sexta-feira, 16 de julho de 2010

Viajando - mémórias e registos



 De Luanda a Cambambe

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Saímos de Luanda às 4 horas da madrugada, tendo regressado às 22 horas. Passámos por Viana, Catete, Maria Teresa, Dondo, etc.) Almoçámos na cantina da barragem. No Dondo parámos. Fui à capela de lá.
Atravessámos vários rios: Cuanza, Lucala e outros. Visitámos a barragem. As ruínas da antiga povoação estão cobertas de capim. (Diário 1962.06.17)
Outra viagem - 7:40 - início da viagem Luanda, Catete, Dondo, Cambambe A mãe conta o filme “O Livro de Saint Michele”
Às 8 horas parámos na estrada. Ouviam‑se os pássaros a chilrear. Ao km 44 a paisagem é a savana, com muitos arbustos. Predominam o capim e as mangueiras. O dia mantém‑se enevoado. Às 8:15 desapareceram as mangueiras e aparecem os imbondeiros e árvores candelabro. O capim encontra‑se queimado. A estrada, embora asfaltada, encontra‑se com muitos solavancos. Estamos a 5 km de Catete. Gosto de ver os imbondeiros ao longe. De quando em quando aparecem uns eucaliptos.
Estamos perto de Catete. Já se avistam sanzalas e bairros para indígenas. Paramos junto a um posto militar de controle. São cerca de 8:20 e a vegetação é rasteira. À beira da estrada e até ao horizonte não se avistam árvores. Passarinhos encontram‑se à beira nas linhas telefónicas, ao longo da estrada. Reaparecem os imbondeiros. Aparecem manchas verdes, não amarelecidas mas sim viçosas.
Às 8:40 passamos por uma sanzala, onde há acácias, palmeiras e coqueiros. Na EN 3 há uma estância, de aspecto acolhedor, à venda. Passamos por um aquartelamento militar, onde há umas carteiras e quadro negro, sob uma árvore frondosa. A E.N. 3 é agora aos altos e baixos. Ultrapassámos um jipão militar, com reboque, no qual iam dois soldados armados com espingardas metralhadoras.
Chegamos a Barraca às 8:50. Paramos numa patrulha militar. Pela 2ª vez perguntam‑nos se trazemos armas de fogo.
Ao km 105 aparecem eucaliptos ao longo da estrada. Passamos por Maria Teresa, povoação pequena, cujos habitantes foram todos assassinados no fatídico mês de Março de 61. Vegetação exuberante.
Ao km 113 há imbondeiros e precipícios. Ao km 126 (9:11) chegamos ao Zenza e entramos no distrito de Cuanza Norte. Passamos pelo sítio onde matabichámos da última vez que fomos a Cambambe. A vegetação é luxuriante e há um pequeno rio temporário e imbondeiros. A linha férrea segue do lado esquerdo da Rodovia. Os frutos do imbondeiro fazem‑me lembrar ratos pendurados pelo rabo. Coqueiros. 
   
                         Estudos: «Alquimia da árvore» - Pau de Imbondeiro, 2007          
(Eleutério Sanches) no Blog Mukandas do Estoril
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Os fios que transportam a energia das Mabubas a Luanda passaram para o nosso lado esquerdo. O sol continua encoberto.
A 125 km do Dondo há uma sanzala. São 9:30. Passamos pelo Rio Lucala. O rio Mucoso [?] está seco. A paisagem é de outeiros e há bananeiras.
Chegamos ao Dondo. São 9:45. À entrada há casas género bairro operário. Paramos no jardim, bem arranjado, e com uns bancos rústicos, candeeiros e um coreto, tudo com aspecto antigo, embora arranjado. Ao fundo uma rua, ladeada de casas antigas e árvores frondosas. Do lado esquerdo da praça, a igreja.
A igreja de Cambambe (ou Dondo?) é modesta, sem estilo arquitectónico. À saída encontrámos o Ruca, filho da Beatriz. Está muito sério, a tropa modificou‑o fisionomicamente. O terreno agora é mais acidentado. Demos uma boleia a um tropa até Cambambe, onde chegámos às 10:20. Dentro de Cambambe há um bairro, com casas modernas e arvoredo. O terreno é acidentado e há uma pousada. Há um cinema, com bilhetes a 50$00, às 5ªs e domingos.
Visitámos a barragem, cujas turbinas giram a 230 rotações por minuto. A 1ª fase da construção está concluída. O rio passa a um nível superior ao das turbinas. A água sai pelo descarregador com uma força impressionante, oferecendo um aspecto maravilhoso.
Visitámos as ruínas da antiga povoação de Cambambe. Fomos até à ponte do Rio Cuanza. Almoçámos num restaurante duma estação de serviço FINA, a uns 8 km da povoação: bife com ovo estrelado... e batatas fritas.
Às 14:45 demos início ao regresso a Luanda. No Dondo está sol. Na viagem de ida e volta a Luanda percorreram‑se cerca de 430 km. (Das notas manuscritas da viagem, 1964.06.14)
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De Nova Lisboa a Luanda, por terra - Relato I


13 de Setembro - 5ª feira

8:00
Saída de Nova Lisboa (Eu, a mãe e o Zé)
9:00
Vale do Queve. Povoação em franco progresso, situada a 1600 m de altitude.
9:25
Atravessámos o rio Lumbuambua.
Chicala
9:40
Chololo. Atravessamos os rios Chilongo e Culele.
10:15 -10:40
Vila Teixeira da Silva - sede do concelho do bailundo. Altitude 1640 m. Vila airosa e electrificada. Tomamos aqui o pequeno almoço.
11:30
Santa Cruz - Plantações de bananeiras. Região montanhosa, coberta de arvoredo.
11:50
Jambacita
12:25
Cachimbombe. Pouco depois encontramos um cortejo nupcial. As duas noivas iam vestidas de branco, seguidas por numeroso séquito, batendo palmas e cantando.
12:35 - 13:40
Hengue - Possui uma modesta pensão estalagem onde almoçámos. A comida não era nenhuma maravilha: sopa de feijão (que não comi), pasteis albardados (muito aldrabados) com salada, arroz branco (parecia cola) com chouriço e galinha. Conclusão - 50 paus
14:30 - 14:40
Namba
14:45
Entramos no distrito do Cuanza Sul. As regiões que estamos a atravessar são muito montanhosas.
16:10
Avistamos uma das aldeias do colonato europeu da Cela.
16:15
Avistamos outra das aldeias.
16:20 - 17:00
Altitude 1300 m. Possui luz eléctrica. Lanchamos no Bar do Passarinho. Bebi uma laranjada e comi dois ovos cozidos e dois bolos. Sede do colonato europeu da Cela. O seu fim é “transplantar para Angola aldeias da Metrópole, sem pretos”.
Cada família recebe casas, terrenos com culturas, bois e tudo o que é necessário até ao valor de 150 contos, que pagará em 25 anos. Aqui se cultivam, por assim dizer, o mesmo que na Metrópole. Cultiva‑se milho, batatas e feijão. A primeira aldeia a ser construída foi a do Vimeiro, que é conhecida por aldeia nº 1. Cada aldeia compõe‑se de 25 a 28 casas, armazém geral, capela, posto de socorros, escola, chafariz com água canalizada. As aldeias encontram‑se ligadas entre si por boas estradas. Até Maio de 1958 gastaram‑se 297 mil contos. As culturas principais produziram, em 1957/58, cerca de 7000 toneladas de milho, 2500 de arroz, 3000 de batatas. Além de outros géneros criam‑se bois, porcos, galinhas, patos e perus. Clima subtropical.
17:03
Santa Isabel - aldeia nº 5
17:10
Carrasqueira
17:15
Avistámos outra aldeia
18:40
Catofe. Há um bom bocado de estrada asfaltada até Catofe. Indústria de lacticínios.
18:45
Quibala - Vila, sede de concelho do mesmo nome. Possui luz eléctrica e campo de aviação. Altitude - 1340 m. Clima subtropical seco. Dormimos numa pensão. O nosso quarto era o nº 4 e era razoável. Comida idem aspas. O jantar foi sopa, que não comi, peixe frito com salada, arroz com bifes e bananas. 150$00

