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sexta-feira, 14 de agosto de 2020

PSP apresenta queixa contra jornal Público por causa de cartoon no “Inimigo Público”

* Victor Nogueira

SEGUNDO A TEORIA MARXISTA, NUMA SOCIEDADE HÁ ÓRGÃOS REPRESSIVOS CUJA FINALIDADE É GARANTIR A "SEGURANÇA" DA CLASSE DOMINANTE. NUMA DEMOCRACIA BURGUESA A CLASSE DOMINANTE É A "ALTA" BURGUESIA. 
 
MEMBROS DAS FORÇAS DITAS DE SEGURANÇA TÊM SIDO NOTÍCIA POR ALEGADAMENTE TEREM APOIADO OU FAZEREM PARTE DE ORGANIZAÇÕES QUE COLOCAM DELIBERADAMENTE EM CAUSA A "legalidade" DA BURGUESIA OU POR EXERCEREM VIOLÊNCIA SOBRE MINORIAS ÉTNICAS, AO ARREPIO DA CONSTITUIÇÃO "burguesa", OU POR APOIAREM OU INTEGRAREM ORGANIZAÇÕES XENÓFOBAS OU RACISTAS.

APARENTEMENTE ISTO NÃO TERÁ PREOCUPADO O "Diretor Nacional DA psp"  DURANTE O GOVERNO "Socialista".


PUBLICOU UM JORNAL DITO DE REFERÊNCIA UM CARTOON, QUE TERÁ OFENDIDO O DIRECTOR NACIONAL DA PSP QUE CONTRA QUEM MUITO BEM ENTENDEU APRESENTOU QUEIXA-CRIME AO MINISTÉRIO PÚBLICO, ALEGANDO: "A PSP reagiu ao início da tarde com uma nota em que diz que os desenhos “ofendem a credibilidade, o prestígio e a confiança devidos à instituição, consubstanciando a prática de crime”. Para a PSP, o cartoon associa “de forma explícita” a polícia “a um qualquer movimento político-ideológico, afetando publicamente a isenção e apartidarismo que caracterizam a instituição”.»

EU PROFUNDAMENTE MENTE MENTECAPTO E RECONHECIDAMENTE FALHO DE INTELIGÊNCIA ME CONFESSO.

NÃO VIRA O REFERIDO CARTOON, MAS, CUM CARAÇAS, DEPOIS DE VÊ-LO, BURRO, CAVAGALDURA À ENÉSIMA POTÊNCIA  ME CONFESSO, DEPOIS DE VÊ-LO, 

NÃO FORA A DILIGENCIA DO SR DIRECTOR DA PSP, NELE, CARTOON, NÃO VISLUMBREI QUALQUER WALLY OU "BOLINHA"

NÃO TEM O SENHOR DIRECTOR DA psp NUM GOVERNO DITO SOCIALISTA E DEMOCRÁTICO MAIS COM QUE SE PREOCUPAR NA DEFESA DA LEGALIDADE DITA "DEMOCRÁTICA" DURANTE  VIGÊNCIA DUM GOVERNO DITO SOCIALISTA, DE FACTO E NAS MATÉRIAS ESTRUTURANTES APOIADO PELO PSD QUE ADMITE COLIGAR-SE COM O CHEGA DE VENTURA?
DIZ A NOTÍCIA QUE: «A PSP reagiu ao início da tarde com uma nota em que diz que os desenhos “ofendem a credibilidade, o prestígio e a confiança devidos à instituição, consubstanciando a prática de crime”. Para a PSP, o cartoon associa “de forma explícita” a polícia “a um qualquer movimento político-ideológico, afetando publicamente a isenção e apartidarismo que caracterizam a instituição”.»

