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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Para que o Mundo se transforme





* Victor Nogueira

Foi Costa em demanda do Caminho Aéreo para a União Indiana e no Restelo deixou Santos Silva, o sempre-em-pé.  É  Costa homem inteligente alheio a funerais e por isso estendeu o tapete à esquerda, para evitar o do PS Assiscaciano, Seguro e Sócretino, .Navega pois Costa inteligentemente, dirão uns, ardilosamente, clamarão outros, deixando em Belém Santos Silva e Marcello.

Com os votos e afluência a outras urnas conta ele. Só ou com o excelso Bloco. Mas apesar das trombetas e dos arautos de S. Bento ao Restelo, do Campo Grande a Belém, o Povo não  esteve no aterro nem em Campo de Ourique. Esse, sem mistificações, apesar das telenovelas e das narrativas, espontâneamente, esteve com o Álvaro sem esquecer o Vasco. Lembram-se ? Mas para quando a consciência individual ganhará a força da consciência social, ainda adormecida ou alienada com falsos deuses, e pseudo-salvadores da Pátria ? Quando se cumprirão a república, a democracia, e se realizará a profecia de Lincoln ? Para que, segundo Marx, "O Mundo se tansforme ?"




Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, 
Muda-se o ser, muda-se a confiança: 
Todo o mundo é composto de mudança, 
Tomando sempre novas qualidades. 

Continuamente vemos novidades, 
Diferentes em tudo da esperança: 
Do mal ficam as mágoas na lembrança, 
E do bem (se algum houve) as saudades. 

O tempo cobre o chão de verde manto, 
Que já coberto foi de neve fria, 
E em mim converte em choro o doce canto. 

E afora este mudar-se cada dia, 
Outra mudança faz de mor espanto, 
Que não se muda já como soía. 


Luís Vaz de Camões, in "Sonetos" 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

entre a luta de classes e o ressentimento

ESCREVE O ARTICULISTA «Apresentar como promíscua a relação entre o Estado e os negócios é considerar anómalo algo que constitui precisamente uma das componentes estruturais do capitalismo. Pretende-se assim que seja excepção aquilo que na verdade é uma regra, e desta maneira considera-se implicitamente que poderia existir um outro capitalismo, não perverso, em que o Estado seria imune aos negócios. Artigos deste tipo só confundem em vez de esclarecer.»
LER A CONTINUAÇÃO EM http://passapalavra.info/2009/03/2063
As denúncias de escândalos revelam mais o ressentimento do que o espírito de classe, e sempre que isto sucede o risco do fascismo não anda longe....
PASSAPALAVRA.INFO

domingo, 19 de outubro de 2014

E a carneirada prepara-se para dar maioria absoluta ao PS...


http://tripalio.blogspot.pt/2014/10/e-carneirada-prepara-se-para-dar.html?spref=fb

  • Viriato F. Soares e Margarida Vaz gostam disto.
  • Viriato F. Soares Uma sondagem claramente encomendada, na "onda" de Costa. É preciso desmistificar e esclarecer este povinho que PS/ Costa ainda não apresentou (nem vai apresentar) uma verdadeira alternativa à política neo liberal "troiquiana" , à qual estão amarrados... Mudança de caras é um acto de ilusionismo.
    33 min · Não gosto · 1
  • Victor Barroso Nogueira Viriato F. Soares Naturalmente que os números circenses entre costa e seguro sócrates "fiscalizados" por Jorge Coelho da Mota/Engil e das PPP´s tem resultados de lavandaria, fortalecidos pela comnicação social. Por exemplo, a grande notícia dos jornais de hoje é que o Bloco irá votar contra o OE, silenciando que idêntica atitude tomarão o PCP e o PEV. 

    Costa, anticomunista dos 4 costados, é o d. sebastião que se segue a cavaco, guterres, barroso,, sócrates, passes de coelho e assim cíclica e rotativamente. São 4 séculos de inquisição, pina manique e fascismo a influenciarem e condicionarem as consciências.

    A comunicação social "escamoteia" que a política de costa será a mesma que vem sendo segunda desde soares, e que tal como seguro não porá em causa o memorando de entendimento e o tratado orçamental subscritos pela tríade ps(d)cds. 

