sábado, 3 de novembro de 2007

Fui, como ervas, e não me arrancaram (5) - As paredes que nos «se(r)cam»


* Victor Nogueira
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As paredes que nos «se(r)cam»
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Bem eu não quereria entrar pela existência ou não de Deus ou se uma outra vida para além desta existe. Mas esta é a que «seguramente» existe, esta é a que solidários embora conscientes das imperfeições e fraquezas dos homens e das mulheres que o povoam, podemos pacificar sem o silêncio dos mortos que povoavam o Império Romano.
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Sabem porque se perdem as pessoas no deserto voltando ao ponto de partida? Porque todos teremos uma perna ligeiramente mais curta que a outra e, sem bússola, sem relógio, sem conhecimentos de astronomia, sem pontos de referência exteriores a nós, voltamos sempre ao mesmo sitio, como se os círculos concêntricos fossem um labirinto que nos impede de ver o que de bom há para além dele. Que às vezes nos deixam ver ou entrever neste ou naquele post, nesta ou naquela foto.
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Setúbal 2007.11.03

2 comentários:

Belisa disse...

Viva

Queria escrever mais alguma coisinha...mas acho que já estou perdida... e tenho de me encontrar!

Beijos estrelados

Estrela Cadente disse...

De noite só pelas estrelas e eu, como estrela, estou na massa escura do Universo, sigo o curso que me foi traçado, sem me poder desviar um milimetro que seja, caso contrário perco-me.