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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Fui como ervas (17) - Solidariedade, palavra vã?


* Victor Nogueira
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Sabes,
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Não somos todos iguais, pk senão eu e muitos outros que caminham ao meu lado estaríamos muito melhor na vida. Já tive o Poder nas mãos e muitos como eu também. Se todos os homens e mulheres fossem iguais ... mas não são. Não manipulo mas defendo-me se necessário e qd posso. E sei que tenho um poder, o poder de levar as pessoas desesperadas para onde eu quiser.
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Se eu quisesse estaria muito bem na vida, mas não estou à venda. Nunca estive. E tu? Nunca tive fome mas posso ser solidário e posso lutar para tentar que a fome acabe. E tu, já tiveste fome? Não sou mulher embora haja mulheres que psicologicamente me violentaram violentamente. E não é por isso que deixo de ser solidário com as mulheres (e com os homens, os velhos, as crianças). E tu, qual o objecto ou sujeito da tua solidariedade? Se tu precisasses de mim, no que estivesse ao meu alcance, eu ajudava-te. E tu, que farias por mim, cujo nome completo conheces?
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Victor Manuel
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sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Fui como ervas e não me arrancaram (16) - Porque estou na Blogosfera


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* Victor Nogueira
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Como resposta alternativa aos blogs que vivem dum(a) editor(a) que se torna o centro das atenções perante o qual gravita o que eu chamo uma corte de admiradores ou aduladores, para tentar «provar» que é possível estar dum modo diferente na blogosfera ou nas salas de conversação que abandonei há muitos anos, criei «Ao Sabor do Olhar». Com ele pretendi e pretendo que a ribalta seja dos outros e que sirva para nos conhecermos e falarmos uns com os outros. Pretendi construir um blog diferente, onde me limito a gerir ou coordenar o trânsito! Se o consigo ou não, se consigo alargar os participantes «Ao Sabor do Olhar», o futuro o dirá. Depende sobretudo deles e pouco de mim.

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Com excepção de «Ao (es)correr da pena e do olhar» e do «Mu(n)do Phonographo», mais personalizados, para além do «Galeria & Photomaton» que se transformou num blog híbrido, para mim os mais importantes, para além do «Ao Sabor do Olhar», são o «D'ali e D'aqui» e o «Kant_O_XimPi»,[1] deste derivando todos os outros. Mas o Kant_O não é aquilo que eu queria e concebi, mas foi o caminho que por «incapacidade» minha tomou outro rumo para que não desaparecesse até conseguir de novo retomar o seu leme. Quanto ao «D’ali e d’aqui», não descola.

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Se me perguntarem se quero ter muitos leitores e comentadores, mentir-vos-ia se dissesse que não, no que se refere ao primeiro e aos dois últimos blogs que referi e de que sou editor. Quanto aos restantes, chega-me a reduzida afluência que a si própria se selecciona.

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Eu sei que tudo isto é virtual. Nunca me conseguiram passar rasteiras nas salas de conversação, donde resultaram amizades e trocas de telefonemas ou correspondência e alguns encontros. Mas aqui é muito fácil encenar uma peça, um personagem, um enredo. Porque a blogosfera não vive do imediatismo, da resposta pronta, do diálogo seguido. Nas salas de conversação, até confiar nas pessoas, eu era um nick. Aqui e na vida real eu sou sempre o Victor Nogueira . Conto com as vossas visitas, com as vossas (des)apreciações, com a vossa franqueza!

