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sexta-feira, 8 de abril de 2016

as bengaladas de soares e o tempo "velho" na Cultura

Não sou leitor de Augusto Seabra mas devido à reacção de Soares fi lê-lo e não vejo nele que pusesse em causa a honra e dignidade pessoais do Ministro. Trata-se em meu entender de uma apreciação da política cultural do PS por intermédio do Ministro. Muito mais virulento costuma ser VPV.. 
Luís XIV era o Rei-Sol e o Estado era ele. Talvez Soares numa madrugada se tenha lembrado de Jorge Coelho,que em tempos "afirmou" que quem se metesse com o PS ... levava. Mas lá que Soares deveria ter sido mais comedido, isso deveria. .

OPINIÃO

“Tempo velho” na Cultura

A nomeação de João Soares para ministro da Cultura foi uma surpresa que permanece inexplicável, já que passados quatro meses não afirmou uma linha de acção política, tão-só um estilo de compadrio, prepotência e grosseria. De resto, não tinha qualificações particulares para o cargo. 

A nomeação de João Soares para ministro da Cultura foi uma surpresa que permanece inexplicável, já que passados quatro meses não afirmou uma linha de acção política, tão-só um estilo de compadrio, prepotência e grosseria. De resto, não tinha qualificações particulares para o cargo, que não o era a sua gestão da Cultura na Câmara Municipal de Lisboa em tempos idos, antes pelo contrário. E sendo ele um derrotado nato – perdeu as eleições autárquicas em Lisboa e em Sintra e para secretário-geral do PS –, mas também um caso de obstinação, esta nomeação culminou uma reascensão vertiginosa, se recordarmos que nas últimas eleições inicialmente nem estava em lugar elegível nas listas.
O argumento de que também pode fazer sentido ter na pasta alguém com peso político esvaiu-se com o quadro orçamental para este ano. Sendo ainda recomendável alguma contenção, o certo é que o sector vive uma situação de emergência, consumada na governação PSD-CDS, mas que vem dos tempos socialistas do socratismo, quando ocorreu uma sistemática desorçamentação. Agora não só não houve aumento de dotação, como mesmo acrescido desinvestimento na Direcção-Geral do Património e no Fundo de Fomento Cultural!
Há que dizer que desde o princípio António Costa esteve muito mal na sua relação com o sector, seguindo o modelo tradicional do PS de o considerar como ornamento, acenando apenas com a promessa imprescindível de restaurar um ministério. Logo no início da sua caminhada houve uma iniciativa ridícula, um manifesto “A Cultura apoia António Costa”, como se uns quantos agentes fossem “A Cultura” e dela proprietários. Depois, noutra tradição socialista, o almoço em final de campanha eleitoral, houve o prodígio de ser oradora quem tinha sido tornada “artista do regime” pelo governo de direita, Joana Vasconcelos. E, assim, a nomeação de Soares foi apenas o consumar político desta consideração do adorno. Mas abrindo azo aos piores receios.
Que um governante se rodeie de pessoas de confiança é óbvio. Mas no caso do gabinete de Soares trata-se de uma confraria de socialistas e maçons. Depois começou a distribuir elogios: foi à antestreia de Um Amor Impossível pela sua “grande admiração pela obra notável de António-Pedro Vasconcelos”; destacou “o trabalho notável de Paulo Branco”, quando foi à rodagem do filme de Fanny Ardant; foi às Correntes de Escrita, porque “a Maria do Rosário Pedreira e o Manuel Alberto Valente” lhe recomendaram. A isto se chama "amiguismo", o gesto mais clamoroso sendo a nomeação de um velhoapparatchik, Elísio Summavielle, para o CCB, em lugar de António Lamas, que por muitas razões que houvesse para ser substituído o foi de modo grosseiro. Mas Soares quer dar nas vistas pegando em questões controversas que se arrastam. É o caso das obras de Miró. Logo enunciou que gostaria que fossem expostas este ano em Serralves. Que a administração daquele tenha aceite é um gesto “diplomático”, quando Serralves e o Estado têm ainda de negociar a espinhosa questão do destino da colecção do Ministério da Cultura. Mas não deixa de ser exorbitante que um ministro sugira programação ou a aprove, como sucedeu, segundo o novel presidente do CCB, com a dos Dias da Música, A Volta ao Mundo em 80 Concertos. Os concertos tinham de ser aprovados por João Soares? Já não falando de outras coisas (a esdrúxula nomeação de alguém reticente à arte contemporânea, Pacheco Pereira, para administrador por parte do Estado de Serralves, Museu de Arte Contemporânea), o tão badalado “tempo novo” é na cultura apenas o “tempo velho” dos hábitos socialistas. E muito ainda promete...
https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/tempo-velho-na-cultura-1728263

