victor Nogueira disse...
A Joana faz juízos sobre mim sem fundamento e até sabe das minhas "vergonhas". Sim, leio o Expresso, sim, pago para lê-lo "on-line", sim, tb leio outros jornais enfeudados à classe dominante, sim, vejo tb blogs de direita e não apenas os de esquerda. O meu comentário poderá ter duas leituras - uma dirigida à Joana, outra ao "Expresso". A Joana preferiu a 1ª e "sub-valorizar-me". Há dias aziagos :-)
Não encontro notícias actuais sobre o assunto nem no Público nem no Expresso. Mas em 09/09/2013 refere o 1º: "O PÚBLICO contactou os partidos para aferir da sua posição sobre a acção judicial [de por fim à isenção dos partidos políticos]. O PCP, numa curta reacção, dá a entender que não descarta a possibilidade de acabar com a isenção, mas com condições. "O IMI tem, em si próprio, uma dimensão de injustiça fortemente penalizadora das famílias e das PME, tanto mais quanto é conhecido que os imóveis afectos aos fundos imobiliários dos grupos económicos e financeiros estão isentos. Que não se pretenda, com a alteração do regime, perpetuar as injustiças referidas."

A posição do BE não foi muito diferente. "O código do IMI tem uma série infindável de excepções com as quais não concordamos", afirmou Pedro Sales, lembrando as isenções aos fundos imobiliários e aos colégios privados.

Se quiser indique-me os links de notíciais mais actuais.
28 DE AGOSTO DE 2016 ÀS 16:30  

Joana Lopes disse...
Expresso, 27/8/2016, p.12 do 1º Caderno. Também na versão online.
28 DE AGOSTO DE 2016 ÀS 16:48

quarta-feira, 10 de junho de 2015

As botas e os perdigotos de Cavaco.



* Victor Nogueira

As botas e os perdigotos de Cavaco. Afinal, tal como o seu antecessor, Tomás I, que também nunca usou cravo vermelho ao peito. Mas nestes tempos aparentemente sem o “lápis azul” dos coronéis, quem garante que os critérios jornalísticos da “infinda” Liberdade não terão cortado as opiniões divergentes, tudo a bem do “consenso” nacional, nada contra a "salvação" nacional, com (in)sonso bom senso ? (VN)


**


Há minutos, ouvi Cavaco Silva dizer que estava a comemorar o Dia da RAÇA. Atendendo a que ele nunca tem dúvidas e raras vezes se engana, não se deve ter tratado de uma "gaffe". O PR , com uma...
CRONICASDOROCHEDO.BLOGSPOT.COM|DE CARLOS BARBOSA DE OLIVEIRA

sábado, 6 de junho de 2015

sócrates e o ai jesus

DIZ JOANA LOPES
Portugal recuou tanto que os temas mais discutidos na praça pública são Sócrates e Jesus.
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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Entre as brumas da memória: Nem capitalistas temos


Pergunto eu, VN
Bem, por esta ordem de raciocínios os banqueiros, que nada produzem, não são capitalistas ? E Bill Gates mais o dono do facebook, não são capitalistas ? Nem o Carlos Slim e o Henry Ford I, que começaram do nada ? O "Kapital" português é mais patriótico, nacionalista e não apropriador da mais-valia ou "democrático" e "altruísta" que o capital doutro qualquer país ? Mas, o "Kapital" já não ultrapassou a fase da acumulação nacional para se tornar ... transnacional, "desmaterializando-se" em bits ?
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domingo, 5 de outubro de 2014

Entre as brumas da memória: Nem no tempo do fascismo

* Victor Nogueira

o post e o meu comentário

Nem no tempo do fascismo notícias destas seriam permitidas ("o que não é notícia, não existe") e não poucos professores foram expulsos do ensino ou impedidos de leccionar mesmo particularmente enquanto outros tiveram de emigrar.

