Mais uma conversa para entreter e não se sabe com que propósito Decididamente este é um país de inocentes demasiado inteligentes ?
Aprender, Aprender Sempre ! (Lenine) ..... Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Alegria e Fantasia (Victor Nogueira) ..... Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
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segunda-feira, 13 de março de 2017
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
a persistência da memória
* Victor Nogueira
SOBRE AS "HOMENAGENS E A PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA" ou A EXPOSIÇÃO dos RETRATOS DOS PRESIDENTES, DEMOCRATAS OU NÃO
A questão pode ser vista assim: L'IMPORTANT C'EST LE PÊ-ÉSSE - Mário Soares "recuperou" Spínola, o da rede bombista de extrema direita, o homem de Braga ergeu uma estátua ao cónego Melo da mesma rede bombista de extrema-direita e o homem de Barcelos resolveu homenagear Sidónio, Carmona,Craveiro, Tomás e Spínola. É O PS NO SEU MÁXIMO ESPLENDOR.
Mas uma pesquisa na Net indica que Carmona é o nome de inúmeras avenidas e ruas em Portugal (1) e será ainda da ponte em Vila Franca de Xira. Craveiro Lopes (2) tem uma avenida em Lisboa e Salazar uma rua em Armamar e Tomás uma avenida numa freguesia da Covilhã.(Dominguiso)
Carmona é também o mais persistente, com uma barragem em Idanha-a-Nova e um Parque em Cascais.
(1) Cascais, Vila Flor, Barcelos, Vila Nova de Gaia, Chaves, Tabuaço, S Martinho do Porto (Alcobaça), Santo Antão do Tojal (Loures), Ferragudo (Lagoa), Chamusca (Vila Nova da Barquinha), Valpaços (Vila Real), Alcanena, Entroncamento, Rio Maior ....
(2) Lisboa, Odivelas, Póvoa de Santo Adrião, Ponte de Sor,Vendas Novas, Carcavelos para além dum fontenário na Madeira (Santana do Campo)
A questão pode ser vista assim: L'IMPORTANT C'EST LE PÊ-ÉSSE - Mário Soares "recuperou" Spínola, o da rede bombista de extrema direita, o homem de Braga ergeu uma estátua ao cónego Melo da mesma rede bombista de extrema-direita e o homem de Barcelos resolveu homenagear Sidónio, Carmona,Craveiro, Tomás e Spínola. É O PS NO SEU MÁXIMO ESPLENDOR.
Mas uma pesquisa na Net indica que Carmona é o nome de inúmeras avenidas e ruas em Portugal (1) e será ainda da ponte em Vila Franca de Xira. Craveiro Lopes (2) tem uma avenida em Lisboa e Salazar uma rua em Armamar e Tomás uma avenida numa freguesia da Covilhã.(Dominguiso)
Carmona é também o mais persistente, com uma barragem em Idanha-a-Nova e um Parque em Cascais.
(1) Cascais, Vila Flor, Barcelos, Vila Nova de Gaia, Chaves, Tabuaço, S Martinho do Porto (Alcobaça), Santo Antão do Tojal (Loures), Ferragudo (Lagoa), Chamusca (Vila Nova da Barquinha), Valpaços (Vila Real), Alcanena, Entroncamento, Rio Maior ....
(2) Lisboa, Odivelas, Póvoa de Santo Adrião, Ponte de Sor,Vendas Novas, Carcavelos para além dum fontenário na Madeira (Santana do Campo)
segunda-feira, 31 de março de 2014
1974.03.31 -a última ovação a marcelo caetano
« As multidões manifestam-se contra muitas coisas, mas gostam de vencedores – é bom não esquecer. » , escreve a articulista
* Victor Nogueira
1- Em 31 de Março de 1974, com a contestação à guerra colonial, com a emigração, com as greves, com as dificuldades em recrutar oficiais para o QP, com um 1º de Maio que se previa tumultuoso, com com uma vaga de prisões na forja pela PIDE, Marcelo era um vencedor ? Sim, quase foi em 25 de Abril, quando a inépcia ou a cumplicidade de um MFA(já) dividido permitiu que Marcelo ditasse que só se rendia a Spínola, que manobrou à vontade, embora "travado" e com o fiel da balança a mudar devido às multidões na rua, desobedecendo aos líderes militares na Pontinha, e que contribuíram para que durante largos meses não se ficasse por uma simples mudança das moscas. Quanto à firmeza das multidões eu poria uma outra questão ? Entre a multidão que ovacionou Marcelo no 31, haveria "arregimentados" pelos caciques, em Portugal inteiro, e transportados nas célebres "camionetas do regime?