MAS DIZ TAMBÉM A NOTÍCIA: «O diretor do suplemento satírico, Luís Pedro Nunes, estranha que “numa das semanas mais intensas com manifestações de racismo, ameaças e tudo, o grande ato público da Direção Nacional da PSP seja anunciar que vai processar um cartoon, que ainda por cima não visa particularmente a instituição, antes faz uma crítica à sociedade portuguesa”. “Quando vão atrás de cartoons, algo está errado, mas 2020 é um ano de grandes perplexidades”, diz ao Expresso, acrescentando que “isto começou hoje de manhã com a exigência do Movimento Zero para a Direção Nacional fazer alguma coisa”.»

in expresso.pt/sociedade/2020-08-14-Racismo.-PSP-apresenta-queixa-crime-contra-o-jornal-Publico-por-causa-de-cartoon-1

sábado, 25 de julho de 2020

PNR muda de nome




* Victor Nogueira

«A sigla PNR transformou-se em "E" e o símbolo do partido é a palavra "Ergue-te" a azul com uma chama vermelha no hífen.»
~~~~~~~~~~~~~~~~
O PNR (PARTIDO NACIONALISTA RENOVADOR) FOI CRIADO INICIALMENTE COMO PRD (PARTIDO RENOVADOR DEMOCRÁTICO), SOB A ÉGIDE DE RAMALHO EANES PARA TENTAR CINDIR AS ALAS "SÚCIALISTA" LIDERADA POR MÁRIO SOARES DA ALA SOCIALISTA, LIDERADA NÃO FIXOU A HISTÓRIA POR QUEM.

ESTE DESIDERATO NÃO TINHA PÉS PARA ANDAR. AFINAL, RAMALHO EANES FOI O CHEFE OPERACIONAL DESSE GOLPE CONTRA-REVOLUCIONÁRIO EM 25 DE NOVEMBRO DE 1975 QUE JUNTAVA TUDO, DESDE A EXTREMA DIREITA SPINOLISTA, BOMBISTA E REVANCHISTA ATÉ UMA AUTO-CONVENCIDA "ESQUERDA" MILITAR DITA MODERADA OU ULTRA-REVOLUCIONÁRIA QUE ACABOU EM GRANDE PARTE POR RECOLHER AO SEIO DO P"S"DE MÁRIO SOARES & SUCESSORES.
NA ESCOLHA POR RAMALHO EANES HOUVE UM ERRO DE CASTING, POIS O GENERAL NÃO ERA NEM BUONAPARTE, NEM DE GAULE NEM CESARISTA E O PRD FOI UM FLOP, UM BALÃO VAZIO, UM DESTROÇO ABANDONADO À DERIVA ATÉ SER TOMADO DE ASSALTO PELA EXTREMA-DIREITA QUE AGORA O REBAPTIZOU COMO PNR.
UMA ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DENOMINAR-SE SOCIALISTA, COMUNISTA, SOCIAL-DEMOCRATA, TRABALHISTA, DEMOCRATA CRISTÃ, AINDA TRANSPORTA NO SEU NOME UMA IDEIA, UM PROJECTO POLÍTICO, MESMO QUE NA VERDADE ISSO SEJA ENGANADOR.
MAS QUE PROJECTO POLÍTICO É O DE ORGANIZAÇÕES QUE SE DENOMINAM "LIVRE", "RIR", "CHEGA", "BASTA", "ERGUE-TE" ?

José Eliseu Pinto Victor, o que escreves assenta como uma luva no PRD de Ramalho Eanes mas nada tem que ver com o PNR, agora rebaptizado de Ergue-te, aqui para nós, um nome de cariz mais farmacêutico do que político. Ou sou só eu quem acha que dava um belo nome para um genérico do Viagra?

Ricardo Jorge Mateus Pina a verdade é que alguém ajudou o eanes, a fundar o prd, com o fito d derrotar o soares. outra verdade é que quando tentaram extinguir o prd os putos nazis já estavam inscritos e tomaram o poder em assembleia geral. depois foi só mudar o nome.

sábado, 9 de maio de 2020

o campo concentracionário

* Victor Nogueira

A criação deste enorme campo concentracionário de pessoas amestradas, amedrontadas e alienadas de qualquer resquício de Humanidade, temerosas dum "inimigo" invisível em constante renovação/mutação, preferencialmente desde tenra idade, está em marcha, com sucessivos ensaios de orquestras.
cartoon - joão abel manta


quinta-feira, 5 de abril de 2018

o pobre b.b.

da indigência. por defender o monumento aos anti-fascistas . chamam-me skin e fascista.(a confusão que não vai naqueles cabecinhas 'pensadoras') . fica um poema. combate kamarades. honra aos heróis. honremos os combatentes que, tanto sofrendo, derrotaram o fascismo.

'destas cidades ficará o que as atravessou: o vento!
a casa alegra o comedor que em seguida a esvazia.
sabemos bem que somos passageiros,

e o que depois virá não é coisa de valia.'
b. brecht. o pobre b.b
.'

Victor Barroso Nogueira Mas alguma vez não estivemos pelo menos desde a "Geração Perdida", os "loucos" anos 20 e o "crash" de 1929 ?