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Para quem me visita e vem por bem, aqui fica em reciprococidade a expressão da minha amizade ou estima, mesmo que apenas virtuais.
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Victor Manuel
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NOTA PÓSTUMA
2008.03.01
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Enganei-me e perdi, em quase toda a linha considerando os objectivos traçados, incluindo o
Kant_o_Photomático. Afinal e naturalmente a blogosfera é o espelho e o reflexo das pessoas com as virtudes e defeitos da sociedade em que estão ou em questão. Nada descobri que Lenine não tivesse já formulado a respeito dos e das agentes da Revolução.
A Blogosfera pode ser um meio, mas não é seguramente o principal. Porque na Web a acção é individual e não colectiva tal como a consciência de cada um(a) que na blogosfera participa. Quem está na Web é um privilegiado/a.
A Vida, sem ilusão,
de miséria, mau cheiro, fome, doença, violência, guerra, pensamento que se quer único e castrador, de fealdade, muitas vezes nauseabunda e da qual afastamos o olhar, essa está lá fora. Na Web reflecte-se apenas ao olhar o seu cortejo de pequenos ou grandes egoísmos, de individualismo, vaidade e lisonja quanto baste e seja necessário ou de generosidade, de efectiva solidariedade. Mas quase sempre dum modo asséptico, inodoro, silencioso, virtual quanto baste e não incomode nem estrague o sono. Porquê trazer para a Web a Vida que está lá fora, chata, stressante, não é?
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Victor Nogueira
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Em 8 de Junho de 2008 decidi re-abrir ao público o
Carpem Diem - Atrás do Tempo Tempo Vem ?
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Na encruzilhada dum novo rumo que necessariamente terei de dar-lhe, ficam por enquanto balões de oxigénio. :-)
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*** SCRIPTORIUM.INDEX

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[1]
«Porquê Kant_O_XimPi ? »

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Fui como ervas e não me arrancaram (15) - O riso, a seriedade e os enganos





* Victor Nogueira
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Vi o teu comentário, mas talvez me engane na interpretação que dele fiz, talvez os outros se enganem acerca de mim e eu seja de facto mais burro que o maior dos burros.
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(...) Não queimo pestanas, nem fotos, à execepção duma e do respectivo negativo, fruto duma brincadeira de adolescente que induziria em erro no futuro. E não entendi essa de queimar as fotos em que estou sozinho. Todos, mesmo acompanhados, estamos sózinhos. Sempre!
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Tu tens muitos comentadores, tal como outras e outros «poetas» idem. Quantos estarão contigo se estiveres numa cadeira de rodas, imobilizada numa cama ou velha a trôpega? Como «vez», pouco valho porque não tenho mais que um ou dois comentadores por dia, no conjunto dos blogs. Há quem tenha aos quinhentos por cada post de foto, de meia dúzia de larachas ou «poema» Isto é apenas uma constatação da realidade. Mas, como diria Alberto Caeiro, que é a realidade?
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Poderias ter sempre participado no Ao Sabor do Olhar; há lá lugar para todos, mesmo para quem eu não conheça, desde que cumpra as regras mínimas que são a tolerância e o respeito para com outrem, excepto para os confesssos ou reconhecidos inimigos da Liberdade ou deste simulacro de democracia, em fim de festa, que só teve um um interregno positivo entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975.
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NOTA - Neste momento em que escrevo, não sou velho trôpego, não estou acamado, ando pelos meus próprios pés. Mas respeito, sou solidário e procuro ajudá-los e, para além disso, com outros homens e mulheres, procuro ajudar a construir uma outra sociedade onde não haja fronteiras nem barrreiras , um mundo onde haja solidariedade, justiça, fraternidade, respeito mútuo, igualdade, paz e um pouco de felicidade. Para todos e não só para alguns.
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Quem me lê talvez diga o gajo é louco e não quis aproveitar as oportunidades de, vendendo-se e aproveitando-se de pessoas bem colocadas, arranjar um lugar ao sol, numa corte de bajuladores. Houve «PS's» que tentaram estender-me o prato de lentilhas. censurando-me por não mudar: «Oh! Dr, um homem inteligente e competente como você anda por aí a defender o pé descalço, quando podia voltar a ser chefe e ganhar horas extraordinárias?" É a vida. Quando alguém se torna importante, por muito meu amigo que tenha sido, eu tomo a iniciativa de desapareçer da sua vista!

Fui como ervas e não me arrancaram (14) - Optimismo Céptico


* Victor Nogueira

Infelizmente passsa-se qualquer coisa no meu PC e no IE que me não permitem ver nalgumas vezes as imagens e nunca ouvir a música, Hoje passei pela tua casa e fico contente por, apesar de tudo, manteres o humor e a generosidade.
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Contudo, não achas que ser optimista e ser céptico se excluem mutuamente ou tornam o activismo oportunista? Se em nada acredito ou se não acredito naquilo porque luto, apesar do meu optimismo e activismo, então seria um mercenário e de mim não podem estar seguros aqueles a que me deveria juntar, outros e outras que por todo o mundo ganhem consciência da sua força de modo a tornar este mundo uma sociedade mais justa, mais livre, mais fraterna, mais igualitária, mais pacífica?
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Um abraço, a minha solidariedade e a minha amizade.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Fui como ervas e não me arrancaram (13) - Outros tempos, a mesma Luta.