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***




Blogger Joana Lopes disse...
Certamente e eu não disse que o tempo do fascismo era melhor. Mas ESTA falta de respeito pelos professores não existia.
5 de Outubro de 2014 às 18:46
Blogger Victor Nogueira disse...
Joana - Percebo mas ... No tempo do fascismo não havia qualquer respeito, quer pelos trabalhadores, quer pela generalidade das populações, quer pelos propfessores. Havia a declaração de repúdio activo pelo comunismo e outras actividades subversivas, para além das prisões políticas, da repressão, da tortura, do assassinato político ao virar duma esquina ou nos campos do Alentejo, sem deixar de referir a negação das liberdades cívicas "burguesas" (associação, reunião. greve, sindicalização, informação ... ) nem direitos à saúde, habitação ou expressão do pensamento e havia a PIDE e a censura. E havia uma enorme taxa de analfabetismo, um ensino sexualmente segregracionista e discriminatório e uma universidade elitista. Ah!E tb a sujeição da mulher ao poder paternal ou marital. Se isto é respeito pelos professores (m/f)....
5 de Outubro de 2014 às 19:03
 Eliminar
Blogger Joana Lopes disse...
Víctor, escusa de descrever todos os malefícios do fascismo porque também os conheço. Se não quer perceber o que eu quis dizer, paciência...
5 de Outubro de 2014 às 21:32

***

É óbvio que o fascismo poderá ter tido alguns aspectos positivos.Mas entre eles não está o respeito pela generalidade das pessoas e por quem trabalha, fossem ou não professores. Não desejo entrar em polémicas desnecessárias e admito indubitavelmente que a Joana sabe o que foi o fascismo na vida das  pessoas por um saber e sentir de vivências pessoais feitas. E o fascismo como "positivo" não é de modo algum defensável nem termo de comparação. Eu percebo a Joana e a Joana percebeu-me. Faço-lhe essa  justiça. Sem acrimónia.

sábado, 27 de setembro de 2014

em 27 de setembro de 1968 - Marcelo sucede a Salazar

Escreve o articulista:

"Muitos, mesmos entre os resistentes antifascistas, criaram grandes expectativas com a nomeação de Marcelo (ter um chefe de governo que não era Salazar constituía, por si só, uma experiência única...) e acreditaram no possível sucesso de uma «evolução na continuidade». Mas foram também muitos os que nunca alimentaram quaisquer esperanças – com razão, o desfecho é conhecido. "

E E ACRESCENTO: Entre os que responderam à chamada de Marcelo da "evolução na continuidade" estava a chmada "ala liberal" da assembleia nacional-fascista que depois do 25 de Abril fundariam o PPD/PSD e a Acção Socailista com Mário Soares que haveria de fundar na Alemanha o Partido Socialista e se separou dos comunistas e dos católicos chamados progressistas e outras forças de Esquerda. Entre os que não deram tréguas ao fascismo de rosto pretensamente humano esteve o PCP


http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/2014/09/2791968-foi-assim.html


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segunda-feira, 31 de março de 2014

1974.03.31 -a última ovação a marcelo caetano

« As multidões manifestam-se contra muitas coisas, mas gostam de vencedores – é bom não esquecer. » , escreve a articulista

* Victor Nogueira

1- Em 31 de Março de 1974, com a contestação à guerra colonial, com a emigração, com as greves, com as dificuldades em recrutar oficiais para o QP, com um 1º de Maio que se previa tumultuoso, com com uma vaga de prisões na forja pela PIDE, Marcelo era um vencedor ? Sim, quase foi em 25 de Abril, quando a inépcia ou a cumplicidade de um MFA(já) dividido permitiu que Marcelo ditasse  que só se rendia a Spínola, que manobrou à vontade, embora  "travado" e com o fiel da balança a mudar devido às multidões na rua, desobedecendo aos líderes militares na Pontinha,  e que contribuíram para que durante largos meses não se  ficasse por uma simples mudança das moscas. Quanto à firmeza das multidões eu poria uma outra questão ? Entre a multidão que ovacionou Marcelo no 31, haveria "arregimentados" pelos caciques, em Portugal inteiro,  e transportados nas célebres "camionetas do regime?

2. - Espontânea ou não, a verdade é que Marcelo, em contagem decrescente, seguramente que aproveitaria a final no Jamor e transmitida pela RTP para "fabricar" o apoio popular que há muito perdera. Incluindo a da guarda pretoriana spinolista.