14 de Setembro - 6ª feira

Acordámos às 5:45. Matabichámos. Tome café com leite e pão.
6:40
Partida da Quibala
6:42
Passámos pela missão católica de N.Sra das Dores, a 3 km da Quibala, com oficina de carpintaria e outros ensinamentos aos indígenas.
6:50
Passámos por um cemitério arruinado, que parece muito antigo. Perto havia uma sanzala abandonada.
6:53
Vi mais ruínas, perto da estrada. Árvores de pequeno porte e muito capim.
7:00
A estrada em certos pontos parece‑se com a de Robert Williams/Nova Lisboa, embora a paisagem seja diferente e a estrada não seja asfaltada.
7:05
Saímos das estrada principal, devido a trabalhos nesta.
7:15
Voltámos à estrada principal. A paisagem é triste e o céu está cor de chumbo, dando a impressão que vai chover.
7:20
Tornamos a sair da estrada principal.
7:25
O Sol rompeu as núvens, mas foi logo encoberto. Parece que a natureza se associa ao meu estado de espírito. Está frio e vou gelado. Que diferença entre esta paisagem e a de ontem, com sol, eucaliptos e cedros!
7:30
Voltamos à estrada principal. O céu continua triste e a paisagem desoladora.
7:40
Passamos entre pequenos montes, cujos cumes estão cobertos de nevoeiro, dando a impressão de um gigantesco incêndio.
Paisagem triste, com pouca vegetação e montes pedregosos.
7:55
Está tudo coberto de nevoeiro. Não se vê quase nada.
8:10
Atravessámos o rio Longa. Floresta de eucaliptos. Há muitos quilómetros que os não via. Estrada está pronta a ser alcatroada.
8:15
Lussulo - Recebemos correio
8:25
Andámos mais ou menos um km de estrada asfaltada.
8:30
Continua tudo coberto de nevoeiro e a paisagem não é nada encantadora.
8:35
Pequeno troço de estrada asfaltada.
8:40
O nevoeiro está cada vez mais cerrado.
8:42
Saímos da estrada principal.
8:44
Subida íngreme. O autocarro vai a 10 km/hora.
8:50
Entramos na estrada principal. Num desvio estava voltado um camião carregado com sacos de cimento. (APC - 06 - 58)
8:52
Saímos da estrada principal. Subidas e descidas muito íngremes. Região montanhosa, quase sem vegetação.
8:55
Retomámos à estrada principal. O nevoeiro quase que passou. Palmeiras. Estrada pronta a ser asfaltada.
9:05
Estrada asfaltada. Atravessamos um rio.
9:15 - 9:50
Atravessamos o rio Mucongo. Tomamos o pequeno almoço no Munenga. Acabou o pão de ló que a sra. D. Maria Delfina nos oferecera. Bebi uma laranjada e comi pão com manteiga.
Plantações de palmeiras, bananeiras e sisal. Altitude 434 m. Clima tropical muito quente e húmido.
10:00
Palmeiras. Finalmente vi capim verdejante. Já estava farto de capim seco. Começam a aparecer imbondeiros Vegetação cerrada, mas ressequida. Montes cobertos de verdura.
10:15
Montanhas com o cume coberto de nevoeiro. Tal como há horas, tenho a ilusão que as montanhas são presa dum incêndio.
10:20
Atravessamos um rio. No rádio transmitiram uma música dos “Conchas”. É pelo menos a sexta gravação deles que ouço hoje, sendo três de enfiada.
10:35
Seguimos por um desvio devido a obras na estrada principal.
10:50
Voltamos à estrada principal. Aparecem imbondeiros com mais frequência. Atravessámos um rio.
10:55
Rio Cuanza - O seu caudal esta muito reduzido e o leito em grande parte está seco. Ao pé da ponte há diversos rápidos. O Cuanza nasce no planalto do Bié, desaguando ao sul de Luanda. Tem um percurso de 1000 km, 258 dos quais navegáveis, incluindo o seu afluente Lucala.
O Rio Cuanza tem um grande valor económico. No Cuanza médio encontra‑se a barragem de Cambambe. No rio Lucala encontram‑se as célebres Quedas do Duque de Bragança (100 m de altura) Avistamos ao longe Cambambe.
11:10
Passámos perto de Cambambe, onde se encontram as ruínas da povoação do século XVI, e a barragem. Entrámos na EN nº 5.                                              
11:25
Tornámos a avistar Cambambe. Seguimos na EN nº 3, que segue até Luanda. As ruínas de Cambambe são constituídas pela antiga Igreja de N.Sra do Rosário, resto das muralhas e fosso da fortaleza, e ruínas de outros edifícios. Está bastante calor.
11:30 - 12:55
Dondo - Chegámos ao Dondo, o “Ouro Preto” de Angola. Está muito calor, que me incomoda bastante. Na Praça da República há um jardim com um coreto. Naquele, escrito com relva, lê‑se ”Aqui é Portugal”.
Vila, sede de concelho de Cambambe, é uma povoação muito antiga. Possui energia eléctrica. Clima tropical quente. O Dondo foi uma importante povoação nas duas últimas décadas do século passado e princípios deste. Já naquele tempo possuía hospital, bons prédios, ruas alinhadas, etc. Com a construção do CFL (Caminho de Ferro de Luanda) as casas comerciais distribuíram‑se ao longo da linha férrea e a vila perdeu muita da sua importância comercial.
Actualmente, com a construção da grandiosa barragem de Cambambe, a vila desenvolver‑se‑à imenso. Possui ruas arborizadas e asfaltadas. Prédios antigos e modernos. Culturas de palmeira e sisal.
Almoçamos no Bar Passarinho: um prego e uma laranjada. Foi a 3ª vez que estive no Dondo. O ajudante de motorista, o Sebastião, desapareceu, mas por fim lá apareceu todo esbaforido. Meteram gasoil no autocarro.
13:00
Passamos o rio Menoza, cujo leito estava completamente seco.
13:20
Passamos o rio Lucala. Estamos a 160 km de Luanda. Plantações de palmeiras e bananeiras.
13:25
A estrada ora é de pedra britada, ora asfaltada.
14:10
Zenza (do Itombe) - Possui energia eléctrica. Sede do Posto do mesmo nome. Alt. 87 m.
14:12
Atravessamos o rio Dala Gola.
14:30
Entramos no Distrito de Luanda. Maria Teresa - 117 km de Luanda. Culturas de algodão.
14:50
Começam a aparecer os primeiros cactos candelabros.
Barraca - 99 km de Luanda - Plantações de algodão.
15:05
Calomboloca - Alt. 100 m. Povoação com. de 4ª. Aquartelamento militar, com escola ao ar livre, à sombra duma árvore. Carregamentos de algodão. Sanzalas.
A 110 km de Luanda há uma floresta de eucaliptos, ao longo da estrada.
Paragem para os soldados revistarem o autocarro (99 km de Luanda)
15:15
Botomona - O céu está coberto de núvens, que parecem flocos de algodão.
15:30
Catete - 60 km de Luanda. Vila sede do Concelho de Icolo e Bengo. Luz eléctrica. Alt. 70 m. Clima tropical regular. Passámos a 3 km da vila. Zona algodoeira, com uma produção média anual de 4000 toneladas.
Povoação indígena à entrada da vila, de quem vem de Luanda.
15:50 - 16:00
Km 44 - Merendámos - 1 laranjada. Fica no cruzamento da Estrada de Catete com a do Bom Jesus. Possui uma casa comercial. Não é povoação.
16:08
Desvio da EN nº 3, devido a reparações nesta. Neste sítio, quando fomos a Cambambe (em 17 de Julho) estava um automóvel virado, devido à má sinalização do desvio.
16:10
Regressámos à Estrada Nacional. (37 km de Luanda)
16:20
26 km de Luanda. Vegetação rasteira.
16:35
Viana - 16 km de Luanda. Povoação com. de 4ª. Apeadeiro.
16:40
Estalagem do Leão - Pousada a 17 km de Luanda, transformada em aquartelamento militar.
16:45
Grafanil - 7 km - Fábrica de explosivos e aquartelamento.
16:50
Entrámos em Luanda. Paragem no posto de controle militar, perto da F.T.U. (Fábrica de Tabacos Ultramarina)
Paragem ao pé da Esquadra da Polícia Móvel, onde desceram alguns passageiros
17:05
Chegada ao Largo das Ingombotas. Fim da viagem. O pai estava à nossa espera.
NOTAS
Além de nós, vinham no autocarro duas senhoras, soldados, três Brancos e diversos pretos. Eu vim sempre na cadeira do Fiscal. 
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Paquete Uíge em que viajei de Lisboa a Luanda em 1950 e de Lobito a Moçâmedes em 1960, com passagem pelo Lobito e por Benguela, cidades que então visitei
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Pela costa de Angola

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Fiz uma viagem de recreio a Lobito, Catumbela, Benguela e Moçâmedes. Não fui a Nova Lisboa, onde contava passar umas semanas, porque a minha mãe teve de regressar a Luanda e daqui embarcou para Lisboa. (NID - 1960.10.25)
Em 5 Ago 60 eu, a mãe e o Zé embarcámos no “Uíge” para uma viagem ao Lobito, Moçâmedes e Nova Lisboa. No dia seguinte chegámos ao Lobito (... que) visitámos de autocarro. Almoçámos no Restaurante Luso. Qualquer que seja o percurso que andemos de autocarro pagamos sempre 2$50. Não há cobradores. (...) A cidade do Lobito é airosa, com vários prédios de dois pisos, mas a maioria são vivendas térreas. Ruas largas e belos jardins. No dia 8 de Agosto, 2ª feira, chegámos a Moçâmedes. (...) Vimos a cidade, que é pequena mas airosa. (...) Visitámos o Forte de S. Fernando, o banco da “má língua", hortas, olivais e o deserto. (...) No dia 9 estávamos de novo no Lobito. Fomos a Benguela (bonita a estrada Lobito-Benguela) e a Catumbela. Benguela é uma cidade pequena. (...) Chegámos a Luanda às 16 horas de 10 Agosto e no dia seguinte a mãe seguiu, no “Uíge”, para Lisboa (Diário III - pag. 7/9)






Paquete Infante D. Henrique, em que viajei de Luanda ao Lobito
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Do Lobito ao Huambo

