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quinta-feira, 14 de maio de 2020

privatarias


* Victor Nogueira


Na verdade, falta (quase) apenas privatizar o ar que cada um de nós respira. Tudo é neste momento "mercadoria" e as mercadorias são para quem tiver dinheiro e puder pagá-las. É um holocausto ou genocídio invisível, insidioso. Subreptício, quase inodoro, como asfixia pelo dióxido de carbono.

* José Saramago

Privatize-se tudo...



«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»

José Saramago - Cadernos de Lanzarote - Diário III - pag. 148 


domingo, 5 de fevereiro de 2017

21% dos aumentos dos bilhetes e passes acima do valor fixado

 * Victor Nogueira

É a eficácia da gestão das privadas, estúpidos. Qual serviço público, idiotas. A xico-espertice, o lucrozinho permitido e aliado e aos fretes do legislador acima de tudo. Isto está tudo ligado
Duzentas tarifas de autocarros da Grande Lisboa estão a ser passadas à lupa.…
EXPRESSO.SAPO.PT

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

NOVO BANCO?... esperar para v(end)er ou (ven)dar!

* Victor Nogueira

De concertação em concertação, Nas horas da verdade, ps(d)cds-ug"t" entendem-se e concentram-se:- Tudo pelo Kapital, nada contra o Kapital


Abril Abril: PS, PSD e CDS-PP chumbam manutenção do Novo Banco na esfera pública PS mantém-se no fio da navalha, mas vota contra con...Blog 
ANONIMOSECXXI.BLOGSPOT.COM|DE SÉRGIO RIBEIRO

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

“Privataria”










Francisco Louçã

24 de Agosto de 2015, 08:21

Por


“Privataria”, de Mariana Mortágua e Jorge Costa


As revisões constitucionais no sentido da reconstituição e recomposição do capital monopolista só têm sido possíveis graças à convergência de votos do ps e do psd. É estulta a contabiidade de saber quem privatizou mais ou determinar o campeão, que seria o ps, segundo o articulista. Cavaco não “merece” ser afastado assim liminarmente do pódium.

  1. Pode fazer o discurso político que quiser, mas os factos devem ser investigados, conhecidos e discutidos. Saber quem privatizou o quê tem relevância. Não há aqui “segundo o articulista”, há factos que pode contestar ou aceitar. A revisão constitucional foi sempre um acordo de regime entre PS e PSD mas ainda é preciso saber como, ao longo de trinta anos, se concretizou essa possibilidade de privatização.
  2. Não me parece que escrever “segundo o articulista” seja menosprezo para com Francisco Louçã, o autor do artigo em causa. E a resposta de Louçã parece-me desnecessariamente agressiva e um desvio ao que escrevi. Mas não será isso que me impedirá de ler ou comentar o que Francisco Louça escreve, quer em artigos de jornal, quer em obras mais avantajadas e de investigação
  3. Caro Louçã. Empreguei o termo “estulta” no sentido de “descabida”, “deslocada” e não com o que verifico ser a definição comum, definição comum que de modo algum utilizaria para consigo. E fi-lo porque o artigo surge num jornal em época de campanha pré~eleitoral e poder ser interpretado como “desculpabilizante” para com o psd, tornado assim um “mal menor”. Seguramente não é essa a intenção de Louçã, mas pode ser a “leitura” dos seus leitores, especialmente dos que treslêem, i.e. dos que interpretam mal o que lêem ou lêem o que lá não está. Sem acrimónia.
  4. Pedro Araújo
Não percebo essa obsessão da esquerda contra as privatizações. Empresas públicas que só dão despesa ao estado são “de todos” mas esquecem que as suas monstruosas dívidas também. Livremo-nos delas. Quanto a uma mais correcta aplicação dos capitais recuperados, isso é que falta.

  1. Nem todas as empresas públicas dão prejuízo e há empresas qie satisfazendo necessidades sociais básicas não existem para dar lucro. E sobre a “excelência” das privadas basta olhar para os bancos privados salvos da falência com dinheiros públicos ou a mama rentista dos “privados” em torno das ppp’s, de lucros sempre garantidos pelas contrubuições dos cidadãos ou das empresas energéticas.