    Sobre as propostas de saída do Euro feitas pelo PCP e outras forças de esquerda o que se vê na CS é um ruídoso silêncio.
    5 min · Editado · Gosto
  • terça-feira, 18 de março de 2014

    o que é ser honesto ?

    * Victor Nogueira

    A "honestidade" tem um conteúdo de classe. Para o dono da fábrica o trabalhador "honesto" é aquele que não rouba o patrão embora deixe sem resistência e até colabore no esbulho da mais valia. Para o banqueiro o cidadão honesto é aquele que paga as suas dívidas embora este não receba juros sobre o dinheiro depositado com  qual o banqueiro faz novos empréstimos cobrando novos juros. Cidadão honesto é  aquele que vê a sua casa e bens penhorados embora pague os impostos enquanto os donos da banca depositem as suas riquezas em off-shores ou na Holanda, como o fazem os grandes capitalistas. Para o  dono da empresa capitalista qualquer que seja a sua dimensão trabaldor/a honesto/a é quem não faz greves nem reivindica, atendendo à "crise"  

    Do mesmo modo a consciência social têm um conteúdo de classe, ideológico, mesmo que a pessoa que é trabalhadora ou se diz de "esquerda" tenha a consciênca alienada e desfocada. And so  on

    segunda-feira, 10 de março de 2014

    Os juízes não são funcionários públicos ....

    * Victor Nogueira


    a propósito de prescrições e decisões judiciais 

    São agentes dum órgão de soberania, no qual reside o Poder Judicial, através dos Tribunais. Não fazem as Leis, executam-nas, com maior ou menor latitude de interpretação. E gozam de "segurança"  que garantam a sua "independência" face aos Poderes Legislativo (Parlamento)  e Executivo (Governo e/ou Presidente da República): inamovibilidade. independência e vitalicidade no exercício do cargo. E são naturalmente influenciados pela sua consciência social, não são neutros. Mas não fazem as leis, nem têm de  denunciá-las, em princípio. A responsabilidade da feitura das leis e da sua execução pertencem a outros órgãos de soberania, como o Parlamento, o Governo e o Presidente da República. E a "vigilância" e/ou denúncia cabem aos cidadãos, organizados ou a título individual. Assim como o Governo e o Parlamento não "julgam", os juízes não legislam nem fazem leis ou a sua regulamentação. Não acusam nem defendem: isso cabe aos advogados  e ao Ministério Público.

    Os juízes não são "deuses" pairando acima da sociedade. Têm limites e são influenciáveis e perceberão melhos os "problemas" daqueles com quem convivem. Mas a solução não está em serem eleitos - seriam escolhidos pelo voto, muitas vezes manipulado, - e tomariam as suas decisões em função da "popularidade" e não da interpretação das leis. Se pudessem ser "despedidos", sujeitos a contratos a prazo, facilmente seriam descartáveis pelos poderosos que ousassem afrontar. E afinal o que se vê é que não é deles que depende a existência ou não de tribunais, de meios que permitam a celeridade dos processos, a pairando acima da sociedade. Têm limites e são influenciáveis e perceberão melhosros "problemas" daqueles com quem convivem. Mas a solução não está em serem eleitos - seriam escolhidos pelo voto, muitas vezes manipulado, - e tomariam as suas decisões em função da "popularidade" e não da interpretação das leis. Se pudessem ser "despedidos", sujeitos a contratos a prazo, facilmente seriam descartáveis pelos poderosos que ousassem afrontar. E afinal o que se vê é que não é deles que depende a existência ou não de tribunais, de meios que permitam a celeridade dos processos, a definição das custas judiciais, a feitura e promulgação das leis, muitas vezes propositadamente confusas ou redigidas por "juristas" incompetentes. Isto tudo depende do Governo e do Parlamento que são formados a partir dos resultados eleitorais, expressos, a que se juntam os abstencionistas.  Sim, muitos juízes terão "espírito corporativo" mas este não é senão o da defesa da classe dominante com que se identificam,  que a esta convém, e cujos interesses afrontarão ou não. definição das custas judiciais, a feitura e promulgação das leis, muitas vezes propositadamente confusas ou redigidas por "juristas" incompetentes.