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A viagem [de barco "Infante D. Henrique)] correu bem. ([1]) Chegámos ao Lobito na 3ª de manhã. Desembarcámos e como não havia lugares nos hotéis acabámos por ficar na Pensão Ideal, que de ideal nada tinha. Era triste, com colchões mais duros que o meu, mosquitos... A comida é que não era má. (MNS - 1962.08.24)
De há dois anos para cá a cidade não se desenvolveu muito. Estão a construir um mercado novo, de linhas modernas, que fica defronte da Pensão. Fartei‑me de passear a pé, tendo por isso ocasião de verificar que há por aqui coisas que Luanda deveria ter: ruas arborizadas, bons jardins e cestos para o lixo (logo as ruas são limpas). Gostei bastante da Restinga, com casas engraçadas. ([2])
Embarcámos no comboio na 4ª feira à tarde. A carruagem estava reservada aos estudantes do Porto e tivemos de procurar outra. Por fim tudo se arranjou. Os estudantes ocuparam o refeitório fazendo dele, alguns, sala de estar. Só conseguimos jantar às 10. (...) A paisagem até Nova Lisboa é encantadora. Como 500 metros para cada lado da linha pertencem aos CFB ([3]) quase todo o percurso até à fronteira está ladeado de eucaliptos [que servem de combustível aos comboios e para fabrico de pasta de papel], segundo o que me disse o revisor da carruagem que durante a viagem me prestou muitos esclarecimentos. Antigamente a linha passava por florestas que foram abatidas para combustível às locomotivas de maneira que a Companhia fez o repovoamento florestal com eucaliptos. (MNS - 1962.08.24) [Orfeão Universitário]
NOTAS À VIAGEM DE COMBOIO - Foi uma pena a viagem ter sido feita de noite. Como a linha férrea é a subir, abrangem‑se grandes distâncias. À noite as fagulhas oferecem‑nos um aspecto curioso. O pessoal dos C.F.B. é muito atencioso e correcto. No Lépi há um rochedo com a forma duma cabeça de elefante, daí lhe vindo o nome de “TROMBA DE ELEFANTE”. O ponto mais alto da linha férrea fica a 1894 metros de altitude. (...) (Diário III - pag. 17/18 )
Não estou de acordo com o que disse acerca das fagulhas do comboio. Eu fiz a viagem quase toda ou na varanda da carruagem ou à janela. (Eu gosto de ver por onde ando). Tirando a cara e a camisa cheia de fuligem, nada me sucedeu. fiquei encantado com a paisagem., como já lhe devo ter dito. Na verdade, esta é muito melhor que as do Norte [de Angola], que eu conheço. (ASV - 1962.09.24)



[1] - Anteriormente fizera duas outras viagens de paquete, de Angola a Portugal e regresso, em 1949/50, respectivamente no "Mouzinho de Albuquerque" e no "Uíge". Da primeira viagem recordo apenas que não enjoei, enquanto a minha mãe passava os dias indisposta no camarote. Dessa viagem há fotografias do navio a zarpar do Porto de Luanda e minha, num dos decks, muito sorridente.
[2] - Como não havia quartos no Victoria Hotel, ficámos na Pensão Ideal, que de ideal nada tinha! Era uma pensão triste e suja. Da janela do nosso quarto, que ficava no 2º andar, vê‑se o novo mercado, em parte construído, um belo largo arborizado  e, ao longe, a baía com o seu casario. O Lobito é uma cidade de ruas arborizadas e com jardins bonitos. Por toda a parte existem recipientes para o lixo, que em Luanda fazem muita falta. Tem dois cinemas, o Colonial e o Imperium. O almoço da Pensão era razoável (sopa de puré de feijão, carapaus fritos com feijão frade e batatas com carne guisada). Tencionávamos lanchar no Restaurante Luso, mas estava  fechado por motivo de obras. Voltámos a pé para a cidade. A cidade lembra‑me Pointe Noire.  (...) (Diário III - pag. 13/14 - 1962.08.21) (...) Deixámos as malas na estação e fomos lanchar à pastelaria “Tic Tac” (onde há uma horrível pintura na parede) (Diário III - pag. 15 - 1962.08.22)
[3] - Caminhos de Ferro de Benguela

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 Uma viagem de avião - Luanda - Lisboa

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A viagem correu optimamente, excepto quando sobrevoámos Lisboa. Devemos ter apanhado alguns poços de ar e parecia que o estômago me saía pela boca. Em Kano [Nigéria] apanhei um bocado de frio. (...) Atravessámos montanhas, ou melhor, sobrevoámos montanhas cobertas de neve e o Deserto do Saara.  (...) A comida a bordo era para um pássaro. E paga um sujeito uns poucos de contos para isto.

No aeroporto estavam à minha espera a Bita, a Maria Luísa e a minha madrinha [Cristina Santos] (NSF - 1962.12.28)
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Uma viagem de avião - Lisboa - Luanda

 

O avião, o Super Constelation Infante D. Henrique, descolou [de Lisboa] à meia noite, com um atraso duns 15 minutos. ([1]) Foi neste avião que em Dezembro último vim para a Metrópole. Até Bissau, onde desembarcaram grande número de passageiros, o avião ia cheio. Não dormi mais dumas três horas. O barulho dos motores era ensurdecedor, mas depressa me habituei.
Deram um pequeno almoço antes da aterrisagem em Bissau. O aeroporto é simples, mas pelo que sei um dos melhores de África. Vi lá dois aparelhos de radar do exército. Estava calor.
Como já íamos atrasados não parámos em S. Tomé. Tive bastante pena de não ver o tio Jorge. A partir do meio dia a viagem tornou‑se deveras monótona. Conversava com o meu companheiro de viagem, um funcionário de Luanda, via a paisagem (só núvens ou mar) ou lia ("O Céu Não tem Favoritos", de Maria Remarque) É um pouco filosófico, mas não desgosto. Assisti ao nascer do sol, visto de 3 000 metros de altitude. É um espectáculo deslumbrante. Começa com um pequeno foco vermelho, que se alastra, como um grande incêndio (as minhas notas foram tomadas às 6 h 15 m de Lisboa). O céu até há pouco estrelado, mantém‑se escuro, talvez azul ou preto. Por fim todo o horizonte está vermelho e começam a distinguir‑se as núvens, num contra‑luz soberbo.
Chegámos a Luanda às 19 h 35 m (hora de Luanda). A cidade vista de cima é pouco iluminada. Mas de lado, parece um cintilar de pedras preciosas. Será um aspecto maravilhoso de Luanda que conservarei muito tempo. Um pôr do sol visto de avião também é um espectáculo agradável. (1963.11.24/26 - Diário III)




[1] - A primeira vez que andei de avião - avioneta - foi de Luanda para o Uíge, talvez em 1949. Dessa viagem recordo apenas um painel cheio de mostradores, o da cabine do piloto, com quem fiz toda a viagem, segundo a minha mãe. Gosto de viajar de avião, embora uma das viagens tivesse sido muito aborrecida, por alturas da guerra em Angola, quando os países africanos proibiram o sobrevoo dos respectivos territórios pelos aviões portugueses. Estes tinham de bordejar a costa africana. Salvo erro fizemos escala em Cabo Verde, de cujo aeroporto não podemos sair, fortemente guardado pelas forças militares. 19 horas de avião, sempre sentado, sem poder mexer, salvo nas idas ao WC, é obra!
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De Lisboa ao Porto