E graças a deus que foi tudo privatizado! Assim acaba os direitos adquiridos e salários dos portugueses de 1ª à custa dos portugueses de 2ª sem qualquer benefício para a população, que ainda tinham de herdar as dívidas.
Longa vida às economias de mercado que são mil vezes melhor que economias socialistas/comunistas.





Não vou ler, mas gostaria de saber se os autores calcularam o valor capitalizado de todo o encaixe realizado pelo Estado desde 1989, e quanto isso permitiria reduzir a nossa actual dívida pública, se não tivesse sido esbanjado em “Estado Social”. Admito mesmo que fosse suficiente para pagar quase toda a dívida pública. Mas o pagode é mais feliz a pagar “subsídios de desemprego”, “reformas por inteiro”, “assistentes sociais”, etc… A má notícia é, como nós sabemos, que muita dessa subsidiaria está por pagar aos credores. Não leve a mal Francisco Louçã, também gosto de brincar!





Não é apenas obsessão, é também ignorância ou má-fé sobre questões básicas do funcionamento da economia e da origem das dívidas pública e privada bem como individualismo levado ao extremo, girando apenas em torno do próprio umbigo.


http://blogues.publico.pt/tudomenoseconomia/2015/08/24/privataria-de-mariana-mortagua-e-jorge-costa/

terça-feira, 2 de junho de 2015

TRISTES GLÓRIAS DO "ISENTO" JORNALISMO PORTUGUÊS EM JORNAIS DE "REVERÊNCIA"

TRISTES GLÓRIAS DO "ISENTO" JORNALISMO PORTUGUÊS EM JORNAIS DE "REVERÊNCIA" - O TEXTO DE jvm MERECE-ME OS SEGUINTES COMENTÁRIOS - Há outras perspectivas a considerar: a) as parangonas em jornais de “reverência” não corresponderem ao conteúdo do relatório b) a investigação não ser válida quanto à metodologia adoptada e à escolha do universo inquirido c) haver conflito de interesses entre a “Fundação” Pingo Doce e o SNS. d) Tentar denegrir o SNS - que já esteve entre os melhores do mundo e não sei onde está após anos de ”neo-liberalismo" e desinvestimento, e) ”insinuar” que as “privadas” é que são boas, não corruptas, apesar de nesta a troca de favores ser troca de cifrões: pagas bem ou o Estado garante os lucros com verbas desviadas do SNS, em degradação propositada. Com prejuízo da melhoria do SNS universal, solidário e gratuito (VN)
Os hospitais merecem melhores dirigentes e as universidades também.
PUBLICO.PT

segunda-feira, 11 de julho de 2011

"Privatize-se tudo" - Saramago, Brecht e o douto Castanheira

‎"Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. (...) Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos."
in Cadernos de Lanzarote - José Saramago
7/7 às 16:58 ·  ·  · 

  • Tu, Sultão Mostarda e 2 outras pessoas gostam disto.

    • Gastao Castanheira Neves Barnabe 
      curioso como Saramago tinha uma visão tão próxima de Salazar ... de resto vender bens , propriedades, ouro do Banco de Portugal, empresas de telefones correios agua ou luz foram propostas que apenas apareceram depois da sua morte. Umas após outras, depois de descobrirem que as nacionalizações não dava dividendos. Era demasiada gente a comer do tacho. Havia que vender. A cimenteira LIZ foi devolvida ao anterior proprietário pelo valor de 1 Escudo ou seja meio cêntimo de euro

      há 23 horas 

    • Victor Nogueira LOL. Dizer que Saramago é igual a Salazar é como dizer que o Diabo é igual a Deus. Sem ofensa e por delicadeza, se os bafos científicos de café e na rede pagassem imposto em conformidade com o seu tamanho Portugal seria uma riquíssima super-potência com todos os trunfos a dar cartas !
      há 44 minutos · 