* Victor Nogueira

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Eu sou doutro tempo e doutras RIA's, (1) daquelas que lutavam contra o fascismo e a guerra colonial, no tempo em que havia PIDE, «bufos«, emigração a salto, «gorilas» e mobilizações compulsivas para a guerra, e da luta contra as praxes e os trajes distintivos. E que prestaram apoio às vítimas das cheias de salvo erro '68, que a censura escondeu, como muitas outras verdades ou acontecimentos. (2)
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E da Académica de Coimbra, que entrou em campo de luto e protesto contra o Regime e demissão da AAC, cujo Presidente era um homem que hoje anda pelas bandas da Capital. Ou será do Capital? Muito devo a esse tempo, embora muitos hoje estejam nas cadeiras do «Poder», marionetas alternado entre o PS e o PSD, incluindo os «revoluvionários de gema pinta paredes». E foi nesse tempo que escolhi de uma vez vez por todas o meu lado da barricada.
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(1) Reuniões Inter-Associações de Estudantes
(2) Bufos, gorilas, censura (ou critérios editoriais), mobilizações compulsivas, agora para o desemprego ou subemprego, concentração de todas as polícias e serviços de informação agora não nas mãos do botas mas num seu eficiente sucessor, subordinação do poder judicial (órgão de Soberania) ao Governo (órgão de Soberania), tudo isso está de volta. Mas naquele tempo também havia tempo para convívios e festas, só que a música era outra, apesar do «pretenso» Chefe da Banda e seus cortesãos serem outros e vestirem diferente, mas no resto são iguais porque os PATRÕES são os mesmos.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Fui como ervas e não me arrancaram (12) - Música Ambiente


Victor Nogueira disse...

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Pois, pois. Só agora um dos blogs que quem me visita começou a dar música. Este meu PC está pior que o dono Tenho de pôr música para deliciar e talvez atrair mais visitas. Sim, que quase ninguém me visita. Então aos fins de semana para aqui fico sozinhito.
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Nesses dias é uma festa quando alguém me deixa um comentário. Eh pá, é cá uma festa com foguetes, mas sem castanha, Olhem, este ano não houve castanhas, apesar das minhas tias esperarem por nós em Paço de Arcos. E veio a Bela de propósito do Porto. Bem, aquilo é mais centro da Maia, onde fica um museu de automóvel e termina o metro. Eu estava deprimido e não me apetecia conduzir e depois tive um dos habituais desaguisados com a minha filha Susana, mas hoje já fizemos as pazes. O carro do Sérgio e dela pifou e o Rui nem tem carro nem carta de condução. Resumindo, não houve castanhas para quem quer que fosse, nem geropiga. Bem, pelo menos para o Rui e a namorada houve sapateira, pois quando lhe telefonei estavam num viveiro a escolher.
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(....) AAAAAAAAAAAAAhhhhhhhhhhh . Agora é que reparei este blog que estive a visitar tem um aparelho estilo amplificador. Mas a música parou. Vocês acham que posso tocar nele sem isto explodir? Vou tentar :-)
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Se eu voltar é porque não fui lançado à estratosfera. Se não voltar, esta é a última msg: «Adeus mundo, adeus céu azul, adeus brisa do mar, adeus sol nascente ou poente, adeus papoilas vermelhas, adeus a todo o pessoal que gostou e gosta de mim e de quem gostei ou gosto».
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Victor Nogueira disse...
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Voltei. Nem explodiu nem fui lançado pelos ares. Fiquei com a ideia que se podem escolher outras músicas ou a mesma. Tenho mesmo que ver como se instala aquele aparelhómetro. Até podemos organizar um Convívio Musical. Que acham? Vocês escolhem a música e eu ponho a tocar !
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Abraços a todo o pessoal e tenham muita alegria, uma boa semana e uma melhor semanada!
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Victor Manuel