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Falando como o senhor de La Palisse diremos que de Lisboa ao Porto podemos ir utilizando variadíssimos meios de transporte: barco, avião, comboio, automóvel...
Ou, o que será uma grande estafa, pode ir-se caminhado pelo seu próprio pé, se escravos não houver para transportarem a liteira. E a verdade é que há quem o faça, em magotes mais ou menos alegres ou macerados, peregrinos a caminho de Fátima, pela berma da estrada, alguns de mochila às costas e bordão na mão, confluindo para um 13 de Maio a 13 de Outubro, datas das aparições da Senhora que tomou o nome da terra, embora tenha aparecido na Cova de Santa Iria.
A viagem de comboio é descrita mais adiante. De automóvel, leva umas horas, sem necessidade de fazer testamento prévio, como no tempo do meu avô Luís, que me dizia que a viagem duraria... cinco dias (e cinco noites). Indo de automóvel, houve tempo que se poderia ir alongadamente pela costa, ou combinadamente, ao longo do Tejo para norte, depois pelo interior, inflectindo quase lá em cima para o litoral até ao Porto. Era o tempo da Estrada Nacional nº 1, quando a autoestrada ia apenas até Vila Franca de Xira para quem rumasse ao Norte, ou até aos Carvalhos, para quem do Norte quisesse vir por aí abaixo. Pela costa ou pelo interior, ambos os caminhos rumavam a Coimbra, a meio caminho com alguma boa vontade.
A viagem era uma festa, uma canseira ou uma sensaboria. Dependia do clima ou do tempo disponível. Passava‑se pelo interior das povoações, parava-se para meter gasolina, para comer ou devido aos engarrafamentos provocados pela estreiteza das vias, pelas carroças puxadas por animais ou devido a qualquer acidente rodoviário. Se tempo houvesse era mais demorada a paragem nas povoações ou pelo caminho para admirar a paisagem ou para pequenos desvios.
A chegada a Santa Apolónia era precedida pela lezíria, por vezes inundada, pelo rio Tejo aqui ou ali entrevisto, até começar a paisagem industrializada e desgraciosa desde Vila Franca de Xira, e zona oriental de Lisboa, com o seu emaranhado de linhas férreas. Em Vila Franca de Xira a ponte deixou de ter portagem para quem a atravessasse, mas nem os ventos do 25 de Abril lhe mudaram o nome como à de Lisboa. Esta deixou de ser de Salazar, mas aquela continuou a ser do Marechal Carmona!
Mas a caminho do Norte, Alenquer era uma visão agradável, as casas pela encosta acima como se fora uma cascata, à noite iluminada e, no Natal, com gigantesco presépio cheio de luz. Depois acabava a planície e lá se andava às curvas e contracurvas ou no sobe e desce das serras de Montejunto e de Candeeiros. Passava-se por Rio Maior, mais tarde conhecida como a capital da contra-revolução, com a célebre moca para espancar os comunistasAqui começa Portugal, isto é, acrescento, para quem fosse para Norte, porque para quem demandasse o Sul ali... acabaria Portugal e começariam a moirama e os infiéis. Mas rumando a Norte, a curiosidade era desperta pela Venda das Raparigas, pouco antes de Alcobaça ou da Batalha, pontos de breve paragem e visita se tempo ou inclinação para isso houvesse. e as placas de sinalização pichadas com
Mas a paciência perdia‑se de vez em Leiria, sempre uma estafa para atravessar, o trânsito condicionado pela estreiteza da ponte sobre o rio Lis quando não agravada por ser hora de ponta. Um breve relance ao castelo com a sua varanda de arcos ogivais, lá em cima, e ala que se vai fazendo tarde. Ao lado da estrada o castelo de Pombal chamava a nossa atenção, altaneiro no cume do monte, mas Conimbriga merecia mais um desvio e uma paragem para admirar as ruínas da velha cidade romana mais as muralhas que ainda existiam e o jardim dos repuxos.
Após Condeixa, finalmente Coimbra, reconhecível ao longe pela Torre da Universidade, lá no cimo, no local onde noutras terras está o castelo. Na Mealhada havia sempre muitos camiões e automóveis parados, para que os seus ocupantes comessem e bebessem nos restaurantes à beira da estrada, que não se pode impunemente andar com a garganta seca ou a barriga a dar horas. Seguiam‑se Malaposta (do tempo das diligências), Águeda, Albergaria‑a‑Velha, Oliveira de Azeméis, S. João da Madeira (que alívio, estamos quase a chegar!), Picôto e - finalmente - a então mini auto-estrada, cinco km dos Carvalhos à capital do Norte, onde se entrava atravessando a elegante ponte da Arrábida sob o rio Douro, sempre cheio de água mas sem ser o mar espelhado do enorme estuário do rio Tejo, com a ponte metálica de D. Luís para montante, que desde o século XIX une Gaia ao Porto, graças ao Engenheiro Gustave Eiffel.
Hoje a viagem faz‑se por auto‑estrada e o que se ganhou em comodidade e rapidez nem sempre compensa a monotonia e o passar ao largo destas povoações, afastadas porque para elas aceder é necessário procurar um acesso e por vezes andar muitos km pela estrada velha, para norte ou para sul. (Memórias de Viagem, 1997.11.16)


 

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Viajando pela linha do Norte

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Às 8:30 tomámos o rápido da linha do Norte. Caía uma chuva miúdinha e no céu via-se um lindo arco‑íris. Matabichámos no bar da estação de Santa Apolónia, em, Lisboa, que é original, com motivos do caminho de ferro.
À saída de Lisboa passámos por um aeródromo militar. Monte Real era sobrevoada por aviões a jacto, da Base Aérea 5. A primeira paragem foi em Santarém. As cadeiras da automotora são mais espaçosas que as do rápido. Às 9:40 chegámos ao Entroncamento , a terra dos fenómenos. Ia tão entretido a ler que, entre Fátima e Pombal, passámos por um túnel sem eu dar por isso.
Antes de Pombal passámos por um outro que estava em obras. Nesta altura chovia. Às 11:10 chegámos a Alfarelos e pouco depois à estação de Coimbra B. O rio Mondego estava quase seco - e é um rio importante do continente! Passámos por Pampilhosa da Serra (11:43), Cúria (11:50), Aveiro (12:18), Estarreja, Ovar, Espinho, Granja (13:05), Vila Nova de Gaia (13:25), Campanhã e S. Bento (13:50). Na nossa carruagem seguiam 4 indianos que deveriam ter saído em Coimbra, mas por ignorância (passaram lá sem saber) não o fizeram e resolveram seguir até ao Porto. Muitas das estações do percurso tinham bonitos jardins. (1963.09.11 - Diário III)
No comboio, a caminho de Lisboa, pedi a um dos meus companheiros de viagem que me emprestasse as "Modas e Bordados" para folhear, pausa na conversa que mantínhamos desde o Porto. Agora o dia está maravilhoso e cheio de sol. (No Porto chovia a cântaros) Há já um bom bocado que deixámos Coimbra. O comboio desliza rápido, tac-tac, tac-tac. deixando para trás campos verdejantes, olivais e vinhedos, pinhais, alguns deles alagados, e casas dispersas na paisagem. Os meus vizinhos de compartimento dormitam, enquanto a sineta toca para o almoço. Daqui a uma hora chegaremos a Lisboa. (...) Os companheiros de viagem: a sra. D. Alice, ar aristocrático, minha velha conhecida do Porto, cheia de vivacidade, apesar da idade, rosto quadrado, sanguínea. O outro, desconhecido, deve ser um homem ligado à actividade comercial, pelo modo como veste e pelos apetrechos: óculos e lapiseira no bolso do lenço no casaco, pasta. Veste com pouca elegância, fato de um tecido acastanhado mesclado de azul e vermelho, colete cinzento de malha, gravata preta com duas listas - uma encarnada e amarela, estreita, outra mais larga, verde, junto ao nó. Sapatos castanhos, mal engraxados. Afinal a pasta continha um farnel embrulhado num guardanapo dentro dum saquito de plástico, que ele come, e que me ofereceu. (Isto faz‑me lembrar que tenho de ir ao bar comer uma sandes.
A D. Alice, o [jornal] "O 1º de Janeiro" nos joelhos, dormita, a cabeça apoiada na mão. Queixa‑se do frio, mas aqui para nós ainda bem que desligaram o aquecimento, pois isto já era um forno.
 Chegamos ao Entroncamento são 12:40. Por causa das obras na linha, penso eu, o comboio vem atrasado. As casas, blocos uniformes, regularmente monótonos, as linhas, cruzando‑se e divergindo, cheias de carruagens, vagões e locomotivas, são uma nota diferente na paisagem, que desde há uns bons quilómetros é mais árida que no princípio da viagem. A linha férrea é uma ponte nos campos alagados, com água barrenta, levemente ondulada. Solitariamente, pequenas ilhas, renques de árvores de ramos desfolhados, cujos nomes desconheço. Já não se vêm no entanto árvores cortadas e oliveiras deitadas no solo, raízes desentranhadas pela força dos ventos, que no Porto e nos últimos dias sibilaram noites seguidas, infiltrando‑se pelas frestas das portas e janelas. Gostaria de andar num barquito por esses campos alagados. (NOT - s/data 1972/73 ?)
A viagem decorreu bem, embora maçadora. No compartimento, além de mim, viajavam dois rapazes sisudos e calados e uma rapariga, que não tinha culpa de ser feiosa e fortezita! Ia mesmo sentada à minha frente mas, contra o meu costume, não trocámos uma única palavra. Pensando bem, ela não era tão feiosa como isso, até tinha uns lindos olhos azuis e um sorriso bonito. Só sorriu uma vez, quando eu, com um ar muito circunspecto, fingia admirar a paisagem; eis senão quando aparece um malandro dum comboio, sem avisar, às apitadelas, que me fez dar um salto na poltrona. A muito custo lá consegui assumir um ar de dignidade ofendida, embora a vontade de rir fosse grande. Bem, lá chegámos a Lisboa, onde chovia a potes. Táxis, nem sombra; os que apareciam eram logo anexados. Mas... enquanto há vida há esperança e sempre apanhei um! (ASB - 1968.04.19)
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Paquete Mouzinho de Albuquerque, em que viajei de Luanda a Lisboa em 1949
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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Ainda o Canto e As Armas ou a Praça da Alegria

* Victor Nogueira
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Manuel Alegre Sempre foi um fiel companheiro de Só-Ares, que com Cavaco são os pais do Estado a que isto chegou. Só-Ares com a entrada na União Europeia de que Durão é fiel executor-morzinho e sócrates executante no tango com Passos Coelho e Cavaco, o iniciante do rançoso neo-liberalismo duro de que Sócrates é aprofundante com o apoio elogioso de Só-Ares e tácito de Cavaco. Tudo farinha do mesmo saco, sendo Alegre o Otelo do presente turno de serviço
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(...)
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Victor Nogueira
Pois, mas o D. Sebastião já morreu lá nas plagas de Alcácer Quibir e não há manhãs de nevoeiro que o ressuscitem. Qualquer médico que se preze devia sabê-lo! O Futuro somos cada um de nós que o constrói, com as nossas mãos e a nossa inteligência ! A Frontalidade seria o Pé Descalço tomar de facto o Poder, o que não há D.Sebastião que o pretenda, na esteira do que deveria de facto ter sido enterrado, na cabeça desde Povo, logo em 1580 !
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Mário Nobre Soares, no tempo de Eanes, numa das inúmeras revisões constitucionais, transformou o Presidente da República num orador corta fitas, com maior ou menor habilidade oratória. O resto é conversa mais ou menos fiada, nobre ou poética !
há alguns segundos
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As notícias do meu País, quais são elas ?