2. - Espontânea ou não, a verdade é que Marcelo, em contagem decrescente, seguramente que aproveitaria a final no Jamor e transmitida pela RTP para "fabricar" o apoio popular que há muito perdera. Incluindo a da guarda pretoriana spinolista.
2. - Espontânea ou não, a verdade é que Marcelo, em contagem decrescente, seguramente que aproveitaria a final no Jamor e transmitida pela RTP para "fabricar" o apoio popular que há muito perdera. Incluindo a da guarda pretoriana spinolista.
Marcelo era o homem das encenações e dos gestos teatrais, a partir de certa altura manietado pelo "faz que anda mas não anda”. Para além das "conversas em família" foi assim com a da Brigada do Reumático na Assembleia Nacional, ou com a votação na AN da moção sobre a "política ultramarina", de que eu falava nessa altura:
«Pois é, após uma semana muito agitada por parte das altas personalidades do regime o Marcelo fez um discurso exemplar nas suas contradições; para além disso, um tentar rebater as teses de Spínola, publicadas no seu livro “Portugal e o Futuro” – que ainda não chegou a Évora, aqui a 137 km de Lisboa. Um discurso estafado, que não engana quem dos mecanismos políticos e económicos conheça alguma coisita.
Recusado o impossível recurso a um referendo popular, restou ao Marcelo submeter-se, em gesto teatral, às decisões da Moção que os deputados Ultramarinos porão à votação amanhã. Alguns destes já foram intérpretes na Assembleia [Nacional] de correntes existentes no Ultramar tendentes à autonomia, estilo federativo (teses de Spínola) Mas, da Comissão do Ultramar, que redigiu o texto da moção atrás referida, fazem parte deputados anti-Spínola. Estou curioso de saber qual será o texto: Federação ou tudo como dantes?» (MCG – 1974.04.05]»
E numa colagem de recortes da minha correspondência na altura refiro o "arregimentar» que ainda em 1973 se verificava:
«30 foram as camionetas (fora os automóveis particulares) que de Évora se deslocaram a Lisboa para apoiar o Marcelo [Caetano]. Beja, Santarém, Leiria, Portalegre, enfim, milhares de tipos confluíram para a manifestação do entardecer [em Lisboa]. Pena não autorizarem as contra -manifestações. (...) O Diogo diz que da Amareleja não terão ido pessoas à manifestação (salvo talvez os da Casa do Povo). Não porque sejam do reviralho, mas porque não se metem nestas coisas (viver não custa.). (MCG - 1973.07.19)
Ontem à noite (1973.10.24), no regresso de Arraiolos, muitos Mercedes a caminho de Évora, onde às 21:30 alentejanos cinzentos de ar sisudo aguardavam ordeiramente o início da sessão de propaganda da ANP [Acção Nacional Popular]. Debaixo dos arcos [arcadas], uma fila de homens, com ar humilde e jeito de rebanho descido da camioneta, dirigia-se para o cinema onde se realizaria a tal sessão. A Oposição não comparecerá as eleições no domingo. O Marcelo [Caetano] bater-se-á contra nada. (MCG - 1973.10.25).»
3. - em tempo - politicamente e segundo a Constituição da altura, O Presidente do Conselho e o Governo dependiam politicamente do Presidente da República e não da Assembleia Nacional, cujo regimento aliás não previa a votação de moções de censura ou de confiança (no Governo).
E um jurista e legalista como Marcelo, encena na Assembleia Nacional ter o apoio dos Altos Comandos Militares - directamente dependentes do Presidente da República - e da Assembleia Nacional. Não é com a "prisão" do Presidente da República que o MFA se preocupa, mas "permite" que Marcelo exija render-se a um oficial-general - Spínola ou Costa Gomes, por acção de Feitor Pinto.
Há na altura um mistério: a conselho do Director Geral, da PIDE, que Spínola tentará manter em funções com a "benemérita" - Marcelo é aconselhado a refugiar-se sob protecção da GNR no Quartel General do Carmo - em vez de se dirigir para Monsanto, como seria previsto e fizera em 16 de Março. O Carmo não foi uma ratoeira, parece-me, mas uma tentativa de descolar Marcelo de Tomás, dando-lhe mão livre. Uns não queriam - o MFA - e outros não previram - a PIDE e Marcelo - com especial relevo para a juventude - o povo de Lisboa saísse à rua e cercasse o Quartel General da GNR e a sede nacional da PIDE - que as forças armadas - por ingenuidade de uns, por inépcia ou cumplicidade de outros - "deixaram" à vontade e com liberdade de movimentos.
