quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Em conversa com os meus botões (4) - As «Esmeraldas». os «Pedros» e as «Joaninhas» deste mundo


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* Victor Nogueira
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Até onde sei, Esmeralda foi fruto duma relação ocasional de Baltazar com a mãe dela. Baltazar terá pedido o teste da paternidade para confirmá-lo e a partir daí, ainda a criança tinha meses, ter-se-à visto impossibilitado de viver com a filha devido à posição dos pais adoptivos, que o não são, pois mal trataram o assunto.
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Por isso chegámos a este ponto e perguntamos «quem é o mau da fita». É que parece que os «bons» são os que agiram mal não adoptando a criança se tal fosse possível. E levanta-se um problema: as habilidades dos pais adoptivos a serem positivamente sancionadas poderiam levar à venda ou entrega por mães carenciadas, mais ou menos livremente, de crianças. quando não ao tráfico das mesmas.
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Mais do que discutir a bondade da decisão judicial, é proteger as crianças de habilidades, e prevenir e clarificar as regras do jogo. E sobretudo questionar este modelo de sociedade, que gera a fome, a miséria e a doença para milhões de seres humanos, que merecem tanto respeito como as «crianças»
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Se estou enganado, o debate poderá ser aberto.

2 comentários:

Beezzblogger disse...

Beezzblogger disse...

Sobre o que escreveu no meu blogue, queria dizer-lhe o seguinte:

Caro amigo Victor Nogueira, entendo que posso tratá-lo assim, pois afinal andamos todos ao mesmo. Mas, o que mais me intriga neste caso, é a morosidade da decisão, senão Vejamos:

1- Nunca o Baltazar Nunes o desmentiu, aquando da acusação da Mãe de Esmeralda, quando esta o acusou de a ter escorraçado com a criança nos braços, facto que levou a mãe a tomar tamanha decisão (entregar a uns pais adoptivos, ainda que não o fossem legalmente) pois a sua situação foi explanada em directo com abertura de telejornais e nos mídia. Nunca o Baltazar Nunes o desmentiu.

2- Após uns meses largos, após a sua rejeição, soube pela boca de outros que a menina se encontrava bem, e que estaria a viver com boas familias, então decidiu fazer o dito teste, que o Sargento ao princípio negou (erro crasso), e que só o efectuou com ordem judicial.

3- Depois de saber, veio às TV's, gritar que o não fizera mais cedo porque a mãe era uma mulher da vida e que pensara na altura ela ter tido relações com outro qualquer. e a menina poderia ser filha de qualquer um.

4- Após a confirmação de que realmente era ele o pai, intentou a acção pela custódia da filha, alegando a má vida da mãe, só que esta já havia previsto isso entregando-a uns bons ANOS antes à família do Sargento Luís Gomes.

5- A menina gozava de um tratamento condigno com esta família, muito aquem daquele que o pai o poderá proporcionar (quanto a isto não restam as menores dúvidas)

Os erros da família de Luís Gomes, foram os de não intentarem logo aquando da entrega da criança uma acção de adopção no tribunal de menores, pois assim correram o risco de ficarem sem a pequena Esmeralda pela Justiça cega, e ineficaz deste Portugal Injusto e sem que se olhe pelas crianças. Claro que este é a minha Leitura de todos os acontecimentos relatados, em que o que li, vi e escutei foram tal e qual o que mencionei anteriormente. Se houver outros que desconheço, ou o não foram notíciados ou alguém quis deturpar as coisas.

Portanto devo dizer-lhe. com cordialidade, que o seu ponto de vista está errado, claro que aceitando-o como de boa fé que se trata.

Abraços e obrigado por visitar este humilde cantinho

Beezzblogger

28 Novembro, 2007
colocado inicialmente pelo comentarista no Kant_O_XimPi

redonda disse...

Gostei muito do teu ponto de vista Victor. Não concordo nada com o do Beezzblogger. Penso que em tudo é preciso bom senso e a tua conclusão sobre o que é importante - proteger as crianças - pareceu-me muito acertada.