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Fui como ervas e não me arrancaram (11) - Amo a liberdade, a solidariedade e a igualdade, mesmo que sejam um punhal cravado no meu peito


* Victor Nogueira

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Eu passei apenas para dizer olá, porque nada mais tenho para dar a quem quer que seja, a não ser palavras e as palavras são apenas palavras - cegas, surdas e mudas.
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Quem sou não interessa. Sou apenas um rosto anónimo no meio da anónima multidão que corre, passa e está para além de mim. O Sol e a Lua continuarão a sua andança, até ao baque final. Quantas pessoas encontram alguém caído no chão e afastam-se, embora se comovam com os cães e os gatos e outras miudezas animais. Como passam insensíveis e incomodados com os sem abrigo dormindo «protegidos» por cartões, não porque eles existam, no meio do luxo, da vaidade e da ostentação dum punhado de «senhoritos», mas porque deveriam ser exterminados para não incomodarem com o seu mau cheiro e farrapos quem por eles passa. Que se incomodam com dez, duzentos ou três mil mortos, em Portugal, na Espanha ou nos EUA, mas não têm consciência do sofrimento, da fome, do horror daqueles que em mome da «liberdade» e da »democracia» são diáriamente mortos e aniquilidas aos milhares ou milhões, duma vez ou gradualmente.
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Perante este mundo virtual nada tenho para dar senão o meu silêncio. E a minha ajuda, combate e solidariedade no mundo real, que cheira mal e causa mau estar e vómitos.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Fui como ervas e não me arrancaram (10) - Para lá do retrato ...


* Victor Nogueira
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Olho para ti: estás com um ar sério,[doce], semi-determinado, com um optimo enquadramento [e movimento]. Não deixas que te vejam os olhos da alma pois estás de óculos escuros. Demonstras bom gosto ou um bom consultor de imagem (m/f). Esta última é a brincar.
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E a fotografia, com um certo mistério, leva-nos a perguntar: quem é a que está retratada com tão bom gosto? Mas só mostras o rosto e uma imagem é apenas uma imagem, neste caso um jogo de pixéis e de cores. O que vemos é uma aparência de ti. Cada um de nós é diferente para cada um dos outros. E cada um de nós é mais que o exterior.
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Para conhecer a alma e o coração de ti temos também o que escreves. Mas o poeta é um fingidor... como diz Pessoa, ou o malabarista das palavras, como escrevi eu. Portanto só te conhece verdadeiramente quem contigo conviver em variadíssimas situações, mais ou menos quotidianamente.
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Mas, lá estou eu filosofando. A terminar, fica a beleza e o bom gosto da imagem que na foto transparecem.

sábado, 3 de novembro de 2007

Fui, como ervas, e não me arrancaram.(8) - Onde estão as minhas raízes?


* Victor Nogueira
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Onde estão as minhas raízes?
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Sim, onde estão as minhas raízes? Em África? Por razões óbvias, ninguém me «insulta» dizendo «vai para a tua terra»! Mas ... qual é a minha terra? Qual é o meu mundo? Quem são os meus «manos«? Não há resposta que não seja cerrar os dentes, conter as lágrimas e seguir em frente, o corpo numa armadura sorridente.
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Das minhas raízes fala-se aqui Raízes e aqui ELEGIA PELA MINHA FAMÍLIA DISPERSA ou em OBRIGADO e também aqui Ecce Homo (1)

Fui, como ervas, e não me arrancaram (7) - Sobre as ampulhetas


Sobre as ampulhetas
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Victor Nogueira
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Eu chego quase sempre atrasado e toda a gente nota. Mas só eu noto os que vão saindo muito antes do final. E quando chego adiantado ou a horas, ninguém está lá para constatar. É como no trabalho: dão pelos meus atrasos, mas salvo as empregadas da limpeza, ninguém vê as noctívogas horas a que saio, porque muitas vezes interromper o trabalho significa interromper o taciocínio e ter quase de recomeçar no dia seguinte para apanhar ou encontrar a linha do pensamento.
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Bem, isso já foi, porque agora e desde há longos anos que estou em prateleira dourada, salvo seja! É o que sucede a quem não se vende nem se curva! Vidas!
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Setúbal, 2007.11.03