Alguém escreve:
PERGUNTO AO VENTO QUE PASSA.................(MANUEL ALEGRE).
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joaotiagokk | 10 de Abril de 2007
Adriano Correia de Oliveira - Manuel Alegre
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Victor Nogueira
Manuel Alegre pertence ao passado e dele restam apenas A Praça da Canção e o Canto e As Armas, em livro e nas vozes de José Afonso e Adriano, sobretudo! No presente, Manuel Alegre não é futuro, mas uma máscara de rosa travestida de cravo. E rosas e cravos picam quem se iluda ! !
2010.07.15 ·
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vitaskaly | 16 de Março de 2008
Lindo Poema de Manuel Alegre, e comovente musica de Alain Oulman, que tinha um toque especial para vestir os poemas com história de vidas e das Gentes. Amália como sempre...Magistral. Um abraço Américo
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A propósito da Queda da Bastilha ou de Cromwell


Sapatos - Van Gogh
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Em pré campanha eleitoral anda o senhor  Silva (como outrora o tratava o menino traquinas da Madeira), um dos pais a que isto chegou, com Mário Só-Ares e quejandos. Em mentirolas andará o sócrates, num tempo que se assemelha ao da Revolução Francesa, que hoje se comemora. (1)
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Mas Liberdade, Igualdade e Fraternidade eram conceitos de múltiplas leituras, do qual a burguesia afastou os sans-cullottes ("pé-descalço"). Proclamando que "só não há Liberdade para os inimigos da Liberdade",  logo definiu sem apelo nem agravo que a liberdade existe apenas para si. Todas as revoluções burguesas foram sangrentas e sempre que os seus interesses estivessem em causa, a força das armas, da repressão e do condicionamento e alienação ideológicas são utilizadas sem dó nem piedade. O círculo fechou-se: depois da exploração  das classes trabalhadoras "livres" da escravidão e da servidão da gleba, a globalização (aggiornamento soft do imperialismo e do capitalismo transformado em "economia de mercado) - que lhe é anterior - e do patrão pelo empresário, o círculo fechou-se, repito, tornando actuais as obras de Engels e de Charles Dickens, do séc. XIX. Efectivamente, fácilmente se transformou o XXI em XIX, após o vigéssimo de interregno. A lotaria estava viciada desde o início e o capitalismo convive bem com as ditaduras (desde que não sejam do proletariado), com as monarquias ou contra a República (Popular, do Poder na Rua)
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Ver no Kant_O_XimPi
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Cavaco entre o lar “euromilhões” e a escola-refeitório

José Sócrates ou ... "bem prega Frei Tomás, olha para o que ele diz, não olhes para o que ele faz" ... "

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TahKhominion | 19 de Outubro de 2007
Num dos momentos mais sublimes da sétima arte, numa de suas mais belas manifestações (Casablanca, de 1942), enquanto soldados nazistas começam a entoar um hino patriótico alemão, um dos líderes da resistência tcheca, presente na ocosião, enfurecidamente corre aos músicos e pede que toquem a Marselhesa.
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Por não mais que alguns segundos, aquilo que poderia ser uma voz solitária se transmuta num fervor coletivo, num assalto passional que leva todos os exilados, expatriados e amantes sedentos da liberdade a seguirem em estrondoso coro, que majestosamente emudece a horda hitleriana.

(a tradução de "Die Wacht am Rhein" foi feita via uma versão em inglês, e a tradução da Marselhesa foi baseada na que a embaixada francesa no Brasil disponibiliza)
R.J.R, Campinas, 19/10/2007 - 11:00
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5409moi5409 | 6 de Janeiro de 2008
L'internationale communiste en français
Hymne de l'URSS jusqu'en 1944. Eugène Pottier, en juin 1871. La musique de Pierre Degeyter, en 1888.
http://fr.wikipedia.org/wiki/L%27Inte...
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Parole :
Couplet 1 :
Debout ! les damnés de la terre
Debout ! les forçats de la faim
La raison tonne en son cratère :
Cest léruption de la fin
Du passé faisons table rase
Foule esclave, debout ! debout !
Le monde va changer de base :
Nous ne sommes rien, soyons tout !

Refrain : (2 fois sur deux airs différents)
Cest la lutte finale
Groupons nous et demain
LInternationale
Sera le genre humain.

Couplet 2 :
Il nest pas de sauveurs suprêmes :
Ni Dieu, ni césar, ni tribun,
Producteurs, sauvons-nous nous-mêmes !
Décrétons le salut commun !
Pour que le voleur rende gorge,
Pour tirer lesprit du cachot
Soufflons nous-mêmes notre forge,
Battons le fer tant qu'il est chaud !

Refrain

Couplet 3 :
LEtat opprime et la loi triche ;
LImpôt saigne le malheureux ;
Nul devoir ne simpose au riche ;
Le droit du pauvre est un mot creux.
Cest assez languir en tutelle,
Légalité veut dautres lois ;
« Pas de droits sans devoirs, dit-elle,
Égaux, pas de devoirs sans droits ! »

Refrain

Couplet 4 :
Hideux dans leur apothéose,
Les rois de la mine et du rail
Ont-ils jamais fait autre chose
Que dévaliser le travail ?
Dans les coffres-forts de la bande
Ce quil a créé sest fondu.
En décrétant quon le lui rende
Le peuple ne veut que son dû.

Refrain

Couplet 5 :
Les Rois nous saoulaient de fumées.
Paix entre nous, guerre aux tyrans !
Appliquons la grève aux armées,
Crosse en lair et rompons les rangs !
Sils sobstinent, ces cannibales,
A faire de nous des héros,
Ils sauront bientôt que nos balles
Sont pour nos propres généraux.

Refrain

Couplet 6 :
Ouvriers, Paysans, nous sommes
Le grand parti des travailleurs ;
La terre nappartient quaux hommes,
L'oisif ira loger ailleurs.
Combien de nos chairs se repaissent !
Mais si les corbeaux, les vautours,
Un de ces matins disparaissent,
Le soleil brillera toujours !

Refrain

USSR red army hymn anthem
"l'ennemi est con, il pense que nous sommes l'ennemi alors que c'est lui" P.Desproge
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julienhermes | 15 de Janeiro de 2008
Chanson révolutionnaire socialiste communiste
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segunda-feira, 12 de julho de 2010

As iluminosidades de Joe Berado

* Victor Nogueira
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O Joe Berardo, ao defender a nacionalização completa da economia nacional em tempos de neo-liberalismo encartado em súcialistas e súciais-demo-cratas ou centros demo-cráticos súciais deve estar a perder alguns milhões e talvez pretenda que  o Estado lave os prejuízos e depois entregue a carne a ele e comandita, continuando o Povo a pagar-lhes a limpeza e eles a arrecadar em milhões. Terá alguma coisa a ver com o boato da intervenção no BCP, essa jóia da gestão privada em que 80% do crédito depende de .... dez devedores, dos quais dois accionistas, incluindo ele? É que também consta que o BCP  teve para ter o destino do BPN e do BPP - falência, com as «artes» do Jardim e perdões de milhões ao filho !
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Não esquecer que o homem é perito em preservação do património classificado edificado - betonizou a Quinta da Bacalhoa em Vila Fresca de Azeitão e destruiu os vinhedos, - para não esquecer o negócio do Museu de Arte Contemporânea que instalou no Centro Cultural de Belém  com manutenção paga pelo Estado, com participações anuais dele para a sua manutenção e conservação não em dinheiro mas em espécie - obras de arte por ele avaliadas e no final é ele que fixa o valor da colecção, caso o Estado pretenda ficar com ela. Negócios da China, em que ele sai sempre a ganhar e o povo a pagar !
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No primeiro caso parece-me que o Instituto de Preservação do Património teve de vergar-se ao peso do Homem e que no segundo a então Ministra da Cultura foi desautorizada pelo então 1º Ministro ... José Sócrates !
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ver no Kant_O_XimPi
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Crise financeira: Governo deve "nacionalizar tudo e começar tudo de novo" - Joe Berardo

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A vida aventurosa de Joe Berardo em romance de cordel

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domingo, 11 de julho de 2010