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

As "indignações" e as bem-aventuranças do Cardeal Patriarca de Lisboa


http://www.esquerda.net/artigo/cardeal-patriarca-irrita-sindicatos

www.esquerda.net
‎"Está a fazer-me muita confusão ver, neste anúncio das medidas difíceis que até nos foram impostas por quem nos emprestou dinheiro, que os grupos estejam a fazer reivindicações grupais, de classe, não gosto", afirmou D. José Policarpo na aldeia de Alvorinha, nas Caldas da Rainha, no seu regresso ao ...

há 15 horas ·  ·  · 

    • Victor Nogueira Mas alguém dúvida de que lado está a maioria da hierarquia da Igreja Católica ou sabe quais os compromissos desta e doutras com o sistema capitalista? Viesse Cristo à terra e seria preso em Guantánamo como perigoso subversivo, isto porque já não ardem as misericordiosas fogueiras do Tribunal do Santo Ofício vulgo Inquisição. 
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      Alguém, algum Governo, está preocupado em fiscalizar os montantes em ouro e dinheiro deixados nas caixas de esmolas de igrejas e santuários? Os fundos do PCP, esses sim, tem de ser vista à lupa a sua proveniência. Caridadezinha e bolinha baixa, humildade, passividade e fé em Deus é o que as Igrejas pretendem.
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      A chatice é que João Paulo II veio dizer que afinal o Inferno não existe, depois de milénios a atemorizarem o Pagode ! Claro que há bispos e padres que são metralhados ou perseguidos, como, entre aqueles, Óscar Romero, Helder Câmara ou o da Beira, Sebastião Soares de Resende, durante a guerra colonial. João Paulo II foi beatificado em tempo record, por ter, palavras da Igreja Católica, contribuído para a queda do comunismo.
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      Ainda agora D. Manuel Martins, que foi Bispo de Setúbal, disse que a Igreja vendesse o ouro que enfeita as imagens das procissões (mais o que é derretido e transformado em lingotes, acrescento.) Mas não, a Igreja quer é apropriar-se dos direitos que são assegurados ou deveriam sê-lo pelo Estado Social, substituído pelas IPSS e Misericórdias, a troco de mamar à conta do Estado e dos impostos sacados àqueles a quem pretende assistir caritativamente" , num Estado "Súcial" .
      há 2 minutos



      A Dita e o Balde

      Sábado, 13 de Agosto de 2011


      DE OUTROS

      EXPRESSO

      Cardeal patriarca irrita sindicatos

      Na homilia em que celebrava o cinquentenário de eucaristias, D. José Policarpo disse não gostar dos grupos que fazem "reinvindicações de classe", como os sindicatos, que contrariam as medidas da troika. CGTP e UGT não gostaram das palavras do cardeal.
      O cardeal patriarca de Lisboa diz que os sindicatos põem o interesse individual acima do nacional
      O cardeal patriarca de Lisboa diz que os sindicatos põem o interesse individual acima do nacional. Foto José Goulão/Flickr