3. - em tempo - politicamente e segundo a Constituição da altura, O Presidente do Conselho e o Governo dependiam politicamente do Presidente da República e não da Assembleia Nacional, cujo regimento aliás não previa a votação de moções de censura ou de confiança (no Governo).
E um jurista e legalista como Marcelo, encena na Assembleia Nacional ter o apoio dos Altos Comandos Militares - directamente dependentes do Presidente da República - e da Assembleia Nacional. Não é com a "prisão" do Presidente da República que o MFA se preocupa, mas "permite" que Marcelo exija render-se a um oficial-general - Spínola ou Costa Gomes, por acção de Feitor Pinto.
Há na altura um mistério: a conselho do Director Geral, da PIDE, que Spínola tentará manter em funções com a "benemérita" - Marcelo é aconselhado a refugiar-se sob protecção da GNR no Quartel General do Carmo - em vez de se dirigir para Monsanto, como seria previsto e fizera em 16 de Março. O Carmo não foi uma ratoeira, parece-me, mas uma tentativa de descolar Marcelo de Tomás, dando-lhe mão livre. Uns não queriam - o MFA - e outros não previram - a PIDE e Marcelo - com especial relevo para a juventude - o povo de Lisboa saísse à rua e cercasse o Quartel General da GNR e a sede nacional da PIDE - que as forças armadas - por ingenuidade de uns, por inépcia ou cumplicidade de outros - "deixaram" à vontade e com liberdade de movimentos.
http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/2014/03/3131974-ultima-ovacao-marcel-caetano.html
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
O 4 DE FEVEREIRO DE 1961 E A GUERRA COLONIAL
Praticamente desde o século XVI os povos de África resistiram à ocupação dos seus territórios pelos europeus e ao tráfico de escravos, sobretudo para as colónias americanas e para o que viria a ser os Estados Unidos da América. A partir da Conferência de Berlim em 1885, que procedeu à partilha de África e não só de acordo com os interesses do desenvolvimento capitalista, verificou-se a ocupação efectiva dos territórios. No que respeita a Portugal, este no final da Monarquia e durante a 1ª República procedeu às chamadas Campanhas de Pacificação, vencendo a resistência dos africanos devido à superioridade de armamento.
Desde então a resistência foi mais ou menos sufocada. Em Janeiro de 1961 os camponeses da Baixa do Cassange, em Angola, (numa área equivalente à de Portugal Continental) iniciaram uma greve contra o regime de monocultura de algodão e contra as condições de trabalho. Esta greve foi sufocada pela aviação militar, metralhando e regando com napalm as populações originando entre centenas e milhares de mortos, a ela não se referindo os órgãos de informação devido à férrea censura fascista.
Em 4 de Fevereiro do mesmo ano de 1961, coincidindo com o desvio do paquete Santa Maria e as greves em Portugal, as cadeias de Luanda foram assaltadas para a libertação de presos políticos. Os assaltos, posteriormente reivindicados pelo MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) falharam e em Luanda seguiram-se tempos de massacre das populações dos muceques da periferia da cidade, perpetrados por civis brancos armados.
Em 15 de Março de 1961 a UPA (União dos Povos de Angola), apoiada pelos EUA, desencadeou no Norte de Angola um ataque e a chacina de fazendeiros e suas famílias nas roças de café e dos respectivos trabalhadores bailundos, do Sul de Angola, usados para quebrar a resistência dos camponeses do Norte dentro do princípio do dividir para reinar, como sucedia em Portugal no Alentejo.
O Governo de Salazar sabia da preparação da revolta mas nada fez para evitá-la. Falhada a conspiração do General Botelho Moniz, Salazar e o seu governo resolveram ir "Para Angola e em Força". Nesse mesmo ano a União Indiana ocupou os territórios do chamado Estado da Índia e nos anos seguintes iniciou-se a guerra colonial em Moçambique e na Guiné.
O 4 de Fevereiro de 1961 marca pois o início da guerra colonial, a que o 25 de Abril de 1974 pôs termo, apesar da resistência e oposição do General Spínola e das ambiguidades posteriores de Mário Soares/PS.
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