Estilhaços de Leituras


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Foto de Alfredo Cunha 


* Victor Nogueira
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Quatro obras e um traço de união
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Graber, Gerry - Stauffeberg - História Ilustrada da 2ª Guerra Mundial - Líderes, nº 19 - Editora RNES Lda, Rio de Janeiro 1977
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Michal, Bernard (coord) - A Guerra de Espanha - 3 vols - Editora Amigos do Livro, Lisboa 1972
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Lapierre, Dominique e Collins, Larry - Paris já está a arder-  ? -.Livraria Bertrand, Lisboa s/d
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Ehrlic, Blake - A Batalha da Resistência (França) - Livros do Brasil, Lisboa
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O traço de união é o anti comunismo, o horror ao poder na rua. Stauffeberg, tal como Canaris e depois Himmler ou Goering pretendem uma paz com os Aliados capitalistas para juntos se voltarem .... contra a União Soviética. A conjura de  Stauffeberg é de um amadorismo e duma improvisação incríveis. Trata-se no fundo dum golpe palaciano fracassado, onde as massas e o povo alemão não contam!
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Na Guerra Civil de Espanha, tal como na 2ª Guerra Mundial, os países capitalistas mantêm-se neutrais, salvo a França, com um Governo da Frente Popular, e a partir de certa altura com a intervenção clara da URSS apoiando os republicanos e os países do Eixo apoiando os revoltosos liderados por Franco. Mas o Governo republicano hesita longamente em dar armas aos populares, sobretudo com medo dum triunfo dos comunistas, muito mais disciplinados que os anarquistas.
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Prelúdio da II Guerra Mundial, os países capitalistas mantêm-se na expectativa enquanto vão cedendo a Leste às pretensões de Hitler até à invasão da Polónia. Mas o verdadeiro esforço de guerra só é feito após a reviravolta de Estalinegrado. Nos dois últimos livros é patente o anti-comunismo do General De Gaulle e dos Aliados, que pretendem evitar a entrega de armas aos partisans comunistas, apesar do seu papel relevante quer durante o Dia D, quer na Libertação de Paris. Na resistência ao fascismo e ao nacional socialismo tiveram um papel relevante os partidos comunistas. Se da Conferência de Ialta terá saído a divisão em esferas de influência, é espantoso que o triunfo dos partidos comunistas no Leste da Europa seja apresentado como resultante do totalitarismo da URSS, de que seriam satélites, designação que não se aplica aos países capitalistas da Europa Ocidental, incluindo a manutenção do fascismo em Espanha e Portugal. Apesar das injecções macissas dollorianas do Plano Marshall, que secundarizou a França e a Grã Bretanha a favor dos EUA e da Alemanha Federal,  Mas todos países «democráticos», «independentes» e defensores da «Liberdade» e membros da NATO e da ONU,
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A Nato é uma organização que subverteu todos os conceitos geográficos, como escrevi em post anterior, pois em era de aldeia global cobriu todo o Planeta com um único Oceano, o Atlântico Norte.
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E deste modo, os 3 D do 25 de Abril (Democratizar, Desenvolver, Descolonizar) deram lugar a 3 F's, modernizados: Fado, Futebol e Fodam-nos com Fé, Esperança e Caridade.
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sábado, 3 de julho de 2010

A destruição do Estado "democrático" burguês pela própria burguesia



 * Victor Nogueira
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Sócrates e Cavaco, que de filosofia pouco devem saber incluindo quem foi e o porquê da importância de Sócrates, têm escavacado a economia portuguesa, na linha dum ilustre antecessor, Mário  Só-ares ! Mas Pepe Sócrates" vai mais longe, destruindo os pilares do Estado, necessariamente repressivo.
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Tal como na fachada da "primavera" marcelista, trata-se duma aparente nivolução na continuidade. Desautorizados os seus agentes repressivos que agem em nome da "democracia" na Saúde, no Ensino, na Justiça, nas Forças Armadas e Policiais ou militarizadas, esmifrando até ao tutano quem não seja milionário,  futebolista de sucesso ou administrador de grandes empresas públicas ou privadas, cortando nos air-bags ou almofadas do descontentamento social, criam, simultâneamente com a "inteligente" destruição de estrutura produtiva nacional e a alienação do controle de sectores estratégicos da mesma, o "caos" e transformam a justiça e os tribunais em redes abertas por onde passam à vontade tubarões, polvos e peixe miúdo.
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Os grandes escapam impunemente pelas malhas da rede e os pequenos continuam a sua actividade de violência, tudo isto para criar um estado de descrença na justiça e um sentimento de insegurança, ante-câmara para a instauração dum regime autoritário como albergue espanhol ou casa de alterne de PS e PSD mais o sacristão do CDS/PP. O que é preciso é que esteja travestido de socialista,  trabalhista, republicano, realista, democrata ou social democrata, tudo "popular".
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Retrospectivando a cena internacional, Bin Laden continua à solta, Gorbatchov é um caixeiro viajante descartado, não houve mais ataques da Al-Quaeda nem os EUA voltaram a ser agredidos intra-muros, não se falou mais do pó branco (carbúnculo) e das cartas armadilhadas, festeja-se a Queda do Muro de Berlim mas nem uma palavra sobre as fronteiras invisíveis do muro de Schengen  ou dos muros rendilhados que Israel tece em torno da Palestina ou que que brutalmente os EUA erguem na fronteira com o México. Paredões que no primeiro caso e nos último servem apenas para permitir de facto a imigração ilegal porta aberta para trabalho escravo, cuja finalidade é apenas enriquecer uns poucos sem que de nada sirva a produção ... pois a miséria é crescente e não há poder de compra. Trata-se dum sistema - o capitalista - completamente predador, egoísta e virado para o imediato, apoiado em "indústrias" virtuais ou bolsas especulativas com a fragilidade duma bola de sabão! 
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Um sistema que já se descartou do velho conceito de "nação" e de valores culturais próprios, tudo amalgamado num "governo" supranacional disputado entre as grandes potências capitalistas, num campeonato do vale-tudo onde os serventuários, por um prato de lentilhas, vendem a honra e recebem a paga da traição e da mentira, em ferozes matilhas que desconhecem os valores da Humanidade e da Natureza.
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Haverá algo que os distinga de Gengis Cão ou do cabo austríaco antecessor de "Angela" Merckl ?

O Iraque afinal não tinha armas de destruição maciça mas é um território, berço duma civilização milenária, com os recursos naturais a saque, tal como o Afeganistão, onde a destruição dos Budas  pelos taliban levantou ondas de protesto, enquanto se silencia a destruição do património edificado, natural e cultural perpetrado pelos zelosos defensores da Liberdade e da Democracia, diáfanas fachadas que mal escondem a mentira. A própria Organização do Tratado do Atlântico Norte, fruto da cruzada anti-comunista e anti-soviética, persiste, alargando-se e tornando obsoletos todos os conceitos geográficos. Afinal existe apenas um único Oceano que cobre todo o planeta - o Atlântico Norte - e Portugal, pela mão de Só-Ares, entrou com pompa e circunstância ... na Europa. Porque continente teriam andado os seus habitantes, ET’s desde 1140 até ao milagre dos Jerónimos? Em que misteriosa Atlântida ?
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Sim, nós podemos mudar a agulha mas ... querem mesmo mudar de agulha ou esperam o inevitável momento de Brecht?
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Primeiro levaram os comunistas 
Mas não me importei com isso 
Eu não era comunista
Em seguida levaram alguns operários

  Mas não me importei com isso 
Eu também não era operário
Depois prenderam os sindicalistas
 
Mas não me importei com isso 
Porque eu não sou sindicalista
Depois agarraram uns sacerdotes
 
Mas como não sou religioso 
Também não me importei
Agora estão me levando
 
Mas já é tarde.
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Nós vos pedimos com insistência
não digam nunca:
isso é natural!
diante dos acontecimentos de cada dia
numa época em que reina a confusão
em que corre o sangue
em que o arbítrio tem força de lei
em que a humanidade se desumaniza
não digam nunca:
isso é natural!
para que nada possa ser imutável!
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O chanceler abstêmio
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Eu soube que o Chanceler não bebe
Não come carne e não fuma
E mora em uma casa pequena.
Mas também soube que os pobres
Passam fome e morrem na miséria.
Bem melhor seria um Estado em que se dissesse:
O Chanceler está sempre bêbado nas reuniões
Observando a fumaça de seus cachimbos
Alguns iletrados mudam as leis
Pobres não há.
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quinta-feira, 1 de julho de 2010

O destino dos protagonistas dos Maios e Primaveras dos anos 60 do passado milénio

[05:13:49] Victor Nogueira: Estive no hi5 mas não consigo aceder à página principal, pois só me aparecem anúncios de namoro
[05:14:15 | Editado 05:15:33] Victor Nogueira: Para evitá-los, teria de pagar 10 € por um ano
[05:14:42 | Editado 05:16:12] Victor Nogueira:  Gostava do hi5 mas estão a matá-lo com a publicidade intrusiva
[05:15:02] Victor Nogueira: já deixei de enviar buzzes pois agora são pagos
[05:16:37 | Editado 05:17:31] Victor Nogueira: Detesto o facebook e o my space
[05:16:59] Victor Nogueira: qualquer dia volto para o mIRC e crio um canal
(...)
[05:20:03] Victor Nogueira: o hi5 era mais arrumadinho mas agora   mas aborrece-me a publicidade
[05:20:54 | Editado 05:22:28] Victor Nogueira: Porque carga de água tenho de aceitar pedidos de namoro de teenagers (ou prostitutas disfarçadas de teenagers)  ou pagar para ter acesso à página principal?
 (...)
[05:28:00] Victor Nogueira: Agora aparecem-me os pedidos de namoro e não consigo passar dali
(...)
[05:33:36 | Editado 05:36:07] Victor Nogueira: Os actuais governantes, do Maio de 68 em França, das manifestações universitárias em Portugal em 1969 que levaram à declaração do estado de sítio em Coimbra e à incorporação antecipada para a guerra colonial,  os da Primavera de Praga ou da Hungria, que lutavam ou diziam lutar por um mundo melhor, foram na maioria os primeiros a tornarem-se os mais acérrimos defensores deste capitalismo selvagem e louco !
[05:38:15 | Editado 05:38:45] Victor Nogueira: Neste momento seguem as pisadas de Hitler para tentarem instituir um regime totalitário, de pensamento único e fascista a nível mundial
[05:39:42 | Editado 05:42:05] Victor Nogueira: Uma minoria de senhores, uma coorte de capatazes - os governantes - e os subhumanos - o resto da humanidade
[05:40:59 | Editado 05:41:38] Victor Nogueira: Nos julgamentos de Nuremberga ou de Tóquio ou em França nenhum capitalista foi julgado, apenas os capatazes.
Em minha opinião Albert Speer  (1) terá escapado à pena de morte por se ter oposto à decisão de Hitler destruir toda a estrutura produtiva alemã, apesar de ter sido um eficiente Ministro do Armamento que conseguiu aumentar extraordinariamente a produtividade bélica do III Reich e ter utilizado mão de obra escrava.. A sua libertação antecipada foi negada pela URSS, pelo que teve de cumprir em Spandau 20 anos de prisão.
A sua negação do conhecimento do Holocausto foi uma das suas defesas, conhecimento que teria pois fazia parte do núcleo duro do Nacional-Socialismo e de Hitler.
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Aliás Von Cholitz, (2) último Governador Militar de Paris, só não teria arrasado esta cidade  em cumprimento das ordens de Hitler graças ao levantamento popular dirigido pelos comunistas franceses, e ao facto deo General Der Gaule, profundamente anicomunista, ter também convencido os Aliados a marchar sobre Paris, evitando a entrada dos reforços militares alemães.
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Mesmo Schindler, o Justo, (3), utilizou mão-de-obra judaica nas suas fábricas e resta saber se a protecção que no fim lhes deu se devia a sincero arrependimento ou à necessidade de garantir a «sua» mão de obra forçada.
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Aliás os nazis não só tentaram fazer uma paz separada com os Aliados para em conjunto destruírem o bolchevismo e a URSS como preferiam entregar-se aos aliados capitalistas para escaparem cair nas mãos dos soviéticos.
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Menos sorte teve outro Justo que morreu na miséria, Aristides de Sousa Mendes, sem que os aliados capitalistas se tenham preocupado em destituir o regime fascista português, apoiante de Franco e co-responsável pelo fuzilamento de republicanos espanhóis assassinados na Praça de Touros de Badajoz. !
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(1) Albert Speer - Wikipédia, a enciclopédia livre