      "Está a fazer-me muita confusão ver, neste anúncio das medidas difíceis que até nos foram impostas por quem nos emprestou dinheiro, que os grupos estejam a fazer reivindicações grupais, de classe, não gosto", afirmou D. José Policarpo na aldeia de Alvorinha, nas Caldas da Rainha, no seu regresso ao local onde tinha celebrado a sua primeira eucaristia.
      O discurso do cardeal fez referência aos sindicatos como fazendo parte dos grupos que põem o interesse individual acima do nacional numa altura em que têm que ser vencidas "as visões derrotistas e pessimistas" e "todos somos chamados a vencer o egoísmo, a pensar no nós e não no eu".
      Do lado dos sindicatos, a resposta não se fez esperar. "É interessante que o cardeal patriarca tenha esta posição quando se justificava que defendesse os que mais precisam", afirmou o dirigente da CGTP Arménio Carlos. No entender do sindicalista citado pela agência Lusa, as declarações do patriarca de Lisboa estão deslocadas da realidade do país pois ignoram o aumento do desemprego, da precariedade e das desigualdades sociais e a redução dos salários.
      João Proença, líder da UGT, manifestou "incredibilidade pelo comentário" de Policarpo. "A igreja assume, assim, que ela defende o interesse geral e as restantes instituições sociais defendem interesses particulares", criticou o sindicalista. Proença afirmou ainda que dar prioridade aos problemas do país "passa também pela defesa dos interesses dos trabalhadores, pois sem trabalhadores não há país".

sábado, 23 de julho de 2011

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A caminho do Pensamento Único?



* Victor Nogueira
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Fechou o Cinema Quarteto, em Lisboa. Fechado já ele estava há anos, mas agora a decisão é inapelável. O que o distinguia no panorama nacional, tal como ao ainda sobrevivente King Triplex, era o facto de permitir o visionamento de cinema alternativo ao dos EUA. Não se tratava dum grande cinema como aqueles que fecharam em Lisboa, como o Eden, o Condes, oTivoli, o Império ou o Monumental, entre outros. Dos grandes cinemas apenas o Porto salvou o Coliseu e, salvo erro, o Rivoli.
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Uma passagem de olhos pelos jornais de antes do 25 de Abril e de agora permite ver que acabaram os cinemas de bairro, com dois filmes, e cinematografia vfriada, apesar da censura. Hoje, são inúmeras mini-salas com o mesmo filme por todo o País,  desaguando a maioria em centros comerciais.
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Não fossem as autarquias e muitos cinemas teriam terminado sem honra e glória; é graças às autarquias, a Festivais de Cinema e à cinemateca nacional que ainda é possível ver outras filmografias, como em Setúbal acontece com o cine-teatro Luísa Todi (fechado para remodelação) e o Cinema Charlot. Em Setúbal fecharam os cinemas Júpiter (agora pertencente a uma igreja de aconselhamento após ter sido templo da IURD), Bocage (agora estabelecimento comercial), Grande Salão Recreio do Povo (de que se conservou apenas a fachada, sendo agora uma instituição bancária) e o Casino Setubalense, que foi um dos melhores cinemas do país, agora completamente esventrado e condenado ao camartelo.
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Do mesmo modo as livrarias tertulianas vão desaparecendo: em Setúbal encerraram a da Papelarias do Sado, a da Central Distribuidora Livreira (ligada ao PCP), e para lá talvez caminhem a Antecipação e a Culsete. Restarão a Hemus e três minis; a Uni-Verso, a Galo e uma outra cujo nome não me ocorre.  Tudo graças ao Fast Food do Centro Comercial Jumbo/Auchan, que aliás também acabou com as lojas que vendiam discos. É o "progresso" a caminho do "pensamento único".
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Também uma passagem de olhos pelos programas de televisão post 25 de Abril e actuais mostram que a abertura a canais privados serviu não para uma melhoria da programação mas para um nivelamento pela cretinice e por baixo, sendo prato-forte as telenovelas com argumentos fracos, os filmes norte-americanos e o jornalismo tablóide, estando os opinion makers reduzidos ao centrão!
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autores das imagens não identificados
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