Marcelo era o homem das encenações e dos gestos teatrais, a partir de certa altura   manietado pelo  "faz que anda mas não anda”. Para além das "conversas em família" foi assim com a da Brigada do Reumático na Assembleia Nacional, ou com a votação na AN da moção sobre a "política ultramarina", de que eu falava nessa altura:

«Pois é, após uma semana muito agitada por parte das altas personalidades do regime o Marcelo fez um discurso exemplar nas suas contradições; para além disso, um tentar rebater as teses de Spínola, publicadas no seu livro “Portugal e o Futuro” – que ainda não chegou a Évora, aqui a 137 km de Lisboa. Um discurso estafado, que não engana quem dos mecanismos políticos e económicos conheça alguma coisita.

Recusado o impossível recurso a um referendo popular, restou ao Marcelo submeter-se, em gesto teatral, às decisões da Moção que os deputados Ultramarinos porão à votação amanhã. Alguns destes já foram intérpretes na Assembleia [Nacional] de correntes existentes no Ultramar tendentes à autonomia, estilo federativo (teses de Spínola) Mas, da Comissão do Ultramar, que redigiu o texto da moção atrás referida, fazem parte deputados anti-Spínola. Estou curioso de saber qual será o texto: Federação ou tudo como dantes?»  (MCG – 1974.04.05]»

E numa colagem de recortes  da minha correspondência  na altura refiro o "arregimentar» que ainda em 1973 se verificava:

«30 foram as camionetas (fora os automóveis particulares) que de Évora se deslocaram a Lisboa para apoiar o Marcelo [Caetano]. Beja, Santarém, Leiria, Portalegre, enfim, milhares de tipos confluíram para a manifestação do entardecer [em Lisboa]. Pena não autorizarem as contra -manifestações. (...) O Diogo diz que da Amareleja não terão ido pessoas à manifestação (salvo talvez os da Casa do Povo). Não porque sejam do reviralho, mas porque não se metem nestas coisas (viver não custa.). (MCG - 1973.07.19)

Ontem à noite (1973.10.24), no regresso de Arraiolos, muitos Mercedes a caminho de Évora, onde às 21:30 alentejanos cinzentos de ar sisudo aguardavam ordeiramente o início da sessão de propaganda da ANP [Acção Nacional Popular]. Debaixo dos arcos [arcadas], uma fila de homens, com ar humilde e jeito de rebanho descido da camioneta, dirigia-se para o cinema onde se realizaria a tal sessão. A Oposição não comparecerá as eleições no domingo. O Marcelo [Caetano] bater-se-á contra nada. (MCG - 1973.10.25).»

3. - em tempo - politicamente e segundo a Constituição da altura, O Presidente do Conselho e o  Governo dependiam politicamente do Presidente da República e não da Assembleia Nacional, cujo regimento aliás não previa a votação de moções de censura ou de confiança (no Governo).

E um jurista e legalista como Marcelo, encena na Assembleia Nacional ter o apoio dos Altos Comandos Militares -  directamente dependentes do Presidente da República - e da Assembleia Nacional. Não é com a "prisão" do Presidente da República que o MFA se preocupa, mas "permite" que Marcelo exija render-se a um oficial-general - Spínola ou Costa Gomes, por acção de Feitor Pinto.

Há na altura um mistério: a conselho do Director Geral, da PIDE, que Spínola tentará manter em funções com a "benemérita" - Marcelo é aconselhado a refugiar-se sob protecção da GNR no Quartel  General do Carmo - em vez de se dirigir para Monsanto, como seria previsto e fizera em 16 de Março. O Carmo não foi uma ratoeira, parece-me, mas uma tentativa de descolar Marcelo de Tomás, dando-lhe mão livre. Uns não queriam - o MFA - e outros não previram - a PIDE e Marcelo - com especial relevo para a juventude - o povo de Lisboa saísse à rua e cercasse o Quartel General da GNR e a sede nacional da PIDE - que as forças armadas -  por ingenuidade de uns, por inépcia ou cumplicidade de outros - "deixaram" à vontade e com liberdade de movimentos. 

http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/2014/03/3131974-ultima-ovacao-marcel-caetano.html