(2) Dietrich von Choltitz - Wikipedia, the free encyclopedia

 (3) Oskar Schindler - Wikipédia, a enciclopédia livre

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Paris já está a arder?
História da libertação de Paris
Dominique Lapierre - Larry Collins
Colecção - Documentos de Todos os Tempos
Editora - Livraria Bertrand

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

O Kant_O_XimPi fez 4 anos em 14 de Junho

 

 

DOIS MOMENTOS, DOIS RETRATOS

DOIS MOMENTOS, DOIS RETRATOS

1 . - Uma "manife" em Évora, num verão quente, nos idos de 1974

Ontem, no comício do PC, ali no Rossio de S.Brás, o Álvaro Cunhal falou na independência dos povos das colónias. (...) Ainda antes do Álvaro Cunhal falar o palco foi abaixo por duas vezes. Uma multidão imensa concentrava se em redor do palco, junto ao Monte Alentejano, agitando se inúmeras bandeiras vermelhas do PC. Em uníssono, a multidão repetia as palavras de ordem, de punho erguido.
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Detecto, junto a mim, um grupo que vai comentando ao sabor das intervenções. Quando se falam nas torturas sofridas pelo Cunhal e outro comunista, uma mulher ao meu lado diz me: "Coitadinho! Bandidos!" E a multidão grita: "Morte à PIDE!". Dois delegados dos Sindicatos Agrícolas (Évora e Beja) enumeram as quebras dos contratos colectivos de trabalho e o nome dos latifundiários. A multidão grita: "Morte aos cães!" "A terra a quem a trabalha!".
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Ao meu lado, algumas mulheres dizem: "É assim mesmo!" e "Essa sou eu!", quando se fala em ranchos despedidos. O Álvaro Cunhal cita as lutas revolucionárias dos trabalhadores alentejanos e a "palha" que os latifundiários teriam mandado dar aos trabalhadores que imploravam comida. E a revolta; que enquanto houvesse ovelhas, galinhas e porcos não comiam palha os trabalhadores!
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O Partido faz a sua campanha e no palco estão pessoas que já conheço de há muito. Por detrás delas, enormes, em fundo vermelho, as efígies de Marx, Engels e Lenine. A brancura de Évora é agora quebrada por cartazes do PC. Marx, Engels e Lenine enchem as ruas, conjuntamente com cartazes com a foice e o martelo. (1974.07.28)
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2. - Passa Camarada
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Na Voz do Operário ao chegar à porta para o pátio olhei por cima do ombro e vi o Álvaro e o seu guarda-costas e disse-lhe naturalmente: «Passa, camarada» ao que ele retorquiu " Passa tu, camarada, que chegaste primeiro» E assim ficámos lado a lado no pátio, numa lenta fila para o almoço, enquanto as pessoas vinham cumprimentá-lo ou apresentá-lo aos filhos de colo ou não.
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Foi uma hora divertida e tenho pena de não ter fixado por escrito as conversas, as impressões já desvanecidas e, sobretudo, os diálogos bem humorados com Dias Lourenço sobre as peripécias em torno das fugas de Peniche.
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Porquê Kant_O_XimPi

terça-feira, 8 de junho de 2010

Amália e as polémicas sobre o anti-fascismo


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MadameBateflay — 22 de Janeiro de 2008 — Das várias gravações deste fado, para mim esta é fenomenal.Amália e só Amália (1)


NOTA VN - Durante o fascismo muita gente considerava Amália fascista, sendo por isso molestada  a seguir ao 25 de Abril de 1974. Contudo o seu compositor preferido - Alain Oulman, foi expulso de Portugal pela PIDE, enquanto ela cantava versos de poetas desafectos ao regime, como David Mourão Ferreira e, depois do 25 de Abril, convivesse abertamente com este último e com Ary dos Santos (militante do PCP), com Natália Correia (também desafecta do regime fascista, com Vinicius de Morais e outros poetas. Quando faleceu o Governo de então resolveu sepultá-la no panteão  do Mosteiro dos Jerónimos, ao lado de Alexandre Herculano, (escritor e historiador (século XIX)), Fernando Pessoa (poeta) - sec XX), Luís de Camões (poeta - séc XVI), D, Manuel I (rei - séc XV), Vasco da Gama (navegador e descobridor do caminho marítimo para a Índia - séc XV e XVI), D, João III (rei - sec XVI), D. Sebastião (rei - séc XVI), D Henrique (inquisidor, cardeal e rei - séc XVI), entre outros membros da realeza
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Então o escritor  comunista José Saramago e o então Secretário Geral do PCP, Carlos Carvalhas, fizeram declar4ações públicas sobre a ajuda de Amália, durante o fascismo, a presos políticos, incluindo os comunistas, com donativos em dinheiro. Foi um escândalo com a direita toda a  berrar e o Governo, dada a popularidade de Amália junto do povo,  resolveu sepultá-la no Panteão Nacional de Santa Engrácia,, ao lado dos Presidentes da República Teófilo Braga, Sidónio Pais (ambos da I República - 1910-1926 - tendo este último instaurado uma ditadura sendo assassinado), e Ósca  Carmona, (do regime fascista), dos escritores João de Deus (sec XIX), Almeida Garrett (sec XVIII) ne  Guerra Junqueiro (séc XIX),   e os monumentos evocativos de Luís de Camões (poeta - séc XVI), Pedro Alvares Cabral (navegador e descobridor do Brasil (sec XV e XVI), Afonso de Albuquerque (navegador e militar - sec XV e XVI), Nuno Alvares Pereira (fidalgo e militar - séc XIV), Vasco da Gama (navegador séc XV e XVI) , do Infante D. Henrique (príncipe real e impulsionador dos descobrimentos - sec XIV e XV), Aquilino Ribeiro (escritor - sec  XVIII e XX, presumivelmente implicado no assassinato do Rei D. Carlos I, em 1908) e o General Humberto Delgado (sec XX - assassinado pela PIDE a mando de Salazar, que na altura atribuiu o crime ao PCP)
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(1)
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Amália Rodrigues
Povo que lavas no rio - Letra (Lyrics)
(Joaquim Campos/Pedro Homem De Mello)
Povo que lavas no rio
E talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.

Fui ter à mesa redonda
Bebi em malga que me esconde
O beijo de mão em mão.
Era o vinho que me deste
A água pura, puro agreste
Mas a tua vida não.

Aromas de luz e de lama
Dormi com eles na cama
Tive a mesma condição.
Povo, povo, eu te pertenço
Deste-me alturas de incenso,
Mas a tua vida não.

Povo que lavas no rio
E talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.




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http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=29709256
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domingo, 6 de junho de 2010

Eu paguei a Hitler - Fritz thyssen

* Victor Nogueira
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Um livro da Editorial  Século, onde o autor confessa a sua desilusão pelo ragime nacional socialista, do qual se teria afastado sobretudo após a noite de cristal e a invasão da Polonia, em 1939

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Crimes do franquismo

* Victor Nogueira
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Bem, em Portugal também os crimes do fascismo, incluindo a PVDE/PIDE/DGS, e das organizações bombistas post 25 de Abril nunca foram devidamente investigados. Não houve uma ditadura mas um regime autoritário português suave e do conluio entre os fascistas e certos pais da demo-cracia, incluindo militares, justificam  muitas nebulosidades e cia. Agora, a propósito da estória coordenada por Rui Ramos, até descobriram que só terá havido uns 30 mortos, no Portugal de Minho a Timor!
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E no 150º aniversário da implantação da República e 37 º da branda Revolução dos Cravos duas luminárias do PS, Venda e Carneiro, querem abolir o feriado do 5 de Outubro, criar o dia da Família e tornar móveis datas como o 1º de Maio e o 25 de  Abril!
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Guerra Civil Espanhola
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http://botaacima.blogs.sapo.pt/arquivo/2004_11.html
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Galeria Fotográfica
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quarta-feira, 26 de maio de 2010

As Luminosidades do Reyno em Comédia de Enganos !