    • Victor Nogueira A quem interessar, dum "zé ninguém" chamado Bertold Brecht, comunista e perseguido pelos nazis, por cujo hefe - Hitler - morto - o democrata orgânico Salazar decretou luto nacional, cito dois dos poemas da sua vastíssima obra:
      há 12 minutos · 

    • Victor Nogueira Privatizado


      "Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar. 
      É da empresa privada o seu passo em frente, 
      seu pão e seu salário. E agora não contente querem 
      privatizar o conhecimento, a sabedoria, 
      o pensamento, que só à humanidade pertence." 
      .

      há 7 minutos · 

    • Victor Nogueira Soube que vocês nada querem aprender_Bertold Brecht 


      Soube que vocês nada querem aprender
      Então devo concluir que são milionários
      Seu futuro está garantido-à sua frente
      Iluminado. Seus pais
      Cuidaram para que seus pés
      Não topassem com nenhuma pedra.Neste caso
      Você nada precisa aprender.Assim como é
      Pode ficar. --------------
      .

      há alguns segundos
      .

      • Gastao Castanheira Neves Barnabe 
        Parece que ao falar de comunismo isso seja alguma coisa que não se tivesse extinto por responsabilidade própria e quanto a Salazar não ser Saramago para além de ambos os nomes começarem por S, também estou completamente de acordo. Salazar foi chamado pela ditadura militar ( 1926/ 1933 ) ele exerceu de Julho de 1932 a 10 de Março de 1933 para endireitar as contas de um país com uma divida menor do que a que temos hoje mas que não parava de aumentar tal como a instabilidade politica que em 15 anos (1911/1926) teve o privilégio de ter 48 brilhantes figuras que se sucediam numa revolução de uma forma perfeitamente ambiciosa. O ambiente económico ( Grande Depressão - ou "Crise de 1929") da Europa que lançou a guerra civil de Espanha e a 2ª Guerra Mundial criou o ambiente propicio para que Salazar se mantivesse no Poder por tanto tempo, apesar de nunca ter feito carreira militar o que acho importante salientar, quando as ditaduras quase sempre se mantêm pela força das armas Saramago foi um escritor que antes de o ser já era comunista e levou a cabo perseguições e saneamentos no jornal onde trabalhava, mas como é sempre bom aprender, reconheço que estava errado pois sempre pensei que Bertold Brecht, comunista, tivesse sido perseguido e morto ( tal como Judeus ou ciganos) pelas suas preferências sexuais e não pelas suas ideologias politicas
        Segunda-feira às 3:03 · 
      • Gastao Castanheira Neves Barnabe 
        Bertolt Brecht faleceu no hospital Charité (o único arranha-céu nas imediações do Berliner Ensemble), em agosto de 1956, em decorrência de um infarto. Ele está enterrado ao lado de Helene Weigel no Dorotheenstädtischer Friedhof (Chausseestrasse 126), ao lado da Casa Brecht. FONTE; WIKIPEDIA Sendo ainda Nazi a Alemanha em 1956, a pergunta é: em que ano deixou a Alemanha de ser Nazi ?
        Segunda-feira às 11:27 · 
      • Victor Nogueira 
        Mas que trocas e baldrocas. O nacional-socialismo foi derrubado com a tomada de Berlim pelo Exército Vermelho em 1945. Em consequência a Alemanha foi dividida em dois países: a República Federal, na esfera de influência da potência capitalista emergente directamente beneficiada pela II Guerra - os EUA - e a República Democrática, na esfera de influência da URSS. Portanto, oficialmente, o nacional-socialismo foi derrotado em 1945. Claro que em Nuremberga não foram julgados os grandes capitalistas alemães e estado-unidenses que apoiaram e subsidiaram Hitler e se aproveitaram da mao de obra-escrava e foram coniventes com o extermínio de judeus, eslavos, comunistas e ciganos. Foram julgados apenas as marionetas, i.e., parte dos dirigentes nazis. Mas o Gastão é ignorante ou pensa que os outros são parvos ?
        há 4 minutos