Ricardo Jorge Mateus Pina mas vê victor. a imensa tristeza do brecht ao perceber que as gerações vindouras (os jovens) seriam fascistas. adivinhou a imensa noite que a humanidade sofreu.
Gerir


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Responder13 min



Victor Barroso Nogueira Também houve e continua a haver jovens na "resistência" e no combate por "outros amanhãs" ,


Mas no movimento fascista não estiveram apenas os jovens. Embora no cinema haja cenas em dois filmes que me "calafriam"

Uma é em Cabaret, de Bob Fosse, onde apenas o velho operário resiste à onda







Victor Barroso Nogueira Outra é em Casablanca, de Michael Curtiz


segunda-feira, 13 de março de 2017

Fui enganado, escreve Daniel Oliveira !

* Victor Nogueira

Daniel Oliveira não é novato, tem uma longa e diversificada experiência e vivência políticas e, num caso destes, considerando os envolvidos, deixou-se enganar como um anjinho apenas por causa do seu "feeling" e porque é contra qualquer limitação à liberdade de expressão, mesmo de organizações que perfilhem o fascismo que acha não deverem ser proibidas mas apenas "policialmente" vigiadas se desenvolverem actividades criminosas ?


Daniel Oliveira - opinion maker - deixou-se enganar como colunista ou como jornalista, sem verificar as fontes e os factos ? E agora vem de pretenso baraço ao pescoço com "mea culpa" esfarrapada ? Seremos todos tótós ?


Ah, pois, por coincidência escreve DO que do Conselho da Faculdade que apoiou o Reitor fazem parte personalidades insuspeitas de "esquerdismo" como o empresário Pinto Balsemão, dono da comunicação social de que faz parte o Expresso, o banqueiro Vieira Monteiro, o embaixador Seixas da Costa e o dirigente da Fundação Aga Khan ... Tudo gente bem, insuspeita de esquerdismos, cuja atitude o levou a mudar ou rever a sua posição de insuspeito e abalizado "opinon-maker".


Ah, na sua crónica anterior DO intitulada “Quem cala Nogueira Pinto não defende a democracia” este é apresentado como uma personalidade de extrema direita mas democrata, embora “saudosista do Estado Novo”, civilizado, de trato ameno, que DO escuta com interesse na rádio, que não merecia ser tratado como um criminoso.

E alguns dias depois DO faz um pungente "mea-culpa" e malha em Nogueira Pinto afirmando que este “apoiou de forma activa, durante o Estado Novo, a repressão policial contra a liberdade de expressão e de manifestação dos seus colegas.” "Estado Novo”, escreve DO em duas crónicas seguidas ? Ah, estes pruridos de linguagem. E assim Nogueira segundo DO nesta segunda crónica, perde o estatuto de “democrata”.



Decididamente, haverá dias para DO esquecer, não saindo de casa nem pegando na caneta para escrever ?

Daniel Oliveira
LEITOR.EXPRESSO.PT

segunda-feira, 25 de abril de 2016

25 de Abril de 2016



foto victor nogueira - lisboa - rua antónio maria cardoso - mural (entretanto destruído) homenageando as ´ultimas vítimas assassinadas pela PIDE/DGS antes da sua rendição em 25 de Abril de 1974. A sede nacional da Pide, cujo edifício era propriedade da Casa dos Duques de Bragança,é hoje um Hotel de luxo.

"NESTA RUA, ANTES DE SE RENDER, A PIDE MATOU E QUATRO COMPANHEIROS TOMBARAM PELA LIBERDADE NO DIA DA LIBERTAÇÃO"

Ficam CINCO canções emblemáticas.

De José Afonso, que tal como Adriano Correia de Oliveira, não é "Herói" no Panteão Nacional, 

GRÂNDOLA VILA MORENA



e OS VAMPIROS





e de Ermelinda Duarte
SOMOS LIVRES



e com José Mário Branco EU VIM DE LONGE 





culminando com Sérgio Godinho em
LIBERDADE



domingo, 5 de outubro de 2014

Entre as brumas da memória: Nem no tempo do fascismo

* Victor Nogueira

o post e o meu comentário

Nem no tempo do fascismo notícias destas seriam permitidas ("o que não é notícia, não existe") e não poucos professores foram expulsos do ensino ou impedidos de leccionar mesmo particularmente enquanto outros tiveram de emigrar.

ENTREASBRUMASDAMEMORIA.BLOGSPOT.COM



***




Blogger Joana Lopes disse...