* Victor Nogueira


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Foi-se o Papa e ficou a miséria que já estava nesta trágica comédia de enganos que é a política devastadora manobrada por poderosos interesses ocultos que em nada são beliscados. "Brioches", "Pão e Circo" "ou com a"verdade" me enganas" são o lema dos mandaretes, paus mandados travestidos em números circenses.
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O essencial é escondido, não discutido. Entretanto corta-se a eito, sempre sobre os mesmos. Hitler no seu melhor: a  casta dos  senhores, louros, bem apessoados,  e de olhos azuis", metaforicamente falando, Depois  raça subserviente da criadagem - os latinos. E depois os sub-humanos, eslavos, latino-americanos, amarelos, ameríndios, negros e similares.
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Liberdade de imprensa? Claro. Em sério risco. Não porque esteja nas mãos do poder económico e dos seus interesses, mas porque Sócrates quis comprar a TVI, terá mandado calar Moura Guedes ou porque aquele deputado cujo nome não escrevo para não contribuir para que a história o registe "roubou" dois gravadores aos jornalistas por não gostar do rumo da conversa.
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Democracia? Sim. Em perigo? Que ideia. Há eleições, Cavaco lá no seu andor faz de Senhora das Angústias enquanto à sorrelfa duas deputadas Venda e Carneiro do PS  (republicano, súcialista, laico e de expiração marchista ) em nome do aumento da produtividade, pretendem vender gato por lebre.

Segundo relata o Jornal i "As responsáveis defendem a eliminação de dois feriados religiosos: Corpo de Deus (móvel e comemora-se 60 dias após a Páscoa) e Todos os Santos (1 de Novembro) e dois civis: 5 de Outubro e 1de Dezembro.
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As deputadas propõem ainda a transformação do dia de Carnaval, da Liberdade, do Trabalhador e de Camões em feriado móvel para o dia útil mais próximo do fim-de-semana, assim como o feriado de 15 de Agosto e 8 de Dezembro. 
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As responsáveis apostam ainda na criação de um novo feriado a 26 de Dezembro, que no entender das mesmas, deve ser considerado o Dia da Família. "
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Verdadeiras luminárias. Já a I República pretendera transformar o Dia de Natal (25 de Dezembro) em Dia da Família, que Salazar incluira na trilogia "Deus, Pátria e Família".  Assim o dueto mata dois coelhos duma cajadada, ficando de bem com Deus e com a Família, apesar dos «casamentos» Gay. Tudo em nome da Alegria no Trabalho. Ou será que « Arbeit macht frei" (o trabalho liberta)»? Ou como o trabalho dá saúde, passaremos a poupar no Serviço Nacional de Saúde, com a nova Trilogia: «Trabalho, Alegria e Saúde»?.
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No ano do 100º aniversário da queda da Monarquia e da Implantação da República, as luminárias querem eliminar essa velharia da República, mal cheirosa, cheia de ferrugem e chulé! Já em tempos as iluminárias tiveram antecessor no PSD, que numa revisão constitucional pretendia que a forma de governo republicana deixasse de estar constitucionalmente blindada., abrindo a porta a uma eventual integração na Grande Espanha ... dos PIGS ou a subida ao trono do senhor D. Duarte Pio  que normalmente, quando pia, ou entra bigode ou sai asneira !
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Com efeito o 1º de Dezembro, comemorativo da Restauração da Independência face a Castela cheira a bafio, está cheio de teias de aranha e, vai daí, espanador com ele, embora se mantenha o 8 de Dezembro, dia da Consagração de Portugal a Nossa Senhora da Conceição por D. João IV, em 1646 ! Note-se  que desde então os Reys de Portugal deixaram de usar a real coroa, enchapelada na cabeça, pois passaram-na  à da  Senhora da Conceição, posando com ela  - coroa  - numa almofadinha ao seu lado!!

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Viçosas como são, Venda e Carneiro não se preocupam com o culto dos mortos, eliminando o dia de Todos os Santos mas não oficializando o dos "Fiéis Defuntos».
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E agora a gataria mostra o rabo e serve finalmente  o coelho por lebre: o 25 de Abril (comemorativo da Revolução dos Cravos), o 1º de Maio (Dia Internacional do Trabalhado, mas também popular e festivo Dia das Maias) e o 10 de Junho (Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades) passariam a festas móveis, encostadas a um sábado ou a uma segunda, tudo em nome da produtividade. As luminárias esquecem-se que se pratica a semana inglesa e que os estabelecimentos comerciais estão abertos ao sábado de manhã e muitos centros comerciais, mini preços, super e hipermercados, além da restauração, hotelaria, bombas de gasolina e áreas de serviço nas auto-estradas estão abertos ao sábado e mesmo ao domingo. 
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E para terminar, com delicioso sabor a chave de ouro, uma de Carnaval, que deixaria de ser à 3ª feira e passaria para a .... 2ª.  E com a eliminação do Corpo de Deus, acabar-se-ia também com o festivo e popularucho Dia da Espiga, da quinta-feira da Ascensão? !
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Entretanto, noutro registo, Manuel Alegre que de Pateta nada tem, avança de novo com a sua candidatura. Uma vez mais aparentemente armado em Cavaleiro da Triste Figura, contra Ventos e Marés que sempre soprou e agitou. Num registo soft, Carlos Brito convida-lo para a apresentação do seu livro «o homem dos sete fôlegos», a quem faltou o oitavo para pôr os pontos nos is. Na imprensa, seja de referência, seja tablóide, os comentários jornalísticos oscilam entre o ridículo e o anedótico, pese embora a seriedade que o autor pretende dar à sua «obra humanizante».
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Claro que a piscadela é para Cavaco e o essencial é a desvalorização da actual direcção do PCP e  negação duma candidatura própria deste parrtido. Como diria o Diácono Remédos, «não havia nexexidade».
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Com o Bento vieram medidas drásticas de aperto do cinto em nome da estabilidade e crescimento. Como PIG que é. Portugal corre o risco de ser um protectorado da Grande Alemanha !
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Quanto ao Bento, diz a sabedoria popular, se calhar a despropósito, que de Espanha nem bom bento/vento, nem bom casamento.Não se vê com seria possível o casamento dum pig republicano  com cheiro a chulé com um pig monárquico com cheiro a Bourbon.
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Portanto as medidas gravosas aí estão. Ah! Com o Bento veio a notícia que afinal o terceiro segredo de Fátima não é o ratinho parido pela montanha, mas que na manga há mais trunfos! Pelo menos três pastorinhos ou três Reis Magos já temos: Durão, Sampayo e Guterres. Fora alguns moços, parentes de Santo António, que uns dizem ser de Lisboa e outros de Pádua, mas cuja ubiquidade é veneranda ou venerável, conforme o tempo e lugar
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A Talhe de Foice, ando a ler dois livros ao mesmo tempo - um sobre a ocupação de Portugal pelo Rei de Castela em 1580, donde foram corridos em  1640 porque ao mesmo tempo ocorreu uma revolta na Catalunha para também se libertar de Castela - aliás  Espanha tem uma série de Regiões que pretendem a independência, como a Catalunha, o País Basco (uma parte do qual se situa também em França) e a Galiza (que preferiria integrar-se em Portugal). Aliás na Galiza falam castelhano, galego e português e há uma corrente que pretende integra-se nos Países de Expressão Portuguesa,  que inclui as antigas colónias portuguesas -- Cabo Verde, Guiné Bissau, S. Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Timor Lorosae e Brasil.

 Outro livro é sobre as ligações ente o Vaticano e as redes mafiosas de branqueamento de capitais, o chamado dinheiro sujo, e a sua aliança com o capitalismo.
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O Papa esteve agora a Portugal cheio de medidas de segurança - oito mil polícias, protecções antí-misseis, carros blindados, atiradores especiais em todo o percurso, ruas vedadas ao trânsito, restrições à circulação de pessoas ...
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Pelos vistos o Papa não tem muita confiança na protecção divina nem pretende morrer crucificado como Cristo que, se viesse à terra, seria hoje executado como ... terrorista ou membro da Al Quaeda ou similar
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Apesar de Venda e Carneiro, o Governo «laico» deu tolerância de ponto aos trabalhadores da Administração Pública para irem ver o Papa em Lisboa, Porto ou Fátima, mas a maioria deverá  ter ficado  em casa ou, os que puderem, terão «gozado» umas mini-férias. Mas os patrões no sector privado não dispensaram os trabalhadores de irem trabalhar, assim como aqueles que trabalham em instituições ligadas à Igreja Católica. Como se diz em Portugal, o Governo quis ser mais papista que o Papa e os restantes "serviço é serviço e conhaque é conhaque" ou "amigos, amigos, negócios à parte". Quanto aos desempregados, esses madraços a viverem à conta do subsídio de desemprego, esses estão de maxi-férias enquanto o Governo, o patronato e certos deputados trabalham  insanamente para o Bem Comum, porque dos pobres é o Reyno dos Céus!
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E aqui se interrompe a história com Vivas à Dona Vitória, que não sei quem era !
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Entretanto, fiquem aqui no Galeria e Photomaton com

Abril em Maio após Novembro (1)

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sábado, 15 de maio de 2010

Sobre o Tempo e o vento ...

* Victor Nogueira
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.Dias de sol, dias de vento, dias gélidos, sem Bento que nos salve e Sócrates fast-food com passes de coelho ou o tango  do gato  por lebre !
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