Fui, como ervas, e não me arrancaram (6) - Aranha e Fotógrafo


* Victor Nogueira
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Aranha e Fotógrafo
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Tenho duas fotos duma teia de aranha, tiradas ao romper do dia, ainda com as gotas de orvalho presas nos fios. Calhou, embora um amigo meu fotógrafo, para além de jornalista profissional, me diga que nunca devemos reconhecer que foi um acaso inesperado, mas sim fruto duma elaborada e persistente pesquisa!
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Creio que já as coloquei num dos meus blogs, mas não me lembro qual. Ora vamos lá procurá-la!
......................................................... Não, não é esta ! ........................... Também não ! ...............................Ah! aqui está no
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Fui, como ervas, e não me arrancaram (5) - As paredes que nos «se(r)cam»


* Victor Nogueira
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As paredes que nos «se(r)cam»
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Bem eu não quereria entrar pela existência ou não de Deus ou se uma outra vida para além desta existe. Mas esta é a que «seguramente» existe, esta é a que solidários embora conscientes das imperfeições e fraquezas dos homens e das mulheres que o povoam, podemos pacificar sem o silêncio dos mortos que povoavam o Império Romano.
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Sabem porque se perdem as pessoas no deserto voltando ao ponto de partida? Porque todos teremos uma perna ligeiramente mais curta que a outra e, sem bússola, sem relógio, sem conhecimentos de astronomia, sem pontos de referência exteriores a nós, voltamos sempre ao mesmo sitio, como se os círculos concêntricos fossem um labirinto que nos impede de ver o que de bom há para além dele. Que às vezes nos deixam ver ou entrever neste ou naquele post, nesta ou naquela foto.
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Setúbal 2007.11.03

Fui, como ervas, e não me arrancaram (4) - De que são feitas as minhas saudades?


* Victor Nogueira
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De que são feitas as minhas saudades?
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Não sei se tenho saudades! Talvez lhes chame ... o vazio da ausência? Mágoas? Penas? «Saudades» do sol arrancado antes de nascer? Das praias de Luanda, das águas cálidas, do cheiro a sal e a sol e a maresia? Da chuva e da brisa? Do sol e do mar e dos dias cheios de claridade? Do «peso» de ficar sempre um pouco de mim nas pessoas que conheci, nos caminhos que percorri, nas terras onde estive? De não haver passado, mas sim um eterno presente, ali ao alcance da mão, da voz ou do gesto, mesmo que silenciosos?
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Uma vez no «Um contra Todos» o Malato perguntou a uma concorrente qual seria a resposta dela se tivesse possibilidade de ver satisfeito um pedido,ao que ela respondeu «que a minha filha fosse sempre feliz». Ele parou e depois respondeu duma maneira que achei bela «Que todos aqueles de quem gostei e partiram voltassem de novo para ao pé de mim»
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Sim, às vezes tenho «saudades» dos que já partiram, dos gestos que fiz ou não fiz, das palavras que disse ou não!Mas se podesse responderia que houvesse autêntica paz e alegria dentro de nós! Ou apenas feliciddade sem miséria para todos.
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Mas como isto são sonhos, deixo para quem quiser um abraço apertado e amigo.
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Victor Manuel
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26 de Setembro de 2007 16:56

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Fui, como ervas, e não me arrancaram (3) - O Livro e o Filme



* Victor Nogueira


O Livro e o Filme
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A mim é-me indiferente, tanto vejo o filme, como leio o livro. Mas nunca um corresponde ao outro. No livro, bem ou mal, imaginamos as pessoas e paisagens e estas, sem referências, talvez nem sequer as «visualizemos». O filme, está ali na sua «relidade». Gostei do filme «O velho gringo» mas o livro foi uma decepção. Li «o carteiro toca sempre duas vezes» e vi várias versões cinematográficas completamente diferentes, um pouco na «história», muito no cenário, e gostei de todas. Também o «Perfume do Dinheiro», era este o nome, se a memória me não falha, vi duas versões, uma com o fabuloso Dustin Hoffman e outra mais serena, dum cineasta italiano, esta a p.b. e também gostei de ambas.