Certamente e eu não disse que o tempo do fascismo era melhor. Mas ESTA falta de respeito pelos professores não existia.
5 de Outubro de 2014 às 18:46
Blogger Victor Nogueira disse...
Joana - Percebo mas ... No tempo do fascismo não havia qualquer respeito, quer pelos trabalhadores, quer pela generalidade das populações, quer pelos propfessores. Havia a declaração de repúdio activo pelo comunismo e outras actividades subversivas, para além das prisões políticas, da repressão, da tortura, do assassinato político ao virar duma esquina ou nos campos do Alentejo, sem deixar de referir a negação das liberdades cívicas "burguesas" (associação, reunião. greve, sindicalização, informação ... ) nem direitos à saúde, habitação ou expressão do pensamento e havia a PIDE e a censura. E havia uma enorme taxa de analfabetismo, um ensino sexualmente segregracionista e discriminatório e uma universidade elitista. Ah!E tb a sujeição da mulher ao poder paternal ou marital. Se isto é respeito pelos professores (m/f)....
5 de Outubro de 2014 às 19:03
 Eliminar
Blogger Joana Lopes disse...
Víctor, escusa de descrever todos os malefícios do fascismo porque também os conheço. Se não quer perceber o que eu quis dizer, paciência...
5 de Outubro de 2014 às 21:32

***

É óbvio que o fascismo poderá ter tido alguns aspectos positivos.Mas entre eles não está o respeito pela generalidade das pessoas e por quem trabalha, fossem ou não professores. Não desejo entrar em polémicas desnecessárias e admito indubitavelmente que a Joana sabe o que foi o fascismo na vida das  pessoas por um saber e sentir de vivências pessoais feitas. E o fascismo como "positivo" não é de modo algum defensável nem termo de comparação. Eu percebo a Joana e a Joana percebeu-me. Faço-lhe essa  justiça. Sem acrimónia.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

a persistência da memória



* Victor Nogueira

SOBRE AS "HOMENAGENS E A PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA" ou A EXPOSIÇÃO dos RETRATOS DOS PRESIDENTES, DEMOCRATAS OU NÃO

A questão pode ser vista assim:  L'IMPORTANT C'EST LE PÊ-ÉSSE - Mário Soares "recuperou" Spínola, o da rede bombista de extrema direita, o homem de Braga ergeu uma estátua ao cónego Melo da mesma rede bombista de extrema-direita e o homem de Barcelos resolveu homenagear Sidónio, Carmona,Craveiro, Tomás e Spínola. É O PS NO SEU MÁXIMO ESPLENDOR. 

Mas uma pesquisa na Net indica que Carmona é o nome de inúmeras avenidas e ruas em Portugal (1)  e será ainda da ponte em Vila Franca de Xira. Craveiro Lopes (2) tem uma avenida em Lisboa e Salazar uma rua em Armamar e Tomás uma avenida numa freguesia da Covilhã.(Dominguiso)

Carmona é também o mais persistente, com uma barragem em Idanha-a-Nova e um Parque em Cascais. 

(1) Cascais, Vila Flor, Barcelos, Vila Nova de Gaia, Chaves, Tabuaço, S Martinho do Porto (Alcobaça), Santo Antão do Tojal (Loures), Ferragudo (Lagoa), Chamusca (Vila Nova da Barquinha), Valpaços (Vila Real), Alcanena, Entroncamento, Rio Maior ....
(2) Lisboa, Odivelas, Póvoa de Santo Adrião, Ponte de Sor,Vendas Novas, Carcavelos  para além dum fontenário na Madeira (Santana do Campo)

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

PCP denuncia exposição no Parlamento como um “enxovalho” à democracia

L'IMPORTANT C'EST LE PÊ-ÉSSE - Mário Soares "recuperou" Spínola, o da rede bombista de extrema direita, o homem de Braga ergeu uma estátua ao cónego Melo da mesma rede bombista de extrema-direita e o homem de Barcelos resolveu homenagear Sidónio, Carmona,Craveiro, Tomás e Spínola. É O PS NO SEU MÁXIMO ESPLENDOR.
comenta um dos eleitores
Criar polémica para entreter os "paspalhos"!!!!! 
J L Martins (seguir utilizador), 2 pontos , hoje às 14:28
Pois a mim o busto do Óscar do Carmona e do "marinheiro" Tomás nada me perturba. Parece-me que quem foi buscar os bustos aos armazéns da AR e os recolocou tinha apenas como objectivo "criar uma polémica" para ver se o povo se esquece das "malabarices" do Dr Passos e do gang dele e se concentra agora num assunto que nenhuma relevância tem para a Vida real da nação.

Nem sequer tenho uma verdadeira opinião formada sobre o assunto toda a gente sabe que antes do 25 de Abril os Presidentes da República eram uns "verbos de encher"....... Faziam o que o Salazar lhes mandava depois de devidamente consultado o Cardeal Cerejeira amigos e colegas desde os tempos de Coimbra.
Quando penso em ditadura e fascismo não são estes os nomes que vem á memória é o Salazar é César Moreira Baptista é o Rapazote e os Pides Silva Pais Barbieri e Saquetti.
Esta "história" vem para por o povo a pensar "noutros assuntos"...Estes Srs eram rigorosamente "paus mandados".
A nossa Presidente da Assembleia resolveu fazer uma "manobra de diversão"......Nem no tempo deles eram levados a sério!!!!
Bustos de Carmona, Américo Tomás e Craveiro Lopes numa exposição que vai ser inaugurada na Assembleia da República motivam revolta da esquerda. PSD e CDS respondem que
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segunda-feira, 31 de março de 2014

1974.03.31 -a última ovação a marcelo caetano

« As multidões manifestam-se contra muitas coisas, mas gostam de vencedores – é bom não esquecer. » , escreve a articulista

* Victor Nogueira

1- Em 31 de Março de 1974, com a contestação à guerra colonial, com a emigração, com as greves, com as dificuldades em recrutar oficiais para o QP, com um 1º de Maio que se previa tumultuoso, com com uma vaga de prisões na forja pela PIDE, Marcelo era um vencedor ? Sim, quase foi em 25 de Abril, quando a inépcia ou a cumplicidade de um MFA(já) dividido permitiu que Marcelo ditasse  que só se rendia a Spínola, que manobrou à vontade, embora  "travado" e com o fiel da balança a mudar devido às multidões na rua, desobedecendo aos líderes militares na Pontinha,  e que contribuíram para que durante largos meses não se  ficasse por uma simples mudança das moscas. Quanto à firmeza das multidões eu poria uma outra questão ? Entre a multidão que ovacionou Marcelo no 31, haveria "arregimentados" pelos caciques, em Portugal inteiro,  e transportados nas célebres "camionetas do regime?

2. - Espontânea ou não, a verdade é que Marcelo, em contagem decrescente, seguramente que aproveitaria a final no Jamor e transmitida pela RTP para "fabricar" o apoio popular que há muito perdera. Incluindo a da guarda pretoriana spinolista.


Marcelo era o homem das encenações e dos gestos teatrais, a partir de certa altura   manietado pelo  "faz que anda mas não anda”. Para além das "conversas em família" foi assim com a da Brigada do Reumático na Assembleia Nacional, ou com a votação na AN da moção sobre a "política ultramarina", de que eu falava nessa altura:

«Pois é, após uma semana muito agitada por parte das altas personalidades do regime o Marcelo fez um discurso exemplar nas suas contradições; para além disso, um tentar rebater as teses de Spínola, publicadas no seu livro “Portugal e o Futuro” – que ainda não chegou a Évora, aqui a 137 km de Lisboa. Um discurso estafado, que não engana quem dos mecanismos políticos e económicos conheça alguma coisita.

Recusado o impossível recurso a um referendo popular, restou ao Marcelo submeter-se, em gesto teatral, às decisões da Moção que os deputados Ultramarinos porão à votação amanhã. Alguns destes já foram intérpretes na Assembleia [Nacional] de correntes existentes no Ultramar tendentes à autonomia, estilo federativo (teses de Spínola) Mas, da Comissão do Ultramar, que redigiu o texto da moção atrás referida, fazem parte deputados anti-Spínola. Estou curioso de saber qual será o texto: Federação ou tudo como dantes?»  (MCG – 1974.04.05]»

E numa colagem de recortes  da minha correspondência  na altura refiro o "arregimentar» que ainda em 1973 se verificava:

«30 foram as camionetas (fora os automóveis particulares) que de Évora se deslocaram a Lisboa para apoiar o Marcelo [Caetano]. Beja, Santarém, Leiria, Portalegre, enfim, milhares de tipos confluíram para a manifestação do entardecer [em Lisboa]. Pena não autorizarem as contra -manifestações. (...) O Diogo diz que da Amareleja não terão ido pessoas à manifestação (salvo talvez os da Casa do Povo). Não porque sejam do reviralho, mas porque não se metem nestas coisas (viver não custa.). (MCG - 1973.07.19)

Ontem à noite (1973.10.24), no regresso de Arraiolos, muitos Mercedes a caminho de Évora, onde às 21:30 alentejanos cinzentos de ar sisudo aguardavam ordeiramente o início da sessão de propaganda da ANP [Acção Nacional Popular]. Debaixo dos arcos [arcadas], uma fila de homens, com ar humilde e jeito de rebanho descido da camioneta, dirigia-se para o cinema onde se realizaria a tal sessão. A Oposição não comparecerá as eleições no domingo. O Marcelo [Caetano] bater-se-á contra nada. (MCG - 1973.10.25).»

3. - em tempo - politicamente e segundo a Constituição da altura, O Presidente do Conselho e o  Governo dependiam politicamente do Presidente da República e não da Assembleia Nacional, cujo regimento aliás não previa a votação de moções de censura ou de confiança (no Governo).

E um jurista e legalista como Marcelo, encena na Assembleia Nacional ter o apoio dos Altos Comandos Militares -  directamente dependentes do Presidente da República - e da Assembleia Nacional. Não é com a "prisão" do Presidente da República que o MFA se preocupa, mas "permite" que Marcelo exija render-se a um oficial-general - Spínola ou Costa Gomes, por acção de Feitor Pinto.

Há na altura um mistério: a conselho do Director Geral, da PIDE, que Spínola tentará manter em funções com a "benemérita" - Marcelo é aconselhado a refugiar-se sob protecção da GNR no Quartel  General do Carmo - em vez de se dirigir para Monsanto, como seria previsto e fizera em 16 de Março. O Carmo não foi uma ratoeira, parece-me, mas uma tentativa de descolar Marcelo de Tomás, dando-lhe mão livre. Uns não queriam - o MFA - e outros não previram - a PIDE e Marcelo - com especial relevo para a juventude - o povo de Lisboa saísse à rua e cercasse o Quartel General da GNR e a sede nacional da PIDE - que as forças armadas -  por ingenuidade de uns, por inépcia ou cumplicidade de outros - "deixaram" à vontade e com liberdade de movimentos. 

http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/2014/03/3131974-ultima-ovacao-marcel-caetano.html

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Industriais querem Constituição revista

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há 10 horas · Editado 

Industriais querem Constituição revista
"Será que os sobreviventes desta crise não têm legitimidade para exigir aos agentes políticos para reverem a Constituição?", pergunta o presidente da Associação Industrial Portuguesa. 


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Pois, pois. A constituição deles deve ter como artigos

1. a soberania reside no grande capital económico-financeiro
2. é garantida a propriedade privada plena ao grande capital e a "justa" remuneração dos seus rendimentos e lucros
3. Os direitos do grande capital e da especulação financeira prevalecem sobre todos e quaisquer direitos ou declarações universais de direitos humanos
4. não é permitida qualquer actividade, associação profisssional ou partido político qe questione ou ponha em causa os artigos anteriores.
5. é abolida a pena de morte, salvo se esta resultar da fome ou da doença
6. o hino nacional intitula-se ARBEIT MACHT FREI e terá apenas os seguintes versos: "tudo pela nação, nada contra a nação / pois o trabalho liberta / lá vamos, cantando e rindo / levados, levados, sim / para a fundição da alegria no trabalho"
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