O que me aborrece hoje nos livros dos «super» e dos «hiper» mercados´são as capas, todas brilhantes, douradas, em relevo, para os «olhos» comerem, independentemente do conteúdo.

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ERRATA ou «A responsabilidade é das «brancas»
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Errei. As minhas desculpas pelas «brancas».
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O filme a que me referia era "Perfume de Mulher", (Scent of a Woman ), o actor fabuloso - Al Pacino e o realizador Martin Brest (1992). «O perfume do dinheiro» é um outro (The Honney Pot), baseado entre outras numa peça de Ben Jonson - Volpone - realizado por Joseph L. Mankiewicz (1967), cujo principal actor é também fabuloso - Rex Harrison, que também aparece em My Fair Lady (1964), baseado no Pigmalião de B. Shaw.
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Do 1º houve uma 1ª versão italiana, mais «discreta» na interpretação, chamada «PROFUMO DI DONNA» interpretado por Vittorio Gassman e realizado por Dino Risi (1974)
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Quanto a «O carteiro toca sempre duas vezes», baseado numa novela policial de James Cain, há uma versão com Jack Nicholson e Jessica Lange, de Bob Rafelson (1943), e uma outra, realizada por Visconti (1943) e chamada Ossessione, no original, cujo enredo é alterado .
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Há uma 3ª, com Lana Turner realizada por Tay Garnett (1946), e argumento similar ao de Rafelson. Na 1ª o «marido» 1ª é-nos profundamente antipático, ao contrário da mulher, mas na 3ª é ela que aparece como má da fita e ao «marido» consideramo-lo um pobre diabo que não merecia o destino que foi o dele.
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Desculpem-me as «confusões», fruto de ver tantos filmes desde miúdo; às vezes as memórias baralham-se-me com a «provecta» idade.
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Naturalmente que vi estes filmes que citei, mas isso foi no passado milénio.
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De um cinéfilo «reformado»
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2007.11.02
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Fui, como ervas, e não me arrancaram (2) - O meu horizonte ...


O meu horizonte ....
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* Victor Nogueira
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Em casa, o mundo a meus pés. No último andar dum prédio no cimo duma encosta, nada mais senão o horizonte: casas e, sobretudo, «céu» com todas as suas variações: límpido, azul, cinzento, por vezes com núvens brancas de variados formatos, outras carregado e atravessado pelos raios da tempestade. De noite o horizonte é negro, excepto quando é lua cheia. Mas sempre o luzeiro de floresinfindo, refulgente. Lá em baixo, um Parque Verde, e ao fundo a avenida muito movimentada cujo ruído mal chega aqui. Ouço apenas, lá de fora, o chilrear das crianças na hora do recreio, gaivotas a grasnarem, alguns cães a latirem, ciganas chamando pelos filhos com aquele seu entoar característico, enquanto os ciganos jogam às cartas no Largo, debaixo duma árvore, em mesa e cadeiras que ninguém rouba.
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No trabalho, donde estou ausente vai para 12 meses, pela janela do «meu» gabinete vejo sempre o céu e se esticar o pescoço, o morro do Viso e o Castelo de Palmela. Este é o meu horizonte e daquele vejo o sol nascer muitas vezes, ao contrário de Luanda, em que o via mergulhar no horizonte, para lá do qual estava e está o Brasil.
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Setúbal, 2007.11.02

Fui, como ervas, e não me arrancaram (1) - Retratos e Pinturas


* Victor Nogueira
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Retratos e Pinturas
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Passei por aqui depois de passares pelo Ao (es)correr da pena e do olhar. O que lá está [no Mu(n)do Phonographo] não são recordações, são bocados do que registei na data que finaliza cada texto. Não vivo de tristezas emboras as mágoas deixem marcas. Como as alegrias ou aquilo que se perdeu.
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No (es)correr [e no Mu(n)do] são bocados do passado e nada mais que isso. Posso ir momentâneamente abaixo, mas é por pouco tempo.
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A pintura que te enganou e te fez perder a aposta era usada numa determinada época. Conheci em Setúbal uma casa que já foi demolida e uma das salas estava pintada como se fosse de vidro, crescendo as plantas e prolongando-se pelo «vazio» do tecto. Um trabalho desses, hoje, sairia muito dispendioso.
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Setúbal. 2007.11.01